ANS decreta direção técnica na Unimed-Rio por um ano

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decretou nesta quinta-feira um regime de direção técnica na Unimed-Rio, passando a ter o acompanhamento direto de um representante indicado pela agência reguladora,  Há quase dois anos passando por uma crise financeira e institucional, a Unimed-Rio estava sob a direção fiscal do órgão regulador desde 2015.

Segundo a Unimed-Rio, o regime de direção técnica estabelecido pela ANS não é uma intervenção, mas, segundo o próprio órgão regulador informou em reunião realizada nesta quinta-feira, um acompanhamento mais próximo da operação assistencial da cooperativa. Esse acompanhamento será realizado por um representante indicado pela agência que atuará realizando análises e recomendações, mas sem poder de gestão sobre a empresa.

— Temos um problema e estamos totalmente comprometidos em resolvê-lo. A Unimed-Rio é uma empresa viável e o que mais precisamos hoje é de tempo para que as ações que estamos tomando possam surtir efeito — diz Denise Durão, diretora médica e vice-presidente da cooperativa de saúde.

A Unimed-Rio também esclarece que o atendimento permanece normalizado, sem qualquer impacto aos clientes e cooperados, e que toda e qualquer iniciativa da direção técnica será no sentido de melhorar a prestação de serviço.

A direção técnica terá a duração de um ano, podendo a operadora ter mais de um regime subsequente. A operadora ressalta que, diferente da direção fiscal, que é um acompanhamento do panorama econômico-financeiro da empresa, a direção técnica se concentra nas questões assistenciais e não representa o primeiro passo para a liquidação:

— A direção técnica visa justamente a evitar que a situação chegue a um nível extremo. Diversas operadoras já estiveram neste regime e tiveram sua situação normalizada.

Garantia de atendimento

Segundos fontes do setor, o acordo firmado segunda-feira continua valendo e não houve agravamento da situação da cooperativa. A direção é justamente para que seja feito um acompanhamento mais de perto da qualidade do atendimento.

Na última segunda-feira, um termo de compromisso que garanta a continuidade do atendimento aos mais de 800 mil beneficiários da Unimed-Rio começou a ser negociado em reunião na sede da ANS, com representantes dos Ministérios Público federal e estadual, Defensoria Pública do Estado e cooperativa carioca e de prestadores de serviços credenciados à empresa.

Durante o encontro, segundo nota conjunta recebida em primeira mão pelo GLOBO, foram “debatidas as metas e fixados os compromissos inerentes às responsabilidades de cada um dos participantes” nesse processo de garantia de direitos dos clientes da Unimed-Rio.

A nota ainda destaca que “a participação dos cooperados também será fundamental ao atingimento das metas direcionadas ao reequilíbrio econômico-financeiro e assistencial da cooperativa.”

Crédito: O Globo – disponível na web 21/10/2016

2 Comentários

  1. Tenho informções de que em Niterói já tem servidores que não estão sendo atendidos, embora a Unimed diga o contrário. Esta semana fui ao cardiologista da Unimed-Rio e tive de pagar a consulta. Ele se descredenciou da Unimed e entrou na justiça contra ela.
    Deste embróglio só quero ser atendido e não estou satisfeito como a situação atual.
    O que a Asmetro SN está fazendo para gerenciar uma possível mudança do nosso plano para outra operadora? Vamos esperar até a ANS decretar a liquidação da Unimed-Rio? Como ficam os colegas de outros municípios ou os que não puderem pagar a consulta quando forem surpreendidos por situção igual a minha?
    Acho que a Asmetro não está indo ao encontro da aspiração de seus associados ao destacar pontos de vistas de interesse da Unimed que é o que estou vendo.
    Já está correndo lista para abaixo assinado para a presidência do Inmetro solicitando adesão a planos de outra operadora. Até quando a Asmetro não dará resposta aos associados.

    • Caro Paulo, entramos em contato com a operadora Unimed-Leste Fluminense e a mesma não confirmou a sua informação. Segunda a operadora, o atendimento já foi restabelecido. Entretanto, como já amplamente divulgado em nossa página, fazemos monitoramento constante tendo com principal fonte de dados o próprio associado. Tanto o ASMETRO quanto, INPI e CVM não tem relatado problemas desta natureza atualmente em Niterói, embora já tenham existido.

      Com relação a situação atual, lembramos mais uma vez que este sindicato só pode tomar ações mais drásticas (denúncia ao CREMERJ, denúncia a operadora Unimed, ANS e ao ministério publico) se devidamente provocado. Trata-se de IRREGULARIDADE o não atendimento ao conveniado por parte do médico cooperado. Ele é sócio, dono e responsável solidário pela operadora. Cobrar “por fora” pode ser enquadrado como delito penal, pelo qual ele deverá responder. Desta feita, reiteramos nossa solicitação de que os que sofrerem esta prática DENUNCIEM ao ASMETRO-SN para que possamos tomar as providências cabíveis.
      Relembramos que estamos diuturnamente pesquisando soluções para continuar atendendo nossos associados com qualidade. Neste trabalho, juntam-se a nós CVM e INPI. Reiteramos o pedido feito aos associados do plano ASMETRO-SN: caso algum associado tenha sugestão viável de outro plano, estamos a disposição. Entendemos e agradecemos a participação e preocupação de todos com relação a busca de alternativas ao nosso atual contrato IBBCA/UNIMED/ASMETRO.

      ASMETRO-SN

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