Polícia Federal deflagra quarta fase da Operação Registro Espúrio, filho de ministro do TCU, é alvo da operação

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A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (18) a quarta fase da Operação Registro Espúrio, com o objetivo de apurar desvios de valores da Conta Especial Emprego e Salário (CEES).
Os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão temporária em Brasília, Goiânia, Anápolis, São Paulo e Londrina. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).As investigações indicam a atuação de uma organização criminosa em entidades interessadas em obter, de forma fraudulenta, restituições de contribuições sindicais recolhidas indevidamente da CEES.

Esquema

Os valores eram transferidos da CEES para as contas bancárias das entidades, com posterior repasse de um percentual para os servidores públicos e advogados integrantes do esquema.

Os investigados responderão pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro.

Operação Espúrio, 3ª fase
Operação Registro Espúrio 3ª fase- Os pedidos de restituição eram manipulados pelo grupo com o intuito de adquirir direitos a créditos, conforme indicou também o Ministério da Transparência e a Controladoria-Geral da União.- José Cruz/Arquivo Agência Brasil
Registro Espúrio

A Operação Registro Espúrio foi desencadeada com o objetivo de desarticular organização criminosa que atua na concessão fraudulenta de registros sindicais no Ministério do Trabalho.

Agência Brasil de Notícias 18/09/2018

Tiago Cedraz, filho de ministro do TCU, é alvo de nova fase da Operação Registro Espúrio

Agentes cumprem 9 mandados de prisão temporária e 16 de busca e apreensão. Operação investiga fraudes em restituições de contribuições sindicais.

PF cumpre mandados de prisão e busca em investigação contra fraudes do Ministério do Trabalho
Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz do Tribunal de Contas da União – PF cumpre mandados de prisão e busca em investigação contra fraudes do Ministério do Trabalho

O advogado Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz do Tribunal de Contas da União, é alvo da quarta fase da Operação Registro Espúrio deflagrada na manhã desta terça-feira (18) pela Polícia Federal (PF). Procurado pelo G1, o escritório de Tiago não respondeu ao contato.

A operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), investiga supostos desvios de valores da Conta Especial Emprego e Salário (CEES). Segundo as investigações, os desvios chegam a R$ 9 milhões.

O apartamento e o escritório de Tiago, são alvos de mandados de busca. O sócio dele Bruno de Carvalho Galiano é alvo de mandado de prisão temporária. PF chegou a pedir a prisão de Tiago Cedraz, mas o STF negou. Tiago Cedraz é investigado pelos supostos crimes de peculato e corrupção ativa.

Marcelo de Lima Cavalcanti, chefe de gabinete do deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), também é alvo de mandado de busca e prisão temporária. De acordo com investigadores, ele não foi preso e ainda está sendo procurado.

Até a última atualização desta reportagem, o G1 buscava contato com a defesa de Bruno de Carvalho Galiano e Marcelo de Lima Cavalcanti.

No total, a PF cumpre 16 mandados de busca e apreensão e 9 de prisões temporárias em Brasília, Goiânia, Anápolis (GO), São Paulo e Londrina (PR).

Investigações

A Polícia Federal investiga nesta fase fraudes na restituição de contribuições sindicais recolhidas a maior ou indevidamente da CEES.

A PF investiga os crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, no esquema investigado, pedidos de restituição eram manipulados por suposta organização criminosa com o intuito de adquirir direito a créditos.

Ainda segundo as investigações, os valores eram transferidos da CEES para as contas bancárias das entidades, e um percentual era repassado para os servidores públicos e advogados integrantes do esquema.

Registro Espúrio

A primeira fase da Operação Registro Espúrio foi desencadeada em maio deste ano para investigar suposta organização criminosa integrada por políticos e servidores que atuavam em fraudes na concessão de registros sindicais pelo Ministério do Trabalho.

Por causa das investigações, Helton Yomuna foi afastado do cargo de ministro do Trabalho no início de julho e a concessão de registros sindicais foi suspensa.

No dia 28 de agosto, a PGR denunciou o presidente do PTB, deputado cassado Roberto Jefferson, a filha dele e deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), o ex-ministro Helton Yomura e mais 23 pessoas.

No último dia 4, o ministro Edson Fachin, relator do caso no STF, autorizou a abertura de 3 inquéritos no âmbito da Operação Registro Espúrio.

Tiago Cedraz

Não é a primeira vez que o advogado é alvo de operação da Polícia Federal. Em agosto do ano passado, ele foi alvo de busca na 45ª fase da Operação Lava Jato.

Cedraz foi citado em depoimento do lobista Jorge Luz, que, segundo as investigações da Lava Jato, atuou em favor do MDB em um esquema de corrupção e desvio de dinheiro da Petrobras para políticos do partido.

Segundo Jorge Luz, o advogado Tiago Cedraz intermediou conversas entre a empresa norte-americana Sargeant Marine e a Petrobras e, por isso, teria recebido US$ 20 mil em propina. Ainda de acordo com as investigações, Cedraz teria recebido os recursos em contas mantidas na Suíça em nome de offshores.

Crédito:  Camila Bomfim e Ana Paula Andreolla, TV Globo, Brasília – disponível na internet 18/09/2018

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