Secretário afirma que modelos do Inpi e Inmetro serão revistos.

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O secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia, Carlos da Costa, disse nesta quarta (30/1) que os modelos do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) serão revistos, visando a simplificação e a expansão.

Na avaliação do titular da Sepec, os dois institutos são fundamentais para a inserção global do Brasil e para mais investimentos e geração de empregos no país

divulgação

Ele pretende que o Inmetro evolua em áreas da atuação modernas, onde outros institutos de metrologia líderes no mundo já operam. “É preciso uma certa padronização para que o consumidor, ao comprar ou usar aquele serviço, saiba o que está comprando em um mundo cada vez mais complexo”, observou.

Antenados
Costa disse que quer o Inpi e o Inmetro “antenados” nas necessidades do setor privado, que é quem gera produtividade, competitividade e emprego. “O governo tem que sair do caminho, parar de atrapalhar e, depois, tem que investir naquilo que é realmente o papel do Estado, como marcas e patentes e metrologia”, afirmou.

Carlos da Costa visitou nesta quarta, pela primeira vez, os laboratórios do Inmetro, em Xerém, município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense e, à tarde, discutiu estratégias com a direção do Inpi.

Crédito: Metrópoles e Agência Brasil de Notícias – disponível na internet 01/02/2019

Secretário Carlos Da Costa visita campus do Inmetro 

O Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Da Costa, conheceu, nesta quarta-feira (30/1), as instalações do Inmetro no Campus de Laboratórios, em Xerém. Esta foi a primeira visita do secretário à autarquia, vinculada à sua pasta, que integra a estrutura do Ministério da Economia. Recebido pela presidente do Instituto, Angela Flores Furtado, o secretário apresentou a estrutura e a missão da Sepec ao corpo funcional. Na sequência, visitou alguns dos laboratórios preparados para oferecer soluções ao setor produtivo.

“O Inmetro é uma instituição respeitável, uma das marcas mais valiosas do Governo hoje. Traz nela confiança, um conceito de enorme valor no mundo moderno, assim como padrões e rastreabilidade”, afirmou o Secretário, ressaltando que produtividade e competitividade estão diretamente relacionadas às atividades do Instituto.

Ao abordar a sofisticação da produção e os avanços tecnológicos, Carlos Da Costa destacou que o mundo do futuro será marcado pela intagibilidade e citou que 75% do valor das 500 empresas mais valiosas dos Estados Unidos (S&P 500) são intangíveis.

“O intangível não é facilmente verificável. Em áreas como a cibersegurança, quanto maior a dificuldade em se aferir a incerteza, maior a necessidade de confiança”, disse. “Isso aumenta a relevância do Inmetro e viabiliza outros modelos de negócio para a Instituição”.

Ao se dirigir ao corpo funcional sobre a escolha da presidente Angela Flores Furtado para o cargo, o Secretário destacou que a indicação atendeu a rigorosos critérios técnicos, uma demanda da sociedade.

“Temos um caminho extraordinário para o Inmetro, que passa por estratégia, inovação, modelos de negócio e investimento”, disse. “Precisamos, agora, de um direcionamento novo, claro, moderno e efetivo, para que essa marca continue orgulhando a todos. Tenho confiança total em vocês e na presidente Angela”.

À tarde, a presidente Angela Flores Furtado e Claudio Vilar Furtado, indicado para presidir o INPI, foram apresentados à imprensa pelo Secretário Carlos Da Costa.

Visita aos laboratórios

Visita do Secretário Carlos A da Costa 30-01-2019 – foto : Dicom Inmetro

Após sua apresentação, Carlos da Costa esteve no Laboratório de Análise Orgânica, da Divisão de Metrologia Química e Térmica, onde conheceu alguns dos materiais de referência certificados (MRC) desenvolvidos pelo Inmetro. Utilizados para garantir rastreabilidade, comparabilidade e confiabilidade dos resultados de medições em química, os MRCs constituem ferramentas estratégicas para o setor produtivo e laboratórios acreditados.

Entre outros, foram apresentados MRCs para análise de emissões veiculares, usados pela indústria automotiva em ensaios de análise de gases poluentes; de gás natural; e de etanol em água, voltados para a calibração de etilômetros (bafômetros) em todo o País. O oferecimento de MRCs desenvolvidos pelo Inmetro reduz custos das empresas com importação e contribui para a competitividade e a soberania nacional.

Visita do Secretário Carlos A da Costa 30-01-2019 – foto : Dicom Inmetro

Em seguida, Da Costa visitou o Núcleo de Laboratórios de Microscopia, um dos maiores parques de microscopia eletrônica da América Latina, onde foram apresentadas pesquisas de ponta desenvolvidas no campo da nanometrologia. Conheceu equipamentos como o microscópio eletrônico de transmissão de alta resolução Titan, capaz de realizar caracterização de materiais na escala atômica.

Centro de excelência para estudo do grafeno, o Inmetro vem atuando para apoiar a indústria nacional no desenvolvimento de novos produtos à base do material. Estudos em nanotecnologia conduzidos em parceria com o setor produtivo nos segmentos têxtil, de cosméticos, farmacêutica e de petróleo e gás também foram apresentados.

Fonte: Inmetro 01/02/2019

9 Comentários

  1. Sabemos o quanto essas mudanças são importantes para o empresariado. Simplificar faz com que tudo evolua de forma gradativa, mas, tem que haver fiscalização, já que, nós profissionais da Propriedade Intelectual e empresariado em geral, sofremos muito com a pirataria, oportunismo, fraudes e é claro, com á má qualidade dos profissionais que circundam o nosso respeitoso setor.

    Essa é a nossa opinião!

    Grupo Santos Alves S.A de Marcas e Patentes
    Transformando nomes em Marcas Registradas

  2. Eu tenho minha própria visão a cerca de como vive o INPI atualmente
    Com tudo não é difícil levantar os golpistas fazendo se passar por agentes do INPI e ganhando muito dinheiro tudo é feito em Maringá PR e restante do país sito uma das coisas que não dá moral a o INPI atualmente é não policiar as atividades exercidas no INPI é muito golpe cadê a polícia federal cívil e outras esse tipo de crime é feito com emissão de boletos bancários forjado coisa que é bom esse ministro da pasta se at..

    • Ñ q eu ñ acredite em empresas q trabalham no ramo de patentes. Temos
      2 problemas nessa questão primeiro existem um monte de golpistas como já citados. Segundo empresas q trabalham no ramo de patentes exploração total em valores cobrados dos empresários ou inventor e ainda querem cobrar outros valores mensal.

    • Ate concordo com vc Bianca, mas, assim como em muitos outrod setores de atividade, há quem aplica o famoso 171 e ha quem trabalha de forma transparente e dentro da legalidade. O próprio INPI tem uma lista de dezenas de empresas que atuam indevidamente. Basta buscar a empresa e la vc encontra. Não se pode generalizar. #FICAADICA

  3. Estou denunciando empresas paulistas desde 2017, por fraude,plágio etc.
    Mesmo após receberem a notificação judicial, continuam a fabricar, vender, meu produto que é patenteado. Até quando?

    • Fernanda (fegbkhadory), entenda! As suas denuncias estão sendo falhas. O INPI, assim como a lei, são meros instrumentos de interpretação. Se deseja resultados práticos, não está no INPI a solução de seus problemas, e sim na forma em que a lei está sendo aplicada, onde ela está sendo aplicada e quem as aplicam (Advogado/Procurador). Uma queixa-crime como a relatada, parte de um valor minimo de R$10.000,00 nas maos de qualquer advogado mediano.

  4. A nossa luta aqui no RS é muito grande. Após longos anos de tramitação da patente, tivemos que recorrer à justiça para conseguir a carta patente. O INPI fez e faz um grande esforço, para que não tenhamos a propriedade intelectual brasileira, ou seja, que não tenhamos grandes inventores brasileiros. Nosso motor, patenteado sob o nº PI0403430-9, movimenta com toda a estrutura do combustível. É energia limpa, ambientalmente correta no mundo. Ganhamos a liminar contra o INPI e a entrega definitiva da Carta Patente por decisão do TRF4 – Tribunal Regional Federal da 4ª Região do RS., porque, não intimaram o inventor sobre o deferimento da carta patente e a extinguiram, colocando-a em domínio público, porque o inventor não pagou a taxa de R$ 95,00. As dificuldades são muitas e decidi não encaminhar mais pedido de carta patente, pois depois de muitas pesquisas e trabalhos ficamos reféns do INPI, pagando taxas e mais taxas e nenhum incentivo para os inventores. Infelizmente, todos os recursos são cheios de normativas, para que o inovador real não consiga os recursos. O pior é que acabam se perdendo nas faculdades socialistas e não aparece retorno algum. Atualmente, o processo indenizatório contra o INPI está tramitando no STJ no REsp nº 1547312 / RS (2015/0191477-5). O prejuízo maior de quem deveria defender e zelar pelas inovações tecnológicas do Brasil, que poderão trazer muitos royalties para o País, foi divulgado para todo o mundo todo na revista do INPI, inclusive toda a patente está registrada no Escritório Europeu de patentes, mas o criador da invenção continua sem reconhecimento nenhum, tudo por culpa do INPI , que manchou a invenção para todos os investidores, como costuma fazer com os inventores brasileiros. Agora, pode ser que os Ministros reconheçam os direitos do inventor e façam um julgamento justo.

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