Corrupção: “Às vezes, lá na ponta da linha, está um assessor fazendo besteira sem a gente saber”

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Bolsonaro diz que colocará ‘no pau de arara’ ministro que se envolver em corrupção

Declaração foi feita durante primeira viagem de presidente a Tocatins desde sua posse

O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta quinta-feira, que vai colocar “no pau de arara” o ministro que tiver o envolvimento em casos de corrupção comprovado.

A declaração foi dada durante um discurso do presidente em uma viagem a Palmas, no Tocantins.

A fala é uma referência a um dos instrumentos de tortura usados por agentes da ditadura militar, que governou o Brasil de 1964 a 1985, e ocorre um dia antes de o Ato Institucional Nº 5 completar 51 anos.

Bolsonaro, que é declarado admirador do período militar, reconheceu que existe a possibilidade de haver casos de corrupção em seu governo, mas garantiu que eventuais irregularidades não serão toleradas.

— Pode ser que haja corrupção no meu governo? Sim, pode ser que haja. Pode ser que haja e o governo não saiba — disse Bolsonaro ao criticar governos anteriores, aos quais acusou de corrupção.

O presidente fez, então, a menção ao instrumento de tortura:

— Se aparecer, boto no pau de arara o ministro, se ele tiver responsabilidade, obviamente. Às vezes, lá na ponta da linha, está um assessor fazendo besteira sem a gente saber. Mas isso é obrigação nossa, é dever.

Crédito: O Globo – disponível na internet 14/12/2019

4 Comentários

  1. Se existe um assessor na ponta fazendo besteira, não se trata de corrupção e sim de incompetência, do assessor e de quem o escolheu. Se o governo não sabe já tá na hora de saber. Se tem a intenção de colocar ministros incompetentes ou corruptos em “pau de arara” não vai sobrar “pau” para todos eles.a função do chefe não é prometer, ameaçar, justificar ou corrigir depois do acontecido. É preciso escolher os colaboradores capacitados, de preferência que saibam que a terra é redonda, que tenham conhecimento além da regra de três simples, e da tabuada de sete e do lançamento de projetil, que não dêem declarações estapafúrdias e se derem que sejam responsabilizados pela instabilidade económica provocada e investigados se ganharam com às variações da moeda, após informações privilegiadas.

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