Bolsonaro nega traição na indicação de Decotelli (matéria atualizada)

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Bolsonaro nega traição na indicação de Decotelli

presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nega que houve algum movimento de traição no processo de nomeação do ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, no que diz respeito à exposição negativa do governo após serem apontadas incongruências no currículo acadêmico do ministro.

À CNN, nessa segunda-feira (29), Bolsonaro lamentou o episódio e disse que está analisando se mantém Decotelli no cargo.

“Não houve nenhuma traição por parte de nenhum órgão, tampouco do GSI, Gabinete de Segurança Institucional. Reconheço a vida pregressa do senhor Carlos Alberto Decotelli e ele se equivocou quando expôs o currículo dele”, ressaltou.

Acusações de plágio na dissertação de mestrado, omissões e informações falsas no currículo do novo ministro criaram, nessa segunda-feira, um mal-estar no Palácio do Planalto e rumores de que houve fragilidade da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), órgão ligado ao GSI. Auxiliares defendiam que um pente-fino deveria ser feito antes de qualquer nomeação.

Nos bastidores, fala-se que manter Decotelli como ministro da Educação é inviável e que a saída dele já é vista como certa

Crédito: Leandro Magalhães, da CNN Brasil – disponível na internet 30/06/2020


Bolsonaro aponta traição em caso Decotelli e acirra disputa interna

Em meio à revelação de uma série de incongruências no currículo acadêmico do novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, o presidente Jair Bolsonaro disse estar se sentindo traído, segundo aliados.   
 

De acordo com relatos feitos à CNN, a sequência de informações equivocadas sobre a formação de Decotelli é apontada como imperdoável. Pessoas próximas a Bolsonaro dizem que, hoje, o clima no Palácio do Planalto é de constrangimento e que o futuro ministro dificilmente assumirá o comando do MEC (Ministério da Educação). 

As acusações de plágio na dissertação de mestrado, somadas às falsas informações sobre os títulos acadêmicos de Decotelli, também geraram novo embate entre as entre as alas ideológica e militar.

Auxiliares de Bolsonaro afirmam que o filtro feito pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), do general Augusto Heleno, tem se mostrado ineficaz e que, mais uma vez, Bolsonaro é levado ao erro pelos próprios auxiliares. Por outro lado, há avaliação de ninguém poderia desconfiar de informações elencadas oficialmente em um currículo acadêmico. 

A irritação de Bolsonaro com o GSI fez com que a ala ideológica aproveitasse a oportunidade para operar nos bastidores a retomada do MEC após a perda de Abraham Weintraub.  

Decotelli foi alçado à pasta graças aos militares e Weintraub era um expoente dos ideológicos. 

Nas últimas semanas, os ideológicos vêm reclamando do avanço dos militares na gestão. Atribuem aos generais do governo a mudança no estilo presidencial. Antes, era o confronto. Agora, a pacificação. Há reclamação também quanto às negociações políticas com o Centrão por parte da Secretaria de Governo, do general Luiz Eduardo Ramos, que decidiu submergir.

Com a queda de Decotelli, os ideológicos têm defendido um substituto mais parecido com Weintraub. Ilona Becskeházy, secretária de Educação Básica, é a preferida desse grupo. Ela é considerada conservadora e tem elogios à gestão Weintraub. Já os militares querem retomar as negociações com o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, ou com Sérgio Sant’Anna, assessor especial da pasta.

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Crédito: Caio Junqueira e Thais Arbex/CNN  Basil – disponível na internet 30/06/2020

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