‘Somos a espécie mais perigosa da história’: cinco gráficos sobre o impacto da atividade humana na biodiversidade

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A atividade humana está destruindo a natureza, causando uma aceleração alarmante na extinção de espécies da flora e fauna.

Alguns líderes mundiais têm prometido diversas ações para tentar resolver o problema. Mas elas vão ser suficientes?

O que é biodiversidade e por que ela é importante?

Biodiversidade é a variedade de seres vivos na Terra e os ecossistemas aos quais eles pertencem, que fornecem oxigênio, água, alimentos e inúmeros outros benefícios.

Recentemente, um conjunto de relatórios e estudos alertou sobre o atual estado da natureza. Veja-os em gráficos:

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“Não temos tempo para esperar. A perda da biodiversidade, a perda da natureza, está em um nível sem precedentes na história da humanidade”, diz Elizabeth Mrema, secretária-executiva da Convenção sobre Diversidade Biológica, da ONU. “Somos a espécie mais perigosa da história mundial.”

Os humanos estão causando a extinção de outras espécies por meio da caça, pesca predatória e derrubada de florestas.

Somos quase inteiramente responsáveis ​​pela extinção de várias espécies de mamíferos nas últimas décadas, de acordo com um estudo recente publicado na revista especializada Science Advances.

E as previsões sugerem que outras 550 espécies de mamíferos serão perdidas neste século, se continuarmos no caminho atual.

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Como podemos sair do caminho da destruição?

Abandonar o modelo devastador que adotamos exigirá grandes mudanças.

Na Cúpula da ONU sobre biodiversidade, realizada no dia 30 de setembro em Nova York, o secretário-geral da entidade, Antonio Guterres, afirmou que “a humanidade está travando uma guerra contra a natureza e precisamos reconstruir essa relação”.

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Qual é o plano para o futuro?

Os países estão sendo instados a assinar um acordo, que representaria para a biodiversidade o que o acordo climático de Paris foi para as mudanças climáticas.

Isso se enquadra no que se conhece como Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), tratado internacional firmado na chamada “Cúpula da Terra” realizada no Brasil em 1992.

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Este acordo tem três objetivos: a conservação da diversidade biológica; o uso sustentável de seus componentes; e a repartição justa e equitativa dos benefícios derivados do uso dos recursos genéticos.

Os países tinham até este ano para atingir as metas estabelecidas há uma década, que vão desde conter a extinção até reduzir a poluição e preservar as florestas.

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Apesar de alguns avanços, nenhum dos objetivos foi alcançado.

Agora, os líderes mundiais estão sendo chamados a assinar um pacto para salvar a biodiversidade do planeta por meio de um plano que prioriza a vida selvagem e o clima.

Segundo a comunidade científica, não é tarde para reverter o declínio da natureza, mas é preciso muito empenho e o real cumprimento de promessas.

Crédito: Helen Briggs – Repórter de Meio Ambiente da BBC – disponível  na internet 12/10/2020

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