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“Não adianta tentar se esconder: A sociedade está vendo”

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Crédito: Unsplash - reprodução do JOTA
Lula critica Moraes em público e blinda aos cochichos
Chamado pelo Centrão a socorrer seus aliados no STF numa hora de necessidade, o Planalto foi obrigado a comparecer.
Não adianta tentar se esconder: a sociedade está vendo
A cena é emblemática.
 
Na posse do novo ministro José Guimarães, da secretaria de Relações Institucionais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi flagrado aos cochichos com o presidente do Senado Davi Alcolumbre.
 
Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Paulo Gonet Foto: Wilton Junior/Estadão

Os dois saíram sem falar com a imprensa, mas foi depois dessa cena que se iniciou uma operação para salvar os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

 Com o aval de Alcolumbre e do líder do governo no Senado Jaques Wagner, foram trocados três membros da CPI do Crime Organizado.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cochica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia de posse de José Guimarães Foto: Evaristo Sa/AFP

A mudança garantiu a rejeição do relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que pedia o indiciamento por crime de responsabilidade dos ministros e do PGR por seu envolvimento no caso Master.

O placar foi de 6 votos a 4. Sem a troca, o relatório teria sido aprovado. Wagner culpou a liderança dos partidos — no caso o senador Eduardo Braga (MDB-AM), líder do bloco a que pertenciam os parlamentares que perderam a cadeira na CPI. Braga não se manifestou.

É bem verdade que o processo seria longo e provavelmente infrutífero. Mesmo que tivesse sido aprovado pela comissão, o pedido de impeachment não seria lido por Alcolumbre. Mas o Planalto poupou o presidente do Senado e os ministros do STF do desgaste.

Lula e o PT havia começado a fazer críticas ao Supremo e a Moraes em público, mas agora blindaram o Judiciário aos cochichos.

Em entrevista ao ICL Notícias, o presidente disse que Moraes “não deveria jogar fora sua biografia” e se “declarar impedido no caso Master”.

Poucos dias depois, a fala de Lula foi reiterada pelo presidente do PT, Edinho Silva, em entrevista ao Canal Livre da Band. Em conversa com a Folha de S.Paulo e o UOL, a ex-ministra Gleisi Hoffman (PT-PR) foi na mesma linha e afirmou que o Judiciário precisa de uma reforma após as eleições.
 

O que move o presidente Lula e sua equipe é a percepção de que o caso Master pesa nas eleições de outubro. O antipetismo cresceu no País e as pesquisas de intenções de voto demonstram que não só Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas também Ronaldo Caiado (União Brasil – GO) e até Romeu Zema (Novo-MG) empatam com o atual mandatário no segundo turno.

E o antipetismo cresceu porque o PT não conseguiu se livrar da pecha da corrupção que vem desde o mensalão e o petrolão. No caso Master, o envolvimento do PT é marginal, mas o Supremo está no centro do escândalo.

Daí a tentativa de distanciamento, o que é muito difícil depois da aliança entre Lula e os magistrados contra o ex-presidente Jair Bolsonaro na defesa da democracia e também em batalhas contra o próprio Congresso.

Chamado pelo Centrão a socorrer seus aliados no STF numa hora de necessidade, o Planalto foi obrigado a comparecer. E não adianta tentar se esconder aos cochichos. A sociedade está vendo.

Crédito: Raquel Landim / Opinião no Estado de São Paulo – @ disponível na internet 16/4/2026


CPI do Crime Organizado rejeita relatório que visava impeachment de ministros do STF e PGR

A CPI do Crime Organizado rejeitou na noite desta terça-feira, 14, por 6 votos a 4, o relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Votaram contra:

  • Beto Faro (PT-PA),
  • Teresa Leitão (PT-PE), 
  • Humberto Costa (PT-PE),
  • Soraya Thronicke (PSB-MS), 
  • Rogério Carvalho (PT-SE) e 
  • Otto Alencar (PSD-BA).

A favor:

  • Alessandro Vieira (MDB-SE),
  • Eduardo Girão (Novo-CE), 
  • Magno Malta (PL-ES) e 
  • Esperidião Amim (PP-SC).

 Crédito: Vinícius Valfré e Gustavo Côrtes / O Estado de São Paulo – @ disponível na internet 16/4/2026

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