{"id":100521,"date":"2025-03-31T04:20:06","date_gmt":"2025-03-31T07:20:06","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=100521"},"modified":"2025-03-30T16:13:05","modified_gmt":"2025-03-30T19:13:05","slug":"vale-a-pena-ser-honesto-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2025\/03\/31\/vale-a-pena-ser-honesto-no-brasil\/","title":{"rendered":"Vale a pena ser honesto no Brasil?"},"content":{"rendered":"<p>Era para ser um almo\u00e7o em fam\u00edlia como qualquer outro. Mas, l\u00e1 pelas tantas, Gilberto Braga (1945-2021) quase se engasgou com a comida ao ouvir um coment\u00e1rio do irm\u00e3o: &#8220;Tio Darcy poderia estar rico&#8221;, comentou Ronaldo, se referindo ao irm\u00e3o de sua m\u00e3e, Yedda, que trabalhava como delegado na Pol\u00edcia Federal. &#8220;Nunca trouxe uma garrafa de u\u00edsque&#8221;, queixou-se. Passado o susto, Gilberto resolveu tomar a palavra: &#8220;Voc\u00ea acha que algu\u00e9m&nbsp;n\u00e3o pode ser honesto&nbsp;e ganhar dinheiro?&#8221;. Como sua pergunta ficou sem resposta, ele insistiu: &#8220;N\u00e3o&nbsp;vale a pena ser honesto&nbsp;no Brasil?&#8221;<\/p>\n<p>A cena acima \u00e9 descrita na biografia&nbsp;<em>Gilberto Braga \u2013 O Balzac da Globo<\/em>, escrita pelos jornalistas Artur Xex\u00e9o (1951-2021) e Maur\u00edcio Stycer. &#8220;Pela primeira vez em sua carreira, Gilberto Braga definiu o tema de uma novela antes mesmo de ter uma hist\u00f3ria para contar&#8221;, explicam os autores no livro. &#8220;Uma novela sobre \u00e9tica, determinada a responder: \u2018Vale a pena ser&nbsp;honesto&nbsp;num pa\u00eds onde&nbsp;todo mundo \u00e9 desonesto?'&#8221;.<\/p>\n<p>No mesmo dia do tal almo\u00e7o em fam\u00edlia, Gilberto Braga come\u00e7ou a escrever a sinopse daquela que seria uma de suas novelas de maior audi\u00eancia:&nbsp;<em>Vale Tudo<\/em>. Exibida entre 16 de maio de 1988 e 6 de janeiro de 1989, fez tanto sucesso que, no anivers\u00e1rio de 60 anos da TV Globo, ganha uma nova vers\u00e3o, assinada por Manuela Dias, autora da novela&nbsp;<em>Amor de M\u00e3e<\/em>&nbsp;e da s\u00e9rie&nbsp;<em>Justi\u00e7a<\/em>, entre outras produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o acho, de forma alguma, que o Brasil seja um pa\u00eds onde \u2018todo mundo \u00e9 desonesto&#8217;. Pelo contr\u00e1rio. Acho que o brasileiro \u00e9 majoritariamente honesto e trabalhador&#8221;, defende Manuela Dias, que assistiu \u00e0 vers\u00e3o original quando tinha 11 anos e, ainda hoje, n\u00e3o se esquece de algumas cenas memor\u00e1veis, como aquela em que Raquel (interpretada por Regina Duarte) rasga o vestido de noiva da filha, Maria de F\u00e1tima (papel de Gl\u00f3ria Pires). &#8220;Sou do time que acha que vale muito a pena ser honesto, tanto no Brasil quanto em qualquer lugar. Car\u00e1ter \u00e9 o que voc\u00ea faz quando n\u00e3o tem ningu\u00e9m olhando&#8221;, diz, citando uma frase atribu\u00edda ao fil\u00f3sofo Epicuro.<\/p>\n<h2>Salve-se quem puder<\/h2>\n<p>Mas Gilberto Braga n\u00e3o foi o primeiro a se questionar: &#8220;Vale a pena ser honesto? &#8220;. Segundo o economista Eduardo Giannetti, essa pergunta \u00e9 feita desde Plat\u00e3o, na Gr\u00e9cia Antiga. No segundo livro de&nbsp;<em>A Rep\u00fablica<\/em>, o fil\u00f3sofo grego relata a f\u00e1bula de um campon\u00eas que, certo dia, encontra o anel da invisibilidade. &#8220;Quem continuaria honesto se pudesse ficar invis\u00edvel? &#8220;, indaga o autor de&nbsp;<em>O Anel de Giges<\/em>.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00f3crates, ent\u00e3o, tenta mostrar que, sim, vale a pena ser honesto mesmo em uma situa\u00e7\u00e3o de total impunidade&#8221;, afirma Giannetti. No caso de&nbsp;<em>Vale Tudo<\/em>, o economista pondera que, desde 1989, o car\u00e1ter do brasileiro n\u00e3o mudou \u2013 o que mudou, e muito, foi a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. &#8220;A derrocada do Cruzado e a volta da&nbsp;infla\u00e7\u00e3o&nbsp;tornavam todos os valores do sistema econ\u00f4mico brasileiro muito arbitr\u00e1rios e imprevis\u00edveis&#8221;, explica o economista. &#8220;Havia uma inseguran\u00e7a generalizada em rela\u00e7\u00e3o ao futuro do pa\u00eds. O que predominava era a lei da selva: o salve-se quem puder.&#8221;<\/p>\n<div class=\"vjs-wrapper embed big\">\n<h2 class=\"headline\" aria-label=\"V\u00eddeo incorporado \u2014 &quot;Jeitinho&quot;: o problema do Brasil \u00e9 o brasileiro?\">&#8220;Jeitinho&#8221;: o problema do Brasil \u00e9 o brasileiro?<\/h2>\n<\/div>\n<p>Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), Giannetti ressalta que a sociedade brasileira s\u00f3 conseguiu respirar aliviada em 1994 quando foi institu\u00eddo o&nbsp;Plano Real. Mesmo assim, duas caracter\u00edsticas ainda dificultam nossa ades\u00e3o \u00e0s normas de conviv\u00eancia: o individualismo exacerbado, quando se pensa muito em si mesmo e pouco, ou quase nada, no outro, e a miopia temporal, quando se privilegia o agora em detrimento do depois.<\/p>\n<p>&#8220;O tr\u00e2nsito brasileiro talvez seja a melhor ilustra\u00e7\u00e3o do nosso individualismo&#8221;, observa Giannetti. &#8220;\u00c9 como dizia aquele antigo comercial de TV: o neg\u00f3cio \u00e9 levar vantagem em tudo&#8221;, recorda, citando o an\u00fancio do cigarro Vila Rica, apresentado pelo ex-jogador Gerson. J\u00e1 a miopia temporal, explica, \u00e9 o primado do presente em rela\u00e7\u00e3o ao futuro. &#8220;As pessoas agem muito tendo em vista o imediato. Tudo que requer sacrif\u00edcio moment\u00e2neo para obten\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios futuros \u00e9 complicado no Brasil. Isso compromete todo e qualquer planejamento a longo prazo&#8221;, adverte.<\/p>\n<h2>Fa\u00e7a a coisa certa<\/h2>\n<p>A exemplo de Giannetti, o fil\u00f3sofo Cl\u00f3vis de Barros Filho, a historiadora Mary Del Priore e o antrop\u00f3logo Roberto Da Matta tamb\u00e9m s\u00e3o convidados a responder a pergunta que, l\u00e1 atr\u00e1s, tanto inquietou Gilberto Braga: &#8220;Vale a pena ser honesto no Brasil? &#8220;.<\/p>\n<p>Coautor do livro&nbsp;<em>\u00c9tica e Vergonha na Cara!<\/em>, ao lado do educador M\u00e1rio S\u00e9rgio Cortella, Barros Filho responde que sim, vale a pena. E acrescenta: em qualquer tempo e lugar. &#8220;N\u00e3o se trata de compensa\u00e7\u00e3o. Mas, de fazer a coisa certa&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Indagado sobre se \u00e9tica e honestidade s\u00e3o sin\u00f4nimos, explica que n\u00e3o. \u00c9tica, ensina o &#8220;explicador&#8221;, como ele gosta de ser chamado, \u00e9 a arte da conviv\u00eancia. J\u00e1 a honestidade, entre outros atributos, \u00e9 uma refer\u00eancia de conduta. Para quem deseja viver em harmonia, ele d\u00e1 uma dica: seja honesto! &#8220;A honestidade est\u00e1 para a \u00e9tica assim como a aritm\u00e9tica est\u00e1 para a matem\u00e1tica&#8221;, compara.<\/p>\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape big\">\n<div class=\"render-container\">\n<div class=\"srnoiv7 s1a75hd4 lazy-load-container\">\n<figure style=\"width: 1110px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"hq-img loaded\" title=\"Homem troca placa de pre\u00e7o em Cruzeiro para Cruzeiro Real em supermercado em 1993\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/69469016_906.jpg?resize=696%2C391&#038;ssl=1\" alt=\"Homem troca placa de pre\u00e7o em Cruzeiro para Cruzeiro Real em supermercado em 1993\" width=\"696\" height=\"391\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds mudou bastante desde 1989Foto: Julio Pereira\/AFP<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>Doutora em Hist\u00f3ria Social pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), Mary Del Priore afirma que a desonestidade \u00e9 uma caracter\u00edstica que, h\u00e1 s\u00e9culos, percorre o Brasil de alto a baixo. &#8220;Desde o per\u00edodo colonial, os interesses privados sempre se sobrepuseram aos interesses p\u00fablicos&#8221;, lamenta. &#8220;O ditado \u2018Mateus, primeiro os meus&#8217; era regra.&#8221;<\/p>\n<p>A autora da cole\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>Hist\u00f3rias da Gente Brasileira<\/em>&nbsp;afirma que, se tivesse que enumerar alguns trambiqueiros dos per\u00edodos colonial, imperial e republicano, a lista seria enorme. Mas, h\u00e1, tamb\u00e9m, exemplos de probidade, e o melhor deles \u00e9 Dom Pedro 2\u00b0. &#8220;Nunca quis um tost\u00e3o dos cofres p\u00fablicos&#8221;, enfatiza. &#8220;Morreu pobre e no ex\u00edlio&#8221;.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 pergunta de Gilberto Braga, ela diz que continua atual\u00edssima. E que, em todos os grupos sociais, avan\u00e7amos pouco desde 1988. &#8220;Somos os \u00fanicos desonestos? N\u00e3o. O atual presidente dos Estados Unidos d\u00e1 o maior exemplo: responde a processos por enriquecimento il\u00edcito, compra de favores, fraude eleitoral&#8230; Quer mais?&#8221;<\/p>\n<h2>&#8220;Vale a pena, mas \u00e9 dif\u00edcil&#8221;<\/h2>\n<p>Uma resposta desconcertante \u00e9 a do antrop\u00f3logo Roberto Da Matta. &#8220;Vale a pena, mas \u00e9 dif\u00edcil&#8221;, diz. &#8220;Ser honesto \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil quanto n\u00e3o mentir. Se voc\u00ea vive em sociedade, \u00e9 imposs\u00edvel&#8221;, acrescenta. Da Matta \u00e9 autor de uma cr\u00f4nica intitulada&nbsp;<em>Hist\u00f3ria de Pedro Honorato, o Pol\u00edtico Honesto<\/em>.<\/p>\n<p>Filho de m\u00e3e rezadeira e pai lavrador, Pedro Honorato, quando garoto, prometeu a Deus ser honesto. E procurou cumprir sua promessa. Adulto, candidatou-se a prefeito. Foi eleito. De cara, demitiu duas funcion\u00e1rias que n\u00e3o trabalhavam: a sobrinha de um senador e a amante do ex-prefeito. Logo, come\u00e7ou a colecionar desafetos. Um dia, negou um pedido \u00e0 pr\u00f3pria mulher. Foi a gota d&#8217;\u00e1gua.<\/p>\n<p>&#8220;No fim, o pobre coitado n\u00e3o tinha onde morar. Foi expulso de casa porque n\u00e3o quis nomear o cunhado como secret\u00e1rio. Na rua da amargura, pergunta para si mesmo: o que fiz de errado?&#8221;, observa o antrop\u00f3logo. &#8220;Tem um axioma que explica o Brasil: tenho coragem para fazer tudo, menos para negar o pedido de um amigo.&#8221;<\/p>\n<h2>Que fim levou?<\/h2>\n<p>O compositor Nilo Romero e o ator Reginaldo Faria participaram da vers\u00e3o original de Vale Tudo. O primeiro \u00e9 coautor de&nbsp;<em>Brasil<\/em>, tema de abertura da novela, ao lado de Cazuza (1958-1990) e George Israel. O segundo deu vida ao empres\u00e1rio Marco Aur\u00e9lio \u2013 aquele que, a bordo de seu jatinho, d\u00e1 uma &#8220;banana&#8221; para o telespectador.<\/p>\n<p>Nilo Romero conta que&nbsp;<em>Brasil<\/em>&nbsp;foi criada por encomenda: n\u00e3o para&nbsp;<em>Vale Tudo<\/em>, mas para&nbsp;<em>R\u00e1dio Pirata<\/em>&nbsp;(1987), longa de Lael Rodrigues (1951-1989). Na hora de compor a m\u00fasica, ele e Israel misturaram samba e rock. Em seguida, mandaram uma fita cassete para Cazuza. &#8220;A vers\u00e3o dele chegou a tocar nas r\u00e1dios, mas o insucesso do filme fez parecer que sua trajet\u00f3ria como hit terminaria rapidamente&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>Nisso, Gilberto Braga assistiu ao show de Gal Costa e resolveu usar a vers\u00e3o dela como tema de abertura. &#8220;<em>Brasil&nbsp;<\/em>foi escolhida na sexta-feira anterior \u00e0 estreia. A m\u00fasica foi gravada no s\u00e1bado, Gal Costa colocou a voz no domingo e a novela estreou na segunda&#8221;, conta Romero.<\/p>\n<p>Quando recebeu o convite do diretor Dennis Carvalho para interpretar o mau-car\u00e1ter Marco Aur\u00e9lio, Reginaldo Faria pensou: &#8220;Vou apanhar na rua&#8221;. Bra\u00e7o direito de Odete Roitman (papel de Beatriz Segall), desviava dinheiro da companhia a\u00e9rea TCA, onde era diretor, para sua conta banc\u00e1ria. Ao longo da novela, por\u00e9m, n\u00e3o levou uma &#8220;guarda-chuvada&#8221; sequer.<\/p>\n<p>&#8220;Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, Marco Aur\u00e9lio n\u00e3o foi odiado pelo p\u00fablico. Eu era aplaudido por onde andava. O p\u00fablico se identificava com ele e, se pudesse, daria uma \u2018banana&#8217; em seu lugar. N\u00e3o para o Brasil, mas para quem afundou o Brasil&#8221;, reflete o ator.<\/p>\n<p>Que fim levou Marco Aur\u00e9lio? Quem arrisca um palpite \u00e9 Ana Paula Guimar\u00e3es, autora do livro&nbsp;<em>O Brasil Mostra Sua Cara \u2013 Vale Tudo, A Telenovela Que Escancarou a Elite e a Corrup\u00e7\u00e3o Brasileira<\/em>: &#8220;Acho improv\u00e1vel que ele tenha se regenerado. \u00c9 mais prov\u00e1vel que tenha voltado ao Brasil e se candidatado a um cargo p\u00fablico nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es. Isso, infelizmente, \u00e9 muito Brasil!&#8221;.<\/p>\n<p><strong>A corrup\u00e7\u00e3o atreav\u00e9s da hist\u00f3ria do Brasil em imagens:<\/strong> <span style=\"color: #0000ff;\"><strong><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/vale-a-pena-ser-honesto-no-brasil\/a-72057050\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.dw.com\/pt-br\/vale-a-pena-ser-honesto-no-brasil\/a-72057050<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Andr\u00e9 Bernardo \/ <\/strong><strong>Deutsche Welle &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 31\/3\/2025<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era para ser um almo\u00e7o em fam\u00edlia como qualquer outro. 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