{"id":101087,"date":"2025-04-24T04:25:00","date_gmt":"2025-04-24T07:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=101087"},"modified":"2025-04-23T12:48:51","modified_gmt":"2025-04-23T15:48:51","slug":"ipea-mapeia-desigualdade-salarial-no-servico-publico-de-todo-o-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2025\/04\/24\/ipea-mapeia-desigualdade-salarial-no-servico-publico-de-todo-o-pais\/","title":{"rendered":"Ipea mapeia desigualdade salarial no servi\u00e7o p\u00fablico de todo o pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<div class=\"sc-de2c5290-6 cFPajm\">&nbsp;<\/div>\n<div class=\"sc-de2c5290-11 hZstMr\">\n<div class=\"sc-de2c5290-12 cYAayk\">\n<div class=\"sc-de2c5290-14 gVYMFf\">A partir de dados agregados sobre a remunera\u00e7\u00e3o dos Tr\u00eas Poderes, na Uni\u00e3o, nos estados e nos munic\u00edpios, em um per\u00edodo de 36 anos, a equipe do&nbsp;Atlas do Estado Brasileiro, do Ipea, tra\u00e7ou um panorama sobre as desigualdades salariais no servi\u00e7o p\u00fablico de todo o pa\u00eds, considerando dados entre 1985 e 2021. Este estudo n\u00e3o mede a diferen\u00e7a de&nbsp;remunera\u00e7\u00e3o entre as carreiras.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<section class=\"sc-de2c5290-20 hIizjc\">&nbsp;Ainda que seja preliminar por limita\u00e7\u00f5es da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais), do Minist\u00e9rio do Trabalho, que n\u00e3o identifica o n\u00edvel federativo de alguns grupos (sociedades de economia mista e estatais), o trabalho aponta que a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia dos 10% mais ricos chegou, em 1995, a ser 26,8 vezes maior que a dos 10% mais pobres. Em 2021, era 14,61 vezes maior, em um processo gradual e constante de redu\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a entre a m\u00e9dia dos sal\u00e1rios mais altos e a dos rendimentos mais baixos.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m revela que a participa\u00e7\u00e3o dos 20% mais ricos na massa salarial (a soma das remunera\u00e7\u00f5es de todos os servidores ao longo de um ano) variou entre 50,81% e 54,98%.<\/p>\n<p>De modo geral, como poder\u00e1 ser visto a seguir, a desigualdade no servi\u00e7o p\u00fablico \u00e9 expressiva, por\u00e9m menor do que a medida em toda a sociedade brasileira, a partir do c\u00e1lculo do \u00cdndice de Gini. Alguns mitos, como a ideia de que a maioria no servi\u00e7o p\u00fablico tem altos sal\u00e1rios, ficam pelo caminho, considerando que, em 2021, 40% do funcionalismo recebia, em m\u00e9dia, o equivalente a dois sal\u00e1rios m\u00ednimos, em compara\u00e7\u00e3o ao valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo em setembro de 2023 (R$ 2.604).<\/p>\n<p>Um dos autores, o pesquisador Sideni Pereira Lima, coordenador do Atlas do Estado Brasileiro, reconhece que as desigualdades podem ser ainda maiores, se forem somadas as vantagens individuais, onde entram os &#8220;penduricalhos&#8221;, n\u00e3o capturados pela Rais, da mesma forma que o batalh\u00e3o de 1,38 milh\u00e3o empregados de estatais e sociedade de economia mista que foram exclu\u00eddos. O estudo ainda levanta hip\u00f3teses importantes sobre a diferen\u00e7a de remunera\u00e7\u00e3o entre Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios, entre as quais, o descolamento dos servidores federais frente aos demais.<\/p>\n<p>&#8220;As diferen\u00e7as remunerat\u00f3rias entre cada n\u00edvel federativo, provavelmente, contribuem mais para a desigualdade no setor p\u00fablico brasileiro do que as diferen\u00e7as identificadas entre os Tr\u00eas Poderes. Esta \u00e9 uma hip\u00f3tese promissora para aprofundar a investiga\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Pereira Lima.<\/p>\n<h4><strong>Os servidores e a distribui\u00e7\u00e3o das remunera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h4>\n<p>A fotografia de 2021 revela que, naquele ano, o Brasil tinha cerca de 10,8 milh\u00f5es de v\u00ednculos civis e militares, nas tr\u00eas esferas da Federa\u00e7\u00e3o. Aproximadamente 94,4% dos v\u00ednculos estavam no Executivo, sendo 60% do total nos munic\u00edpios, 2,6% no Legislativo e 3,2% no Judici\u00e1rio. Considerando os Tr\u00eas Poderes, apenas 8% atuavam na esfera federal.<\/p>\n<p>As despesas com sal\u00e1rios no setor p\u00fablico naquele ano foram de R$ 641,2 bilh\u00f5es, com valores corrigidos pelo INPC de mar\u00e7o&nbsp;de 2024. Na divis\u00e3o por sal\u00e1rios, o Executivo correspondia a 85,62%, contra 10,49% do Judici\u00e1rio e 3,88% do Legislativo.<\/p>\n<p>Quando os sal\u00e1rios foram divididos por esferas da Federa\u00e7\u00e3o, o n\u00edvel federal correspondia a 20,27% do total, contra 37,35% das despesas dos estados e 42,38% dos munic\u00edpios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-551747 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/images.jota.info\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/2025-04-funcionarismo-4.png?resize=696%2C870&#038;ssl=1\" srcset=\"\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"870\"><\/p>\n<h4><strong>As varia\u00e7\u00f5es por recorte de remunera\u00e7\u00e3o (decis)<\/strong><\/h4>\n<p>No per\u00edodo de 36 anos, houve crescimento real das remunera\u00e7\u00f5es m\u00e9dias nas 10 partes iguais (decis) que representam o total de v\u00ednculos analisados, apesar da importante varia\u00e7\u00e3o negativa nos anos finais da s\u00e9rie. Os valores foram corrigidos para setembro de 2023, pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidos (INPC).<\/p>\n<p>Na faixa de sal\u00e1rios mais baixos, a m\u00e9dia do aumento alcan\u00e7ou o maior percentual (53,97%). Nos melhores n\u00edveis de remunera\u00e7\u00e3o, essa eleva\u00e7\u00e3o foi de 36,07%. Na segunda melhor faixa (9\u00ba decil), o aumento foi de 33,47%, o menor crescimento m\u00e9dio.<\/p>\n<p>At\u00e9 2009, mais de 20% dos servidores p\u00fablicos brasileiros recebiam remunera\u00e7\u00f5es mensais, em m\u00e9dia, abaixo de R$ 1.302, valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo em setembro de 2023.<\/p>\n<p>Em 2021, mais de 40% dos servidores p\u00fablicos brasileiros tinham remunera\u00e7\u00f5es, em m\u00e9dia, menores que R$ 2.604, valor que correspondia a dois sal\u00e1rios m\u00ednimos em setembro de 2023.<\/p>\n<p>&#8220;Embora as remunera\u00e7\u00f5es m\u00e9dias no decil mais alto sejam elevadas, s\u00e3o poucas pessoas que ganham muito. Existe, na verdade, um contingente razoavelmente extenso de pessoas que ganham pouco&#8221;, resume Sideni Pereira Lima, coordenador do Atlas do Estado Brasileiro e um dos autores do estudo, ao lado do pesquisador Christian Kobunda.<\/p>\n<h4><strong>A reparti\u00e7\u00e3o da massa e a raz\u00e3o salarial<\/strong><\/h4>\n<p>Ao somar as remunera\u00e7\u00f5es de todos os servidores ao longo de um ano, o estudo demonstra que a massa salarial apropriada pelos 10% mais ricos variou entre 33,17% (1986) e 38,30% (2009), enquanto os 10% mais pobres ficaram com 1,45%, em 1995. Em 2012, esse grupo ficou com 2,39% do total de remunera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Aqui, mais uma vez, \u00e9 importante lembrar que as vantagens individuais, inclusive parcelas indenizat\u00f3rios e retroativas, n\u00e3o foram contabilizadas no trabalho, que utilizou dados da Rais\/MTE.<\/p>\n<p>Quando a compara\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o na massa salarial \u00e9 feita com os 20% mais ricos, percebe-se que, em nenhum momento, esse grupo ficou com menos de 50,81%. Segundo o estudo, &#8220;este indicador atingiu o seu valor m\u00e1ximo no ano de 1995, quando a participa\u00e7\u00e3o dos 20% mais ricos na massa salarial atingiu 54,98%&#8221;. A massa salarial dos 20% mais pobres atingiu o m\u00ednimo de 3,83%, em 1995, enquanto o valor m\u00e1ximo se deu em 2021, no \u00faltimo ano analisado, alcan\u00e7ando 5,61% do total.<\/p>\n<p>Quando se analisa a raz\u00e3o salarial, o estudo demonstra que remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia dos 10% mais ricos foi, no m\u00ednimo, 14,61 vezes maior que a dos 10% mais pobres, em 2021. Em 1995, chegou a 26,08, o maior valor da s\u00e9rie hist\u00f3rica. Ao analisar a remunera\u00e7\u00e3o dos 20% mais ricos, no ano de 1995, eles receberam 14,37 vezes acima dos 20% mais pobres. J\u00e1 em 2021, essa raz\u00e3o caiu para 9,11 vezes.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, o cont\u00ednuo decr\u00e9scimo da raz\u00e3o salarial entre os mais ricos e os mais pobres, a partir de 1995, se deve ao &#8220;mais intenso ritmo de crescimento da remunera\u00e7\u00e3o do segundo grupo em compara\u00e7\u00e3o ao primeiro&#8221;.<\/p>\n<h4><strong>O \u00cdndice de Gini do funcionalismo no Brasil<\/strong><\/h4>\n<p>Apesar das varia\u00e7\u00f5es entre as menores e maiores remunera\u00e7\u00f5es, o \u00cdndice de Gini do servi\u00e7o p\u00fablico se manteve em relativa estabilidade ao longo de 36 anos pesquisados, ficando em patamar inferior (desigualdade menor) quando comparado ao indicador atribu\u00eddo para o conjunto da sociedade brasileira.<\/p>\n<p>Os pesquisadores salientam que essa m\u00e9trica pode ter sido impactada pela exclus\u00e3o de 1,38 milh\u00e3o de empregados p\u00fablicos de empresas estatais e sociedades de economia mista, bem como pela n\u00e3o identifica\u00e7\u00e3o das vantagens individuais que normalmente alcan\u00e7am as faixas salariais mais altas.<\/p>\n<p>O \u00edndice de Gini varia de zero a um, sendo que zero representa igualdade (todos com a mesma renda) e um est\u00e1 no extremo oposto (uma s\u00f3 pessoa det\u00e9m toda a riqueza). Em 2021, o \u00cdndice de Gini para a distribui\u00e7\u00e3o pessoal dos rendimentos em todo o Brasil foi de 0,529, o que correspondia ao 8\u00ba pior resultado do ranking do Banco Mundial, com 177 pa\u00edses.<\/p>\n<p>No caso do servi\u00e7o p\u00fablico, ao longo de 36 anos, o \u00edndice de Gini M\u00e9dio foi de 0,477. O pico de desigualdade aconteceu em 1995, quando ficou em 0,502. Em 2021, o indicador estava em 0,450, o menor da s\u00e9rie hist\u00f3rica, o que demonstra um desvio relativo de 5,6% se comparado \u00e0 m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o exista compara\u00e7\u00e3o desse indicador com o servi\u00e7o p\u00fablico em outros pa\u00edses, os pesquisadores identificaram que a desigualdade no funcionalismo brasileiro equivale a de um pa\u00eds como a Costa Rica, cuja desigualdade foi de 0,472, em 2022, com a 18\u00ba pior posi\u00e7\u00e3o no ranking do Banco Mundial.<\/p>\n<p>Os resultados &#8220;apontam a contribui\u00e7\u00e3o do funcionalismo para a queda da desigualdade de renda entre 1995 a 2002 e, inversamente, para o seu aumento entre os anos de 2003 e 2010.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;A partir de 2012, o padr\u00e3o se inverte, e o \u00cdndice de Gini passa a exibir valores ligeiramente abaixo da m\u00e9dia, tornando-se mais pronunciados nos dois \u00faltimos anos&#8221;, complementa o estudo.<\/p>\n<h4><strong>Hip\u00f3teses do estudo e novas avalia\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h4>\n<p>A partir deste estudo, o Ipea prepara novas an\u00e1lises que podem comprovar algumas hip\u00f3teses consideradas promissoras pelos pesquisadores. A equipe do Atlas do Estado Brasileiro deve se dedicar, a partir de agora, a recortes por cada um dos Poderes e n\u00edveis federativos, considerando aspectos como g\u00eanero e ra\u00e7a.<\/p>\n<p>Entre as principais apostas est\u00e1 &#8220;o aumento da dist\u00e2ncia entre as remunera\u00e7\u00f5es m\u00e9dia e mediana dos servidores federais e os correspondentes valores para as esferas subnacionais&#8221;.<\/p>\n<figure id=\"attachment_101088\" aria-describedby=\"caption-attachment-101088\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-101088 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Roberto-Maltchik.jpeg?resize=150%2C150\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Roberto-Maltchik.jpeg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Roberto-Maltchik.jpeg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Roberto-Maltchik.jpeg?w=389&amp;ssl=1 389w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-101088\" class=\"wp-caption-text\">Roberto Maltchik<br \/>Editor no Rio de Janeiro. Atua na produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado sobre os Tr\u00eas Poderes em diversas plataformas. Foi editor e rep\u00f3rter em O Globo, RBS e TV Brasil. Email: roberto.maltchik@jota.info<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo o estudo, as diferen\u00e7a de remunera\u00e7\u00e3o entre esferas de governo &#8220;contribuem de modo mais decisivo para a determina\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de desigualdade de rendimentos prevalecentes, em que pesem as assimetrias remunerat\u00f3rias vistas entre Poderes&#8221;.<\/p>\n<p>Os pesquisadores afirmam ainda que \u00e9 preciso investigar as &#8220;hierarquias salariais&#8221; em cada Poder e ente federado, e o impacto da ado\u00e7\u00e3o de sistemas de pessoal de car\u00e1ter misto sobre a desigualdade de remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por fim, outra frente de estudo \u00e9 a dimens\u00e3o de desigualdade relacionada a atributos como g\u00eanero e ra\u00e7a. Na avalia\u00e7\u00e3o dos pesquisadores do Ipea, esse tema tem como principais condicionantes &#8220;o pertencimento majorit\u00e1rio de servidores a carreiras com menores n\u00edveis de remunera\u00e7\u00e3o e o menor acesso desses grupos a postos discricionariamente ocup\u00e1veis.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;A gente tentou fazer um panorama geral e sugerir algumas hip\u00f3teses para explora\u00e7\u00e3o futura. Pretendemos finalizar esses detalhamentos ainda este ano&#8221;, explica Sideni Pereira Lima<\/p>\n<p><strong><span class=\"sc-de2c5290-9 eSXYlF\">Cr\u00e9dito: Roberto Maltchik \/ JOTA &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 24\/4\/2025<\/span><\/strong><\/p>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A partir de dados agregados sobre a remunera\u00e7\u00e3o dos Tr\u00eas Poderes, na Uni\u00e3o, nos estados e nos munic\u00edpios, em um per\u00edodo de 36 anos, a equipe do&nbsp;Atlas do Estado Brasileiro, do Ipea, tra\u00e7ou um panorama sobre as desigualdades salariais no servi\u00e7o p\u00fablico de todo o pa\u00eds, considerando dados entre 1985 e 2021. 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