{"id":10123,"date":"2017-01-31T00:02:40","date_gmt":"2017-01-31T03:02:40","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=10123"},"modified":"2017-01-30T14:30:21","modified_gmt":"2017-01-30T17:30:21","slug":"o-brasil-e-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/01\/31\/o-brasil-e-o-mundo\/","title":{"rendered":"O Brasil e o mundo."},"content":{"rendered":"<p>Discurso durante o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, em Davos, o ministro da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os, Marcos Pereira, reconheceu que a pol\u00edtica de com\u00e9rcio exterior cada vez mais se coloca no centro da agenda priorit\u00e1ria do governo. \u00c9 de se admitir que se trata de um bom sinal, mas tamb\u00e9m um reconhecimento p\u00fablico de uma autoridade de que, at\u00e9 aqui, a pol\u00edtica de com\u00e9rcio exterior nunca foi priorit\u00e1ria para o governo.<\/p>\n<p>De fato, desde 1991, quando se tornou membro do Mercosul, o Brasil s\u00f3 firmou tr\u00eas acordos de livre-com\u00e9rcio \u2013 com Israel, Palestina e Egito, mas deste apenas o primeiro est\u00e1 em vigor \u2013, enquanto no mundo ocorreu uma explos\u00e3o de tratados bilaterais e regionais. Esse fato mostra e explica por que o Brasil ficou para tr\u00e1s na \u00e1rea de com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n<p>Portanto, s\u00f3 agora, quando o pa\u00eds chegou ao fundo do po\u00e7o, depois de dois anos de involu\u00e7\u00e3o em seu Produto Interno Bruto (PIB), em raz\u00e3o das \u00faltimas m\u00e1s administra\u00e7\u00f5es federais, parece que seus governantes descobriram que o caminho para a retomada do crescimento econ\u00f4mico passa tamb\u00e9m por um com\u00e9rcio exterior consistente em que o super\u00e1vit seja produto de uma corrente de com\u00e9rcio forte e n\u00e3o como o de 2016, de US$ 47 bilh\u00f5es, que n\u00e3o foi obtido por aumento de exporta\u00e7\u00f5es, mas por queda de importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar da ret\u00f3rica governamental, o que se v\u00ea ainda \u00e9 que as importa\u00e7\u00f5es continuam caindo livremente, em fun\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios fatores internos, como falta de demanda, desemprego e inadimpl\u00eancia. E, principalmente, porque a ind\u00fastria nacional vem perdendo competitividade no mercado exterior e at\u00e9 no mercado interno. Com isso, n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de importar bens de capital (m\u00e1quinas e equipamentos), linhas de produ\u00e7\u00e3o ou mesmo f\u00e1bricas completas usadas para expandir seu parque fabril e sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Est\u00e1 claro que, enquanto n\u00e3o se fizer as reformas estruturais nas \u00e1reas tribut\u00e1ria, previdenci\u00e1ria e trabalhista e, principalmente, enquanto n\u00e3o se investir maci\u00e7amente em infraestrutura, o Brasil vai continuar sendo obrigado a exportar tributos ou custos elevados, o que derruba a competitividade de seus produtos. Por isso, n\u00e3o se sabe at\u00e9 que ponto os acordos comerciais que est\u00e3o sendo buscados em negocia\u00e7\u00f5es do Mercosul com o M\u00e9xico, com a Uni\u00e3o Europeia, Canad\u00e1 e com a Associa\u00e7\u00e3o Europeia de Livre-Com\u00e9rcio (Efta, na sigla em ingl\u00eas), que re\u00fane Su\u00ed\u00e7a, Noruega, Isl\u00e2ndia e Liechtenstein , poder\u00e3o ajudar a reativar o com\u00e9rcio exterior brasileiro.<\/p>\n<p>Obviamente, esses acordos comerciais s\u00e3o bem-vindos e trazem a esperan\u00e7a de que ir\u00e3o ajudar a promover uma revitaliza\u00e7\u00e3o nos n\u00fameros da balan\u00e7a comercial (exporta\u00e7\u00e3o\/importa\u00e7\u00e3o), o que se dar\u00e1 principalmente se estimularem novas empresas estrangeiras a acreditar que o Brasil vive um bom momento. S\u00f3 com novos empreendimentos que criem empregos e aumentem a renda no pa\u00eds ser\u00e1 poss\u00edvel promover a revitaliza\u00e7\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Cr\u00e9dito: Artigo publicado <\/em><em>dia 30<\/em><em>\/01\/2017 no <\/em><em>Blog do Servidor\/Correio Braziliense<\/em><em> \u00a0\u2013 dispon\u00edvel na web <\/em><em>31<\/em><em>\/01\/2017 \u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong>Nota: O presente artigo n\u00e3o traduz a opini\u00e3o do ASMETRO-SN. Sua publica\u00e7\u00e3o tem o prop\u00f3sito de estimular o debate dos problemas brasileiros e de refletir as diversas tend\u00eancias do pensamento contempor\u00e2neo.<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Discurso durante o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, em Davos, o ministro da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os, Marcos Pereira, reconheceu que a pol\u00edtica de com\u00e9rcio exterior cada vez mais se coloca no centro da agenda priorit\u00e1ria do governo. \u00c9 de se admitir que se trata de um bom sinal, mas tamb\u00e9m um reconhecimento p\u00fablico de uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":10126,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[134],"tags":[],"class_list":{"0":"post-10123","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-artigos"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Milton_Louren%C3%A7o_2015_editada.jpg?fit=200%2C275&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10123","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10123"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10123\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10126"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}