{"id":101291,"date":"2025-05-02T04:10:06","date_gmt":"2025-05-02T07:10:06","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=101291"},"modified":"2025-05-01T19:15:33","modified_gmt":"2025-05-01T22:15:33","slug":"reforma-trabalhista-aumentou-informalidade-ao-enfraquecer-sindicatos-diz-estudo-inedito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2025\/05\/02\/reforma-trabalhista-aumentou-informalidade-ao-enfraquecer-sindicatos-diz-estudo-inedito\/","title":{"rendered":"Reforma trabalhista aumentou informalidade ao enfraquecer sindicatos, diz estudo in\u00e9dito"},"content":{"rendered":"<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">A&nbsp;reforma trabalhista de 2017, aprovada durante o governo de&nbsp;Michel Temer&nbsp;(MDB), foi feita com a promessa de aumentar a abertura de vagas formais no Brasil, ao permitir&nbsp;modalidades de trabalho mais flex\u00edveis, diminuir as disputas na Justi\u00e7a por quest\u00f5es laborais e reduzir o papel dos sindicatos nas negocia\u00e7\u00f5es trabalhistas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Mas um estudo in\u00e9dito realizado por uma pesquisadora de doutorado da Duke University (EUA) revelou que, apesar de os sal\u00e1rios do setor formal terem diminu\u00eddo 0,9% nos anos seguintes \u00e0 reforma, a contrata\u00e7\u00e3o formal tamb\u00e9m encolheu 2,5%.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Para chegar a esses resultados, a pesquisadora usou dados da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais, uma esp\u00e9cie de censo anual do mercado de trabalho formal no Brasil) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), de 2012 a 2021.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">A partir desses dados, a economista construiu um modelo computacional que compara o que aconteceu de fato depois da reforma trabalhista com o que teria acontecido se a pol\u00edtica n\u00e3o tivesse sido implementada \u2014 o que \u00e9 chamado nos estudos econ\u00f4micos de contrafactual.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">O c\u00e1lculo \u00e9 feito dessa forma porque n\u00e3o basta olhar para os dados do mercado de trabalho antes e depois da reforma para entender como ela afetou o pa\u00eds, j\u00e1 que muitas outras coisas aconteceram ao mesmo tempo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">O uso desta metodologia contrafactual permite isolar o efeito da reforma \u2014 ou de pontos espec\u00edficos dela \u2014, mantendo todas as demais condi\u00e7\u00f5es sem altera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;O que \u00e9 surpreendente nesses resultados \u00e9 que os trabalhadores formais ficaram mais baratos, seus sal\u00e1rios ca\u00edram, mas o emprego formal tamb\u00e9m diminuiu&#8221;, observa Nikita Kohli, autora do estudo&nbsp;publicado em uma vers\u00e3o preliminar pelo blog Development Impact do Banco Mundial.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Instigada por esse quebra-cabe\u00e7a, a pesquisadora indiana \u2014 com estudos j\u00e1 realizados sobre os mercados de trabalho de Paquist\u00e3o, Qu\u00eania, Brasil e \u00cdndia \u2014 decidiu olhar ent\u00e3o para o que aconteceu com os trabalhadores informais nas empresas brasileiras. Ela encontrou um aumento de 6,7% na contrata\u00e7\u00e3o informal no per\u00edodo posterior \u00e0 reforma.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">No Brasil, s\u00e3o considerados informais os empregados sem carteira de trabalho assinada, trabalhadores por conta pr\u00f3pria e empregadores sem Cadastro Nacional da Pessoa Jur\u00eddica (CNPJ). Quem trabalha como Microempreendedor individual (MEI), por exemplo, fica fora dessa conta, pois tem um CNPJ.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Ao fim de 2017, ano da aprova\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista, a parcela de informais entre os ocupados no Brasil era de 40,2%, somando 37,1 milh\u00f5es. Ou seja, esse grupo n\u00e3o tinha garantidos direitos previstos pela lei trabalhista brasileira (CLT), como f\u00e9rias remuneradas, controle de jornada, d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio ou recolhimento de FGTS.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">A t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, nos pa\u00edses desenvolvidos, a m\u00e9dia de informalidade era 18% \u00e0 epoca, segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Kohli constatou esse aumento da informalidade no Brasil num contexto em que os sindicatos perderam 97% de sua fonte de receita, devido ao&nbsp;fim da contribui\u00e7\u00e3o sindical obrigat\u00f3ria, tamb\u00e9m parte da reforma trabalhista.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Atrav\u00e9s de sua metodologia, ela p\u00f4de analisar especificamente o efeito dessa perda de financiamento dos sindicatos sobre o mercado de trabalho brasileiro.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Kohli diz que seu interesse em estudar o Brasil, al\u00e9m da qualidade dos dados p\u00fablicos dispon\u00edveis, veio justamente da for\u00e7a dos sindicatos locais e da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista do pa\u00eds, que resultam em um sistema robusto de prote\u00e7\u00e3o aos trabalhadores, mas tamb\u00e9m elevam custos de contrata\u00e7\u00e3o para os empregadores.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;Minha hip\u00f3tese \u00e9 que as empresas podem estar pensando: &#8216;Ok, os sindicatos desapareceram. Estes trabalhadores formais tornaram-se mais baratos, mas agora tamb\u00e9m \u00e9 menos prov\u00e1vel que sejamos inspecionados'&#8221;, diz Kohli, em entrevista \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<h4 id=\"Menos-poder-sindical-mais-informalidade\" class=\"bbc-1lgzob2 eglt09e0\" tabindex=\"-1\"><strong>Menos poder sindical, mais informalidade<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Pelas regras brasileiras, cada categoria de trabalhadores ou empresas tem um \u00fanico sindicato que representa seus interesses em uma determinada regi\u00e3o, geralmente um munic\u00edpio. Tradicionalmente, os n\u00edveis de atua\u00e7\u00e3o e relev\u00e2ncia desses sindicatos variam.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Para entender melhor o poss\u00edvel papel do enfraquecimento dos sindicatos ap\u00f3s a reforma trabalhista, Kohli dividiu sua an\u00e1lise em regi\u00f5es e identificou aquelas com sindicatos com atua\u00e7\u00e3o mais ou menos fortes antes da lei.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Para isso, ela observou<b>&nbsp;<\/b>o percentual de trabalhadores de cada regi\u00e3o empregados em firmas que assinaram um acordo coletivo de trabalho \u2014 documento firmado entre sindicatos e empresas para regular direitos e condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Quanto mais trabalhadores estavam sob esse tipo de acordo coletivo, mais forte eram os sindicatos que haviam conseguido essa negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">De posse desses dados, a pesquisadora avaliou a dist\u00e2ncia das regi\u00f5es analisadas com rela\u00e7\u00e3o aos escrit\u00f3rios de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Trabalho, localizados nas capitais e em alguns munic\u00edpios \u2014 as Superintend\u00eancias e Ger\u00eancias Regionais do Trabalho, no passado chamadas de delegacias e subdelegacias.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Esses \u00f3rg\u00e3os s\u00e3o respons\u00e1veis por garantir o cumprimento das leis trabalhistas e proteger os direitos dos trabalhadores nas suas respectivas regi\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">A dist\u00e2ncia importa, explica Kohli, porque os fiscais do Trabalho se deslocam dos escrit\u00f3rios at\u00e9 as empresas para realizar auditorias.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Isso significa que a intensidade das inspe\u00e7\u00f5es \u00e9 influenciada por essa dist\u00e2ncia \u2014 regi\u00f5es pr\u00f3ximas aos escrit\u00f3rios tendem a ser mais inspecionadas.<\/p>\n<\/div>\n<figure class=\"bbc-1qn0xuy\">\n<div class=\"bbc-18ywsw9\">\n<figure style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"bbc-139onq\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/ace\/ws\/640\/cpsprodpb\/d2e2\/live\/e96c5e50-1cbf-11f0-b413-bd80e1d5e0d5.jpg.webp?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Fiscais do trabalho durante auditoria em uma carvoaria\" width=\"696\" height=\"392\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Fiscais do Trabalho se deslocam de escrit\u00f3rios at\u00e9 as empresas para realizar auditorias e, por conta disso, regi\u00f5es pr\u00f3ximas tendem a ser mais inspecionadas @Divulga\u00e7\u00e3o\/DETRAE<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><figcaption class=\"bbc-15f1ujd\" dir=\"ltr\"><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Com todos esses aspectos em m\u00e3os, a economista comparou as regi\u00f5es com sindicatos mais e menos fortes, antes e depois da aprova\u00e7\u00e3o da reforma.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;A ideia \u00e9 que, se a pol\u00edtica n\u00e3o tivesse sido implementada, esses mercados de trabalho apresentariam tend\u00eancias semelhantes&#8221;, explica a economista.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;Mas, com a implementa\u00e7\u00e3o da reforma, os mercados de trabalho com sindicatos fortes antes da reforma s\u00e3o mais afetados [pelo aumento da informalidade nas empresas] do que aqueles com sindicatos fracos, porque estes realmente j\u00e1 n\u00e3o tinham sindicatos [atuantes] l\u00e1 para come\u00e7ar.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">A hip\u00f3tese de Kohli \u00e9 que isso acontece porque, antes da reforma, os sindicatos fortes ajudavam a orientar a atua\u00e7\u00e3o dos fiscais do Minist\u00e9rio do Trabalho, fazendo sugest\u00f5es de onde as auditorias deveriam ser realizadas, particularmente nas regi\u00f5es mais distantes das Superintend\u00eancias e Ger\u00eancias Regionais.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Mas, com a queda abrupta de receita ap\u00f3s a reforma trabalhista provocada pelo fim da contribui\u00e7\u00e3o sindical obrigat\u00f3ria, as entidades tiveram de reduzir seus quadros de funcion\u00e1rios e fechar escrit\u00f3rios, o que pode ter diminu\u00eddo sua capacidade de influenciar no processo de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">A economista diz que uma evid\u00eancia que corrobora essa hip\u00f3tese \u00e9 que o n\u00famero de inspe\u00e7\u00f5es trabalhistas n\u00e3o diminuiu ap\u00f3s a reforma, mas houve uma mudan\u00e7a na sua distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;A quantidade de inspe\u00e7\u00f5es \u00e9 a mesma ao longo do tempo&#8221;, diz Kohli.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;O surpreendente \u00e9 que as inspe\u00e7\u00f5es aumentam em \u00e1reas mais pr\u00f3ximas dos fiscais, e diminuem em regi\u00f5es mais distantes&#8221;, destaca a pesquisadora.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;E, de fato, eu encontro que a queda do emprego formal e o aumento do informal v\u00eam dessas \u00e1reas mais expostas, dos lugares onde as inspe\u00e7\u00f5es diminu\u00edram. Isso ajuda a fortalecer meu argumento.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<h4 id=\"Reforma-tirou-o-oxig\u00eanio-do-movimento-sindical\" class=\"bbc-1lgzob2 eglt09e0\" tabindex=\"-1\"><strong>&#8216;Reforma tirou o oxig\u00eanio do movimento sindical&#8217;<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerci\u00e1rios de S\u00e3o Paulo, conta que, na entidade que ele preside, o n\u00famero de funcion\u00e1rios chegou a ser de mais de 600 antes da reforma trabalhista. Esse n\u00famero caiu \u00e0 metade disso nos anos seguintes \u00e0 reforma, com a perda de receita.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">\u00c0 \u00e9poca da reforma,&nbsp;uma pesquisa Datafolha&nbsp;mostrou que o fim da obrigatoriedade da contribui\u00e7\u00e3o sindical dividia opini\u00f5es, com 46% contra o fim da obrigatoriedade, 44% a favor, 2% indiferentes e 8% sem opini\u00e3o sobre o tema.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;A reforma de 2017, al\u00e9m de desfigurar a CLT, tirou de forma abrupta o oxig\u00eanio advindo da contribui\u00e7\u00e3o sindical do movimento sindical em geral e dos comerci\u00e1rios de uma forma especial&#8221;, diz Patah, que tamb\u00e9m \u00e9 presidente da Uni\u00e3o Geral dos Trabalhadores (UGT).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;Isso nos diminuiu, momentaneamente, a capacidade de fazer frente \u00e0s demandas dos trabalhadores. Perdemos associados, deixamos de fazer uma certa presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os&#8221;, lembra o sindicalista, confirmando o que a pesquisadora da Duke University aponta em seu estudo.<\/p>\n<\/div>\n<figure class=\"bbc-1qn0xuy\">\n<div class=\"bbc-18ywsw9\">\n<figure style=\"width: 1170px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"bbc-139onq\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/ace\/ws\/640\/cpsprodpb\/0370\/live\/ab686a40-1cc4-11f0-82b3-ef9f7cdd6cc7.jpg.webp?resize=696%2C391&#038;ssl=1\" alt=\"Ricardo Patah dando entrevista a jornalistas, cercado de microfones e celulares\" width=\"696\" height=\"391\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">A reforma de 2017, al\u00e9m de desfigurar a CLT, tirou de forma abrupta o oxig\u00eanio advindo da contribui\u00e7\u00e3o sindical do movimento sindical&#8217;, diz Ricardo Patah, presidente da Uni\u00e3o Geral dos Trabalhadores (UGT) @Wilson Dias\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><figcaption class=\"bbc-15f1ujd\" dir=\"ltr\"><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Segundo o sindicalista, no setor de com\u00e9rcio a informalidade \u00e9 uma quest\u00e3o muito relevante e os sindicatos t\u00eam papel ativo em denunciar casos de contrata\u00e7\u00e3o informal, e outras viola\u00e7\u00f5es das leis trabalhistas, junto \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho e ao Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Na outra ponta, a Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do Estado de S\u00e3o Paulo (Fecom\u00e9rcioSP) rebate alguns dos argumentos do sindicalista e celebra a reforma.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">A federa\u00e7\u00e3o que representa os empres\u00e1rios do setor considera que as novas regras trabalhistas n\u00e3o reduziram os custos de contrata\u00e7\u00e3o, mas foram um avan\u00e7o, por preservar um conjunto de direitos da CLT, mas permitir negociar alguns deles, como jornada de trabalho e bancos de horas, desde que com a participa\u00e7\u00e3o dos sindicatos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">As empresas reclamam, por\u00e9m, que muitas regras aprovadas pela nova lei trabalhista continuam sendo questionadas na Justi\u00e7a, gerando inseguran\u00e7a e custos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Jos\u00e9 Pastore, soci\u00f3logo e presidente o Conselho de Emprego e Rela\u00e7\u00f5es do Trabalho da FecomercioSP, tamb\u00e9m costuma argumentar que a reforma n\u00e3o vetou a contribui\u00e7\u00e3o sindical, mas s\u00f3 a tornou volunt\u00e1ria, um avan\u00e7o considerado necess\u00e1rio num pa\u00eds onde o trabalhador n\u00e3o pode escolher entre v\u00e1rios representantes sindicais nem fundar seu pr\u00f3prio sindicato, se quiser.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Patah afirma que o baque da reforma trabalhista foi tempor\u00e1rio. Segundo ele, com o passar dos anos, as entidades sindicais t\u00eam conseguido se recuperar em parte daquele impacto inicial, buscando novas fontes de receita e estimulando a filia\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria de trabalhadores para compensar o fim da taxa obrigat\u00f3ria<b>.<\/b><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Com isso, o Sindicato dos Comerci\u00e1rios de S\u00e3o Paulo, por exemplo, conta atualmente com 470 funcion\u00e1rios, segundo o sindicalista, tendo reconstitu\u00eddo parte de seu quadro e da capacidade de atua\u00e7\u00e3o perdida logo ap\u00f3s a reforma.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">O percentual de sindicalizados no Brasil, no entanto, segue em queda, ano ap\u00f3s ano. Segundo dados do IBGE, a taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o entre os trabalhadores ocupados no pa\u00eds caiu de 16,1% em 2012, para 8,4% em 2023, com 8,4 milh\u00f5es de sindicalizados naquele ano \u2014 menor patamar da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2012.<\/p>\n<\/div>\n<p><iframe loading=\"lazy\" id=\"flourish-id-b7270aee\" class=\"bbc-axsk9o\" title=\"Interactive or visual content\" src=\"https:\/\/flo.uri.sh\/visualisation\/22790640\/embed?auto=1\" width=\"700\" height=\"575\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<h2 id=\"Informalidade-est\u00e1-aumentando-em-todo-o-mundo\" class=\"bbc-1lgzob2 eglt09e0\" tabindex=\"-1\">&#8216;Informalidade est\u00e1 aumentando em todo o mundo&#8217;<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Nikita Kohli, da Duke University, destaca a import\u00e2ncia de se entender melhor o papel dos sindicatos num mercado de trabalho como o brasileiro, onde a informalidade \u00e9 elevada \u2014 uma caracter\u00edstica dos pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Isso porque a maioria dos estudos feitos sobre o papel dos sindicatos refletem a realidade de pa\u00edses desenvolvidos, onde a informalidade \u00e9 baixa.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;A informalidade est\u00e1 aumentando em todo o mundo&#8221;, observa Kohli.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;H\u00e1 o trabalho por plataforma, que \u00e9 um tipo de informalidade, e trabalhadores sem documenta\u00e7\u00e3o e migrantes atuando em diferentes contextos. Ent\u00e3o entender como os sindicatos interagem com a informalidade \u00e9 algo extremamente importante&#8221;, considera a pesquisadora.<\/p>\n<\/div>\n<figure class=\"bbc-1qn0xuy\">\n<div class=\"bbc-18ywsw9\">\n<figure style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"bbc-139onq\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/ace\/ws\/640\/cpsprodpb\/4f01\/live\/b2f18050-1cc2-11f0-8437-03d605c9acb6.jpg.webp?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Entregador da plataforma iFood durante o protesto Breque dos Apps em julho de 2020\" width=\"696\" height=\"392\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Trabalho por plataforma \u00e9 exemplo do avan\u00e7o da informalidade no mundo, diz pesquisadora da Duke University @getty images<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><figcaption class=\"bbc-15f1ujd\" dir=\"ltr\"><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Danilo Souza, professor da Faculdade de Economia, Administra\u00e7\u00e3o, Contabilidade e Atu\u00e1ria da Universidade de S\u00e3o Paulo (FEA-USP) e tamb\u00e9m coautor de&nbsp;estudo sobre os efeitos da reforma trabalhista, avalia que o estudo de Kohli \u00e9 bastante interessante e utiliza m\u00e9todos de an\u00e1lise econ\u00f4mica de fronteira.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Ele pondera, por\u00e9m, que as mudan\u00e7as trazidas pela reforma foram muito al\u00e9m da queda da contribui\u00e7\u00e3o sindical. E que as regi\u00f5es mais ou menos sindicalizadas podem ter sido afetadas por outros pontos da reforma, como a redu\u00e7\u00e3o da judicializa\u00e7\u00e3o e as novas formas de contrata\u00e7\u00e3o, como o trabalho intermitente, remoto e em tempo parcial.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;\u00c9 verdade, muitas coisas aconteceram na economia&#8221;, diz Kohli, respondendo \u00e0 pondera\u00e7\u00e3o do professor da USP.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;Mas cada uma dessas mudan\u00e7as trazidas pela reforma deveria ter facilitado a contrata\u00e7\u00e3o formal<b>&nbsp;<\/b>\u2014 n\u00e3o esperar\u00edamos que levassem \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da formalidade que eu observo. Comparo regi\u00f5es mais e menos sindicalizadas \u2014 ambas s\u00e3o afetadas por todos os pontos da reforma, mas o que eu capturo \u00e9 como elas responderam especificamente \u00e0 perda de sindicaliza\u00e7\u00e3o&#8221;, diz a pesquisadora.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Daniel Duque, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV Ibre), destaca que o artigo de Kohli traz uma contribui\u00e7\u00e3o importante, ao mostrar evid\u00eancias sobre o papel das inspe\u00e7\u00f5es no mercado de trabalho.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Ele pondera, por\u00e9m, que falta ao estudo uma discuss\u00e3o sobre os efeitos globais da reforma \u2014 o que em economia \u00e9 chamado de equil\u00edbrio geral.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;Pode ser que a reforma tenha reduzido a contrata\u00e7\u00e3o formal de mercados muito sindicalizados, mas isso significa que o efeito global foi de redu\u00e7\u00e3o do emprego formal?&#8221;, questiona o economista.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">A pesquisadora afirma que, de fato, seu artigo n\u00e3o consegue tratar do equil\u00edbrio geral, pois isso exigiria um modelo de an\u00e1lise e dados diferentes.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Por fim, Kohli refor\u00e7a a import\u00e2ncia e o car\u00e1ter surpreendente de seus resultados.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;A reforma foi desenhada justamente para enfraquecer o papel dos sindicatos no processo de contrata\u00e7\u00e3o formal&#8221;, observa a pesquisadora.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;A ideia era que os sindicatos representavam uma rigidez nesse mercado de trabalho. Ent\u00e3o, imaginar\u00edamos que, se os trabalhadores formais ficassem mais baratos e os sindicatos fossem enfraquecidos ou deixassem de atuar com tanta for\u00e7a, o empregador formal pensaria: &#8216;agora posso contratar mais trabalhadores formais'&#8221;, diz ela.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;O fato de que trabalhadores informais tamb\u00e9m se tornaram mais f\u00e1ceis de contratar n\u00e3o era algo que se previa. Ent\u00e3o isso me surpreendeu, porque esse \u00e9 um efeito muito indireto [do enfraquecimento dos sindicatos pela reforma], porque trabalhadores informais n\u00e3o s\u00e3o sindicalizados \u2014 ent\u00e3o \u00e9 importante entend\u00ea-lo.&#8221;<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Cr\u00e9dito: <\/strong><strong><span role=\"text\"><span class=\"bbc-1ypcc2\">Thais Carran\u00e7a \/ <\/span><\/span><span class=\"bbc-1y5sx98\">BBC News Brasil -@ dispon\u00edvel na internet 2\/5\/2025<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A&nbsp;reforma trabalhista de 2017, aprovada durante o governo de&nbsp;Michel Temer&nbsp;(MDB), foi feita com a promessa de aumentar a abertura de vagas formais no Brasil, ao permitir&nbsp;modalidades de trabalho mais flex\u00edveis, diminuir as disputas na Justi\u00e7a por quest\u00f5es laborais e reduzir o papel dos sindicatos nas negocia\u00e7\u00f5es trabalhistas. 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