{"id":102150,"date":"2025-06-16T04:15:07","date_gmt":"2025-06-16T07:15:07","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=102150"},"modified":"2025-06-15T19:26:30","modified_gmt":"2025-06-15T22:26:30","slug":"de-bem-com-a-vida-o-preco-da-produtividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2025\/06\/16\/de-bem-com-a-vida-o-preco-da-produtividade\/","title":{"rendered":"De Bem com a Vida: O pre\u00e7o da produtividade: seria o Bornout o mal do s\u00e9culo?"},"content":{"rendered":"<div class=\"title\">\n<div class=\"content-title\">\n<div class=\"wrapper\">\n<div class=\"materia-title\">\n<h5><em>Cansa\u00e7o, ang\u00fastia e vazio. O bornout \u00e9 muito mais do que uma fase ruim no trabalho, \u00e9 um quadro que pode levar embora a alegria e fazer com que o indiv\u00edduo se sinta perdido. O Brasil ocupa o segundo lugar entre os pa\u00edses com mais casos no mundo<\/em><\/h5>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"publicidade-ancorads\">\n<div class=\"btn-close-ancorads\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"content-materia\">\n<div class=\"wrapper\">\n<section class=\"body-content-cb\">\n<article id=\"impresso\" class=\"article\">\n<div class=\"cb-content-materia\">\n<p class=\"texto\">Torcer para que a sexta-feira se aproxime \u00e9 o desejo daqueles que almejam o descanso de mais uma semana de trabalho. \u00c9 a chegada do happy hour e do lazer na companhia de amigos e familiares. Enfim, \u00e9 s\u00e1bado e domingo. Longe das demandas de trabalho, \u00e9 o momento preferido para o descanso mental. Mas o que acontece com os profissionais que n\u00e3o conseguem se desvencilhar? Muitos, inclusive, temem a chegada da segunda-feira&nbsp;ao ponto de terem crises de ansiedade. Isso \u00e9 o que acontece quando o burnout aparece.<\/p>\n<p class=\"texto\">Embora n\u00e3o seja uma doen\u00e7a in\u00e9dita, a s\u00edndrome de esgotamento profissional tem alcan\u00e7ado milh\u00f5es de pessoas ao redor do mundo, sobretudo no Brasil, que ocupa o segundo lugar entre os pa\u00edses que mais t\u00eam casos de burnout, perdendo apenas para o Jap\u00e3o, onde 70% da popula\u00e7\u00e3o lida com o problema, conforme estudo divulgado pela International Stress Management Association (Isma), em 2023.<\/p>\n<p class=\"texto\">Dados da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) mostram que cerca de 30% das pessoas que trabalham no Brasil sofrem com esse quadro e, no in\u00edcio deste ano, o burnout entrou na lista de doen\u00e7as ocupacionais no pa\u00eds. A mudan\u00e7a faz parte da nova Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as (CID-11) da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e valida ainda mais a s\u00edndrome, respons\u00e1vel por in\u00fameros afastamentos profissionais e aposentadorias, como um problema de sa\u00fade p\u00fablica.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"texto\">No entanto, ao contr\u00e1rio do que muitos pensam, essa condi\u00e7\u00e3o vai muito al\u00e9m do que s\u00f3 &#8220;uma fase ruim no trabalho&#8221;. De acordo com Denise Milk, psic\u00f3loga e especialista em sa\u00fade mental no trabalho, o burnout nasce quando o corpo pede socorro e a mente j\u00e1 n\u00e3o consegue mais fingir que est\u00e1 tudo bem, especialmente depois de um per\u00edodo no qual o indiv\u00edduo come\u00e7a a se sentir sobrecarregado.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Conhece aquela sensa\u00e7\u00e3o de estar esgotado o tempo todo, mesmo depois de um final de semana de descanso? Ou de ir trabalhar com um n\u00f3 na garganta e a mente carregada, sem motiva\u00e7\u00e3o? Esses podem ser os primeiros sinais, uma s\u00edndrome de&nbsp;esgotamento f\u00edsico e emocional causada por estresse cr\u00f4nico no pr\u00f3prio emprego&#8221;, explica. Diferentemente do cansa\u00e7o comum, que melhora com uma boa noite de sono, o burnout \u00e9 mais profundo.&nbsp;<\/p>\n<div class=\"pub-ret pub-retangulo-interna--2\">\n<div id=\"cb-publicidade-retangulo-interna-2-b\" data-google-query-id=\"CJOxz4bx840DFeBZuAQdAisuYA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/6887\/portal-correioweb\/correiobraziliense-com-br\/revista-do-correio\/internas_3__container__\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"texto\">Segundo a especialista, ele se instala devagar, mas vai consumindo a energia, a motiva\u00e7\u00e3o e at\u00e9 a alegria de viver. &#8220;Esse quadro surge quando a pessoa passa a ignorar seus pr\u00f3prios limites, tentando dar conta de tudo, sem parar, sem ajuda e, muitas vezes, sem reconhecimento. Ambientes de trabalho muito exigentes, com pouca autonomia e pouca empatia, aumentam muito o risco&#8221;, destaca Denise.<\/p>\n<h4>Luz no fim do t\u00fanel<\/h4>\n<p class=\"texto\">&#8220;Voc\u00ea n\u00e3o pode se curar se ficar no mesmo lugar que te adoeceu.&#8221; Esse foi o lema usado por Tatiana Felix, 46 anos, para tentar superar o burnout, que apareceu em sua vida em 2019. Atuando na \u00e1rea hospitalar, como fisioterapeuta, enfrentava diversos dilemas quanto \u00e0 profiss\u00e3o que tinha escolhido exercer. Cerca de 70 horas semanais, uma chefe autorit\u00e1ria e uma rotina que passou a perder o sentido, especialmente com o fardo nos ombros crescendo cada vez mais.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Comecei a sentir dor no peito, tive duas s\u00edncopes, uma delas voltando do trabalho. Pensava que era algo card\u00edaco e realmente tinha uma altera\u00e7\u00e3o pequena, mas demorei muito a descobrir. As coisas foram piorando e o trabalho, que eu amava, era leve, virou um calv\u00e1rio. Sentia dor no peito e palpita\u00e7\u00f5es dirigindo, indo para o trabalho. Fui v\u00e1rias vezes chorando e dirigindo, pensava em sofrer um acidente para a ang\u00fastia acabar&#8221;, relembra.<\/p>\n<p class=\"texto\">De fato, nada mais era como antes. Tatiana perdeu a alegria,&nbsp;n\u00e3o havia prop\u00f3sito ao acordar para viver os dias. Passou a ter lapsos de mem\u00f3ria e dificuldade cognitiva. &#8220;Todos diziam que eu n\u00e3o estava bem, mas eu achava que dava conta&#8221;, confessa. At\u00e9 que um momento em espec\u00edfico fez tudo mudar. Em um atendimento de emerg\u00eancia, ela simplesmente paralisou. N\u00e3o conseguia sair do lugar, e isso fez com que outra colega a substitu\u00edsse no trabalho, no meio de um procedimento.<\/p>\n<p class=\"texto\">Nesse dia, Tatiana percebeu que precisava de ajuda. &#8220;Senti aquela ang\u00fastia de novo, n\u00e1useas, dor no peito. Quando sa\u00ed do plant\u00e3o, peguei o carro e tive um apag\u00e3o, n\u00e3o sabia onde estava nem como chegar em casa. Fiquei desesperada. Liguei para o meu marido e sa\u00ed dali direto para o m\u00e9dico. Fiquei internada por 24 horas e suspeitaram de uma doen\u00e7a neurol\u00f3gica, at\u00e9 que me mandaram para o psiquiatra. L\u00e1, eu s\u00f3 chorava e dizia que n\u00e3o conseguia mais&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p class=\"texto\">A psiquiatra, ent\u00e3o, diagnosticou: era mesmo burnout. Tatiana ficou 60 dias afastada e teve de tomar rem\u00e9dios psicotr\u00f3picos. Al\u00e9m disso, estava semanalmente nas terapias e derramou muitas l\u00e1grimas at\u00e9 voltar a sorrir novamente. &#8220;A \u00e1rea de sa\u00fade \u00e9 cruel, pesada, lidar com dor e sofrimento. Sempre sobrecarregados&#8221;, conta. E diante de tanto peso, tamb\u00e9m se sentia insuficiente, como se n\u00e3o tivesse compet\u00eancia e capacidade para continuar trabalhando.<\/p>\n<p class=\"texto\">Hoje, ela reconhece que o caminho tem sido dif\u00edcil, mas que h\u00e1, sempre, uma luz no fim do t\u00fanel. V\u00ea evolu\u00e7\u00e3o em todo esse \u00e1rduo processo e afirma que sem uma boa rede de apoio n\u00e3o teria sa\u00eddo daquele lugar de ang\u00fastia e paralisia. &#8220;Pedi demiss\u00e3o de um emprego que amava, era concursada e estava l\u00e1 h\u00e1 11 anos. Escolhi ter sa\u00fade mental. Agora, trabalho somente em um lugar e, mesmo precisando de dinheiro, evito exageros de plant\u00f5es. Tenho vida social e busco constante contato com a natureza&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<h3>Precariza\u00e7\u00e3o, obsess\u00e3o e vazio<\/h3>\n<p class=\"texto\">No fim do ano passado, um estudo divulgado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) mostrou que a obsess\u00e3o por riqueza est\u00e1 fazendo com que doen\u00e7as como depress\u00e3o e ansiedade cres\u00e7am ao redor do mundo. Olivier De Shutter, autor do relat\u00f3rio Economia do burnout: pobreza e sa\u00fade mental, afirma que&nbsp;a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho \u00e9 um fator&nbsp;de risco e agravante para o surgimento de doen\u00e7as mentais, sobretudo com a alta demanda de trabalho e profissionais que devem estar &#8220;basicamente dispon\u00edveis sob demanda&#8221;.<\/p>\n<div class=\"pub-ret pub-retangulo-interna--4\">\n<div id=\"cb-publicidade-retangulo-interna-4-a\" data-google-query-id=\"COPn9Ifx840DFVaEYQYd4Q40eQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/6887\/portal-correioweb\/correiobraziliense-com-br\/revista-do-correio\/internas_6__container__\">Essa l\u00f3gica, de acordo com ele, impossibilita o equil\u00edbrio entre vida social e a profiss\u00e3o que o indiv\u00edduo exerce. O relator tamb\u00e9m ressaltou que os trabalhadores de aplicativos e plataformas digitais s\u00e3o os mais impactados por essa realidade. No Brasil, esse contexto n\u00e3o \u00e9 nem um pouco diferente, uma vez que cerca de 32 milh\u00f5es de brasileiros atuam com aut\u00f4nomos, de modo informal, ou trabalham sem carteira assinada, em diversos setores privados.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"texto\">Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que trouxe esses dados no m\u00eas passado, os n\u00fameros revelam a dimens\u00e3o da precariza\u00e7\u00e3o do trabalho a n\u00edvel nacional, al\u00e9m do enfrentamento ao subemprego e \u00e0 informalidade. Fato que tamb\u00e9m se correlaciona ao quanto o brasileiro precisa se esfor\u00e7ar para garantir que haja comida dentro de casa. Este ano, por exemplo, uma pauta que ganhou for\u00e7a foi o fim da escala 6&#215;1, na qual o indiv\u00edduo precisa cumprir uma jornada de seis dias trabalhados \u2014 tendo apenas uma folga por semana.<\/p>\n<p class=\"texto\">Para Carlos Manoel Rodrigues, professor de psicologia do Ceub, escalas como a 6&#215;1 tendem a ser extremamente prejudiciais, pois imp\u00f5em desgaste f\u00edsico e mental sem tempo suficiente para recupera\u00e7\u00e3o. &#8220;A escala 4&#215;3 (quatro dias de trabalho e tr\u00eas de folga) pode oferecer mais equil\u00edbrio, desde que os dias de trabalho sejam organizados de forma a permitir pausas e respeitar os limites. Caso contr\u00e1rio, o risco de burnout permanece, pois n\u00e3o \u00e9 apenas a escala que importa, mas tamb\u00e9m o ritmo e a estrutura do trabalho&#8221;, detalha.<\/p>\n<p class=\"texto\">Na vis\u00e3o do especialista, buscar ajuda profissional, como psicoterapia ou avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, \u00e9 um passo importante. Paralelamente,&nbsp;\u00e9 essencial repensar as rotinas e as condi\u00e7\u00f5es&nbsp;de trabalho, criar espa\u00e7os de descanso e garantir pausas adequadas. Pr\u00e1ticas como atividade f\u00edsica e alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel tamb\u00e9m contribuem para a recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>No limite da dor<\/strong><\/h4>\n<p class=\"texto\">O funcion\u00e1rio p\u00fablico Juliano (nome fict\u00edcio), 31, sabe bem o que \u00e9 precisar ficar distante para ficar bem, j\u00e1 foi afastado de suas fun\u00e7\u00f5es duas vezes. Em 2023, passou seis meses fora; em 2024, foram necess\u00e1rios nove meses de recupera\u00e7\u00e3o. Tudo come\u00e7ou com o in\u00edcio do trabalho remoto, na pandemia. Com hor\u00e1rio para entrar, Juliano n\u00e3o tinha hora para sair. A sensa\u00e7\u00e3o era que estava sempre trabalhando, afinal, chegava a receber mensagens de gestores depois das 22h e antes das 7h.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"texto\">O diagn\u00f3stico veio em 2023, quando os dist\u00farbios de sono atingiram o limite. Quando chegava o domingo, ele j\u00e1 n\u00e3o conseguia dormir com crises de ansiedade sabendo o que poderia esper\u00e1-lo durante a semana. Para conseguir descansar, sob orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, come\u00e7ou a tomar uma medica\u00e7\u00e3o forte para dormir. Mesmo fazendo acompanhamento, as crises eram tantas que passou a tomar cada vez mais comprimidos, desenvolvendo um v\u00edcio medicamentoso.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"texto\">Tantos eram os dilemas que maltratavam o emocional de Juliano, mas o que o deixava nervoso era a iminente volta ao presencial, onde sentia que seria julgado por suas quest\u00f5es de sa\u00fade mental. &#8220;Precisaria que a empresa tivesse um olhar mais humanizado com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s doen\u00e7as mentais, a gest\u00e3o \u00e9 muito tradicional e n\u00e3o leva a s\u00e9rio esse tipo de problema de sa\u00fade, muitos acham que \u00e9 frescura&#8221;, comenta. Ele lembra o caso de uma colega, que teve uma crise nas depend\u00eancias da empresa e passou, inclusive, a ser conhecida como &#8220;a louca&#8221;.&nbsp;Mesmo dois anos depois, todos ainda se referem a ela dessa maneira. Um dos seus grandes medos tamb\u00e9m \u00e9 ser exposto e julgado da mesma forma.<\/p>\n<p class=\"texto\">Juliano enxerga a necessidade de que as gest\u00f5es passem a se preocupar mais com esses aspectos, fazendo palestras, treinamentos e&nbsp;aprendendo a lidar e fornecer rede de apoio&nbsp;para os funcion\u00e1rios.&nbsp;Juliano tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que o afastamento \u00e9 necess\u00e1rio para a recupera\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o do problema. &#8220;Voc\u00ea fica afastado para se curar, mas quando volta est\u00e1 exposto de novo a todos os problemas que te afastaram em primeiro lugar. \u00c9 \u00f3bvio que as chances de acontecer s\u00e3o altas&#8221;, ressalta.&nbsp;<\/p>\n<div class=\"pub-ret pub-retangulo-interna--6\">\n<div id=\"cb-publicidade-retangulo-interna-6-a\" data-google-query-id=\"CK-S0Ynx840DFX5c3QIdfyM0iA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/6887\/portal-correioweb\/correiobraziliense-com-br\/revista-do-correio\/internas_10__container__\"><strong style=\"color: #111111; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 19px;\">Entre crises e terapias<\/strong><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"texto\">Assim como Juliano, a servidora p\u00fablica federal Cec\u00edlia (nome fict\u00edcio), 36, come\u00e7ou a apresentar os primeiros sinais de burnout durante a pandemia. Trabalhando presencialmente das 8h \u00e0s 18h, passou a exercer as fun\u00e7\u00f5es remotamente e, apesar de continuar entrando no in\u00edcio da manh\u00e3, n\u00e3o tinha hora para acabar. As demandas e mensagens continuavam chegando at\u00e9 as 21h. Depois de quase um ano vivendo assim, come\u00e7ou a ter crises de p\u00e2nico todas as vezes que ouvia a notifica\u00e7\u00e3o do WhatsApp.&nbsp;<\/p>\n<h4 class=\"texto\">&#8220;Eu come\u00e7ava a suar, o cora\u00e7\u00e3o acelerava, ficava com a vis\u00e3o turva. Parecia que ia morrer, ter um ataque card\u00edaco. Ent\u00e3o, resolvi buscar ajuda&#8221;, lembra. Em 2021, Cec\u00edlia come\u00e7ou um tratamento com psiquiatra, que, al\u00e9m de afast\u00e1-la por dois meses, indicou uma terapia medicamentosa e acompanhamento psicol\u00f3gico. As hist\u00f3rias de Cec\u00edlia e Juliano s\u00e3o semelhantes, infelizmente as coincid\u00eancias n\u00e3o se limitam aos dois. Elas foram e t\u00eam sido a realidade de muitos trabalhadores brasileiros.&nbsp;&nbsp;<\/h4>\n<h4><strong>Aten\u00e7\u00e3o aos sintomas&nbsp;<\/strong><\/h4>\n<p class=\"texto\">\u2014 Cansa\u00e7o constante, que n\u00e3o melhora com o descanso.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u2014 Irritabilidade, impaci\u00eancia e sensa\u00e7\u00e3o de estar no limite.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u2014 Falta de concentra\u00e7\u00e3o e queda no rendimento.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u2014 Distanciamento emocional: a pessoa come\u00e7a a se sentir desconectada do trabalho, das pessoas e at\u00e9 de si mesma.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u2014 Problemas f\u00edsicos, como ins\u00f4nia, dores no corpo e queda de imunidade.<\/p>\n<p class=\"texto\"><em>Fonte:&nbsp;Denise Milk, psic\u00f3loga e especialista em sa\u00fade mental no trabalho<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cansa\u00e7o, ang\u00fastia e vazio. 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