{"id":103225,"date":"2025-08-05T04:20:36","date_gmt":"2025-08-05T07:20:36","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=103225"},"modified":"2025-08-04T13:15:23","modified_gmt":"2025-08-04T16:15:23","slug":"mais-empregos-melhores-salarios-e-uma-produtividade-virtuosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2025\/08\/05\/mais-empregos-melhores-salarios-e-uma-produtividade-virtuosa\/","title":{"rendered":"Mais empregos, melhores sal\u00e1rios e uma produtividade virtuosa"},"content":{"rendered":"<p>20Novamente o IBGE, por meio da PNAD Cont\u00ednua, divulgou bons resultados sobre os empregos e os sal\u00e1rios no Brasil, com dados referentes ao primeiro semestre de 2025. Em parte da m\u00eddia a not\u00edcia vem acompanhada de t\u00edtulos e coment\u00e1rios que adicionam um \u201cmas\u201d: \u201cmas a crise, mas o d\u00e9ficit p\u00fablico, mas o ajuste fiscal, mas a infla\u00e7\u00e3o\u201d etc. O \u201cmas\u201d \u00e9 uma conjun\u00e7\u00e3o coordenativa adversativa da l\u00edngua portuguesa que, nesse caso, expressa contrariedade com a not\u00edcia, busca destacar outra agenda ou apresenta uma leitura alternativa do fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>De fato, as adversidades no pa\u00eds s\u00e3o muitas e complexas: desindustrializa\u00e7\u00e3o, insufici\u00eancia de investimento, desigualdades, juros estratosf\u00e9ricos, cr\u00e9dito caro, inova\u00e7\u00e3o incipiente, d\u00e9ficit educacional, produtividade estagnada, entre outros problemas e desafios. Por\u00e9m, para cada uma dessas adversidades, observam-se esfor\u00e7os e iniciativas, p\u00fablicas e privadas, para enfrent\u00e1-las e super\u00e1-las. Pol\u00edticas p\u00fablicas como a NIB (Nova Ind\u00fastria Brasil), cr\u00e9dito para investimento impulsionado pelo BNDES e bancos p\u00fablicos para grandes, m\u00e9dias e pequenas empresas, e projetos de investimento produtivo realizados ou anunciados pelas empresas s\u00e3o bons exemplos de respostas.<\/p>\n<p>Do ponto de vista social, h\u00e1 pol\u00edticas para acabar com a fome \u2014 resultado novamente alcan\u00e7ado em dois anos \u2014 ou superar a pobreza, com milhares de benefici\u00e1rios saindo do Bolsa Fam\u00edlia por conseguirem sustentar a renda pelo trabalho. O que quero destacar \u00e9 que, apesar das adversidades e fragilidades, atuar para gerar investimento e renda para as fam\u00edlias anima a economia: o sistema produtivo responde produzindo bens e servi\u00e7os, gerando empregos e ocupa\u00e7\u00f5es, aumentando os sal\u00e1rios e a renda do trabalho.<\/p>\n<p>Os bons resultados<\/p>\n<p>Os resultados alcan\u00e7ados no mercado de trabalho s\u00e3o relevantes. A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o recuou para 5,8% no trimestre m\u00f3vel encerrado em junho de 2025, segundo a PNAD Cont\u00ednua \u2014 a menor taxa de toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2012 \u2014, uma redu\u00e7\u00e3o de 1,1 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre do ano anterior (6,9%). Esse resultado indica que o contingente de pessoas desocupadas foi estimado em 6,3 milh\u00f5es de pessoas que continuam procurando uma oportunidade de trabalho. No \u00faltimo ano, 1,1 milh\u00e3o de pessoas passaram \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de ocupadas, o que representa um recuo de 15,4% no contingente de desocupados.<\/p>\n<p>O desemprego cai porque a din\u00e2mica da economia gera postos de trabalho ou cria oportunidades de ocupa\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma, sendo capaz de absorver, ao mesmo tempo, quem chega ao mercado e quem j\u00e1 est\u00e1 procurando emprego. O resultado global \u00e9 que a popula\u00e7\u00e3o ocupada cresceu 2,4% e atingiu 102,3 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>O n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m cresce porque mais pessoas em idade de trabalhar ingressam no mercado e encontram uma coloca\u00e7\u00e3o. O pa\u00eds encontra-se em patamar recorde de ocupa\u00e7\u00e3o, com uma taxa de 58,8%. Isso quer dizer que, de cada 100 pessoas em idade ativa, 59 est\u00e3o ocupadas. E as outras 41? S\u00e3o jovens que est\u00e3o estudando; pessoas que cuidam da casa ou de familiares \u2014 crian\u00e7as, doentes, idosos \u2014 e que n\u00e3o s\u00e3o consideradas economicamente ativas, apesar de trabalharem muito; pessoas afastadas por doen\u00e7a, gravidez ou cuidado dos filhos; ou aquelas que n\u00e3o precisam ou n\u00e3o querem trabalhar, entre outros casos. Nesse contingente, h\u00e1 espa\u00e7o para aumentar a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o, especialmente entre as mulheres, seja criando condi\u00e7\u00f5es para inser\u00e7\u00e3o laboral segura, por exemplo, com creches e escolas em tempo integral, seja reconhecendo os servi\u00e7os de cuidados como atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Lembremos que, na pandemia, em 2020, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o caiu para 48,9% e, desde ent\u00e3o, a economia rep\u00f4s e criou mais de 20 milh\u00f5es de postos de trabalho. E o que tem puxado o emprego? Neste \u00faltimo trimestre, foi o setor de educa\u00e7\u00e3o que mais gerou empregos, sendo que os demais setores n\u00e3o apresentaram varia\u00e7\u00e3o significativa. Observando a din\u00e2mica do \u00faltimo ano, h\u00e1 aumento de 4,9% na ocupa\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria; 3,0% no com\u00e9rcio, repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas; 5,9% no setor de transporte, armazenagem e correios; 3,8% no setor de informa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o, atividades financeiras, imobili\u00e1rias e administrativas; e 3,7% na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa, seguridade social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e servi\u00e7os sociais.<\/p>\n<p>Essa din\u00e2mica virtuosa tem impacto positivo ao reduzir a informalidade, que recuou para 37,8%. Ainda assim, cerca de 39 milh\u00f5es de trabalhadores vivem sem prote\u00e7\u00e3o trabalhista, previdenci\u00e1ria, social e sindical. A maior taxa de informalidade foi registrada em 2019 (41%). A redu\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 muito lenta. Nesse contingente est\u00e3o trabalhadores sem carteira assinada (13,6 milh\u00f5es); por conta pr\u00f3pria sem CNPJ (18,9 milh\u00f5es); trabalhadoras\/es dom\u00e9sticas\/os (4,3 milh\u00f5es); trabalhadores da agricultura familiar (1,2 milh\u00e3o) e empregadores sem CNPJ (0,8 milh\u00e3o).<\/p>\n<p>Vale destacar que, neste \u00faltimo trimestre, a pesquisa constatou um aumento de 2,6% (mais 256 mil pessoas) no n\u00famero de assalariados sem carteira assinada, que hoje totalizam 13,5 milh\u00f5es. Por outro lado, positivamente, o n\u00famero de assalariados com carteira aumentou 3,7% no \u00faltimo ano, atingindo 39 milh\u00f5es de trabalhadores.<\/p>\n<p>Os sal\u00e1rios tamb\u00e9m cresceram. O rendimento m\u00e9dio real habitual passou para R$\u202f3.477, alta de 3,3% em 12 meses, o que representa uma massa de rendimento real mensal habitual dos ocupados de R$\u202f351 bilh\u00f5es \u2014 um aumento de 5,9% no \u00faltimo ano, ou seja, R$\u202f19,7 bilh\u00f5es a mais por m\u00eas, perto de R$\u202f250 bilh\u00f5es a mais ao ano em poder de compra coletivo. Isso anima a economia, porque cada real no bolso da trabalhadora ou do trabalhador gera demanda de consumo, fortalecendo a atividade produtiva, o com\u00e9rcio e os servi\u00e7os \u2014 que inovam e contratam.<\/p>\n<p>O IBGE faz um recorte interessante ao estimar que h\u00e1 16,5 milh\u00f5es de pessoas que querem ou poderiam estar no mercado de trabalho: seja porque podem aumentar sua jornada parcial, est\u00e3o desempregadas e procuram emprego, ou est\u00e3o desalentadas e podem mudar de atitude. Esse contingente contrasta com os argumentos recorrentes de que h\u00e1 pleno emprego na economia brasileira e, portanto, escassez de m\u00e3o de obra. H\u00e1, de fato, um expressivo n\u00famero de pessoas querendo um bom emprego ou uma boa ocupa\u00e7\u00e3o, com sal\u00e1rio digno ou remunera\u00e7\u00e3o adequada.<\/p>\n<p>A que se devem os bons resultados?<\/p>\n<p>A economia e o emprego mostram-se, at\u00e9 o momento, resilientes diante da pol\u00edtica monet\u00e1ria altamente contracionista. A taxa b\u00e1sica de juros (Selic), na casa dos 15% \u2014 a maior entre os pa\u00edses desenvolvidos \u2014 n\u00e3o tem sido capaz, at\u00e9 aqui, de frear a economia e destruir empregos. Persistem, contudo, em mant\u00ea-la alta em nome do controle da infla\u00e7\u00e3o. Estruturalmente, a infla\u00e7\u00e3o se controla com crescimento da atividade produtiva, dinamizada pelo aumento da produtividade, do investimento e da inova\u00e7\u00e3o, que ampliam a oferta de bens e servi\u00e7os e sustentam o crescimento dos sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>Destaca-se que o PIB brasileiro vem registrando crescimento positivo, ainda que modesto diante do necess\u00e1rio para promover transforma\u00e7\u00f5es estruturais. Os reflexos positivos aparecem especialmente em setores intensivos em m\u00e3o de obra, com tend\u00eancia \u00e0 formaliza\u00e7\u00e3o e ao assalariamento com carteira assinada, como servi\u00e7os, com\u00e9rcio, agropecu\u00e1ria, constru\u00e7\u00e3o civil e ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde 2023, a expans\u00e3o do consumo das fam\u00edlias e o aumento do cr\u00e9dito ajudaram a dinamizar diversos setores com emprego formal. Pol\u00edticas p\u00fablicas como o aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo, o Bolsa Fam\u00edlia e demais programas de transfer\u00eancia de renda, o Desenrola, o e-consignado, a redu\u00e7\u00e3o do endividamento das fam\u00edlias e do custo do cr\u00e9dito, o pagamento de precat\u00f3rios e de saldos do FGTS (para demitidos que optaram pelo saque-anivers\u00e1rio), o Programa Emprega + Mulheres, entre tantos outros, estimularam a gera\u00e7\u00e3o de postos de trabalho \u2014 especialmente formais. O refor\u00e7o na fiscaliza\u00e7\u00e3o do trabalho e no registro em carteira tamb\u00e9m tem colaborado para reduzir a informalidade em alguns segmentos.<\/p>\n<p>De outro lado, pol\u00edticas reunidas na NIB \u2013 Nova Ind\u00fastria Brasil, os investimentos mobilizados pelo novo PAC, a retomada do papel do BNDES no investimento produtivo, da FINEP na inova\u00e7\u00e3o, entre outras medidas, ajudam a restaurar a confian\u00e7a empresarial e impulsionar novos investimentos. O novo ciclo de investimentos em infraestrutura, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o nos estados e munic\u00edpios; a estrutura\u00e7\u00e3o de novos projetos em energia renov\u00e1vel, enfrentamento da emerg\u00eancia ambiental, concess\u00f5es \u2014 entre outras iniciativas \u2014 abre novas fronteiras para atividades produtivas que geram empregos e renda. Tamb\u00e9m deve-se considerar o papel positivo que a reforma tribut\u00e1ria tem e ter\u00e1 para elevar a confian\u00e7a no m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<p>O setor de servi\u00e7os, respons\u00e1vel por mais de 70% do PIB e da ocupa\u00e7\u00e3o no Brasil, foi um dos que mais geraram empregos formais \u2014 especialmente em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, TI e servi\u00e7os administrativos \u2014 e tem se beneficiado do reaquecimento do turismo, dos eventos e da demanda urbana. A agropecu\u00e1ria, com safra recorde, e a constru\u00e7\u00e3o civil tamb\u00e9m t\u00eam apresentado bons resultados.<\/p>\n<p>&#8220;Mas&#8221; podemos construir um acordo para a produtividade e o emprego<\/p>\n<p>Nosso desafio \u00e9 investir para promover transforma\u00e7\u00f5es estruturais que fa\u00e7am a economia agregar mais valor, inovar com tecnologias que qualifiquem o trabalho e aumentem a produtividade, promovendo bem-estar social, qualidade de vida e um meio ambiente saud\u00e1vel.<\/p>\n<figure id=\"attachment_83996\" aria-describedby=\"caption-attachment-83996\" style=\"width: 284px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-83996 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/transferir.jpg?resize=284%2C177\" alt=\"\" width=\"284\" height=\"177\"><figcaption id=\"caption-attachment-83996\" class=\"wp-caption-text\">CLEMENTE GANZ \u00e9<br \/>Soci\u00f3logo formado pela PUC-SP, \u00e9 coordenador do F\u00f3rum das Centrais Sindicais, membro do Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (CDESS) e do Conselho Deliberativo da Oxfam Brasil. Foi diretor t\u00e9cnico do DIEESE entre 2004 e 2020. Tem longa trajet\u00f3ria na defesa dos direitos dos trabalhadores, do desenvolvimento sustent\u00e1vel e da justi\u00e7a social.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para isso, um dos desafios estrat\u00e9gicos \u00e9 combinar investimento, inova\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o profissional para mobilizar um caminho coletivo virtuoso de aumento da produtividade. Esse deveria ser o vetor estruturante de um grande acordo social de longo prazo, que combinasse produtividade, renda, crescimento e qualidade de vida<\/p>\n<p>Esse acordo social deveria conter um plano de longo prazo de equil\u00edbrio fiscal sustentado no crescimento, na produtividade e na transforma\u00e7\u00e3o do Estado por meio da digitaliza\u00e7\u00e3o e da efici\u00eancia \u2014 buscando ampliar a capacidade de investimento p\u00fablico, garantir pol\u00edticas sociais sustent\u00e1veis e favorecer a inclus\u00e3o produtiva, especialmente das gera\u00e7\u00f5es mais jovens. Essencial tamb\u00e9m nesse acordo seria um plano de redu\u00e7\u00e3o estrutural da taxa b\u00e1sica de juros.<\/p>\n<p>As transi\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gica, demogr\u00e1fica e clim\u00e1tica deveriam impulsionar uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica assertiva em favor do di\u00e1logo social permanente, orientado pelo bem comum, pelo interesse coletivo, pela qualidade de vida e pela renova\u00e7\u00e3o da democracia \u2014 no contexto dos desafios e oportunidades das pr\u00f3ximas d\u00e9cadas deste alucinante s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p><strong>Clemente Ganz L\u00facio 5\/8\/2025<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>20Novamente o IBGE, por meio da PNAD Cont\u00ednua, divulgou bons resultados sobre os empregos e os sal\u00e1rios no Brasil, com dados referentes ao primeiro semestre de 2025. 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