{"id":103638,"date":"2025-08-25T04:15:31","date_gmt":"2025-08-25T07:15:31","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=103638"},"modified":"2025-08-25T02:55:16","modified_gmt":"2025-08-25T05:55:16","slug":"de-bem-com-a-vida-sol-perigo-para-a-pele-ou-um-santo-remedio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2025\/08\/25\/de-bem-com-a-vida-sol-perigo-para-a-pele-ou-um-santo-remedio\/","title":{"rendered":"De Bem com a Vida: Sol &#8211; Perigo para a pele ou um santo rem\u00e9dio?"},"content":{"rendered":"<header class=\"sgeegmk\">\n<p class=\"teaser-text l1evdo4u blt0baw s16w0xvi sngcpkw w128axg5 b1fzgn0z\">Ci\u00eancia aponta que tomar sol tem efeitos ben\u00e9ficos para a sa\u00fade que v\u00e3o al\u00e9m da gera\u00e7\u00e3o de vitamina D. Exposi\u00e7\u00e3o regula o sistema imunol\u00f3gico e evita doen\u00e7as autoimunes, como a esclerose m\u00faltipla.<\/p>\n<\/header>\n<div class=\"c17j8gzx rc0m0op r1ebneao s198y7xq rich-text l1evdo4u blt0baw s16w0xvi rcjjkz7 w128axg5 b1fzgn0z\" data-tracking-name=\"rich-text\" data-tracking-skip=\"true\">\n<p>Todos n\u00f3s j\u00e1 ouvimos os alertas m\u00e9dicos sobre os riscos de&nbsp;c\u00e2ncer de pele&nbsp;decorrentes da exposi\u00e7\u00e3o excessiva ao sol. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m teorias que sugerem que a radia\u00e7\u00e3o solar poderia ser a chave no combate a doen\u00e7as devastadoras. Afinal, o que diz a ci\u00eancia hoje sobre o potencial terap\u00eautico do sol?<\/p>\n<p>A ideia de que o sol faz bem n\u00e3o \u00e9 nova. Por s\u00e9culos, diversas culturas reconheceram o poder curativo do astro-rei. Do Egito \u00e0 Gr\u00e9cia antiga, passando pelas tradi\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas isl\u00e2micas, o sol foi considerado uma fonte de&nbsp;sa\u00fade&nbsp;e revitaliza\u00e7\u00e3o. O surpreendente \u00e9 que, em pleno s\u00e9culo 21, essa cren\u00e7a ancestral esteja sendo validada pela ci\u00eancia com uma for\u00e7a inesperada.<\/p>\n<h4><strong>A era da vitamina D<\/strong><\/h4>\n<p>Durante anos, a hip\u00f3tese preponderante foi simples: a luz solar produz vitamina D, essencial para a sa\u00fade \u00f3ssea e, talvez, para a preven\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Num influente&nbsp;artigo de 1980, os irm\u00e3os Frank e Cedric Garland, epidemiologistas da Universidade Johns Hopkins (EUA), sugeriram que o nutriente era respons\u00e1vel pelas menores taxas de c\u00e2ncer colorretal em regi\u00f5es ensolaradas do planeta. Assim come\u00e7ou a era da vitamina D, com m\u00e9dicos de todo o mundo recomendando c\u00e1psulas de suplementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em pa\u00edses como o Reino Unido, por exemplo, pesquisas nos anos seguintes constataram o ressurgimento de doen\u00e7as como o raquitismo \u2013 enfraquecimento severo dos ossos em crian\u00e7as \u2013, sobretudo em popula\u00e7\u00f5es com pele mais escura e baixa exposi\u00e7\u00e3o ao sol. Ali, os raios UVB simplesmente &#8220;n\u00e3o chegam ao solo&#8221; entre os meses de novembro e mar\u00e7o, como explicou a especialista em nutri\u00e7\u00e3o Inez Schoenmakers, de Cambridge, ao jornal brit\u00e2nico&nbsp;<em>The Guardian<\/em>.<\/p>\n<p>Mas a &#8220;era da vitamina D&#8221; parece hoje ter chegado ao seu limite. Os suplementos se mostraram \u00fateis na preven\u00e7\u00e3o de defici\u00eancias graves, mas os ensaios cl\u00ednicos n\u00e3o confirmaram efeitos milagrosos sobre o c\u00e2ncer, diabetes ou doen\u00e7as cardiovasculares \u2013 doen\u00e7as que afetam igualmente quem toma suplementos e quem n\u00e3o toma.<\/p>\n<p>Como conclui uma reportagem publicada em maio na&nbsp;<em>Scientific American<\/em>, &#8220;seja o que for que a luz solar esteja fazendo para prevenir uma mir\u00edade de doen\u00e7as, \u00e9 muito mais complicado do que simplesmente fazer a pele produzir um pouco de vitamina D&#8221;.<\/p>\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape big\">\n<div class=\"render-container po8t7s9\">\n<div class=\"srnoiv7 s1a75hd4 lazy-load-container\">\n<figure style=\"width: 1110px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"hq-img loaded\" title=\"Mulher abre os bra\u00e7os em dire\u00e7\u00e3o ao sol em floresta na Alemanha\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/73719913_906.jpg?resize=696%2C391&#038;ssl=1\" alt=\"Mulher abre os bra\u00e7os em dire\u00e7\u00e3o ao sol em floresta na Alemanha\" width=\"696\" height=\"391\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Pesquisas apontam que portadores de doen\u00e7as autoimunes apresentaram melhora significativa ap\u00f3s sess\u00f5es controladas de exposi\u00e7\u00e3o a raios UVFoto: Action Pictures\/IMAGO<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>Alguns estudos observacionais sugerem que, apesar do aumento de melanomas, as pessoas mais expostas \u00e0 luz solar di\u00e1ria vivem mais.<\/p>\n<p>Por exemplo, em um artigo publicado na revista&nbsp;<em>Psychology Today<\/em>, o diretor do Centro de Pesquisa sobre a Luz Circadiana, Martin Moore-Ede, cita um&nbsp;estudo&nbsp;com o pessoal da Marinha dos Estados Unidos que mostrou uma taxa de mortalidade por c\u00e2ncer de pele tr\u00eas vezes menor do que o esperado e 44% menos mortes por outros tipos de c\u00e2ncer, apesar da alta exposi\u00e7\u00e3o ao sol.<\/p>\n<p>Embora o estudo n\u00e3o estabele\u00e7a uma rela\u00e7\u00e3o de causalidade e possa ter sido influenciado por outros fatores, ele sugere que a luz solar tem um efeito protetor.<\/p>\n<p>Outro estudo sueco, que acompanhou mulheres ao longo de 20 anos, chegou a resultados semelhantes: a taxa de mortalidade entre aquelas com menor exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz solar foi o dobro das mais expostas. O risco de morte por doen\u00e7as cardiovasculares era 130% maior e o risco por outras causas n\u00e3o relacionadas nem a c\u00e2ncer nem a doen\u00e7as cardiovasculares era 70% maior. Surpreendentemente, mesmo aquelas que desenvolviam melanoma tinham melhor sobrevida se continuassem a tomar sol.<\/p>\n<p>De fato, segundo a&nbsp;<em>Scientific American<\/em>, alguns estudos em camundongos mostraram que a exposi\u00e7\u00e3o a raios UV melhora doen\u00e7as autoimunes sem afetar os n\u00edveis de vitamina D, o que levou cientistas como Robyn Lucas, na Austr\u00e1lia, a revisitar seus pr\u00f3prios dados e encontrar uma correla\u00e7\u00e3o mais forte com a exposi\u00e7\u00e3o solar em si do que com a vitamina.<\/p>\n<div class=\"render-container rich-text-ad\">\n<div class=\"a1amioo0 cl16rh cl16rh rdrhdio hh5424a advertisement\"><strong style=\"color: #111111; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 19px;\">Exposi\u00e7\u00e3o ao sol e esclerose m\u00faltipla&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<p>Um dos casos mais estudados e promissores \u00e9 o da&nbsp;esclerose m\u00faltipla, doen\u00e7a autoimune em que o sistema imunol\u00f3gico ataca a mielina que recobre os nervos, e cuja ocorr\u00eancia no planeta parece seguir um padr\u00e3o geogr\u00e1fico.<\/p>\n<p>Por mais de um s\u00e9culo, pesquisadores constataram a correla\u00e7\u00e3o de diversas doen\u00e7as, principalmente autoimunes e cardiovasculares, com a latitude. Mesmo ap\u00f3s ajustar vari\u00e1veis como dieta e n\u00edvel socioecon\u00f4mico, a incid\u00eancia dessas patologias tende a aumentar conforme nos afastamos da Linha do Equador.<\/p>\n<p>Na Austr\u00e1lia, por exemplo, as taxas de esclerose m\u00faltipla saltam de 12 a cada 100 mil pessoas no norte tropical para 76 no sul, segundo a&nbsp;<em>Scientific American<\/em>.<\/p>\n<p>Por outro lado, a exposi\u00e7\u00e3o ao sol, especialmente durante a inf\u00e2ncia ou a gravidez, parece exercer um efeito protetor. Estudos observacionais descobriram que crian\u00e7as que passam mais de uma hora por dia ao ar livre t\u00eam at\u00e9 cinco vezes menos risco de desenvolver esclerose m\u00faltipla do que aquelas que passam menos de 30 minutos.<\/p>\n<p>Um caso concreto&nbsp;citado pela&nbsp;<em>Scientific American<\/em>&nbsp;\u00e9 o de uma americana diagnosticada com a doen\u00e7a em 2008. Poucos meses ap\u00f3s come\u00e7ar a utilizar uma caixa de luz UV prescrita por seu m\u00e9dico, seu quadro regrediu e ela recuperou sua disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>Fotoimunologia \u00e9 nova fronteira cient\u00edfica<\/strong><\/h4>\n<p>A terapia com luz UV pode ser apenas a ponta do iceberg. H\u00e1 ind\u00edcios de que a luz UV \u00e9 capaz de acalmar um sistema imunol\u00f3gico descontrolado, e cientistas agora querem entender como isso acontece.<\/p>\n<p>Ao incidir sobre a pele, os raios desencadeiam uma cascata de rea\u00e7\u00f5es bioqu\u00edmicas, cujos impactos exatos na sa\u00fade humana ainda n\u00e3o est\u00e3o claros: s\u00e3o geradas endorfinas, serotonina, \u00f3xido n\u00edtrico (que reduz a press\u00e3o arterial), lumisterol (com efeitos anti-inflamat\u00f3rios) e outras mol\u00e9culas que ainda est\u00e3o sendo descobertas.<\/p>\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape big\">\n<div class=\"render-container po8t7s9\">\n<div class=\"srnoiv7 s1a75hd4 lazy-load-container\">\n<figure style=\"width: 1110px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"hq-img loaded\" title=\"M\u00e3o de crian\u00e7a sobre a mesa, banhada pelo sol\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/73719924_906.jpg?resize=696%2C391&#038;ssl=1\" alt=\"M\u00e3o de crian\u00e7a sobre a mesa, banhada pelo sol\" width=\"696\" height=\"391\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Algumas pesquisas sugerem que mesmo a exposi\u00e7\u00e3o indireta ao sol ajuda a sincronizar o rel\u00f3gio biol\u00f3gico interno e a melhorar a sa\u00fadeFoto: IMAGO\/Depositphotos<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>Um&nbsp;estudo publicado em 2023&nbsp;, por exemplo, identificou lip\u00eddios gerados pela pele ap\u00f3s a exposi\u00e7\u00e3o solar que instruem as c\u00e9lulas T a n\u00e3o se multiplicarem descontroladamente \u2013 justamente o processo que desencadeia doen\u00e7as autoimunes como a esclerose m\u00faltipla.<\/p>\n<p>Em outro pequeno e preliminar ensaio cl\u00ednico na Austr\u00e1lia, citado pela&nbsp;<em>Scientific American<\/em>, 30% dos pacientes no est\u00e1gio inicial de esclerose m\u00faltipla tratados com fototerapia UV n\u00e3o desenvolveram a doen\u00e7a, frente a 0% do grupo de controle. E os efeitos positivos \u2013 embora ainda n\u00e3o confirmados em pesquisas mais amplas \u2013 persistiram meses ap\u00f3s o fim do tratamento.<\/p>\n<p>Esse campo, denominado fotoimunologia, tamb\u00e9m pode oferecer perspectivas valiosas para entender outras patologias com componentes inflamat\u00f3rios, como diabetes tipo 1, artrite reumatoide, doen\u00e7a de Crohn e colite ulcerativa \u2013 males mais comuns em popula\u00e7\u00f5es com exposi\u00e7\u00e3o limitada ao sol.<\/p>\n<h4><strong>Sol tamb\u00e9m afeta os ritmos circadianos<\/strong><\/h4>\n<p>H\u00e1 ainda outros benef\u00edcios. Como aponta a&nbsp;<em>Psychology Today<\/em>, mesmo sem exposi\u00e7\u00e3o direta ao sol, sair ao ar livre ajuda a sincronizar os ritmos circadianos, o que impacta diretamente na regula\u00e7\u00e3o hormonal, no humor e no metabolismo. A luz azul da manh\u00e3, em particular, ajuda a calibrar o &#8220;rel\u00f3gio biol\u00f3gico interno&#8221; e pode reduzir o risco de desenvolver diversas doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Em outras palavras, nem \u00e9 preciso tomar sol pleno para obter benef\u00edcios: basta ver a luz natural diariamente, de prefer\u00eancia pela manh\u00e3.<\/p>\n<h4><strong>Tradi\u00e7\u00e3o milenar<\/strong><\/h4>\n<p>A fascina\u00e7\u00e3o pela luz n\u00e3o \u00e9 nova. O Papiro Ebers, um antigo pergaminho m\u00e9dico eg\u00edpcio de 1500 a.C., cont\u00e9m receitas de unguentos que deviam ser aplicados para, depois, expor o corpo \u00e0 luz solar. O m\u00e9dico grego Areteu da Capad\u00f3cia j\u00e1 recomendava, no s\u00e9culo 2 d.C., expor pacientes melanc\u00f3licos aos raios solares. E no s\u00e9culo 19, a enfermeira brit\u00e2nica Florence Nightingale (1820-1910) assegurava que &#8220;depois do ar fresco, a luz solar direta \u00e9 o mais importante&#8221;, enquanto pessoas como o americano Edwin Babbitt (1828-1905) e o indiano Dinshah Ghadiali (1873-1966) se notabilizaram por construir aparelhos de cromoterapia.<\/p>\n<p>Embora muitas dessas ideias hoje sejam consideradas pseudoci\u00eancia, outras foram incorporadas \u00e0 medicina moderna. A luz azul \u00e9 usada em hospitais para tratar a icter\u00edcia neonatal, e as l\u00e2mpadas de luz branca ajudam no transtorno afetivo sazonal, popularmente conhecida como&nbsp;&#8220;depress\u00e3o de inverno&#8221;.<\/p>\n<div class=\"render-container po8t7s9\">\n<div class=\"srnoiv7 s1a75hd4 lazy-load-container\">\n<figure style=\"width: 1110px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"hq-img loaded\" title=\"Pessoas em trajes de banho tomam sol numa praia nos Estados Unidos\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/56818115_906.jpg?resize=696%2C391&#038;ssl=1\" alt=\"Pessoas em trajes de banho tomam sol numa praia nos Estados Unidos\" width=\"696\" height=\"391\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Segredo para aproveitar benef\u00edcios da luz solar est\u00e1 na modera\u00e7\u00e3oFoto: Maria A. Cardona\/REUTERS<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<h4><strong>Quest\u00e3o de dosagem<\/strong><\/h4>\n<p>Como equilibrar os benef\u00edcios da exposi\u00e7\u00e3o solar com os riscos conhecidos do c\u00e2ncer de pele? A quest\u00e3o talvez j\u00e1 n\u00e3o seja se a luz solar pode ter efeitos curativos, mas sim como e quando aproveit\u00e1-los sem se exceder e expor a riscos.<\/p>\n<p>O c\u00e2ncer de pele continua sendo um perigo real, como alertam as autoridades de sa\u00fade. Mas cada vez mais especialistas prop\u00f5em repensar esse equil\u00edbrio.<\/p>\n<p>O mais sensato&nbsp;\u00e9 agir com modera\u00e7\u00e3o: evitar queimaduras solares, manter-se afastado do sol entre 11h da manh\u00e3 e 3h da tarde no ver\u00e3o e usar protetores solares com fator 15 ou superior.<\/p>\n<p>\u00c9 improv\u00e1vel que a fototerapia entregue todos os benef\u00edcios da luz solar de espectro completo, mas isso nem precisa acontecer. Para pessoas com doen\u00e7as autoimunes, essa abordagem oferece uma esperan\u00e7a tang\u00edvel de melhora.<\/p>\n<p>Enquanto isso, cientistas seguem tentando desvendar o enigma sobre como exatamente a exposi\u00e7\u00e3o ao sol &#8220;acalma&#8221; o sistema imunol\u00f3gico. Diferentemente do que sugeriu a &#8220;era da vitamina D&#8221;, \u00e9 bem poss\u00edvel que n\u00e3o exista uma \u00fanica subst\u00e2ncia respons\u00e1vel. &#8220;Provavelmente s\u00e3o m\u00faltiplas&#8221;, pontua a imunologista Prue Hart \u00e0&nbsp;<em>Scientific American<\/em>.<\/p>\n<p>A li\u00e7\u00e3o, por ora, \u00e9 clara: o sol n\u00e3o \u00e9 vil\u00e3o nem salva\u00e7\u00e3o absoluta. A chave, como em tantos aspectos da medicina, parece estar no equil\u00edbrio.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> <strong>Deutsche Welle &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 25\/8\/2025<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ci\u00eancia aponta que tomar sol tem efeitos ben\u00e9ficos para a sa\u00fade que v\u00e3o al\u00e9m da gera\u00e7\u00e3o de vitamina D. Exposi\u00e7\u00e3o regula o sistema imunol\u00f3gico e evita doen\u00e7as autoimunes, como a esclerose m\u00faltipla. Todos n\u00f3s j\u00e1 ouvimos os alertas m\u00e9dicos sobre os riscos de&nbsp;c\u00e2ncer de pele&nbsp;decorrentes da exposi\u00e7\u00e3o excessiva ao sol. 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