{"id":103918,"date":"2025-09-08T04:15:23","date_gmt":"2025-09-08T07:15:23","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=103918"},"modified":"2025-09-07T19:30:38","modified_gmt":"2025-09-07T22:30:38","slug":"produtividade-emprego-salarios-e-as-grandes-transicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2025\/09\/08\/produtividade-emprego-salarios-e-as-grandes-transicoes\/","title":{"rendered":"Produtividade, emprego, sal\u00e1rios e as grandes transi\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>A rela\u00e7\u00e3o entre produtividade, empregos e sal\u00e1rios, no contexto de quatro complexas e profundas transi\u00e7\u00f5es, \u00e9 um desafio estrat\u00e9gico para o Brasil e para a classe trabalhadora, tema que abordei no 8\u00ba Encontro Sudeste de Economia, a convite do Conselho Regional de Economia de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Vivemos uma mudan\u00e7a de \u00e9poca que decorre de grandes transi\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas: tecnol\u00f3gica\/digital, clim\u00e1tica\/ambiental, demogr\u00e1fica e geopol\u00edtica\/produtiva, esta \u00faltima influenciada por disputas comerciais como as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Essas transi\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais do que mudan\u00e7as t\u00e9cnicas ou setoriais, s\u00e3o transforma\u00e7\u00f5es civilizat\u00f3rias que impactam a forma como produzimos, consumimos e nos organizamos socialmente.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o central para a classe trabalhadora \u00e9: quem vai se beneficiar dessas transi\u00e7\u00f5es? Ser\u00e3o elas um caminho para o incremento da produtividade virtuosa, para mais empregos, melhores sal\u00e1rios e inclus\u00e3o social, ou aprofundar\u00e3o desigualdades e precariza\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>Produtividade em uma equa\u00e7\u00e3o desequilibrada<\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria recente mostra que produtividade e crescimento econ\u00f4mico n\u00e3o se traduzem automaticamente em melhores sal\u00e1rios e empregos de qualidade. Trata-se de uma quest\u00e3o que est\u00e1 no centro da a\u00e7\u00e3o sindical e das negocia\u00e7\u00f5es coletivas.<\/p>\n<p>J\u00e1 no final da d\u00e9cada de 1970, quando o movimento sindical retomava sua atua\u00e7\u00e3o para enfrentar a carestia, recuperar sal\u00e1rios e acabar com a ditadura, o tema da produtividade estava no centro do debate. Em dezembro de 1979 o DIEESE organizou o Semin\u00e1rio Campanhas Salariais e Produtividade<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, coordenador por Walter Barelli, ent\u00e3o diretor t\u00e9cnico do Departamento. O Semin\u00e1rio contou com participantes<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> que estiveram ou est\u00e3o na vida p\u00fablica e pol\u00edtica do pa\u00eds. O Semin\u00e1rio debateu como s\u00e3o definidos os sal\u00e1rios; o que \u00e9 e do que depende a produtividade; as controv\u00e9rsias da produtividade; quais os dados que o movimento sindical necessita para as negocia\u00e7\u00f5es salariais; e finalizou com um amplo painel setorial sobre os desafios sindicais.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, estudos de diferentes institui\u00e7\u00f5es como Banco Mundial, IPEA, IBRE-FGV e DIEESE, entre outros, indicam que o Brasil convive com a estagna\u00e7\u00e3o da produtividade do trabalho desde os anos 1980, enquanto pa\u00edses asi\u00e1ticos, europeus e o Estados Unidos avan\u00e7aram. Ao mesmo tempo, mesmo nos per\u00edodos em que a produtividade cresceu, os ganhos ficaram concentrados no capital e n\u00e3o chegaram aos trabalhadores.<\/p>\n<p>Daron Acemoglu e Simon Johnson, no livro \u201cPoder e Progresso\u201d, lembram que a tecnologia, por si s\u00f3, n\u00e3o garante prosperidade compartilhada. \u00c9 a forma como a sociedade organiza as institui\u00e7\u00f5es \u2014 sindicatos, pol\u00edticas p\u00fablicas, dialogo social e negocia\u00e7\u00e3o coletiva \u2014 que define se os ganhos de produtividade ser\u00e3o distribu\u00eddos ou apropriados por poucos.<\/p>\n<p><strong>Transi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e digital<\/strong><\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o digital, a automa\u00e7\u00e3o, a intelig\u00eancia artificial e a rob\u00f3tica est\u00e3o transformando profundamente os setores produtivos e as rela\u00e7\u00f5es sociais no mundo. Estudos da OIT estimam que na Am\u00e9rica Latina entre 10% e 20% das ocupa\u00e7\u00f5es atuais podem ser automatizadas. Mas, ao mesmo tempo, novas ocupa\u00e7\u00f5es est\u00e3o surgindo em setores de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, log\u00edstica e servi\u00e7os digitais, entre outros.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 a estrutural dualidade do mercado de trabalho: de um lado, uma parcela dos trabalhadores acessa empregos altamente qualificados, com sal\u00e1rios elevados e, de outro lado, a maioria, encontra postos prec\u00e1rios, em plataformas digitais, sem direitos, com baixa remunera\u00e7\u00e3o e vulnerabilidade.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o que se coloca \u00e9: vamos aceitar essa polariza\u00e7\u00e3o ou vamos construir governan\u00e7a geral e pol\u00edticas que garantam a qualifica\u00e7\u00e3o profissional continuada, a regula\u00e7\u00e3o das novas formas de trabalho plataformizadas e negocia\u00e7\u00e3o coletiva sobre tecnologia com distribui\u00e7\u00e3o justa dos ganhos de produtividade?<\/p>\n<p>A experi\u00eancia internacional mostra que pa\u00edses que investem em educa\u00e7\u00e3o profissional cont\u00ednua, valorizam a negocia\u00e7\u00e3o coletiva e atualizam os sistemas de prote\u00e7\u00e3o social conseguem enfrentar os desafios e os impactos da automa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Transi\u00e7\u00e3o ambiental e clim\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p>O planeta vive uma corrida contra o tempo para reduzir emiss\u00f5es de gazes de efeito estufa, descarbonizar a economia e evitar o colapso clim\u00e1tico. Isso cria desafios, mas tamb\u00e9m grandes oportunidades para pa\u00edses como o Brasil.<\/p>\n<p>Segundo a Ag\u00eancia Internacional de Energia Renov\u00e1vel (IRENA), a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica pode gerar mais de 40 milh\u00f5es de novos empregos no mundo at\u00e9 2050, muitos deles em energias renov\u00e1veis, efici\u00eancia energ\u00e9tica, transporte limpo e agricultura sustent\u00e1vel. Por outro lado, a OIT estima que podem ser destru\u00eddos cerca de 72 milh\u00f5es de empregos em setores mais afetados pelo estresse clim\u00e1tico at\u00e9 2030, se nada for feito. Indica tamb\u00e9m a OIT que a transi\u00e7\u00e3o para a neutralidade do clima pode gerar no mundo at\u00e9 100 milh\u00f5es de novos empregos no mesmo per\u00edodo. Estima que 2,4 bilh\u00f5es de trabalhadores no mundo poder\u00e3o ser expostos ao calor extremo e que a produtividade do trabalho pode ter uma queda de 2% nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p>No Brasil, temos imensas possibilidades de avan\u00e7ar para uma economia renov\u00e1vel e sustent\u00e1vel com a atual matriz el\u00e9trica j\u00e1 majoritariamente limpa, potencial em energia solar, e\u00f3lica, biomassa e hidrog\u00eanio verde. Mas a transi\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 autom\u00e1tica nem justa se n\u00e3o houver planejamento e interesse politico para tal. Empregos em setores f\u00f3sseis e em atividades ambientalmente predat\u00f3rias ser\u00e3o destru\u00eddos. Se n\u00e3o houver pol\u00edticas de reconvers\u00e3o profissional e de prote\u00e7\u00e3o social, milhares de trabalhadores poder\u00e3o ser lan\u00e7ados no desemprego ou na precariza\u00e7\u00e3o. Transi\u00e7\u00e3o justa significa que ningu\u00e9m ficar\u00e1 para traz na transi\u00e7\u00e3o para uma economia sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que a ideia de transi\u00e7\u00e3o justa, defendida pela OIT e por sindicatos no mundo inteiro, \u00e9 t\u00e3o importante: cada mudan\u00e7a ambiental precisa vir acompanhada de di\u00e1logo social, prote\u00e7\u00e3o ao emprego e investimentos em capacita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Transi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil est\u00e1 envelhecendo rapidamente, vivemos mais e temos menos filhos. A participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o idosa no total da popula\u00e7\u00e3o, que era de apenas 5% em 1970, deve chegar a quase 30% em 2050.<\/p>\n<p>Isso traz implica\u00e7\u00f5es como a press\u00e3o sobre a previd\u00eancia e a seguridade social, exigindo fontes est\u00e1veis de financiamento; escassez relativa de for\u00e7a de trabalho jovem, o que pode impactar a din\u00e2mica de inova\u00e7\u00e3o e crescimento; expans\u00e3o da economia do cuidado, com demanda crescente por profissionais de sa\u00fade, cuidadores, professores e servi\u00e7os sociais; a necessidade de uma nova abordagem do tempo dedicado ao trabalho ao longo da vida.<\/p>\n<p>O desafio ser\u00e1 relacionar produtividade com sal\u00e1rios dignos em uma sociedade que envelhece. Isso significa, p.ex., investir em aprendizado ao longo da vida, tratar da jornada de trabalho di\u00e1ria e ao longo da vida, a valoriza\u00e7\u00e3o do emprego p\u00fablico e pol\u00edticas p\u00fablicas que combatam a discrimina\u00e7\u00e3o et\u00e1ria no mercado de trabalho, entre outros.<\/p>\n<p><strong>Transi\u00e7\u00e3o produtiva e geopol\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p>Enfrentamos a transi\u00e7\u00e3o produtiva e geopol\u00edtica desde 2020 com a crise sanit\u00e1ria do Covid e, atualmente, agravadas pelo tarifa\u00e7o norte-americano e pelas disputas comerciais globais. As tarifas impostas pelos EUA afetam diretamente exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de diferentes setores. Estamos diante de uma reconfigura\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio mundial e das rela\u00e7\u00f5es de poder, em que cada pa\u00eds busca proteger sua ind\u00fastria e seus empregos.<\/p>\n<p>Para o Brasil, a resposta deve ser clara: precisamos avan\u00e7ar na pol\u00edtica industrial, que combine inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, sustentabilidade ambiental e inclus\u00e3o social. Precisamos diversificar mercados, fortalecer cadeias regionais no Mercosul e na Am\u00e9rica Latina, rever regras de propriedade intelectual que limitam a inova\u00e7\u00e3o, investir em ci\u00eancia e tecnologia. Isso tudo tem alto potencial de incrementar a produtividade e deve ser realizado no contexto prospectivo de uma economia verde e de uma for\u00e7a de trabalho madura.<\/p>\n<p>Do ponto de vista do trabalho, significa lutar por pol\u00edticas ativas de emprego, apoio \u00e0 ind\u00fastria nacional e participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores nas discuss\u00f5es sobre pol\u00edtica econ\u00f4mica.<\/p>\n<p><strong>Desafios<\/strong><\/p>\n<p>Essas quatro transi\u00e7\u00f5es podem ter impactos virtuosos sobre o incremento da produtividade. Mas quem ganhar\u00e1 com o crescimento da produtividade?<\/p>\n<p>Se prevalecer a l\u00f3gica do mercado desregulado das ultimas d\u00e9cadas, continuaremos com concentra\u00e7\u00e3o de renda, precariza\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o. Mas se tivermos pol\u00edticas p\u00fablicas robustas, sindicatos fortes e di\u00e1logo social, podemos transformar essas transi\u00e7\u00f5es em oportunidades de justi\u00e7a social, desenvolvimento sustent\u00e1vel e prosperidade compartilhada.<\/p>\n<figure id=\"attachment_83996\" aria-describedby=\"caption-attachment-83996\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-83996 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/transferir.jpg?resize=150%2C150\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\"><figcaption id=\"caption-attachment-83996\" class=\"wp-caption-text\">CLEMENTE GANZ \u00e9<br \/>Soci\u00f3logo formado pela PUC-SP, \u00e9 coordenador do F\u00f3rum das Centrais Sindicais, membro do Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (CDESS) e do Conselho Deliberativo da Oxfam Brasil. Foi diretor t\u00e9cnico do DIEESE entre 2004 e 2020. Tem longa trajet\u00f3ria na defesa dos direitos dos trabalhadores, do desenvolvimento sustent\u00e1vel e da justi\u00e7a social.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Do ponto de vista da classe trabalhadora, produtividade s\u00f3 faz sentido se for acompanhada de sal\u00e1rios dignos e empregos de qualidade para todos, j\u00e1 nos indicava o DIEESE desde 1980.<\/p>\n<p>Por isso, cada transi\u00e7\u00e3o, no conjunto de profundas transforma\u00e7\u00f5es, deve ser justa, garantindo que trabalhadores e trabalhadoras n\u00e3o sejam os perdedores da mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>Mais uma vez o futuro do trabalho se coloca como uma escolha social e pol\u00edtica. Cabe-nos, como sociedade, decidir se o incremento da produtividade ser\u00e1 inclusivo ou excludente, democr\u00e1tico ou concentrador.<\/p>\n<p>Se quisermos mais empregos, melhores sal\u00e1rios e uma produtividade virtuosa, precisamos construir um projeto de desenvolvimento que una transi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, ambiental, demogr\u00e1fica e produtiva sob a mesma l\u00f3gica: a centralidade do trabalho e da democracia no projeto de desenvolvimento econ\u00f4mico e produtivo.<\/p>\n<p>[1] Publica\u00e7\u00e3o que registra os debates est\u00e1 dispon\u00edvel em: <span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"http:\/\/www.dieese.org.br\/cedoc\/Produtividade_campanha_salarial.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.dieese.org.br\/cedoc\/Produtividade_campanha_salarial.pdf<\/a><\/span><\/p>\n<p>[2] Palestraram no Semin\u00e1rio: Roberto Santos, Lenina Pomeranz, Roberto Macedo, Paulo Renato Souza, Carlos Eduardo Gon\u00e7alvez, Rodolfo Hoffmann, Andrea Calabi, Kurt Weill, Afonso Carlos Correa Fleury, Jos\u00e9 Serra, Paul Singer, Eduardo Suplicy, e contou com a colabora\u00e7\u00e3o de Ademar Sato, Alo\u00edsio Mercadante, Claudio Salm, Dorot\u00e9ia Werneck, Eduardo Fagnani, Jos\u00e9 Matoso, Mario Luiz Possas, entre outros.<\/p>\n<p><strong>Clemente Ganz L\u00facio 8\/9\/2025<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A rela\u00e7\u00e3o entre produtividade, empregos e sal\u00e1rios, no contexto de quatro complexas e profundas transi\u00e7\u00f5es, \u00e9 um desafio estrat\u00e9gico para o Brasil e para a classe trabalhadora, tema que abordei no 8\u00ba Encontro Sudeste de Economia, a convite do Conselho Regional de Economia de S\u00e3o Paulo. Vivemos uma mudan\u00e7a de \u00e9poca que decorre de grandes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":103919,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[133],"tags":[],"class_list":{"0":"post-103918","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/transicao-de-carreira-guia-completo-para-recolocacao.jpg?fit=1000%2C729&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103918","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=103918"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103918\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":103921,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103918\/revisions\/103921"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/103919"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=103918"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=103918"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=103918"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}