{"id":104164,"date":"2025-09-20T04:15:36","date_gmt":"2025-09-20T07:15:36","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=104164"},"modified":"2025-09-19T09:08:43","modified_gmt":"2025-09-19T12:08:43","slug":"tarifaco-empregos-e-a-resposta-das-centrais-sindicais-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2025\/09\/20\/tarifaco-empregos-e-a-resposta-das-centrais-sindicais-no-brasil\/","title":{"rendered":"Tarifa\u00e7o, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e3o extremamente graves os desdobramentos da guerra comercial e pol\u00edtica desencadeada pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil e o mundo. A economia, a soberania, a democracia e as institui\u00e7\u00f5es continuar\u00e3o sendo violentamente atacadas, com a humilha\u00e7\u00e3o e a submiss\u00e3o regendo as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas de um governo que se apresenta abertamente como imp\u00e9rio. Tornou-se normal o uso da for\u00e7a, em todas as suas formas, para impor projetos, vis\u00e3o de mundo, vontades e interesses. Devemos superar a perplexidade e a indigna\u00e7\u00e3o e investir para criar iniciativas inovadoras que abram novos horizontes econ\u00f4micos, sociais, pol\u00edticos e culturais, aqui em nosso pa\u00eds e em nossas rela\u00e7\u00f5es multilaterais.<\/p>\n<p>O tarifa\u00e7o atinge o Brasil em um contexto de retomada dos investimentos produtivos, p\u00fablicos e privados, de fortalecimento do sistema produtivo, de industrializa\u00e7\u00e3o e de melhoria do mercado de trabalho, com paradigmas para estruturar uma economia socioambientalmente sustent\u00e1vel. Com o tarifa\u00e7o criou-se um cen\u00e1rio de incerteza para governos, empresas, trabalhadores e sindicatos. Nosso desafio \u00e9 agir, analisando a situa\u00e7\u00e3o e construindo caminhos para avan\u00e7ar em nosso projeto de pa\u00eds, articulando converg\u00eancias de interesses e promovendo entendimentos em torno de projetos e estrat\u00e9gias que ampliem nossas rela\u00e7\u00f5es comerciais e a capacidade econ\u00f4mica de investimento para agregar valor, incrementar a produtividade do trabalho, gerar empregos de qualidade, aumentar os sal\u00e1rios, fortalecer a democracia e suas institui\u00e7\u00f5es, promover a paz e a qualidade de vida para todas nas pessoas.<\/p>\n<p>As Centrais Sindicais tomaram iniciativas para posicionar o sindicalismo na prote\u00e7\u00e3o da soberania do pa\u00eds, da economia e dos empregos. O DIEESE<a id=\"_ftnref1\" href=\"https:\/\/red.org.br\/noticias\/tarifaco-empregos-e-a-resposta-das-centrais-sindicais-no-brasil\/#_ftn1\">[1]<\/a>&nbsp;produziu proje\u00e7\u00f5es sobre os impactos do tarifa\u00e7o sobre os empregos e as campanhas salariais deste semestre e as&nbsp;Centrais Sindicais&nbsp;apresentaram uma agenda de propostas para proteger o emprego e a produ\u00e7\u00e3o nacional. Este artigo re\u00fane alguns dos dados e sistematiza a resposta sindical.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Dimens\u00e3o do Impacto Econ\u00f4mico e Social<\/strong><\/h4>\n<p>O DIEESE estimou o impacto negativo amplo das tarifas sobre a economia e os empregos no pa\u00eds, caso nenhuma medida fosse adotada. As simula\u00e7\u00f5es indicam que o tarifa\u00e7o, j\u00e1 considerando a lista de exce\u00e7\u00f5es, tem um potencial de redu\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para os EUA, se nada fosse feito, que poderia gerar a perda de at\u00e9&nbsp;726 mil postos de trabalho em apenas um ano, considerando postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos pela queda da renda. Neste caso o PIB teria queda de&nbsp;0,36%, a massa salarial recuaria&nbsp;R$ 14,33 bilh\u00f5es&nbsp;e a arrecada\u00e7\u00e3o de impostos sofreria retra\u00e7\u00e3o de&nbsp;R$ 11,01 bilh\u00f5es. Previd\u00eancia e FGTS perderiam cerca de&nbsp;R$ 3,31 bilh\u00f5es&nbsp;em contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o setorial potencial das perdas mostra concentra\u00e7\u00e3o no setor de servi\u00e7os com 241 mil postos de trabalho; ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o com 215 mil postos (com destaque para metalurgia, alimentos, madeira, qu\u00edmicos, vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados); com\u00e9rcio com 142 mil postos; a agropecu\u00e1ria com 103 mil postos e demais setores 24 mil postos.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>A guerra tarif\u00e1ria atinge cadeias com alto peso na economia e no emprego, como:<\/strong><\/h4>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Caf\u00e9&nbsp;\u2013 34% do consumo norte-americano \u00e9 brasileiro; concorrentes como Col\u00f4mbia e Vietn\u00e3 se beneficiam de tarifas menores.<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Carne bovina&nbsp;\u2013 Tarifa efetiva de at\u00e9 76,4% pode reduzir em US$ 1 bilh\u00e3o as exporta\u00e7\u00f5es (400 mil toneladas), com forte impacto na pecu\u00e1ria e no processamento.<\/li>\n<li>Pesca \u2013 cerca de 70% do pescado era destinado ao EUA.<\/li>\n<li>Frutas&nbsp;\u2013 Manga, uva e processados representam 90% da pauta exportadora; risco de desemprego sazonal em regi\u00f5es produtoras, com perdas de cerca de 12% do faturamento do setor.<\/li>\n<li>Celulose e papel&nbsp;\u2013 Embora a celulose tenha ficado de fora, o setor florestal (madeira e pain\u00e9is) j\u00e1 registra cancelamentos e amea\u00e7a de paralisa\u00e7\u00f5es. Setor de embalagens sofre impacto indireto.<\/li>\n<li>M\u00e1quinas e equipamentos&nbsp;\u2013 25% da produ\u00e7\u00e3o exportada vai para os EUA; produtos altamente espec\u00edficos, de dif\u00edcil redirecionamento.<\/li>\n<li>Siderurgia&nbsp;\u2013 Exporta 3,4 milh\u00f5es de toneladas de placas de a\u00e7o para os EUA, j\u00e1 taxadas em 50%.<\/li>\n<li>Qu\u00edmicos&nbsp;\u2013 Exporta US$ 2.4 bilh\u00f5es e cadeias de suprimento j\u00e1 sofrem cancelamentos.<\/li>\n<li>Eletroeletr\u00f4nicos \u2013 representam 29% das exporta\u00e7\u00f5es nacionais.<\/li>\n<li>Autope\u00e7as&nbsp;\u2013 Altamente dependente do mercado americano, enfrenta tarifas de 25% a 50%, com exporta\u00e7\u00f5es em queda.<\/li>\n<\/ul>\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Negocia\u00e7\u00f5es Coletivas sob Press\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>Segundo o DIEESE,&nbsp;3.075 empresas exportadoras para os EUA&nbsp;possuem negocia\u00e7\u00f5es coletivas diretas neste segundo semestre com&nbsp;1.459 sindicatos de trabalhadores. A maior concentra\u00e7\u00e3o est\u00e1 no&nbsp;Sudeste (1.286 empresas), sobretudo em S\u00e3o Paulo (1.005), mas tamb\u00e9m h\u00e1 forte presen\u00e7a no&nbsp;Sul (614)&nbsp;e no&nbsp;Nordeste (186). O painel indica 1.933 instrumentos coletivos celebrados em 2024 (acordos e conven\u00e7\u00f5es coletivas) no setor industrial, 175 no setor de servi\u00e7os, 93 no setor rural e 68 no com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>As consequ\u00eancias para a negocia\u00e7\u00e3o coletiva incluem a press\u00e3o patronal por modera\u00e7\u00e3o salarial diante da queda nas exporta\u00e7\u00f5es e impactos em cl\u00e1usulas sociais. H\u00e1 os impactos sobre os empregos e a aplica\u00e7\u00e3o de medidas para evitar demiss\u00f5es (f\u00e9rias coletivas, o layoff \u2013 a suspens\u00e3o tempor\u00e1ria do contrato de trabalho, entre outros) .<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resposta Sindical: Propostas das Centrais<\/strong><\/h4>\n<p>Recentemente as Centrais Sindicais divulgaram um documento conjunto intitulado&nbsp;\u201cPropostas das Centrais diante da Guerra Comercial: Soberania, Emprego e Desenvolvimento\u201d, que estrutura uma agenda estrat\u00e9gica para enfrentar a crise, onde se destacam:<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.&nbsp;<strong>A defesa da produ\u00e7\u00e3o nacional, propondo:<\/strong><\/h4>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Fortalecimento de medidas antidumping e salvaguardas comerciais.<\/li>\n<li>Expans\u00e3o dos investimentos da Nova Ind\u00fastria Brasil (NIB), com foco em inova\u00e7\u00e3o, sustentabilidade e conte\u00fado local.<\/li>\n<li>Refor\u00e7o do papel do BNDES e dos bancos p\u00fablicos como indutores do investimento produtivo.<\/li>\n<li>Revis\u00e3o da Lei de Patentes e est\u00edmulo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o nacional em setores estrat\u00e9gicos como semicondutores, IA, biotecnologia e hidrog\u00eanio verde.<\/li>\n<\/ul>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2. A prote\u00e7\u00e3o do emprego e da renda, propondo:<\/h4>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Recria\u00e7\u00e3o do&nbsp;Programa de Prote\u00e7\u00e3o do Emprego, com fundos de compensa\u00e7\u00e3o e programas de transi\u00e7\u00e3o para trabalhadores.<\/li>\n<li>Programas de qualifica\u00e7\u00e3o e requalifica\u00e7\u00e3o profissional articulados a um sistema nacional de intermedia\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra.<\/li>\n<\/ul>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">3. O fortalecimento da negocia\u00e7\u00e3o coletiva e participa\u00e7\u00e3o sindical, propondo:<\/h4>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Fortalecimento da organiza\u00e7\u00e3o sindical e cl\u00e1usulas de prote\u00e7\u00e3o ao emprego em acordos coletivos.<\/li>\n<li>Participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores na formula\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas industrial, cambial, comercial e tecnol\u00f3gica.<\/li>\n<\/ul>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">4. A institucionaliza\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo social, propondo:<\/h4>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Cria\u00e7\u00e3o de c\u00e2maras setoriais tripartites e fortalecimento de inst\u00e2ncias como o CDESS \u2013 Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social Sustent\u00e1vel &nbsp;e o CNDI \u2013 Conselho Nacional de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel.<\/li>\n<li>Inclus\u00e3o efetiva das centrais sindicais na defini\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica comercial externa.<\/li>\n<\/ul>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">5. Transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica justa e a nova estrat\u00e9gia comercial externa, propondo:<\/h4>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Implementa\u00e7\u00e3o do plano nacional de transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica com gera\u00e7\u00e3o de empregos verdes.<\/li>\n<li>Est\u00edmulo \u00e0 bioeconomia na Amaz\u00f4nia e \u00e0 economia circular.<\/li>\n<li>Diversifica\u00e7\u00e3o de mercados e fortalecimento da coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul.<\/li>\n<li>Revis\u00e3o de acordos internacionais prejudiciais \u00e0 ind\u00fastria nacional.<\/li>\n<\/ul>\n<figure id=\"attachment_83996\" aria-describedby=\"caption-attachment-83996\" style=\"width: 284px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-83996 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/transferir.jpg?resize=284%2C177\" alt=\"\" width=\"284\" height=\"177\"><figcaption id=\"caption-attachment-83996\" class=\"wp-caption-text\">CLEMENTE GANZ \u00e9<br \/>Soci\u00f3logo formado pela PUC-SP, \u00e9 coordenador do F\u00f3rum das Centrais Sindicais, membro do Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (CDESS) e do Conselho Deliberativo da Oxfam Brasil. Foi diretor t\u00e9cnico do DIEESE entre 2004 e 2020. Tem longa trajet\u00f3ria na defesa dos direitos dos trabalhadores, do desenvolvimento sustent\u00e1vel e da justi\u00e7a social.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O tarifa\u00e7o norte-americano \u00e9 express\u00e3o de uma disputa global por hegemonia econ\u00f4mica e tecnol\u00f3gica, mas seus efeitos recaem diretamente sobre os trabalhadores brasileiros. A amea\u00e7a de perda de empregos, queda da renda e fragiliza\u00e7\u00e3o das negocia\u00e7\u00f5es coletivas exige uma resposta firme. As respostas j\u00e1 anunciadas pelo Governo Federal<a id=\"_ednref1\" href=\"https:\/\/red.org.br\/noticias\/tarifaco-empregos-e-a-resposta-das-centrais-sindicais-no-brasil\/#_edn1\">[i]<\/a>, bem como a continua iniciativa do governo, combinada com a representa\u00e7\u00e3o empresarial, para negociar as regras comerciais e os esfor\u00e7os para abrir novos mercados est\u00e3o corretas e v\u00e3o ao encontro das propostas acima. A diretriz de preservar os empregos, em cada contexto espec\u00edfico das empresas afetadas, tamb\u00e9m atendem o pleito apresentado, abrindo a tarefa de qualificar para cada situa\u00e7\u00e3o as negocia\u00e7\u00f5es coletivas e a atua\u00e7\u00e3o dos sindicatos.<\/p>\n<p>O desafio do Brasil \u00e9 transformar essa crise em oportunidade para avan\u00e7ar na constru\u00e7\u00e3o de um projeto de desenvolvimento soberano, inovador e inclusivo, que coloque o trabalho no centro da estrat\u00e9gia nacional.<\/p>\n<p><strong><em>Refer\u00eancias<\/em><\/strong><\/p>\n<p>[2] Dispon\u00edvel em:&nbsp;<span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/www.dieese.org.br\/estudotecnico\/2025\/impactosTarifaco.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.dieese.org.br\/estudotecnico\/2025\/impactosTarifaco.pdf<\/a><\/span><\/p>\n<p>[3] Dispon\u00edvel em:&nbsp;<span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/www.dieese.org.br\/estudotecnico\/2025\/impactosTarifaco.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.dieese.org.br\/estudotecnico\/2025\/impactosTarifaco.pdf<\/a><\/span><\/p>\n<p><strong>&nbsp;Clemente Ganz L\u00facio 20\/09\/2025<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o extremamente graves os desdobramentos da guerra comercial e pol\u00edtica desencadeada pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil e o mundo. 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