{"id":104283,"date":"2025-09-27T04:15:22","date_gmt":"2025-09-27T07:15:22","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=104283"},"modified":"2025-09-25T20:30:02","modified_gmt":"2025-09-25T23:30:02","slug":"de-bem-com-a-vida-5-descobertas-sobre-o-alzheimer-neste-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2025\/09\/27\/de-bem-com-a-vida-5-descobertas-sobre-o-alzheimer-neste-ano\/","title":{"rendered":"De Bem com a Vida: 5 descobertas sobre o Alzheimer neste ano"},"content":{"rendered":"<header class=\"styles__ContainerHeaderNoticiaBlockStyled-sc-17abcbt-0 jiyHSa\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"container-news-informs\">\n<div>\n<h4><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>5 descobertas surpreendentemente animadoras sobre o Alzheimer neste ano<\/strong><\/span><\/h4>\n<\/div>\n<h5>De um exame de sangue ao papel inesperado do l\u00edtio, essas descobertas podem levar a um melhor diagn\u00f3stico e tratamento da condi\u00e7\u00e3o que apaga as mem\u00f3rias<\/h5>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div id=\"content\" class=\"styles__ContentWrapperContainerStyled-sc-1ehbu6v-0 iMMgpd content-wrapper -paywall-parent box\">\n<div class=\"styles__ContentWrapperContainerStyled-sc-1ehbu6v-0 iMMgpd content-wrapper news-body container content template-reportagem already-sliced already-checked\" data-paywall-wrapper=\"true\">\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Assim como ocorre com muita gente, voc\u00ea pode sentir ansiedade em rela\u00e7\u00e3o ao risco de desenvolver dem\u00eancia com o&nbsp;envelhecimento.<\/p>\n<div class=\"styles__MultiParagraphAdStyled-sc-1yb8ue6-0 dAAozZ\" data-component-name=\"multi-paragraph\">\n<div class=\"paragraph\">\n<p>O risco ao longo da vida de desenvolver dem\u00eancia ap\u00f3s os 55 anos \u00e9 estimado em 42%, de acordo com um estudo de 2025 com mais de 15 mil participantes. O n\u00famero de americanos desenvolvendo dem\u00eancia a cada ano deve aumentar de 514 mil em 2020 para cerca de 1 milh\u00e3o at\u00e9 2060.<\/p>\n<p>(Em 2019, estima-se que havia 2,46 milh\u00f5es de pessoas com 60 anos ou mais vivendo com dem\u00eancia no Brasil. Esse n\u00famero deve subir exponencialmente nos pr\u00f3ximos anos, e atingir 5,05 milh\u00f5es, em 2039, e 8,74 milh\u00f5es, em 2049.)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Mas houve avan\u00e7os empolgantes no diagn\u00f3stico e nos tratamentos do&nbsp;Alzheimer&nbsp;\u2014 que responde por 60% a 80% dos casos de dem\u00eancia \u2014, assim como na compreens\u00e3o de suas causas biol\u00f3gicas e desenvolvimento. Aproximadamente metade dos casos de dem\u00eancia pode ser evitada ao lidar com fatores de risco j\u00e1 conhecidos, segundo um relat\u00f3rio da&nbsp;<em>Lancet Commission<\/em>&nbsp;de 2024.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Com esses avan\u00e7os, \u00e9 importante \u201cpisar no acelerador e realmente intensificar esse trabalho\u201d, avalia Ronald Petersen, professor de neurologia e ex-diretor do Centro de Pesquisa da Doen\u00e7a de Alzheimer da Mayo Clinic College of Medicine and Science.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">\u201cAcho que estamos no limiar de causar um impacto significativo na qualidade de vida \u2014 na dura\u00e7\u00e3o da vida saud\u00e1vel, n\u00e3o apenas na dura\u00e7\u00e3o da vida em anos\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Aqui est\u00e3o alguns dos avan\u00e7os mais promissores na pesquisa sobre dem\u00eancia em 2025.<\/p>\n<div class=\"styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 gfzEcU intertitle-wrapper \">\n<h4 id=\"1-um-exame-de-sangue-para-alzheimer\"><strong>1. Um exame de sangue para Alzheimer<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Em maio, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou o primeiro exame de sangue capaz de detectar sinais das placas de beta-amil\u00f3ide e dos emaranhados de tau \u2014 as marcas biol\u00f3gicas da doen\u00e7a de Alzheimer \u2014 com mais de 90% de precis\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">\u201cAcho que esse biomarcador sangu\u00edneo vai realmente revolucionar como diagnosticamos, quem pode ser diagnosticado e quem est\u00e1 fazendo o diagn\u00f3stico\u201d, comenta Kristine Yaffe, professora e vice-chefe do departamento de psiquiatria da Universidade da Calif\u00f3rnia em San Francisco.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Por cerca de uma d\u00e9cada, os m\u00e9dicos conseguiam medir o beta-amil\u00f3ide com neuroimagem por PET ou identificar a forma\u00e7\u00e3o de placas por meio de uma pun\u00e7\u00e3o lombar que coleta l\u00edquido cerebrospinal. Mas \u201cas tomografias por PET s\u00e3o caras e as pun\u00e7\u00f5es lombares s\u00e3o invasivas\u201d, esclarece Petersen. O novo exame de sangue pode ser realizado por um m\u00e9dico de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e representa o que alguns est\u00e3o chamando de \u201cdemocratiza\u00e7\u00e3o dos testes diagn\u00f3sticos da doen\u00e7a de Alzheimer\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Especialistas esperam que o exame de sangue torne o diagn\u00f3stico do Alzheimer mais acess\u00edvel, barato e vi\u00e1vel em \u00e1reas onde, de outra forma, seria dif\u00edcil receber um diagn\u00f3stico cl\u00ednico por falta de especialistas ou equipamentos m\u00e9dicos.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Na mesma \u00e9poca da aprova\u00e7\u00e3o do exame, a Associa\u00e7\u00e3o de Alzheimer produziu a primeira diretriz cl\u00ednica de diagn\u00f3stico baseada em robustas an\u00e1lises da literatura cient\u00edfica e incluindo exames de biomarcadores sangu\u00edneos, comenta Heather Snyder, vice-presidente s\u00eanior de rela\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas e cient\u00edficas da associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"styles__MultiParagraphAdStyled-sc-1yb8ue6-0 dAAozZ\" data-component-name=\"multi-paragraph\">\n<div class=\"paragraph\">\n<p>O exame de sangue mede dois biomarcadores-chave do Alzheimer. Um \u00e9 a beta-amil\u00f3ide, uma prote\u00edna que pode se dobrar de forma incorreta e criar placas pegajosas no c\u00e9rebro. O outro \u00e9 a p-tau217, uma vers\u00e3o anormalmente modificada da prote\u00edna tau que pode levar \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de emaranhados prejudiciais.<\/p>\n<p>Muitos biomarcadores j\u00e1 foram estudados, mas \u201ca p-tau217 parece ser o mais informativo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 probabilidade de a pessoa ter a biologia subjacente da doen\u00e7a de Alzheimer\u201d, nota Petersen.<\/p>\n<p>Pesquisas mostram que o biomarcador p-tau217 pode servir como um sinal de alerta anos antes do desenvolvimento da doen\u00e7a.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">A detec\u00e7\u00e3o precoce significa mais oportunidade para tratamento e interven\u00e7\u00e3o antecipados, seja com medicamentos ou mudan\u00e7as de estilo de vida.<\/p>\n<div class=\"styles__MultiParagraphAdStyled-sc-1yb8ue6-0 dAAozZ\" data-component-name=\"multi-paragraph\">\n<div class=\"paragraph\">\n<p>Embora o ac\u00famulo de placas de beta-amil\u00f3ide e emaranhados de tau seja uma marca registrada do Alzheimer, um teste positivo n\u00e3o significa necessariamente que a pessoa tenha ou v\u00e1 desenvolver a doen\u00e7a. (Pesquisas j\u00e1 encontraram que mais de 20% dos adultos com mais de 65 anos, cognitivamente preservados, t\u00eam resultado positivo para amiloide.)<\/p>\n<p>Melhorias nos diagn\u00f3sticos, como esse exame de sangue, tamb\u00e9m podem acelerar as pesquisas sobre tratamentos.<\/p>\n<p>Ensaios cl\u00ednicos que visam processos biol\u00f3gicos espec\u00edficos podem recrutar de forma mais precisa pacientes que apresentem esses biomarcadores, diz Petersen.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">No futuro, assim como fazemos exames de rotina para&nbsp;colesterol, poderemos ter um exame de sangue que avalie diferentes biomarcadores para criar um perfil \u00fanico de risco de dem\u00eancia, permitindo um tratamento personalizado, informa ele.<\/p>\n<div class=\"styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 gfzEcU intertitle-wrapper \">\n<h4 id=\"2-intervencoes-de-estilo-de-vida-podem-levar-a-melhor-cognicao\"><strong>2. Interven\u00e7\u00f5es de estilo de vida podem levar \u00e0 melhor cogni\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Em julho, o maior ensaio cl\u00ednico de interven\u00e7\u00e3o em estilo de vida dos Estados Unidos descobriu que, ao focar simultaneamente em v\u00e1rias \u00e1reas \u2014&nbsp;nutri\u00e7\u00e3o,&nbsp;exerc\u00edcio, treinamento cognitivo e monitoramento da sa\u00fade \u2014, houve melhora nas medidas cognitivas dos participantes em risco de dem\u00eancia. Os que participaram do grupo mais estruturado tiveram resultados melhores do que os que se orientaram sozinhos.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">O estudo, conhecido como U.S. POINTER, foi \u201cum grande momento\u201d e \u201cculmina d\u00e9cadas de pesquisa que realmente fundamentaram a interven\u00e7\u00e3o\u201d, incluindo um ensaio anterior realizado na Finl\u00e2ndia, conta Heather, uma das autoras do estudo POINTER.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">O importante \u00e9 que \u201cexistem maneiras de reduzir seus fatores de risco para Alzheimer e outras dem\u00eancias\u201d e \u201cvoc\u00ea pode realmente melhorar seu perfil de envelhecimento cognitivo\u201d, destaca Kristine, que conduziu em 2024 um ensaio menor sobre redu\u00e7\u00e3o de risco personalizada.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Por exemplo, um estudo publicado em agosto sugeriu que pessoas com maior risco gen\u00e9tico de desenvolver Alzheimer por carregarem o gene APOE4 se beneficiam mais ao seguir a dieta mediterr\u00e2nea.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">O estudo POINTER deve trazer mais descobertas em breve. Cerca de metade dos participantes se voluntariou para fazer neuroimagem, e os dados sobre como essas mudan\u00e7as de estilo de vida afetam o&nbsp;c\u00e9rebro&nbsp;devem ser divulgados ainda este ano, informa Heather.<\/p>\n<div class=\"styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 gfzEcU intertitle-wrapper \">\n<h4 id=\"3-crescente-foco-na-inflamacao\"><strong>3. Crescente foco na inflama\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Embora a beta-amil\u00f3ide continue sendo um alvo das pesquisas, os cientistas est\u00e3o cada vez mais investigando o papel da inflama\u00e7\u00e3o no aumento do risco de dem\u00eancia. \u201cO Alzheimer \u00e9 uma doen\u00e7a complexa, e provavelmente n\u00e3o haver\u00e1 uma \u00fanica abordagem\u201d, explica Heather.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">De fato, um estudo publicado em julho descobriu que pessoas com o gene APOE4 compartilham muitas altera\u00e7\u00f5es no sistema imunol\u00f3gico, o que pode explicar sua suscetibilidade n\u00e3o apenas ao Alzheimer, mas tamb\u00e9m a outras doen\u00e7as neurodegenerativas.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">A inflama\u00e7\u00e3o e a disfun\u00e7\u00e3o imunol\u00f3gica atravessam diversos dist\u00farbios neurodegenerativos, incluindo dem\u00eancia e Parkinson.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">\u201cAcho que h\u00e1 um grande esfor\u00e7o agora em torno da imunomodula\u00e7\u00e3o para Alzheimer e outras doen\u00e7as degenerativas\u201d, pontua Kristine, referindo-se a formas de modificar a atividade do sistema imunol\u00f3gico.<\/p>\n<div class=\"styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 gfzEcU intertitle-wrapper \">\n<h4 id=\"4-vacinas-podem-reduzir-o-risco-de-demencia\"><strong>4. Vacinas podem reduzir o risco de dem\u00eancia<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Uma das formas de modificar a atividade imunol\u00f3gica associada a menor risco de dem\u00eancia?&nbsp;Vacinas.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Recentemente, v\u00e1rios estudos em larga escala compararam os desfechos de pessoas vacinadas com as n\u00e3o vacinadas. Juntos, fornecem fortes evid\u00eancias de que vacinas podem ajudar a reduzir o risco de dem\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Em abril, um estudo publicado na&nbsp;<em>Nature<\/em>&nbsp;acompanhou mais de 280 mil adultos no Pa\u00eds de Gales e descobriu que a vacina contra herpes-z\u00f3ster reduziu em 20% o risco de desenvolver dem\u00eancia em um per\u00edodo de sete anos. Em junho, outro estudo com mais de 430 mil adultos constatou que vacinas contra o herpes-z\u00f3ster e contra o v\u00edrus sincicial respirat\u00f3rio (VSR) estavam associadas a menor risco de dem\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Existem duas hip\u00f3teses biol\u00f3gicas amplas para explicar essa liga\u00e7\u00e3o. Primeiro, vacinas poderiam reduzir o risco de infec\u00e7\u00f5es, que j\u00e1 foram associadas ao aumento do risco de dem\u00eancia. Segundo, a pr\u00f3pria vacina pode ativar o sistema imunol\u00f3gico de uma forma ben\u00e9fica.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Esses dois mecanismos n\u00e3o s\u00e3o mutuamente exclusivos e ambos podem desempenhar um papel, afirmaram os pesquisadores.<\/p>\n<div class=\"styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 gfzEcU intertitle-wrapper \">\n<h4 id=\"5-uma-nova-ligacao-descoberta-com-o-litio\"><strong>5. Uma nova liga\u00e7\u00e3o descoberta com o l\u00edtio<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Em agosto, um estudo publicado na&nbsp;<em>Nature<\/em>&nbsp;relatou que o metal l\u00edtio pode desempenhar um papel protetor contra o Alzheimer. \u201cA ideia de que o l\u00edtio \u00e9 neuroprotetor j\u00e1 existe h\u00e1 algum tempo\u201d, avisa Kristine, que n\u00e3o participou do estudo.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Em um c\u00e9rebro saud\u00e1vel, o l\u00edtio ajuda a manter o funcionamento adequado dos neur\u00f4nios. O carbonato de l\u00edtio tamb\u00e9m \u00e9 usado no tratamento do transtorno bipolar.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">O estudo, realizado em camundongos, descobriu que as placas de beta-amil\u00f3ide aprisionavam o l\u00edtio, tornando-o menos eficaz. E baixos n\u00edveis de l\u00edtio produziam um ambiente inflamat\u00f3rio no c\u00e9rebro, marcado por ac\u00famulo acelerado de placas de beta-amil\u00f3ide e emaranhados de tau.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">Os pesquisadores relataram que pequenas doses de orotato de l\u00edtio poderiam reverter a doen\u00e7a e restaurar a fun\u00e7\u00e3o cerebral \u2014 apontando para uma terapia promissora a ser testada em humanos.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\">\u201cAcho que a justificativa cient\u00edfica \u00e9 convincente e interessante, mas precisamos realmente avali\u00e1-la em ensaios cl\u00ednicos para ver se pode ter utilidade terap\u00eautica\u201d, pondera Petersen.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\"><strong>Cr\u00e9dito:&nbsp; Richard Sima (The Washington Post) \/ O estado de S\u00e3o Paulo &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 26\/9\/2025<\/strong><\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW \" data-component-name=\"paragraph\"><em>Este conte\u00fado foi publicado originalmente no The Washington Post. Ele foi traduzido com o aux\u00edlio de ferramentas de Intelig\u00eancia Artificial e revisado por nossa equipe editorial.&nbsp;<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>5 descobertas surpreendentemente animadoras sobre o Alzheimer neste ano De um exame de sangue ao papel inesperado do l\u00edtio, essas descobertas podem levar a um melhor diagn\u00f3stico e tratamento da condi\u00e7\u00e3o que apaga as mem\u00f3rias Assim como ocorre com muita gente, voc\u00ea pode sentir ansiedade em rela\u00e7\u00e3o ao risco de desenvolver dem\u00eancia com o&nbsp;envelhecimento. O [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":104284,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[133],"tags":[],"class_list":{"0":"post-104283","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Alzheimer-.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104283","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=104283"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104283\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":104285,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104283\/revisions\/104285"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/104284"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=104283"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=104283"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=104283"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}