{"id":104286,"date":"2025-09-26T04:20:08","date_gmt":"2025-09-26T07:20:08","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=104286"},"modified":"2025-09-25T20:42:16","modified_gmt":"2025-09-25T23:42:16","slug":"big-brother-de-produtividade-deve-avancar-nas-empresas-mesmo-no-presencial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2025\/09\/26\/big-brother-de-produtividade-deve-avancar-nas-empresas-mesmo-no-presencial\/","title":{"rendered":"\u201cBig Brother de produtividade\u201d deve avan\u00e7ar nas empresas, mesmo no presencial"},"content":{"rendered":"<div class=\"max-w-5xl my-4 mx-auto space-y-4 px-6 xl:px-0\" data-ds-component=\"article-title\">\n<div class=\"text-lg md:text-xl font-medium tracking-tight text-wl-neutral-600\">Monitoramento de funcion\u00e1rios j\u00e1 \u00e9 realidade em 60% das grandes corpora\u00e7\u00f5es em todo o mundo, mas especialistas dizem que h\u00e1 um custo econ\u00f4mico e riscos que continuam a desafiar as empresas<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<article class=\"im-article clear-fix\" data-ds-component=\"article\">Na primeira quinzena de setembro, o mercado de trabalho foi chacoalhado com a not\u00edcia de uma demiss\u00e3o em massa em um grande banco baseada no&nbsp;monitoramento da produtividade dos funcion\u00e1rios remotos.&nbsp; &nbsp;Apesar do choque para muitos, o fato \u00e9 que desde a pandemia, quando todos foram obrigados a trabalhar em home office, as empresas vinham testando ferramentas de controle de produtividade. A grande novidade \u00e9 que agora, mesmo de volta ao trabalho presencial, o \u201cBig Brother\u201d da produtividade n\u00e3o s\u00f3 continua como vem avan\u00e7ando a passos largos.<\/p>\n<p>As ferramentas de monitoramento evolu\u00edram tanto que hoje em dia \u00e9 poss\u00edvel saber se o funcion\u00e1rio ligou o computador e s\u00f3 mexeu na barra de espa\u00e7o ou se trabalhou efetivamente. O avan\u00e7o dos softwares de acompanhamento est\u00e1 movimentando n\u00e3o apenas o mercado de tecnologia, mas tamb\u00e9m o de rela\u00e7\u00f5es de trabalho e compliance. A promessa \u00e9 de mais produtividade, e as empresas adoraram isso. Mas o impacto econ\u00f4mico e os riscos jur\u00eddicos j\u00e1 chamam aten\u00e7\u00e3o, segundo especialistas ouvidos pelo&nbsp;InfoMoney<strong>.<\/strong><\/p>\n<p>Conforme levantamento da consultoria Gartner, cerca de 60% das grandes empresas no mundo j\u00e1 utilizam algum tipo de tecnologia para rastrear atividades de empregados e isso deve avan\u00e7ar com tecnologias como intelig\u00eancia artificial (IA). No &nbsp;Brasil, a pr\u00e1tica tamb\u00e9m j\u00e1 est\u00e1 incorporada em diversos setores.<\/p>\n<h4 id=\"h-modelo-caro\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Modelo caro<\/strong><\/h4>\n<p>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que o mercado global de softwares de produtividade est\u00e1 em franca expans\u00e3o, devendo faturar mais de R$ 430 bilh\u00f5es em 2025. Com taxa de crescimento anual estimada em 2%, a receita total desse mercado deve atingir R$ 476,8 bilh\u00f5es at\u00e9 2030. O crescimento \u00e9 impulsionado, principalmente, pelo segmento de softwares de escrit\u00f3rio, que sozinho deve movimentar R$ 157 bilh\u00f5es de faturamento em 2025, conforme dados da plataforma alem\u00e3 Statista, especializada em estat\u00edstica e intelig\u00eancia de mercado.<\/p>\n<p>O modelo, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 barato. Licen\u00e7as de softwares de vigil\u00e2ncia digital custam em m\u00e9dia de R$ 50 a R$ 160 por funcion\u00e1rio ao m\u00eas, um valor que pressiona os custos de empresas com muitos colaboradores. Para grandes grupos, o gasto pode ser at\u00e9 absorvido, mas para m\u00e9dias e pequenas empresas pode comprometer as j\u00e1 apertadas margens.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m efeitos intang\u00edveis, mas relevantes. Estudos da Universidade de Toronto apontam que a produtividade pode cair at\u00e9 7% em ambientes de alta vigil\u00e2ncia, j\u00e1 que o excesso de controle gera estresse e reduz a autonomia do trabalhador. Isso abre um dilema: a empresa gasta mais para monitorar, mas corre o risco de colher menos efici\u00eancia.<\/p>\n<h4 id=\"h-risco-juridico\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Risco jur\u00eddico<\/strong><\/h4>\n<p>No campo jur\u00eddico, os riscos s\u00e3o crescentes. Embora a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT) permita fiscaliza\u00e7\u00e3o, abusos podem gerar indeniza\u00e7\u00f5es por danos morais, al\u00e9m de a\u00e7\u00f5es trabalhistas e processos com base na Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados (LGPD). No caso brasileiro, ainda n\u00e3o h\u00e1 jurisprud\u00eancia consolidada, mas a tend\u00eancia \u00e9 de judicializa\u00e7\u00e3o \u00e0 medida que os casos se acumulam.<\/p>\n<p>No exterior, a regula\u00e7\u00e3o j\u00e1 come\u00e7a a reagir. A Uni\u00e3o Europeia discute limites claros para o chamado \u201cemployee surveillance\u201d (ou vigil\u00e2ncia de funcion\u00e1rio), com exig\u00eancia de consentimento e relat\u00f3rios de impacto. Nos Estados Unidos, alguns estados como Nova York obrigam empresas a notificar formalmente trabalhadores sobre pr\u00e1ticas de monitoramento. No Brasil, por enquanto, prevalece a l\u00f3gica do \u201cfiscalizar primeiro, discutir depois\u201d, mesmo com a incerteza jur\u00eddica no ar.<\/p>\n<p>O advogado F\u00e1bio Monteiro, especializado em Direito Trabalhista e s\u00f3cio fundador do Pellegrina e Monteiro, explica, por\u00e9m, que n\u00e3o h\u00e1 no Direito do Trabalho no Brasil a expectativa de \u201cprivacidade absoluta\u201d do empregado no meio-ambiente laboral. \u00c9 poss\u00edvel o monitoramento n\u00e3o s\u00f3 do local, mas tamb\u00e9m revistas e meios telem\u00e1ticos, como e-mails e celulares profissionais. \u201cOutros pa\u00edses, como Portugal, incorporaram suas legisla\u00e7\u00f5es sobre prote\u00e7\u00e3o geral de dados aos c\u00f3digos trabalhistas, o que n\u00e3o ocorreu ainda no Brasil\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Monteiro lembra que o trabalho em home office \u00e9 visto como uma extens\u00e3o do meio ambiente de trabalho e o empregador assim como \u00e9 respons\u00e1vel por garantir as ferramentas de trabalho, seja na resid\u00eancia do funcion\u00e1rio ou na empresa, ele precisa estabelecer regras claras e atrav\u00e9s de contratos m\u00fatuos. \u201cLogo, as m\u00e9tricas de produtividade do empregado, jur\u00eddica e estruturalmente subordinado ao poder diretivo do empregador, s\u00e3o pass\u00edveis de acompanhamento, por\u00e9m, sem coleta de informa\u00e7\u00f5es ou imagens al\u00e9m do ambiente de trabalho.\u201d<\/p>\n<p>Por seguran\u00e7a, o advogado Fabio Chong de Lima, s\u00f3cio do L.O. Baptista, sempre sugere aos clientes que forne\u00e7am os equipamentos aos funcion\u00e1rios justamente para que, do ponto de vista legal, elas tenham o direito de monitorar os equipamentos que elas pr\u00f3prias fornecem. \u201cNo entanto, a Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados Pessoais (LGPD) exige que o monitoramento seja informado previamente, tenha finalidade leg\u00edtima e respeite os princ\u00edpios da transpar\u00eancia, proporcionalidade e necessidade.\u201d<\/p>\n<p>A empresa n\u00e3o pode, por exemplo, acessar mensagens privadas ou dados pessoais sem justificativa legal. A vigil\u00e2ncia por v\u00eddeo ou \u00e1udio no ambiente dom\u00e9stico do colaborador tamb\u00e9m \u00e9 bastante question\u00e1vel e n\u00e3o recomend\u00e1vel, de acordo com especialistas. \u201cSe esses limites forem extrapolados, o empregado pode solicitar acesso aos dados coletados sobre sua atividade, questionar a metodologia de monitoramento, buscar apoio do sindicato ou assist\u00eancia jur\u00eddica, e at\u00e9 acionar a Justi\u00e7a do Trabalho\u201d, disse.<\/p>\n<h4 id=\"h-de-volta-ao-presencial\" class=\"wp-block-heading\"><strong>De volta ao presencial<\/strong><\/h4>\n<p>Para Stephanie Almeida, do Poliszezuk Advogados, n\u00e3o \u00e9 porque o funcion\u00e1rio est\u00e1 de volta ao escrit\u00f3rio que o monitoramento vai parar. Isso porque acompanhar os passos dos colaboradores n\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica exclusiva do trabalho remoto. \u201cA localiza\u00e7\u00e3o do funcion\u00e1rio n\u00e3o altera a capacidade t\u00e9cnica da empresa de fiscalizar o uso do e-mail corporativo, a navega\u00e7\u00e3o na internet ou a utiliza\u00e7\u00e3o de programas de trabalho\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Almeida lista abaixo os limites de at\u00e9 onde a empresa pode ir e como o colaborador deve proceder, conforme a jurisprud\u00eancia brasileira, obedecendo a tr\u00eas princ\u00edpios-chave:<\/p>\n<p>\u2022&nbsp;<strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Princ\u00edpio da Finalidade:&nbsp;<\/strong>O monitoramento deve ter um objetivo claro e leg\u00edtimo, como prote\u00e7\u00e3o de dados, seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o ou controle de produtividade. Ele n\u00e3o pode ser uma ferramenta de vigil\u00e2ncia indiscriminada.<\/p>\n<p><strong>\u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Princ\u00edpio da Proporcionalidade:&nbsp;<\/strong>A forma de monitoramento deve ser a menos invasiva poss\u00edvel para atingir a finalidade proposta. Por exemplo, uma empresa pode monitorar o tempo de inatividade para aferir produtividade, mas um registro de cada tecla digitada pode ser considerado excessivo e desproporcional.<\/p>\n<p><strong>\u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Princ\u00edpio da Transpar\u00eancia:<\/strong>&nbsp;A empresa deve informar expressamente aos funcion\u00e1rios sobre a exist\u00eancia e a natureza do monitoramento. Isso deve ser feito por meio de um termo de ci\u00eancia, manual de pol\u00edticas internas ou aditivo contratual, que o empregado assina e tem conhecimento pr\u00e9vio. A falta de comunica\u00e7\u00e3o torna o monitoramento ilegal e o dado coletado sem validade como prova em um processo trabalhista.<\/p>\n<h4 id=\"h-como-o-colaborador-deve-proceder\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Como o colaborador deve proceder?<\/strong><\/h4>\n<p>O primeiro passo \u00e9 ter pleno conhecimento das regras da empresa, se a pol\u00edtica permite o monitoramento, o empregado deve agir ciente de que suas a\u00e7\u00f5es no equipamento corporativo podem ser fiscalizadas.<\/p>\n<p>Para evitar conflitos e invas\u00f5es de privacidade, o empregado deve utilizar os equipamentos e redes da empresa estritamente para fins profissionais. Use seus pr\u00f3prios dispositivos para atividades pessoais.<\/p>\n<p>Se o empregado sentir que houve uma viola\u00e7\u00e3o de sua privacidade ou que foi monitorado de forma ilegal e sem transpar\u00eancia, ele deve procurar um advogado trabalhista. A viola\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios de finalidade, proporcionalidade e transpar\u00eancia pode invalidar a justa causa e at\u00e9 gerar direito a indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/p>\n<h4 id=\"h-questao-de-governanca\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Quest\u00e3o de governan\u00e7a<\/strong><\/h4>\n<p>Para especialistas em gest\u00e3o de pessoas e compliance, o tema precisa sair do campo da tecnologia e ser tratado como quest\u00e3o de governan\u00e7a corporativa. Segundo S\u00e9rvulo Mendon\u00e7a, especialista em gest\u00e3o e presidente da holding SM, o monitoramento precisa envolver n\u00e3o apensas regras de compliance, mas a LGPD, al\u00e9m da quest\u00e3o \u00e9tica. \u201cO ponto cr\u00edtico \u00e9 saber se o colaborador foi informado e como os dados foram utilizados. Mesmo n\u00e3o sendo ilegal, o monitoramento \u00e9 um ponto cr\u00edtico porque pode ter acesso a detalhes pessoais. Mas a m\u00e1quina \u00e9 corporativa, ent\u00e3o teoricamente s\u00f3 poderia ser utilizada para trabalho\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Para a psic\u00f3loga Daniele Marques, especialista em gest\u00e3o de pessoas e diretora executiva da consultoria Protagonist, as empresas apreenderam bem a usar os pain\u00e9is interativo, os chamados \u201cdashboard\u201d, que exibem um resumo de informa\u00e7\u00f5es, m\u00e9tricas e indicadores de desempenho (KPIs) de forma clara e consolidada, utilizando gr\u00e1ficos, tabelas e outros elementos visuais para facilitar o monitoramento. \u201cTudo isso ajuda na an\u00e1lise de dados e a tomada de decis\u00f5es estrat\u00e9gicas em tempo real, mas tamb\u00e9m acompanham de perto a produtividade, item essencial para se manterem competitivas no mercado. E esse \u00e9 um caminho sem volta\u201d, explica a profissional que atua no desenvolvimento de talentos h\u00e1 mais de 20 anos.<\/p>\n<p>O segredo, segundo ela, ser\u00e1 combinar tecnologia com a cultura, transformando dados em acompanhamento real com interface humana. \u201cMensura\u00e7\u00e3o \u00e9 ferramenta estrat\u00e9gica de gest\u00e3o, apesar das novas gera\u00e7\u00f5es terem mais resist\u00eancia de aceitar essa coisa de comando e controle\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Por outro lado, a empresa consegue dar autonomia a quem tem objetivos claros e processos definidos. Com mais dados em m\u00e3os, a empresa pode tomar melhores decis\u00f5es, num universo que hoje \u00e9 ditado pelos dados, o chamado data-driven. \u201cPor\u00e9m, \u00e9 preciso usar essas informa\u00e7\u00f5es para dar melhores feed backs aos funcion\u00e1rios, com avalia\u00e7\u00e3o de trabalho e comportamento de forma clara. Para o funcion\u00e1rio, o lado positivo \u00e9 que ele deixa de ser avaliado apenas pela vis\u00e3o subjetiva de um chefe e passa a ter n\u00fameros quantificando seu trabalho\u201d, acrescenta. &nbsp;<\/p>\n<p>Para Paulo Castello, CEO da startup de intelig\u00eancia operacional Fhinck, essa \u00e9 a grande diferen\u00e7a, porque as empresas passaram a usar dados para tomar decis\u00f5es mais embasadas, e apenas \u201cpor feeling\u201d. \u201cN\u00e3o se pode rotular as empresas que usam dados como sendo \u2018do mal\u2019, porque elas alcan\u00e7aram uma maturidade digital, usando indicadores para tomar decis\u00f5es importantes como promo\u00e7\u00f5es, planos de carreira e at\u00e9 desligamentos, em alguns casos inevitavelmente. O fato \u00e9 que a improdutividade foi revelada \u00e0 luz dos dados\u201d, afirma.<\/p>\n<h4 id=\"h-riscos-tecnicos\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Riscos t\u00e9cnicos<\/strong><\/h4>\n<p>Segundo Thiago Guedes, CEO da DeServ, empresa especializada em seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o e privacidade dos dados, um em cada cinco vazamentos de dados no Brasil n\u00e3o vem de hackers sofisticados em pa\u00edses distantes, mas de dentro da pr\u00f3pria empresa. \u201cS\u00e3o funcion\u00e1rios, terceirizados ou at\u00e9 executivos que, de forma maliciosa, acidental ou ing\u00eanua, acabam comprometendo informa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas\u201d, explica. Ele cita ainda dados da Teramind \u2013 uma plataforma de an\u00e1lise de comportamento de usu\u00e1rios, otimiza\u00e7\u00e3o de processos de neg\u00f3cios e mitiga\u00e7\u00e3o de riscos internos \u2013 que mostram que 21% das viola\u00e7\u00f5es de dados t\u00eam origem em insiders, e o n\u00famero de incidentes desse tipo cresceu 44% nos \u00faltimos dois anos.<\/p>\n<p>\u201cEsse dado deveria soar como um alerta para grandes corpora\u00e7\u00f5es, porque al\u00e9m do impacto humano e social, h\u00e1 um risco silencioso. Funcion\u00e1rios desligados abruptamente, sem planos adequados de transi\u00e7\u00e3o e monitoramento, podem se transformar em amea\u00e7as internas latentes\u201d, explica.<\/p>\n<p>A vulnerabilidade n\u00e3o \u00e9 apenas te\u00f3rica. O custo m\u00e9dio de uma viola\u00e7\u00e3o de dados no Brasil j\u00e1 atinge R$ 7,19 milh\u00f5es, de acordo com estudos feitos pela IBM. \u201cE casos como o da C&amp;M Tecnologia, onde um colaborador aliado a criminosos viabilizou uma fraude bilion\u00e1ria via Pix, mostram que a fronteira entre erro humano e dolo pode ser t\u00eanue\u201d, disse.<\/p>\n<h4 id=\"h-fim-da-ingenuidade\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Fim da ingenuidade<\/strong><\/h4>\n<p>Para o headhunter Diego Rondon, o epis\u00f3dio das demiss\u00f5es do Ita\u00fa foi muito importante, porque ele revelou o fim da era da ingenuidade sobre o trabalho, seja ele remoto ou presencial, e o prov\u00e1vel in\u00edcio de um novo conflito corporativo. \u201cSim, a performance importa. Mas ela n\u00e3o pode ser medida apenas por visibilidade ou presen\u00e7a f\u00edsica. Produtividade \u00e9 resultado de ambiente, clareza, autonomia e lideran\u00e7a real. E onde isso n\u00e3o existe, o colaborador n\u00e3o desliga, ele silencia\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para o especialista, isso deve acender um alerta nos conselhos e nas lideran\u00e7as de todas as empresas, porque a gest\u00e3o da confian\u00e7a ser\u00e1 o maior desafio da pr\u00f3xima d\u00e9cada. \u201cE, se continuar sendo tratada como um problema de vigil\u00e2ncia ou pol\u00edtica interna, vamos continuar perdendo o que temos de mais raro: gente boa, que pensa, entrega, mas tamb\u00e9m questiona.\u201d<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Anna Fran\u00e7a \/ InfoMoney &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 26\/9\/2025<\/strong><\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Monitoramento de funcion\u00e1rios j\u00e1 \u00e9 realidade em 60% das grandes corpora\u00e7\u00f5es em todo o mundo, mas especialistas dizem que h\u00e1 um custo econ\u00f4mico e riscos que continuam a desafiar as empresas &nbsp; Na primeira quinzena de setembro, o mercado de trabalho foi chacoalhado com a not\u00edcia de uma demiss\u00e3o em massa em um grande banco [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":104287,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[133],"tags":[],"class_list":{"0":"post-104286","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/produtividade.jpg?fit=1000%2C562&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104286","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=104286"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104286\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":104289,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104286\/revisions\/104289"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/104287"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=104286"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=104286"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=104286"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}