{"id":10508,"date":"2017-02-13T05:10:44","date_gmt":"2017-02-13T08:10:44","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=10508"},"modified":"2017-02-13T05:11:07","modified_gmt":"2017-02-13T08:11:07","slug":"operacao-lava-jato-em-sao-paulo-esbarra-na-resistencia-de-moro-em-compartilhar-informacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/02\/13\/operacao-lava-jato-em-sao-paulo-esbarra-na-resistencia-de-moro-em-compartilhar-informacoes\/","title":{"rendered":"Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato em S\u00e3o Paulo esbarra na resist\u00eancia de Moro em compartilhar informa\u00e7\u00f5es."},"content":{"rendered":"<p>Al\u00e9m da negativa do magistrado, o MP paulista tamb\u00e9m lida com a recusa dos investigados em prestar informa\u00e7\u00f5es sob o argumento de que suas palavras podem comprometer acordo de dela\u00e7\u00e3o firmado com a for\u00e7a-tarefa, conforme aponta jornal O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Apesar de ter surgido em 2014 no estado de S\u00e3o Paulo, a Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato\u00a0no estado segue em ritmo lento e sem muitos desdobramentos. O resultado da investiga\u00e7\u00e3o no estado \u00e9 infinitamente inferior se comparado com os processos que tramitam na 13\u00aa Vara Federal em Curitiba, sob a coordena\u00e7\u00e3o do juiz S\u00e9rgio Moro. At\u00e9 o momento, em S\u00e3o Paulo, apenas 11 inqu\u00e9ritos c\u00edveis foram instaurados, sendo que tr\u00eas foram arquivados. As informa\u00e7\u00f5es foram publicadas no jornal O estado de S\u00e3o Paulo\u00a0deste domingo (12).<\/p>\n<p>De acordo com a reportagem, os promotores paulistas alegam que as investiga\u00e7\u00f5es n\u00e3o avan\u00e7am devido a negativa do magistrado S\u00e9rgio Moro em compartilhar informa\u00e7\u00f5es de casos envolvendo contratos do governo estadual com empresas investigadas. A situa\u00e7\u00e3o estaria ocorrendo em pelo menos tr\u00eas processos. Com o impasse, os rumos dos inqu\u00e9ritos caminham para o arquivamento. No \u00faltimo ano, Moro teria negado pelo menos dois pedidos do Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em agosto de 2016, o MP de S\u00e3o Paulo pediu c\u00f3pia das anota\u00e7\u00f5es apreendidas pela Pol\u00edcia Federal que traziam refer\u00eancias de suposto pagamento de propina no contrato para obras na rodovia Mogi-Dutra. Os promotores suspeitam que cerca de 5% do contrato, R$ 68 milh\u00f5es, teriam sido desviados no conhecido esquema de pagamentos ilegais. Ao jornal, o promotor Marcelo Milani, respons\u00e1vel por tr\u00eas processos, relata pedido negado por Moro e afirma que este \u00e9 o motivo pelo qual o caso segue sem desdobramento.\u201d Minha investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o avan\u00e7a mais por causa desse indeferimento\u201d, disse o promotor. Para justificar sua decis\u00e3o, Moro afirmou que a investiga\u00e7\u00e3o ainda estava em curso.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da negativa no repasse de informa\u00e7\u00f5es, o Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo ainda tem de lidar com a recusa dos investigados em prestar informa\u00e7\u00f5es. Dante do Minist\u00e9rio Publico de S\u00e3o Paulo, investigados, quando convocados, se recusam a falar sob a alega\u00e7\u00e3o de que qualquer palavra poderia ferir os acordos de dela\u00e7\u00e3o firmados com a for\u00e7a-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Esse \u00e9 o caso de Benedicto Barbosa da Silva J\u00fanior, ex-presidente do setor de Infraestrutura da Odebrecht e um dos principais executivos da empreiteira baiana, e do ex-presidente da OAS Jos\u00e9 Adelm\u00e1rio Pinheiro, o L\u00e9o Pinheiro. Recentemente o magistrado convocou os dois para prestar esclarecimentos e obteve a mesma resposta, conforme apontou a reportagem.<\/p>\n<p>Questionado pelo jornal, a assessoria da Justi\u00e7a Federal em Curitiba n\u00e3o comentou as cr\u00edticas.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Congresso em Foco \u2013 dispon\u00edvel na web 13\/02\/2017<\/strong><\/p>\n<p><strong>Leia abaixo a mat\u00e9ria publicada no jornal O Estado de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"614\"><strong>Apura\u00e7\u00f5es da Lava Jato em SP andam em ritmo lento<\/strong><\/p>\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual instaurou ao menos 11 investiga\u00e7\u00f5es por suspeitas ligadas \u00e0 opera\u00e7\u00e3o; tr\u00eas foram arquivadas e promotores cobram compartilhamento<\/p>\n<p>Desde 2014 o Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo instaurou ao menos 11 inqu\u00e9ritos c\u00edveis para apurar suspeitas de ilegalidades surgidas durante a Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato. Destes, tr\u00eas foram arquivados e outros caminham para o mesmo destino. Em alguns casos nem uma testemunha sequer foi ouvida.<\/p>\n<p>Segundo promotores paulistas, o principal motivo para que as investiga\u00e7\u00f5es no Estado andem em marcha lenta, apesar de ind\u00edcios apurados pela Lava Jato, \u00e9 a falta de colabora\u00e7\u00e3o entre a for\u00e7a-tarefa de Curitiba e o Minist\u00e9rio P\u00fablico paulista.<\/p>\n<p>Em pelo tr\u00eas casos de suspeitas envolvendo contratos do governo estadual com empresas investigadas, o juiz federal S\u00e9rgio Moro, titular da Lava Jato na primeira inst\u00e2ncia, negou o compartilhamento de provas, disseram os promotores paulistas.<\/p>\n<p>Em um deles, o Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo queria c\u00f3pia de anota\u00e7\u00f5es apreendidas pela Pol\u00edcia Federal que traziam refer\u00eancias de suposto pagamento de propina no contrato para obras na rodovia Mogi-Dutra. A suspeita \u00e9 que cerca de 5% do valor do contrato (R$ 68 milh\u00f5es) teriam sido desviados por meio de pagamentos ilegais.<\/p>\n<p>\u201cPedi o compartilhamento e foi indeferido. Minha investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o avan\u00e7a mais por causa desse indeferimento\u201d, disse o promotor Marcelo Milani, respons\u00e1vel por tr\u00eas inqu\u00e9ritos na \u00e1rea c\u00edvel ligados \u00e0 Lava Jato. Moro negou o pedido em agosto de 2016 argumentando que a investiga\u00e7\u00e3o na capital paranaense ainda estava em curso.<\/p>\n<p>Em novembro, Milani convocou Benedicto Barbosa da Silva J\u00fanior, ex-presidente do setor de Infraestrutura da Odebrecht e um dos principais executivos da empreiteira baiana, para esclarecer pontos de seu depoimento \u00e0 Lava Jato que dizem respeito a autoridades paulistas. Benedicto se recusou a prestar informa\u00e7\u00f5es sob alega\u00e7\u00e3o de qualquer palavra poderia ferir os acordos fechados com a for\u00e7a-tarefa.<\/p>\n<p>Pouco antes, o ex-presidente da OAS Jos\u00e9 Adelm\u00e1rio Pinheiro, o L\u00e9o Pinheiro, usou o mesmo argumento para ficar calado diante do Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual. Em outros dois casos, os promotores de S\u00e3o Paulo pediram \u00e0 for\u00e7a-tarefa c\u00f3pias de depoimentos j\u00e1 tornados p\u00fablicos e receberam como resposta as chaves num\u00e9ricas de acesso aos respectivos inqu\u00e9ritos. Os promotores se sentiram desprestigiados.<\/p>\n<p>Outro momento de constrangimento ocorreu em outubro do ano passado, quando promotores que investigaram o apartamento tr\u00edplex atribu\u00eddo ao ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva \u2013 que nega ter v\u00ednculo com o im\u00f3vel \u2013 acusaram Moro e a ju\u00edza Maria Priscila de Oliveira de fazer um \u201cacordo de cavalheiros\u201d para excluir o MPE do caso.<\/p>\n<p>Em conversas reservadas, promotores argumentam que t\u00eam a prerrogativa para investigar delitos na esfera c\u00edvel, como improbidade administrativa, e ficam sujeitos \u00e0s press\u00f5es da opini\u00e3o p\u00fablica, que cobra resultados concretos.<\/p>\n<p>A assessoria da Justi\u00e7a Federal em Curitiba n\u00e3o comentou as cr\u00edticas, mas fontes com acesso \u00e0 for\u00e7a-tarefa da Lava Jato citam uma s\u00e9rie de raz\u00f5es para o n\u00e3o compartilhamento. A principal delas \u00e9 a possibilidade de preju\u00edzo a investiga\u00e7\u00f5es em andamento. Al\u00e9m disso, apontam disputas internas, vaidade e at\u00e9 desconfian\u00e7a quanto \u00e0 possibilidade de vazamentos indevidos.<\/p>\n<p><strong>Odebrecht.<\/strong>\u00a0No MP paulista, a insatisfa\u00e7\u00e3o cresce \u00e0 medida em que aumenta a expectativa em torno da dela\u00e7\u00e3o de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht. O procurador-geral de Justi\u00e7a, Gianpaolo Smanio, cogita criar uma for\u00e7a-tarefa estadual, para investigar os casos que tenham conex\u00f5es locais. \u201cDependendo do que vier, muitas investiga\u00e7\u00f5es em curso aqui em S\u00e3o Paulo podem ter corre\u00e7\u00f5es de rumo\u201d, disse o promotor Jos\u00e9 Carlos Blat.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o h\u00e1 certeza de como o conte\u00fado da dela\u00e7\u00e3o da Odebrecht \u2013 que \u00e9 formada por um total de 950 depoimentos \u2013 ser\u00e1 repassado para os Estados, mas Smanio designou dois promotores da \u00e1rea criminal para estabelecer procedimentos de colabora\u00e7\u00e3o com a for\u00e7a-tarefa em Curitiba.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Ricardo Galhardo\/O Estado de S.Paulo \u2013 dispon\u00edvel na web 13\/02\/2017<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h1><\/h1>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m da negativa do magistrado, o MP paulista tamb\u00e9m lida com a recusa dos investigados em prestar informa\u00e7\u00f5es sob o argumento de que suas palavras podem comprometer acordo de dela\u00e7\u00e3o firmado com a for\u00e7a-tarefa, conforme aponta jornal O Estado de S. 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