{"id":108002,"date":"2026-02-25T04:15:10","date_gmt":"2026-02-25T07:15:10","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=108002"},"modified":"2026-02-24T14:18:23","modified_gmt":"2026-02-24T17:18:23","slug":"1956-o-ano-que-inventou-um-novo-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2026\/02\/25\/1956-o-ano-que-inventou-um-novo-brasil\/","title":{"rendered":"1956: O ano que inventou um novo Brasil"},"content":{"rendered":"<p>O m\u00eas de janeiro de 1956 terminou com a promessa de um Brasil pacificado. O novo escolhido pelas urnas da na\u00e7\u00e3o havia passado por maus bocados, mas agora desfilava em paz, naquele 31 de janeiro, num rolls-royce que atravessava o&nbsp;Rio de Janeiro&nbsp;para receber a faixa presidencial num Catete em festa.<\/p>\n<p>Aos 53 anos, Juscelino Kubitschek, o novo comandante da na\u00e7\u00e3o, ainda exalava o frescor da juventude. E dava in\u00edcio, ao lado do vice Jo\u00e3o Goulart, a uma era que levaria o Brasil a um novo patamar internacional.<\/p>\n<p>Poucos meses antes, j\u00e1 eleito, o ex-governador de Minas tinha sido alvo de uma tentativa de golpe de outro conterr\u00e2neo, o ent\u00e3o presidente da C\u00e2mara, Carlos Luz. Mas o legalismo do Ex\u00e9rcito brasileiro, sob a batuta do general Henrique Teixeira Lott, prevaleceu.<\/p>\n<p>Naquele 31 de janeiro de 1956, n\u00e3o era s\u00f3 o herdeiro pol\u00edtico do at\u00e9 ent\u00e3o onipresente&nbsp;Get\u00falio Vargas&nbsp;que chegava ao poder. Era algu\u00e9m que respirava os ares da efervesc\u00eancia cultural que pululava nos grandes centros urbanos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A&nbsp;Bossa Nova&nbsp;ensaiava seus primeiros acordes com Johnny Alf. A literatura era virada do avesso com o manifesto concretista dos irm\u00e3os Augusto e&nbsp;Haroldo de Campos&nbsp;e com invencionices do&nbsp;<em>Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/em>&nbsp;e do&nbsp;<em>Corpo de Baile&nbsp;<\/em>de Guimar\u00e3es Rosa \u2013 todos de 1956. O Cinema Novo j\u00e1 estava de p\u00e9 com&nbsp;<em>Rio 40 Graus&nbsp;<\/em>(1955), de Nelson Pereira dos Santos. E o modernismo de Oscar Niemeyer e L\u00facio Costa daria \u00e0 luz, a pedido de JK,&nbsp;uma capital federal no formato de um avi\u00e3o em meio ao Planalto Central. Tudo parecia conspirar a favor.<\/p>\n<p>Politicamente, a mudan\u00e7a principal daquele per\u00edodo iniciado h\u00e1 70 anos era a estabilidade democr\u00e1tica \u2013 que abria caminhos para um novo modelo de pa\u00eds, o Plano de Metas, sob o slogan: &#8220;50 anos em 5&#8221;. Abertura ao capital externo, substitui\u00e7\u00e3o de ferrovias por estradas, ocupa\u00e7\u00e3o do interior do pa\u00eds. E um rosto simp\u00e1tico e conciliador.<\/p>\n<p>Foi um divisor de \u00e1guas, diz Marleine Cohen, jornalista e autora da biografia&nbsp;<em>Juscelino Kubitschek: O Presidente Bossa-Nova<\/em>. &#8220;\u00c9 o Brasil arcaico, agr\u00e1rio, subdesenvolvido, que vai entrar, aos poucos, na modernidade. Deixa de ser um pa\u00eds sem luz, sem ind\u00fastria, sem estrada, sem com\u00e9rcio exterior, para realmente come\u00e7ar a se impor no cen\u00e1rio interior&#8221;, ressalta Cohen.<\/p>\n<p>A ruptura, por\u00e9m, n\u00e3o era total, acrescenta Isabel Lustosa, historiadora e cientista pol\u00edtica do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Brasileiro. &#8220;Era uma democracia \u2013 que respeitava os interesses privados, a libera\u00e7\u00e3o da imprensa total e, ao mesmo tempo, tinha um projeto de Brasil que vinha tentando construir&#8221;, afirma a historiadora.<\/p>\n<p>As novas ideias tinham como base o desenvolvimentismo pregado pelo&nbsp;economista Celso Furtado, iniciado por Get\u00falio no Estado Novo e depois, quando o Vargas retornou ao poder eleito democraticamente, em 1951 \u2013 at\u00e9 tirar a pr\u00f3pria vida, em 1954, em meio a uma conspira\u00e7\u00e3o que buscava demov\u00ea-lo da presid\u00eancia. J\u00e1 existiam, por exemplo, a Companhia Sider\u00fargica Nacional (CSN, de 1941) e a Petrobras (1953), ambas criadas na Era Vargas.<\/p>\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape big\">\n<div class=\"render-container po8t7s9\">\n<div class=\"srnoiv7 s1a75hd4 lazy-load-container\">\n<figure style=\"width: 1110px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"hq-img loaded\" title=\"Brasilien Rio de Janeiro 1956 | Begegnung von Tom Jobim und Vinicius de Moraes in der MPB\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/75580926_906.jpg?resize=696%2C391&#038;ssl=1\" alt=\"Brasilien Rio de Janeiro 1956 | Begegnung von Tom Jobim und Vinicius de Moraes in der MPB\" width=\"696\" height=\"391\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Em 1956, Tom Jobim (esq) e Vinicius de Moraes davam in\u00edcio \u00e0 parceria mais famosa da m\u00fasica brasileiraFoto: Por Toda a Minha Vida_Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<h5><strong>Mudan\u00e7a na imagem internacional<\/strong><\/h5>\n<p>O Estado Novo j\u00e1 havia jogado com a ideia de criar um pa\u00eds palat\u00e1vel para o exterior. A&nbsp;aproxima\u00e7\u00e3o do Brasil junto aos aliados na Segunda Guerra havia trazido Walt Disney e levado Carmen Miranda para os Estados Unidos. O fim do conflito e o in\u00edcio da Guerra Fria levara o governo Dutra (1946-1951) a uma abertura comercial, como o modo de vida americano substituindo a cultura francesa como principal refer\u00eancia estrangeira.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse caldo que surge Juscelino, um m\u00e9dico de origem simples de Diamantina (MG), que havia estudado na Fran\u00e7a nos anos 1930 e absorvera esses dois mundos.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma imagem que vinha sendo trabalhada j\u00e1 com Vargas e que aqui assume um neg\u00f3cio muito mais arejado, mais jovial&#8221;, destaca a historiadora Isabel Lustosa. &#8220;As imagens da posse do Juscelino e do Jango s\u00e3o de duas pessoas jovens, sorridentes. Dava uma leveza que superava a dureza do governo Vargas&#8221;, descreve a autora do livro&nbsp;<em>Hist\u00f3rias de Presidentes<\/em>.<\/p>\n<p>A chegada do novo mandat\u00e1rio virou capa da revista&nbsp;<em>Time<\/em>. A reportagem, sob o t\u00edtulo&nbsp;<em>The Man From Minas<\/em>, traduzia o Brasil como &#8220;um pa\u00eds do futuro, vindo de um passado que mesclava boas inten\u00e7\u00f5es e t\u00e9cnicas ruins, com um presente turvo e incerto&#8221;. Contava tamb\u00e9m que, j\u00e1 na posse, JK dera fim \u00e0 censura de imprensa, antecipara o fim do estado de s\u00edtio ainda vigente e mandara abrir as portas do Catete para a multid\u00e3o saud\u00e1-lo.<\/p>\n<p>&#8220;No dia seguinte, Kubitschek se reuniu com o vice-presidente Richard Nixon e o secret\u00e1rio de Estado adjunto Henry Holland para discutir a ajuda dos EUA para o Brasil impulsionar sua economia e lidar com os esfor\u00e7os de penetra\u00e7\u00e3o comunista&#8221;, completava a mat\u00e9ria, arrematando com a frase do secret\u00e1rio americano: &#8220;Sem d\u00favida, este parece ser o melhor governo com que o Brasil j\u00e1 teve para lidar com isso&#8221;.<\/p>\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape big\">\n<div class=\"render-container po8t7s9\">\n<div class=\"srnoiv7 s1a75hd4 lazy-load-container\">\n<figure style=\"width: 1110px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"hq-img loaded\" title=\"Presidente JK com Luiz Bonf\u00e1, Marcel Camus, JK, Lourdes de Oliveira, Brenno Mello e Vinicius de Moraes\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/71694276_906.jpg?resize=696%2C391&#038;ssl=1\" alt=\"Presidente JK com Luiz Bonf\u00e1, Marcel Camus, JK, Lourdes de Oliveira, Brenno Mello e Vinicius de Moraes\" width=\"696\" height=\"391\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Juscelino gostava de dan\u00e7ar e cultivava a proximidade com artistas. A foto mostra, partir da esquerda: Luiz Bonf\u00e1, Marcel Camus, JK, Lourdes de Oliveira, Brenno Mello e Vinicius de MoraesFoto: Fundo Correio da Manh\u00e3<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<h5><strong>Corrida por Bras\u00edlia<\/strong><\/h5>\n<p>Durante os anos JK, houve expans\u00e3o da Ford, instala\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas de&nbsp;Volkswagen &nbsp;e&nbsp;Mercedes-Benz&nbsp;(Alemanha), Toyota (Jap\u00e3o), Simca (Fran\u00e7a), in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o da Hidrel\u00e9trica de Furnas e a conclus\u00e3o de Bras\u00edlia. Ao mesmo tempo, o governante refor\u00e7ava sua presen\u00e7a midi\u00e1tica, recebendo artistas e estreitando a rela\u00e7\u00e3o com personalidades como&nbsp;Tom Jobim&nbsp;e&nbsp;Pel\u00e9.<\/p>\n<p>O &#8220;presidente Bossa Nova&#8221;, no entanto, precisa correr contra o tempo para finalizar a nova capital, j\u00e1 que n\u00e3o havia reelei\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. &#8220;Ele come\u00e7ou a emitir t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica, cartas precat\u00f3rias e vendia esses pap\u00e9is com des\u00e1gio para levantar dinheiro&#8221;, pontua a jornalista Marleine Cohen. Quando o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) exigiu um ajuste fiscal para liberar mais empr\u00e9stimos, Juscelino rompeu com a entidade. E foi em frente com o projeto de Bras\u00edlia. O custo da capital atingiu US$ 1,5 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Mesmo inaugurando a nova cidade no Planalto Central, Juscelino terminou o governo, em 1961, com uma bomba-rel\u00f3gio nas m\u00e3os. Segundo a bi\u00f3grafa, a d\u00edvida externa quase triplicou entre 1955 e 1959; e a infla\u00e7\u00e3o passou de 19,2% para 30,9% ao ano entre 1956 e 1960. Enquanto isso, os sal\u00e1rios se mantinham baixos, com uma valoriza\u00e7\u00e3o de apenas 15% durante a Era JK.<\/p>\n<p>&#8220;Isso praticamente inviabilizou os governos seguintes&#8221;, pontua Cohen, citando o sucessor J\u00e2nio Quadros \u2013 que assumiu em 1961 e renunciou seis meses depois \u2013 e o pr\u00f3prio Jo\u00e3o Goulart, que foi deposto pelo&nbsp;golpe em 1964.<\/p>\n<p>Politicamente, ao priorizar a concilia\u00e7\u00e3o, Juscelino anistiou militares, como o brigadeiro Burnier, que haviam tentado derrub\u00e1-lo e que poucos anos depois agiriam na&nbsp;deposi\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Goulart. E ignorou o golpismo da oposi\u00e7\u00e3o, liderada pela UDN, partido de Carlos Lacerda, que conspiravam com a caserna. &#8220;O desenvolvimentismo era um projeto de pessoas democr\u00e1ticas, que n\u00e3o tinham a for\u00e7a das armas, nem o apoio de superpot\u00eancias para seguir adiante&#8221;, destaca Isabel Lustosa.<\/p>\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape big\">\n<div class=\"render-container po8t7s9\">\n<div class=\"srnoiv7 s1a75hd4 lazy-load-container\">\n<figure style=\"width: 1110px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"hq-img loaded\" title=\"Jo\u00e3o Goulart em frente a microfones de imprensa em 31 de mar\u00e7o de 1964\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/68693629_906.jpg?resize=696%2C391&#038;ssl=1\" alt=\"Jo\u00e3o Goulart em frente a microfones de imprensa em 31 de mar\u00e7o de 1964\" width=\"696\" height=\"391\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Jo\u00e3o Goulart tentou dar seguimento ao desenvolvimentismo pregado por JK, mas sucumbiu em 1964Foto: AP Photo\/picture alliance<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<h5><strong>Legado<\/strong><\/h5>\n<p>Uma das primeiras medidas da ditadura militar foi retirar Juscelino Kubitschek do jogo pol\u00edtico. O ex-presidente foi cassado logo em junho de 1964 e se exilou no exterior. Em 1967, retornou para a Frente Ampla, combatendo o regime ao lado de Jo\u00e3o Goulart e do ex-inimigo Carlos Lacerda. Em 1976, a trajet\u00f3ria do mineiro teve um fim tr\u00e1gico, num acidente com um \u00f4nibus na Rodovia Presidente Dutra \u2013 em circunst\u00e2ncias obscuras que levaram o governo Lula, em 2025, a retomar investiga\u00e7\u00f5es para apurar&nbsp;ind\u00edcios de um atentado.<\/p>\n<p>Mesmo assim, para al\u00e9m dos feitos concretos, como Bras\u00edlia, caracter\u00edsticas desenvolvidas nos anos JK seguem presentes. &#8220;O Brasil diversificou muito suas parcerias e hoje \u00e9 um grande exportador. Isso se manteve, sem d\u00favida&#8221;, diz Marleine Cohen.&nbsp; &#8220;No entanto, ainda temos muita desigualdade. Foi um ponto que foi negligenciado pelo JK. Ele foi brilhante ao investir no Brasil, mas pecou muito ao esquecer o brasileiro&#8221;, diz a bi\u00f3grafa.<\/p>\n<p>Para Isabel Lustosa, se ainda estivesse vivo, aquele Juscelino n\u00e3o teria a mesma facilidade de se impor no cen\u00e1rio eleitoral. &#8220;Se voc\u00ea \u00e9 um moderado hoje, voc\u00ea n\u00e3o empolga as multid\u00f5es, porque do outro lado tem um discurso de uma extrema direita furiosa, que pega pelo emocional o tempo todo \u2013 e o impacto da internet sobre esse mundo \u00e9 algo avassalador&#8221;, diz ela, que v\u00ea o ex-presidente num campo que hoje seria o da centro-direita.<\/p>\n<p>&#8220;Ele teria o papel de um pol\u00edtico simp\u00e1tico, inteligente, articulador, mas que n\u00e3o teria muita chance&#8221;, define a historiadora.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: F\u00e1bio Corr\u00eaa \/ <\/strong><strong>Deutsche Welle &#8211;&nbsp;<\/strong><strong>@ dispon\u00edvel na internet 25\/2\/2026<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"1956: o ano que inventou o Brasil - #shorts\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WWOGd1QbHJw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O m\u00eas de janeiro de 1956 terminou com a promessa de um Brasil pacificado. 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