{"id":109106,"date":"2026-04-15T04:15:16","date_gmt":"2026-04-15T07:15:16","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=109106"},"modified":"2026-04-14T18:04:43","modified_gmt":"2026-04-14T21:04:43","slug":"colombia-decide-abater-hipopotamos-de-pablo-escobar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2026\/04\/15\/colombia-decide-abater-hipopotamos-de-pablo-escobar\/","title":{"rendered":"Col\u00f4mbia decide abater hipop\u00f3tamos de Pablo Escobar"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Governo quer reduzir drasticamente popula\u00e7\u00e3o originada de animais que faziam parte de antigo zoo do narcotraficante, ap\u00f3s tentativas fracassadas de castra\u00e7\u00e3o ou de transfer\u00eancia para outros pa\u00edses.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A&nbsp;Col\u00f4mbia&nbsp;planeja reduzir drasticamente a popula\u00e7\u00e3o de&nbsp;hipop\u00f3tamos invasores &nbsp;descendentes de esp\u00e9cimes que pertenceram ao narcotraficante&nbsp;Pablo Escobar, informou o governo nesta segunda-feira (14\/04), ap\u00f3s anos de debates sobre como controlar o rebanho cada vez maior desses animais.<\/p>\n<p>A ministra do Meio Ambiente, Irene V\u00e9lez Torres, afirmou que as autoridades pretendem abater inicialmente cerca de 80 animais, uma vez que os esfor\u00e7os para realocar os hipop\u00f3tamos para zool\u00f3gicos e parques de vida selvagem em pa\u00edses como M\u00e9xico, \u00cdndia e Filipinas fracassaram at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p>&#8220;Se n\u00e3o fizermos isso, n\u00e3o conseguiremos controlar a popula\u00e7\u00e3o&#8221;, disse a ministra. &#8220;Precisamos tomar essa medida para preservar nossos ecossistemas.&#8221;<\/p>\n<p>V\u00e9lez afirmou que os m\u00e9todos anteriores para controlar a popula\u00e7\u00e3o, incluindo a castra\u00e7\u00e3o de alguns animais, foram caros e ineficazes, devido aos altos custos envolvidos na captura dos animais perigosos e na realiza\u00e7\u00e3o das cirurgias. Como os hipop\u00f3tamos prov\u00eam de um conjunto gen\u00e9tico limitado e podem ser portadores de doen\u00e7as, lev\u00e1-los de volta ao seu habitat natural na \u00c1frica foi considerado invi\u00e1vel.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio informou que ainda trabalha em planos de realoca\u00e7\u00e3o, mas alertou que \u00e9 necess\u00e1ria uma a\u00e7\u00e3o urgente para conter essa popula\u00e7\u00e3o. Estima-se que 200 hipop\u00f3tamos vivam atualmente na Col\u00f4mbia. Sem interven\u00e7\u00e3o, esse total pode chegar a cerca de mil at\u00e9 2035, segundo a avalia\u00e7\u00e3o da pasta.<\/p>\n<h5><strong>Amea\u00e7as aos ecossistemas locais<\/strong><\/h5>\n<p>Cientistas alertam que os animais geram danos aos ecossistemas locais, al\u00e9m de amea\u00e7arem esp\u00e9cies nativas como peixes-boi e tartarugas de rio, danificarem terras agr\u00edcolas e representarem riscos para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A origem dos hipop\u00f3tamos remonta a quatro animais africanos importados por Escobar para seu zool\u00f3gico particular na Fazenda N\u00e1poles, uma gigantesca propriedade no vale do rio Magdalena com uma pista de pouso particular que servia como resid\u00eancia rural do narcotraficante.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a morte de Escobar pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a em 1993, a propriedade ficou abandonada e os animais escaparam para os rios pr\u00f3ximos, onde se reproduziram rapidamente e se espalharam pela regi\u00e3o. Mais recentemente, hipop\u00f3tamos foram avistados em \u00e1reas a mais de 100 quil\u00f4metros ao norte da fazenda.<\/p>\n<p>Apesar dos problemas, os hipop\u00f3tamos tamb\u00e9m se tornaram uma atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica, com moradores de vilarejos ao redor da Fazenda N\u00e1poles promovendo passeios para observa\u00e7\u00e3o dos animais e vendendo suvenires com o tema.<\/p>\n<p>Os hipop\u00f3tamos tamb\u00e9m s\u00e3o uma das principais atra\u00e7\u00f5es da Fazenda N\u00e1poles, que foi confiscada pelo governo colombiano durante a apreens\u00e3o das propriedades de Escobar. O local funciona atualmente como um parque tem\u00e1tico, com piscinas, tobo\u00e1guas e um zool\u00f3gico que inclui diversas outras esp\u00e9cies africanas.<\/p>\n<h5><strong>Protestos de ambientalistas<\/strong><\/h5>\n<p>Ativistas dos direitos dos animais na Col\u00f4mbia h\u00e1 muito se op\u00f5em \u00e0s propostas de abater os hipop\u00f3tamos, argumentando que eles merecem viver. Eles afirmam que abordar o problema por meio da viol\u00eancia d\u00e1 um p\u00e9ssimo exemplo para um pa\u00eds que passou por d\u00e9cadas de conflitos internos.<\/p>\n<p>Andrea Padilla, senadora e ativista dos direitos dos animais que ajudou a elaborar uma lei contra as touradas na Col\u00f4mbia, descreveu o plano de abater os hipop\u00f3tamos como uma decis\u00e3o cruel e acusou autoridades governamentais de adotarem o caminho mais f\u00e1cil.<\/p>\n<p>&#8220;Assassinatos e massacres nunca ser\u00e3o aceit\u00e1veis&#8221;, escreveu Padilla em seu perfil no X. Ela argumentou que os hipop\u00f3tamos &#8220;s\u00e3o criaturas saud\u00e1veis que s\u00e3o v\u00edtimas da neglig\u00eancia&#8221; de entidades governamentais.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: rc (DPA, AP) \/&nbsp;<\/strong><strong>Deutsche Welle &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 15\/4\/2026<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Governo quer reduzir drasticamente popula\u00e7\u00e3o originada de animais que faziam parte de antigo zoo do narcotraficante, ap\u00f3s tentativas fracassadas de castra\u00e7\u00e3o ou de transfer\u00eancia para outros pa\u00edses. A&nbsp;Col\u00f4mbia&nbsp;planeja reduzir drasticamente a popula\u00e7\u00e3o de&nbsp;hipop\u00f3tamos invasores &nbsp;descendentes de esp\u00e9cimes que pertenceram ao narcotraficante&nbsp;Pablo Escobar, informou o governo nesta segunda-feira (14\/04), ap\u00f3s anos de debates sobre como controlar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":109107,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[133],"tags":[],"class_list":{"0":"post-109106","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/64871198_1004.webp?fit=1200%2C525&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109106","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=109106"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109106\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":109108,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109106\/revisions\/109108"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/109107"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=109106"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=109106"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=109106"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}