{"id":10930,"date":"2017-03-01T00:07:29","date_gmt":"2017-03-01T03:07:29","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=10930"},"modified":"2017-02-28T20:29:49","modified_gmt":"2017-02-28T23:29:49","slug":"10930","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/03\/01\/10930\/","title":{"rendered":"De Bem com a Vida: OMS convoca guerra contra superbact\u00e9rias"},"content":{"rendered":"<p>Com a prolifera\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias que se tornam resistentes a medicamentos, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) publicou, pela primeira vez, uma lista de 12 fam\u00edlias de pat\u00f3genos que, por representar grande risco \u00e0 sa\u00fade humana, devem ser encaradas como prioridade na busca de novas drogas. \u201c\u00c9 \u00a0uma nova ferramenta para garantir respostas a essa necessidade urgente\u201d, disse Marie-Paule Kieny, diretora-assistente geral para sistemas de sa\u00fade e inova\u00e7\u00e3o. \u201cA resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos est\u00e1 crescendo, e temos de correr atr\u00e1s de novas op\u00e7\u00f5es de tratamento. Se deixarmos isso apenas para o mercado farmac\u00eautico, os novos antibi\u00f3ticos que mais necessitamos n\u00e3o ser\u00e3o desenvolvidos a tempo\u201d, alertou.<\/p>\n<p>A lista destaca, particularmente, o risco das bact\u00e9rias gram-negativas, que s\u00e3o resistentes a m\u00faltiplos antibi\u00f3ticos. Esses pat\u00f3genos criaram, ao longo do tempo, formas de escapar do tratamento. Elas podem, inclusive, passar essa resist\u00eancia por meio do material gen\u00e9tico, permitindo que outras bact\u00e9rias se tornem imunes aos medicamentos tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>O mais cr\u00edtico grupo de todos inclui micro-organismos multirresistentes, que imp\u00f5em um risco particular em hospitais, casas de repouso e entre pacientes que necessitam de equipamentos, como ventiladores e cateteres sangu\u00edneos. Eles podem causar infec\u00e7\u00f5es severas e, geralmente, letais, como sepse e pneumonia. Essas bact\u00e9rias se tornaram imunes a um grande n\u00famero de antibi\u00f3ticos, incluindo a droga de amplo espectro carbapenema e as cefalosporinas de terceira gera\u00e7\u00e3o, consideradas os melhores antibi\u00f3ticos para tratar pat\u00f3genos multirresistentes. A segunda e a terceira classes da lista, consideradas de alta e m\u00e9dia prioridade, cont\u00eam outras bact\u00e9rias cada vez mais resistentes a drogas, que causam doen\u00e7as como gonorreia e intoxica\u00e7\u00e3o alimentar, como a salmonela.<\/p>\n<p>Nesta semana, especialistas de sa\u00fade do G20 se encontram em Berlim. \u201cPrecisamos de antibi\u00f3ticos efetivos para nossos sistemas de sa\u00fade. Temos de agir hoje para um mundo mais saud\u00e1vel amanh\u00e3. Portanto, vamos discutir e trazer para o G20 a aten\u00e7\u00e3o sobre a luta contra a resist\u00eancia antimicrobiana. A lista de pat\u00f3genos priorit\u00e1rios da OMS \u00e9 uma ferramenta importante para guiar pesquisas e o desenvolvimento de novos antibi\u00f3ticos\u201d, disse o ministro da Sa\u00fade alem\u00e3o, Hermann Gr\u00f6he.<\/p>\n<p>A lista pretende estimular governos a lan\u00e7ar pol\u00edticas de incentivo de ci\u00eancia b\u00e1sica e avan\u00e7ada para investiga\u00e7\u00e3o de tratamentos financiada tanto por ag\u00eancias p\u00fablicas quanto pelo setor privado. A tuberculose, cuja resist\u00eancia ao tratamento tradicional est\u00e1 crescendo nos \u00faltimos anos, n\u00e3o foi inclu\u00edda porque ela \u00e9 o foco de outros programas da OMS. Outras bact\u00e9rias que ficaram de fora, como estreptococo A e B e clam\u00eddia, ainda n\u00e3o significam um risco alto \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, esclareceu o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>Crit\u00e9rios<\/p>\n<p>A OMS contou com a colabora\u00e7\u00e3o da Divis\u00e3o de Doen\u00e7as Infecciosas da Universidade de T\u00fcbingen, na Alemanha, para elaborar o documento. Os especialistas usaram uma t\u00e9cnica de an\u00e1lise que segue m\u00faltiplos crit\u00e9rios, como grau de letalidade das bact\u00e9rias, se a infec\u00e7\u00e3o necessita de longo tempo de interna\u00e7\u00e3o, facilidade de cont\u00e1gio, facilidade de preven\u00e7\u00e3o, quantidade de op\u00e7\u00f5es de tratamento dispon\u00edveis e se novos antibi\u00f3ticos para trat\u00e1-las j\u00e1 est\u00e3o sendo pesquisados. \u201cMedicamentos que visem essa lista de pat\u00f3genos priorit\u00e1rios v\u00e3o ajudar a reduzir a mortalidade associada \u00e0 infec\u00e7\u00f5es resistentes em todo o mundo\u201d, afirmou Evelina Tacconelli, da Universidade de T\u00fcbingen. \u201cSe esperarmos mais, teremos problemas de sa\u00fade futuros e um impacto dram\u00e1tico nos cuidados aos pacientes.\u201d<\/p>\n<p>Em um comunicado, a OMS afirmou que, enquanto o desenvolvimento de novas drogas \u00e9 vital; sozinha, a estrat\u00e9gia n\u00e3o resolve o problema. \u201cPara enfrentar a resist\u00eancia, \u00e9 preciso haver melhor preven\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es e uso apropriado de antibi\u00f3ticos existentes em humanos e animais, assim como uso racional de qualquer novo antibi\u00f3tico a ser desenvolvido no futuro\u201d, destacou a nota.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Correio<\/strong> <strong>Braziliense \u2013 dispon\u00edvel na internet 01\/03\/2017<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a prolifera\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias que se tornam resistentes a medicamentos, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) publicou, pela primeira vez, uma lista de 12 fam\u00edlias de pat\u00f3genos que, por representar grande risco \u00e0 sa\u00fade humana, devem ser encaradas como prioridade na busca de novas drogas. \u201c\u00c9 \u00a0uma nova ferramenta para garantir respostas a essa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":10931,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":{"0":"post-10930","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-clipping"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/saude.jpg?fit=350%2C757&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10930","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10930"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10930\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10931"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10930"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10930"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10930"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}