{"id":11589,"date":"2017-03-21T09:00:54","date_gmt":"2017-03-21T12:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=11589"},"modified":"2017-03-21T09:00:54","modified_gmt":"2017-03-21T12:00:54","slug":"geraldo-alckmin-e-citado-por-janot-sobre-doacoes-da-odebrecht-ja-aecio-aparece-em-pelo-menos-seis-pedidos-de-abertura-de-inquerito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/03\/21\/geraldo-alckmin-e-citado-por-janot-sobre-doacoes-da-odebrecht-ja-aecio-aparece-em-pelo-menos-seis-pedidos-de-abertura-de-inquerito\/","title":{"rendered":"Geraldo Alckmin \u00e9 citado por Janot sobre doa\u00e7\u00f5es da Odebrecht. J\u00e1 A\u00e9cio aparece em pelo menos seis pedidos de abertura de inqu\u00e9rito."},"content":{"rendered":"<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot, enviou ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) pedidos de abertura de inqu\u00e9rito contra mais de dez governadores em exerc\u00edcio, entre eles o de S\u00e3o Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB, que disputou a Presid\u00eancia em 2006. O pedido sobre o tucano estaria relacionado a repasses que a Odebrecht fez para as campanhas dele ao governo de S\u00e3o Paulo, em 2010, e tamb\u00e9m em 2014. Segundo um dos delatores, pelo menos um dos pagamentos teve como intermedi\u00e1rio Adhemar Ribeiro, cunhado do governador.<\/p>\n<p>De todos os presidenci\u00e1veis que aparecem na nova lista de Janot, o senador A\u00e9cio Neves (PSDB-MG) dever\u00e1 ser o que mais precisar\u00e1 dar esclarecimentos \u00e0 Justi\u00e7a. O nome do parlamentar aparece como um dos alvos centrais em pelo menos seis pedidos de inqu\u00e9rito dos 83 que o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada. Ele seria um dos pol\u00edticos mais citados nas dela\u00e7\u00f5es em que 78 ex-executivos da Odebrecht relataram pagamentos legais e ilegais para deputados, senadores e ministros, entre outras autoridades, em troca de benef\u00edcios para a empreiteira.<\/p>\n<p>Em depoimento no in\u00edcio do m\u00eas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto J\u00fanior disse que, em 2014, repassou dinheiro de caixa dois a pol\u00edticos do PSDB a pedido de A\u00e9cio, presidente nacional do partido. Os pagamentos somariam R$ 9 milh\u00f5es. Deste total, R$ 6 milh\u00f5es teriam como destino as campanhas do Antonio Anastasia ao Senado; de Pimenta da Veiga ao governo de Minas Gerais e de Dimas Fabiano Toledo J\u00fanior (PP-MG) \u00e0 C\u00e2mara.<\/p>\n<p>Outros R$ 3 milh\u00f5es teriam sido repassados a Paulo Vasconcelos, marqueteiro da campanha de A\u00e9cio \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica em 2014. Benedicto J\u00fanior falou sobre os supostos repasses para A\u00e9cio num dos trechos do depoimento que prestou ao ministro Herman Benjamin, relator do processo sobre supostas irregularidades financeiras na chapa Dilma-Temer na campanha de 2014. O processo foi aberto a partir de uma representa\u00e7\u00e3o do PSDB contra a campanha dos advers\u00e1rios.<\/p>\n<p>O executivo da Odebrecht teria falado durante 30 segundos sobre o caso. Antes de concluir a explana\u00e7\u00e3o, ele foi interrompido pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral.<\/p>\n<p><strong>MINISTRO PEDE ACESSO<\/strong><\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que ele n\u00e3o deveria falar sobre um assunto que n\u00e3o estava no foco da a\u00e7\u00e3o movida contra a ex-presidente Dilma Rousseff e o presidente Michel Temer. Mas, antes de ser chamado para ir ao TSE, Benedicto J\u00fanior prestou uma s\u00e9rie de depoimentos a procuradores da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato e ofereceu mais detalhes da rela\u00e7\u00e3o de A\u00e9cio Neves com a Odebrecht.<\/p>\n<p>Ontem, o ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Aloysio Nunes, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso ao conte\u00fado da dela\u00e7\u00e3o premiada do ex-diretor da Odebrecht Carlos Armando Paschoal, conhecido como Cap. No pedido, a defesa do ministro citou reportagem do jornal \u201cFolha de S. Paulo\u201d informando que o delator teria passado R$ 500 mil, por meio de caixa 2, \u00e0 campanha do tucano ao Senado, em 2010. A defesa do chanceler argumenta que ele s\u00f3 soube que foi citado na dela\u00e7\u00e3o por meio da imprensa e precisa ter acesso aos depoimentos do delator para se defender.<\/p>\n<p>Ainda segundo a \u201cFolha de S. Paulo\u201d, o delator afirmou aos investigadores da Lava-Jato que o pedido de doa\u00e7\u00e3o foi feito pelo pr\u00f3prio Aloysio Nunes. O dinheiro teria sido entregue em tr\u00eas parcelas em hot\u00e9is da Zona Sul da capital paulista. Aloysio tamb\u00e9m pediu ao STF para ter acesso aos trechos das dela\u00e7\u00f5es dos 78 executivos e ex-executivos da Odebrecht em que ele tenha sido mencionado. O relator da Lava-Jato no Supremo, ministro Edson Fachin, vai decidir se concede ou n\u00e3o o direito ao chanceler.<\/p>\n<p>Em nota, o senador A\u00e9cio Neves disse n\u00e3o ter conhecimento sobre as informa\u00e7\u00f5es \u201ce aguarda as decis\u00f5es da Justi\u00e7a para apresentar quaisquer esclarecimentos que venham a ser solicitados\u201d. J\u00e1 a assessoria do governador de S\u00e3o Paulo declarou que o \u201cPoder Judici\u00e1rio n\u00e3o deu publicidade, at\u00e9 o momento, a nenhum ato relativo \u00e0 Lava-Jato\u201d relacionado a Alckmin. Mas informou que ningu\u00e9m est\u00e1 acima da lei ou imune a investiga\u00e7\u00e3o. \u201cTenho uma vida p\u00fablica honrada e transparente e uma vida pessoal modesta. Da mesma forma, sempre exigi que minhas campanhas fossem feitas com estrita observ\u00e2ncia dos par\u00e2metros legais\u201d, disse o governador, em nota divulgada por meio de sua assessoria.<\/p>\n<p>Veja tamb\u00e9m<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/padilha-moreira-sao-suspeitos-de-receber-propina-da-odebrecht-frente-da-aviacao-civil-21090544\" target=\"_blank\">Padilha e Moreira s\u00e3o suspeitos de receber propina da Odebrecht \u00e0 frente da Avia\u00e7\u00e3o Civil<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/eduardo-paes-pedro-paulo-estao-na-lista-de-rodrigo-janot-21090334\" target=\"_blank\">duardo Paes e Pedro Paulo est\u00e3o na lista de Rodrigo Janot<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/dois-ministros-do-tcu-tambem-sao-alvo-da-lista-de-janot-21090748\" target=\"_blank\">Dois ministros do TCU tamb\u00e9m s\u00e3o alvo da lista de Janot<\/a><\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Jailton de Carvalho colaborou<\/strong><em><strong> Renata Mariz\/O Globo \u2013 dispon\u00edvel 21\/03\/2017<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot, enviou ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) pedidos de abertura de inqu\u00e9rito contra mais de dez governadores em exerc\u00edcio, entre eles o de S\u00e3o Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB, que disputou a Presid\u00eancia em 2006. 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