{"id":11598,"date":"2017-03-22T09:23:37","date_gmt":"2017-03-22T12:23:37","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=11598"},"modified":"2017-03-22T09:23:37","modified_gmt":"2017-03-22T12:23:37","slug":"nao-e-so-com-carne-leite-com-ureia-e-oleo-em-vez-de-azeite-estao-entre-fraudes-de-alimentos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/03\/22\/nao-e-so-com-carne-leite-com-ureia-e-oleo-em-vez-de-azeite-estao-entre-fraudes-de-alimentos-no-brasil\/","title":{"rendered":"N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 com carne: leite com ureia e \u00f3leo em vez de azeite est\u00e3o entre fraudes de alimentos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\">Adulterar um produto para obter ganhos comerciais n\u00e3o \u00e9 particularidade da ind\u00fastria da carne no Brasil, <a class=\"story-body__link\" href=\"http:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-39317738\" target=\"_blank\">como foi exposto pela opera\u00e7\u00e3o Carne Fraca, da Pol\u00edcia Federal<\/a>. Estudos e a\u00e7\u00f5es pontuais mostram que o crime \u00e9 praticado para maquiar outros alimentos que chegam \u00e0 mesa dos brasileiros.<\/p>\n<p>Quase ao mesmo tempo em que policiais federais levavam mais de 30 pessoas \u00e0 pris\u00e3o por receber propinas ou adicionar subst\u00e2ncias mal\u00e9ficas \u00e0 carne, uma a\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Sul que n\u00e3o teve a mesma repercuss\u00e3o tratava de um caso semelhante. Conhe\u00e7a esse e outros problemas com produtos b\u00e1sicos do dia a dia.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Latic\u00ednios vencidos<\/h2>\n<p>Na \u00faltima semana, uma opera\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio Grande do Sul (MP-RS) com outras entidades cumpriu cinco mandados de pris\u00e3o e quatro de busca e apreens\u00e3o contra produtores de latic\u00ednios que adulteravam lotes j\u00e1 impr\u00f3prios para o consumo.<\/p>\n<p>Segundo as investiga\u00e7\u00f5es, empresas locais vinham adicionando subst\u00e2ncias para diminuir a acidez e eliminar micro-organismos de latic\u00ednios vencidos. E, no creme de leite, acrescentavam \u00e1gua para amolecer o produto envelhecido e ressecado.<\/p>\n<p>Foi a 12\u00aa fase das opera\u00e7\u00f5es &#8220;Leite Compen$ado&#8221;, que come\u00e7aram em 2013. E hoje a opera\u00e7\u00e3o integra um programa maior de seguran\u00e7a alimentar criado pela Promotoria ga\u00facha, tamanho era o n\u00famero de den\u00fancias e processos judiciais de irregularidades com alimentos.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/164D9\/production\/_95235319_tv000050996-2.jpg?resize=696%2C522\" alt=\"Leite embalagem\" width=\"696\" height=\"522\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Ureia e formol em latic\u00ednios s\u00e3o encontrados em an\u00e1lises<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao todo, 167 pessoas &#8211; na maioria produtores e distribuidores do Rio Grande do Sul &#8211; foram denunciadas e respondem a processos criminais em raz\u00e3o das a\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico. Dessas, 16 foram condenadas por adultera\u00e7\u00e3o do leite e organiza\u00e7\u00e3o criminosa.<\/p>\n<p>Ind\u00fastrias e transportadoras j\u00e1 assinaram nove Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MP, que, al\u00e9m de compromissos firmados, abrangem indeniza\u00e7\u00f5es que somam mais de R$ 10 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, diferentes subst\u00e2ncias j\u00e1 foram encontradas nos latic\u00ednios; entre elas, ureia e formol. Um comunicado da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) divulgado durante opera\u00e7\u00f5es passadas alertou sobre o potencial cancer\u00edgeno do formol; j\u00e1 a ureia, em<\/p>\n<p>&#8220;A maioria das adultera\u00e7\u00f5es ocorre para aumentar a longevidade dos produtos&#8221;, explica Caroline Vaz, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor do MP-RS.<\/p>\n<p>Mesmo ap\u00f3s cinco anos de opera\u00e7\u00f5es, Vaz diz que as den\u00fancias continuam: &#8220;Quando descobrimos e coibimos um novo golpe, os grupos inventam uma nova t\u00e9cnica para adulterar os produtos&#8221;.<\/p>\n<p>Ela alerta para os problemas de fiscaliza\u00e7\u00e3o: h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es criminosas &#8211; como a revelada na opera\u00e7\u00e3o da PF -, mas tamb\u00e9m defasagem por falta de fiscais.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Azeite que \u00e9 \u00f3leo<\/h2>\n<p>Azeites que n\u00e3o s\u00e3o extravirgem ou que nem sequer podem ser classificados como azeite (e, sim, \u00f3leo), j\u00e1 foram denunciados pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), que testa produtos desde 2002.<\/p>\n<p>Resultados rec\u00e9m-divulgados mostram que de 24 marcas testadas, sete ditas extravirgem na verdade s\u00e3o misturas de \u00f3leos refinados, segundo a pesquisa. S\u00e3o elas: Tradi\u00e7\u00e3o, Figueira da Foz, Torre de Quintela, Pramesa, Lisboa, al\u00e9m de duas que conseguiram na Justi\u00e7a n\u00e3o ter seus nomes divulgados. J\u00e1 outra marca (Beir\u00e3o) n\u00e3o continha azeite extravirgem, como descrito na embalagem.<\/p>\n<p>&#8220;Consumidores est\u00e3o pagando mais por um produto que n\u00e3o tem a qualidade que se anuncia&#8221;, critica Sonia Amaro, advogada e representante da Proteste.<\/p>\n<p>Enquanto o azeite extravirgem \u00e9 ben\u00e9fico para a sa\u00fade, aumentando o colesterol bom (HDL), o \u00f3leo \u00e9 prejudicial, pois eleva, por exemplo, o mau colesterol (LDL).<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, a Natural Alimentos, respons\u00e1vel pela importa\u00e7\u00e3o e envasamento da marca Lisboa, afirmou que n\u00e3o foi notificada pela Proteste e que a partir desse ano apenas comercializar\u00e1 azeites extravirgem importados aprovados por \u00f3rg\u00e3os controladores nos pa\u00edses de origem.<\/p>\n<p>J\u00e1 a empresa Olivenza, da marca Torre de Quintela, disse que desconsidera a an\u00e1lise da Proteste, pois fez testes pr\u00f3prios da qualidade do produto. Os documentos foram encaminhados \u00e0 reportagem e ser\u00e3o repassados \u00e0 Proteste.<\/p>\n<p>As demais marcas n\u00e3o tinham respondido \u00e0 reportagem at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o deste texto.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Produtos adulterados<\/h2>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o cient\u00edfica independente US Pharmacopeia monitora um banco de dados sobre fraudes de alimentos, que serve para mostrar tend\u00eancias de adultera\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios pa\u00edses. A pedido da BBC Brasil, a entidade fez um breve levantamento sobre o Brasil.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/13DC9\/production\/_95235318_tv000150333-1.jpg?resize=696%2C522\" alt=\"Peixe fraudado\" width=\"696\" height=\"522\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Fraude de peixe em amostras de Manaus<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Registros de adultera\u00e7\u00e3o da carne come\u00e7aram em 2015, segundo a organiza\u00e7\u00e3o. E o caso do leite tem sido um problema persistente. Al\u00e9m de ureia e formol, h\u00e1 ainda adi\u00e7\u00e3o de \u00e1gua oxigenada.<\/p>\n<p>A Anvisa diz que pequenas quantidades de \u00e1gua oxigenada no leite n\u00e3o trazem riscos \u00e0 sa\u00fade. Mas n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias sobre consumo em altas doses da subst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Numa an\u00e1lise com leite de cabra na Para\u00edba, 40% das 160 amostras continham leite de vaca. Os resultados de 2012 foram publicados na revista <i>American Dairy Science Association<\/i>.<\/p>\n<p>Um estudo publicado no peri\u00f3dico <i>Food Chemistry<\/i> revelou que 13% das amostras de mel no Brasil eram acrescidas de xarope de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>Outra pesquisa publicada no <i>Journal of Heredity <\/i>identificou fraude na substitui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de peixes em Manaus.<\/p>\n<p>E h\u00e1 ainda relat\u00f3rios sobre a adultera\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 com casca da pr\u00f3pria planta, al\u00e9m de soja e milho, que s\u00e3o mais baratos.<\/p>\n<p>Em setembro do ano passado, uma a\u00e7\u00e3o pontual do Procon-MG indicou que 30,7% de 241 marcas de caf\u00e9 analisadas continham impurezas acima do limite.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/5751\/production\/_95235322_hi000103716.jpg?resize=696%2C447\" alt=\"Caf\u00e9 no Brasil\" width=\"696\" height=\"447\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Outros gr\u00e3os ou partes do pr\u00f3prio p\u00e9 de caf\u00e9 s\u00e3o acrescentados em produtos comercializados<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Controle do caf\u00e9<\/h2>\n<p>Segundo o engenheiro agr\u00edcola Jos\u00e9 Braz Matiello, pesquisador da Funda\u00e7\u00e3o Procaf\u00e9, as adultera\u00e7\u00f5es do caf\u00e9 afetam o gosto da bebida, mas n\u00e3o causam males \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>&#8220;O caf\u00e9 \u00e9 torrado a temperaturas pr\u00f3ximas a 260 graus, eliminando quaisquer organismos eventualmente mal\u00e9ficos, diferentemente do que pode ocorrer com outros alimentos ou bebidas consumidos <i>in natura<\/i> e sem tratamento t\u00e9rmico&#8221;, explicou por e-mail.<\/p>\n<p>Desde 1989, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Caf\u00e9 (Abic) faz an\u00e1lises anuais com 3 mil amostras do mercado. O diretor-executivo Nathan Herszkowicz explica que o programa come\u00e7ou em decorr\u00eancia do alto \u00edndice de fraudes verificado \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p>A Abic ent\u00e3o criou o Selo de Pureza e definiu que o limite tolerado de impurezas \u00e9 de 1% da amostra total, com penalidades que v\u00e3o de advert\u00eancia a den\u00fancia ao Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p>Nos testes iniciais, res\u00edduos eram encontrados em at\u00e9 25% das amostras de caf\u00e9. Atualmente, Herszkowicz afirma que o \u00edndice n\u00e3o chega a 1%.<\/p>\n<p>&#8220;A adultera\u00e7\u00e3o mais comum continua a ser a adi\u00e7\u00e3o da casca do caf\u00e9, que \u00e9 um res\u00edduo usado para reduzir o custo do produto&#8221;, explica.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Press\u00f5es na legisla\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Normas de vigil\u00e2ncia definem regras e puni\u00e7\u00f5es sobre fraudes em produtos. Mas pelo menos dois projetos de lei querem tornar crime hediondo a adultera\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n<p>O projeto de lei do Senado 228, de 2013, est\u00e1 na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o, Justi\u00e7a e Cidadania desde setembro do ano passado. J\u00e1 o PL 6248\/2013 n\u00e3o tem movimenta\u00e7\u00e3o desde 2015.<\/p>\n<p>Enquanto isto, organiza\u00e7\u00f5es como a Proteste pressionam por mudan\u00e7as na lei visando a proibir determinados aditivos em alimentos. Esse \u00e9 o caso do amarelo tartrazina, um corante que provoca rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 encontrado em produtos consumidos por crian\u00e7as, como biscoitos salgados e doces, al\u00e9m de refrigerantes e sucos.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 anos pressionamos pelo banimento desse corante, mas ainda seguimos brigando por isso&#8221;, contou Sonia Amaro.<\/p>\n<p>O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor lembrou que as normas brasileiras sobre corantes s\u00e3o mais permissivas do que as de outros pa\u00edses, como os Estados Unidos.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/7E61\/production\/_95235323_hi006111468.jpg?resize=696%2C462\" alt=\"Soja no Mato Grosso do Sul\" width=\"696\" height=\"462\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">PAULO FRIDMAN<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Planta\u00e7\u00e3o em Mato Grosso do Sul; agrot\u00f3xicos s\u00e3o amplamente usados no Brasil<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Esse \u00e9 o caso de corantes chamados amarelo crep\u00fasculo, banido na Finl\u00e2ndia e Noruega; azul brilhante, proibido na Alemanha, \u00c1ustria, Fran\u00e7a, B\u00e9lgica, Noruega, Su\u00e9cia e Su\u00ed\u00e7a; vermelho 40, n\u00e3o permitido na Alemanha, \u00c1ustria, Fran\u00e7a, B\u00e9lgica, Dinamarca, Su\u00e9cia e Su\u00ed\u00e7a; entre outros.<\/p>\n<p>O mesmo acontece para determinados agrot\u00f3xicos aplicados em vegetais e frutas que chegam aos consumidores brasileiros. H\u00e1 anos, uma lista de pesticidas banidos em alguns pa\u00edses \u00e9 comercializada no Brasil.<\/p>\n<p>Exemplos s\u00e3o do acefato, um dos mais vendidos no pa\u00eds e que pode ter efeitos no sistema end\u00f3crino, e o herbicida paraquat, que foi proibido at\u00e9 na China, que costuma ser permissivo com leis ambientais.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/14659\/production\/_95254538_hi038535752-1.jpg?resize=696%2C457\" alt=\"Carne no Brasil\" width=\"696\" height=\"457\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">REUTERS<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Esc\u00e2ndalo da carne revelou que produtos eram adulterados no Brasil.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Mas o problema dos agrot\u00f3xicos, na verdade, \u00e9 maior. A Proteste testou ano passado 30 amostras de supermercados e feiras do Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo. Em 14%, os n\u00edveis de pesticidas estavam acima dos recomendados pela Anvisa. Em 37%, havia subst\u00e2ncias nem sequer autorizadas.<\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1via Milhorance d<\/strong><strong>a BBC Brasil em Londres &#8211; <\/strong><strong>dispon\u00edvel na internet 22\/03\/2017<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adulterar um produto para obter ganhos comerciais n\u00e3o \u00e9 particularidade da ind\u00fastria da carne no Brasil, como foi exposto pela opera\u00e7\u00e3o Carne Fraca, da Pol\u00edcia Federal. Estudos e a\u00e7\u00f5es pontuais mostram que o crime \u00e9 praticado para maquiar outros alimentos que chegam \u00e0 mesa dos brasileiros. 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