{"id":11702,"date":"2017-03-27T05:09:14","date_gmt":"2017-03-27T08:09:14","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=11702"},"modified":"2017-03-27T05:09:14","modified_gmt":"2017-03-27T08:09:14","slug":"odebrecht-montava-fraudes-em-contratos-no-exterior-para-gerar-recursos-da-propina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/03\/27\/odebrecht-montava-fraudes-em-contratos-no-exterior-para-gerar-recursos-da-propina\/","title":{"rendered":"Odebrecht montava fraudes em contratos no exterior para gerar recursos da propina"},"content":{"rendered":"<p>O \u201cdepartamento de gera\u00e7\u00e3o\u201d realizava contratos fict\u00edcios com prestadoras de servi\u00e7os do exterior em que reduzia a margem de lucros e impostos a serem pagos, criando assim um excedente de verbas para abastecer a \u00e1rea da propina no Brasil<\/p>\n<p>Mais de 90% dos recursos destinados ao pagamento de propina \u2013\u00a0um total de US$ 3,39 bilh\u00f5es de 2006 a 2014 \u2013 foram gerados por um esquema de fraudes em contratos no exterior. A estrat\u00e9gia visava evitar o rastreamento dos recursos desviados dos contratos feitos com o setor p\u00fablico no Brasil. A informa\u00e7\u00e3o foi revelada pelo jornal\u00a0<em>Folha de S.Paulo<\/em>\u00a0a partir de depoimentos de executivos da Odebrecht.<\/p>\n<p>Executivos da empreiteira, entre eles Marcelo Odebrecht, relataram como funcionava o esquema ao ministro Herman Bemjamin, relator do processo da \u00a0cassa\u00e7\u00e3o da chapa Dilma\/Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse departamento de \u201cgera\u00e7\u00e3o\u201d realizava contratos fict\u00edcios com prestadoras de servi\u00e7os do exterior em que reduzia a margem de lucros e impostos a serem pagos, criando assim um excedente de verbas para abastecer a \u00e1rea da propina no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s criamos um processo onde, por planejamento fiscal, n\u00f3s faz\u00edamos a gera\u00e7\u00e3o de recursos\u201d, disse Marcelo. A\u00a0maior parte era feita fora do Brasil, em pa\u00edses em que esse tipo de planejamento n\u00e3o era crime. \u201cEsses recursos eram colocados, ent\u00e3o, em empresas de terceiros. E alguns empres\u00e1rios da organiza\u00e7\u00e3o podiam se utilizar deles para fazer pagamentos n\u00e3o contabilizados, incluindo caixa 2, e tudo. E alguns deles se usavam disso para fazer propina.\u201d<\/p>\n<p>Fernando Migliaccio, ex-funcion\u00e1rio do chamado Setor de Opera\u00e7\u00f5es Estruturadas \u2013 respons\u00e1vel pelo pagamento da propina \u2013, deu mais detalhes da opera\u00e7\u00e3o: \u201cEssa \u00e1rea considerava projetos verdadeiros da Odebrecht ao redor do mundo, onde se gerava um excedente das opera\u00e7\u00f5es que eram oficiais. Esse excedente era usado para abastecer nossa \u00e1rea\u201d.<\/p>\n<p>O executivo Hilberto Mascarenhas deu outro exemplo de como funcionava essa quest\u00e3o das obras no exterior: \u201cCada vez que a empresa crescia, que ganhava uma obra, em Angola, uma hidrel\u00e9trica l\u00e1, tinha b\u00f4nus. B\u00f4nus, n\u00e3o, tinha caixa 2 l\u00e1.\u00a0Por exemplo, opera\u00e7\u00f5es financeiras de comprar um determinado papel, vendia com preju\u00edzo, preju\u00edzo que n\u00e3o era real, sobrava um dinheiro fora do caixa. \u00c9 uma gera\u00e7\u00e3o de caixa 2\u2033.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Congresso em Foco \u2013 dispon\u00edvel na internet 27\/03\/2017<\/strong><em><br \/>\n<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u201cdepartamento de gera\u00e7\u00e3o\u201d realizava contratos fict\u00edcios com prestadoras de servi\u00e7os do exterior em que reduzia a margem de lucros e impostos a serem pagos, criando assim um excedente de verbas para abastecer a \u00e1rea da propina no Brasil Mais de 90% dos recursos destinados ao pagamento de propina \u2013\u00a0um total de US$ 3,39 bilh\u00f5es [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":11697,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":{"0":"post-11702","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-clipping"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/marcelo-odebrecht-gera%C3%A7%C3%A3o.jpg?fit=580%2C327&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11702","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11702"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11702\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11697"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11702"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11702"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11702"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}