{"id":11739,"date":"2017-03-28T07:29:43","date_gmt":"2017-03-28T10:29:43","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=11739"},"modified":"2017-03-28T07:34:03","modified_gmt":"2017-03-28T10:34:03","slug":"stf-possibilidade-de-responsabilizacao-civil-de-agente-publico-e-objeto-de-repercussao-geral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/03\/28\/stf-possibilidade-de-responsabilizacao-civil-de-agente-publico-e-objeto-de-repercussao-geral\/","title":{"rendered":"STF: Possibilidade de responsabiliza\u00e7\u00e3o civil de agente p\u00fablico \u00e9 objeto de repercuss\u00e3o geral"},"content":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) ir\u00e1 decidir se \u00e9 constitucional a responsabiliza\u00e7\u00e3o civil subjetiva de agente p\u00fablico, por danos causados a terceiros, no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica. O\u00a0<a href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=5136782&amp;numeroProcesso=1027633&amp;classeProcesso=RE&amp;numeroTema=940\" target=\"_blank\"><strong>tema n\u00ba 940<\/strong><\/a>\u00a0ser\u00e1 analisado no Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 1027633, de relatoria do ministro Marco Aur\u00e9lio, que teve repercuss\u00e3o geral reconhecida pelo Plen\u00e1rio Virtual do STF.<\/p>\n<p>No caso dos autos, um servidor p\u00fablico do munic\u00edpio de Tabapu\u00e3 (SP), onde ocupava o cargo de motorista de ambul\u00e2ncia, ajuizou a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria por danos materiais e morais contra a prefeita municipal, \u00e0 qual fazia oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Ele alega que, ap\u00f3s ter sido eleito vereador, passou a ser alvo de persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, tendo sofrido san\u00e7\u00e3o administrativa, sem observ\u00e2ncia do devido processo legal. Sustenta ainda que, sem justificativa, foi removido da Diretoria Municipal de Sa\u00fade para um posto a 30 km de sua resid\u00eancia, em contrariedade a uma lei municipal que veda a transfer\u00eancia de servidores ocupantes de cargos eletivos.<\/p>\n<p>O ju\u00edzo de primeira inst\u00e2ncia negou a pretens\u00e3o, argumentando que, na responsabiliza\u00e7\u00e3o de entes p\u00fablicos, a a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria deve ser proposta contra a pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico, \u00e0 qual assiste o direito de regresso contra os agentes p\u00fablicos, desde que comprovada culpa ou dolo. O Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJ-SP) reformou a senten\u00e7a e proveu a apela\u00e7\u00e3o, estabelecendo que cabe \u00e0 v\u00edtima escolher a quem demandar\u00e1, se o agente p\u00fablico respons\u00e1vel pelo ato ou o Estado, incidindo, no primeiro caso, as regras da responsabilidade subjetiva, e os da objetiva, no segundo.<\/p>\n<p>De acordo com o TJ-SP, n\u00e3o existem motivos razo\u00e1veis para proibir o acionamento direto do servidor cujos atos tenham, culposa ou dolosamente, prejudicado o indiv\u00edduo. Entendeu estarem presentes os requisitos para responsabiliza\u00e7\u00e3o subjetiva da prefeita por danos materiais, em raz\u00e3o da ilegalidade do ato de remo\u00e7\u00e3o do autor.<\/p>\n<p>No RE, a prefeita sustenta ter praticado os atos impugnados na condi\u00e7\u00e3o de agente pol\u00edtica, o que leva \u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o objetiva da administra\u00e7\u00e3o por atos dos prepostos. Argumenta que \u00e9 invi\u00e1vel afirmar a exist\u00eancia de op\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o entre demandar contra o Estado ou em face do servidor. Aponta que, no RE 327904, de relatoria do ministro Ayres Britto (aposentado), o STF se posicionou pela responsabiliza\u00e7\u00e3o do ente p\u00fablico, assentando a tese da dupla garantia, de forma a facilitar o ressarcimento do particular, em raz\u00e3o da responsabilidade objetiva, e proteger o agente no exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>Em manifesta\u00e7\u00e3o no Plen\u00e1rio Virtual, o ministro Marco Aur\u00e9lio observou que o tema, por ser pass\u00edvel de repeti\u00e7\u00e3o em in\u00fameros casos, deve ser analisado pelo STF. O\u00a0relator salientou que cabe ao tribunal definir se o ac\u00f3rd\u00e3o admitindo a possibilidade de particular, prejudicado pela atua\u00e7\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, formalizar a\u00e7\u00e3o judicial contra o agente p\u00fablico respons\u00e1vel pelo ato lesivo, viola o artigo 37, par\u00e1grafo 6\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 desej\u00e1vel que o Pleno manifeste-se, sob a \u00f3ptica da repercuss\u00e3o geral, acerca da subsist\u00eancia, no campo da responsabilidade civil do Estado, da tese segundo a qual o servidor somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa jur\u00eddica a cujo quadro funcional se vincular\u201d, concluiu o relator.<\/p>\n<p><strong>Processos relacionados <\/strong><strong><a href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/processo\/verProcessoAndamento.asp?numero=1027633&amp;classe=RE&amp;origem=AP&amp;recurso=0&amp;tipoJulgamento=M\" target=\"_blank\">RE 1027633<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>STF 28\/03\/2017<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) ir\u00e1 decidir se \u00e9 constitucional a responsabiliza\u00e7\u00e3o civil subjetiva de agente p\u00fablico, por danos causados a terceiros, no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica. 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