{"id":11791,"date":"2017-03-29T09:04:04","date_gmt":"2017-03-29T12:04:04","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=11791"},"modified":"2017-03-29T09:04:04","modified_gmt":"2017-03-29T12:04:04","slug":"pec-permite-a-retirada-do-abono-de-permanencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/03\/29\/pec-permite-a-retirada-do-abono-de-permanencia\/","title":{"rendered":"PEC permite a retirada do abono de perman\u00eancia."},"content":{"rendered":"<p>A proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) da Reforma da Previd\u00eancia abre espa\u00e7o para que governo federal, Estados e munic\u00edpios reduzam ou at\u00e9 mesmo acabem com abono de perman\u00eancia. O benef\u00edcio, conhecido &#8220;abono p\u00e9 na cova&#8221; \u00e9 um adicional concedido ao servidor p\u00fablico para que ele continue trabalhando mesmo depois de atingirem os crit\u00e9rios para se aposentar. Ou seja, o servidor recebe de volta a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria que pagaria (entre 11 e 14% do sal\u00e1rio). A iniciativa \u00e9 criticada pela oposi\u00e7\u00e3o e servidores porque pode levar a uma onda de aposentadorias. S\u00f3 na Uni\u00e3o s\u00e3o 120 mil funcion\u00e1rios que poderiam passar para a inatividade, cerca de 20% do total. J\u00e1 os t\u00e9cnicos do governo argumentam que cabe ao ente p\u00fablico decidir quais servidores interessa manter e quais \u00e9 melhor dispensar. Isso evitaria que um empregado continuasse trabalhando s\u00f3 para ganhar o adicional. Como ele n\u00e3o deixou sua fun\u00e7\u00e3o, a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica fica impedida de contratar outro servidor para o lugar.<\/p>\n<p>O governo federal j\u00e1 tentou acabar completamente com o abono de perman\u00eancia na gest\u00e3o Dilma Rousseff, como parte do ajuste fiscal, dizendo que isso levaria a economia de R$ 1,2 bilh\u00e3o em 2016. Com forte resist\u00eancia dos parlamentares e servidores, a PEC encaminhada ficou paralisada e n\u00e3o chegou a receber nem o primeiro parecer para tramitar na Casa. Agora o governo Temer mandou a mudan\u00e7a nas regras do abono no meio da reforma e passou \u00e0 margem das discuss\u00f5es na C\u00e2mara. O projeto altera a Constitui\u00e7\u00e3o Federal para inverter a l\u00f3gica atual do benef\u00edcio: ao inv\u00e9s de o servidor decidir se permanece em troca do abono, \u00e9 o ente p\u00fablico que decidir\u00e1 quais as regras para ades\u00e3o; e o valor poder\u00e1 ser inferior \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as depender\u00e3o de leis espec\u00edficas aprovadas pelo Congresso, assembleias legislativas e c\u00e2maras de vereadores determinando os crit\u00e9rios para que o servidor receba o benef\u00edcio e qual o valor. Ao tirar o assunto da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, o governo facilita a aprova\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as. Altera\u00e7\u00f5es constitucionais exigem o apoio de pelo menos tr\u00eas quintos do Congresso (308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores), enquanto leis complementares precisam de maioria absoluta (257 deputados e 41 senadores). Ex-l\u00edder do governo Dilma, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) critica a proposta. &#8220;Na hora que flexibiliza, dizendo que \u00e9 o ente federado que aceitar\u00e1 ou n\u00e3o aquela escolha, e pior, pode reduzir o valor do abono, eu n\u00e3o consigo entender onde \u00e9 que o governo quis chegar. Isso s\u00f3 vai agravar o eventual d\u00e9ficit da Previd\u00eancia&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Para o petista, a ideia parte do ministro interino de Planejamento, Dyogo Oliveira, &#8220;que n\u00e3o conseguiu convencer o governo passado&#8221;, quando era secret\u00e1rio executivo do Minist\u00e9rio da Fazenda, mas que &#8220;neste governo est\u00e1 tendo um pouquinho mais de sucesso&#8221;. &#8220;\u00c9 um absurdo, voc\u00ea vai perder os funcion\u00e1rios que est\u00e3o ali por causa do abono&#8221;, criticou Chinaglia. O assunto n\u00e3o \u00e9 pac\u00edfico nem no governo. Escalado para falar pelo Executivo em uma das audi\u00eancias p\u00fablicas na C\u00e2mara, o auditor fiscal da Receita Federal Del\u00fabio Gomes Pereira da Silva foi questionado e defendeu que a maioria dos entes ignorar\u00e1 essa possibilidade. &#8220;Isso \u00e9 gest\u00e3o de governo.<br \/>\nSe ele optar por n\u00e3o dar o abono de perman\u00eancia, estaria prejudicando ainda mais a situa\u00e7\u00e3o financeira do Estado&#8221;, afirmou. &#8220;\u00c9 instrumento muito importante para a valoriza\u00e7\u00e3o do servidor e melhoria do or\u00e7amento p\u00fablico&#8221;, refor\u00e7ou. Em dezembro, o governo encaminhou ao Congresso Nacional uma proposta de Reforma da Previd\u00eancia que, dentre outras coisas, prev\u00ea a fixa\u00e7\u00e3o de idade m\u00ednima de 65 anos para homens e mulheres e equipara\u00e7\u00e3o das regras de aposentadoria de trabalhadores da iniciativa privada e servidores p\u00fablicos federais. Os servidores p\u00fablicos estaduais, municipais e militares est\u00e3o fora da reforma.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Raphael Di Cunto e Edna Sim\u00e3o Valor Econ\u00f4mico\u00a0\u2013 dispon\u00edvel n internet 29\/03\/2017.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) da Reforma da Previd\u00eancia abre espa\u00e7o para que governo federal, Estados e munic\u00edpios reduzam ou at\u00e9 mesmo acabem com abono de perman\u00eancia. 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