{"id":12140,"date":"2017-04-10T00:02:24","date_gmt":"2017-04-10T03:02:24","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=12140"},"modified":"2017-04-08T19:44:26","modified_gmt":"2017-04-08T22:44:26","slug":"por-que-familias-pobres-tambem-desperdicam-comida-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/04\/10\/por-que-familias-pobres-tambem-desperdicam-comida-no-brasil\/","title":{"rendered":"Por que fam\u00edlias pobres tamb\u00e9m desperdi\u00e7am comida no Brasil?"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\">&#8220;Sua comida n\u00e3o \u00e9 lixo.&#8221; O alerta \u00e9 do Waste and Resources Action Programme, mais conhecido como Wrap, criado na Gr\u00e3-Bretanha h\u00e1 17 anos para combater o desperd\u00edcio de alimentos.<\/p>\n<p>Mas vale tamb\u00e9m para o Brasil, onde uma carga equivalente a 625 mil caminh\u00f5es cheios de verduras, frutas, e legumes bons para o consumo vai parar no lixo a cada ano. Este \u00e9 o tamanho do desperd\u00edcio de comida no pa\u00eds: 41 mil toneladas anuais.<\/p>\n<p>Toda essa comida jogada fora seria suficiente para acabar com a inseguran\u00e7a alimentar no Brasil, de acordo com o <i>Centre of Excellence Against Hunger<\/i> (Centro de Excel\u00eancia contra a Fome, em ingl\u00eas) do Programa Mundial de Alimentos das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) de 2013, o Brasil somava naquele ano 52 milh\u00f5es de pessoas sem acesso di\u00e1rio \u00e0 comida de qualidade e em quantidade satisfat\u00f3ria. Dos 65,3 milh\u00f5es de domic\u00edlios registrados, 22,6% estavam em quadro de inseguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 preciso combater o desperd\u00edcio em todas as etapas da produ\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o e consumo&#8221;, disse \u00e0 BBC Daniel Balaban, diretor do centro. &#8220;Reduzir o desperd\u00edcio na fase de consumo est\u00e1 ao alcance de todos.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Dinheiro no lixo<\/h2>\n<p>Uma estimativa do Instituto Akatu, que trabalha h\u00e1 16 anos com a\u00e7\u00f5es de incentivo ao consumo consciente, indica que o brasileiro desperdi\u00e7a, em m\u00e9dia, 205 gramas de alimento por dia e que cada fam\u00edlia &#8211; de tr\u00eas integrantes, de acordo com o padr\u00e3o do IBGE &#8211; joga no lixo mensalmente R$ 171 em alimentos.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16382\/production\/_95301019_green-waste-513609_1920.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Comida jogada fora\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">.<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">O brasileiro desperdi\u00e7a em m\u00e9dia 205 gramas de comida por dia, de acordo com o Instituto Akatu<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Na Gr\u00e3-Bretanha, descartar comida em condi\u00e7\u00f5es de consumo representa um preju\u00edzo mensal equivalente a 60 libras (R$ 231) para uma fam\u00edlia m\u00e9dia.<\/p>\n<p>&#8220;Um consumidor s\u00e3o v\u00e1rios: ele, a fam\u00edlia e os amigos. Todos podem mobilizar outras pessoas. O consumo tem impacto e o consumidor, individualmente, causa impacto econ\u00f4mico&#8221;, afirma H\u00e9lio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.<\/p>\n<p>O analista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) Gustavo Porpino, que fez estudos sobre o comportamento do consumidor nos EUA e no Brasil, afirma que n\u00e3o s\u00e3o apenas os mais ricos que esbanjam alimentos no Brasil.<\/p>\n<p>O desperd\u00edcio, segundo ele, impressiona nas fam\u00edlias de classe m\u00e9dia baixa, que representam a maior fatia da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Segundo o analista da Embrapa, contribuem para o desperd\u00edcio dois h\u00e1bitos brasileiros &#8211; a fartura e a hospitalidade.<\/p>\n<p>&#8220;Sempre pode chegar algu\u00e9m&#8221; e &#8220;\u00e9 melhor sobrar do que faltar&#8221; foram as frases que Porpino mais ouviu de donas de casa durante sua pesquisa, realizada em 2015.<\/p>\n<p>As sobras s\u00e3o vistas com preconceito, e isso alimenta o desperd\u00edcio. &#8220;Muitas mulheres me disseram que a fam\u00edlia n\u00e3o gosta de &#8216;comida dormida&#8217; e que o arroz tem que ser sempre fresquinho&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Outra constata\u00e7\u00e3o feita pelo pesquisador diz respeito ao papel do sentimento de culpa na cadeia do desperd\u00edcio de comida.<\/p>\n<p>Essa culpa explicaria o fato de as sobras serem dadas tamb\u00e9m para c\u00e3es e gatos, que podem ser dos vizinhos ou de rua.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/F03A\/production\/_95189416_gustavoporpino-cornell.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Gustavo Porpino na Universidade de Cornell\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">BBC SPORT<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">O analista da Embrapa Gustavo Porpino identificou cinco perfis de consumidores no Brasil e nos Estados Unidos durante pesquisa na Universidade de Cornell, em Nova York<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Outras vezes, o que sobra \u00e9 guardado em recipientes impr\u00f3prios, fica esquecido por dias na geladeira e acaba indo para o lixo.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Qual o seu perfil?<\/h2>\n<p>Porpino estabeleceu cinco perfis de m\u00e3es respons\u00e1veis pela alimenta\u00e7\u00e3o de suas fam\u00edlias, ap\u00f3s comparar o comportamento de consumidores de baixa renda no Brasil e nos EUA:<\/p>\n<h2 class=\"story-body__sub-heading\">M\u00e3es carinhosas<\/h2>\n<p>Elas adoram prover a fam\u00edlia e aliment\u00e1-la como forma de demonstrar afeto e cuidado.<\/p>\n<p>Acabam se excedendo na compra de guloseimas e das chamadas <i>comfort foods<\/i> (com valor sentimental ou nost\u00e1lgico e quase sempre com alto n\u00edvel cal\u00f3rico).<\/p>\n<p>Sua fam\u00edlia belisca muito entre as refei\u00e7\u00f5es e isso acaba por aumentar a quantidade de alimentos que sobram do jantar, de acordo com Porpino.<\/p>\n<p>&#8220;Que tal um lanchinho?&#8221;, \u00e9 a pergunta que melhor define essas m\u00e3es.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1FA2\/production\/_95189080_maesbrasileiras.png?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Gr\u00e1fico\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">EMBRAPA\/GUTAVO PORPINO<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__sub-heading\">Cozinheiras abundantes<\/h2>\n<p>Essas m\u00e3es costumam preparar grandes por\u00e7\u00f5es de alimentos.<\/p>\n<p>As cozinheiras abundantes valorizam a fartura \u00e0 mesa, por status ou hospitalidade.<\/p>\n<p>A mesa farta seria uma maneira de demonstrar que problemas econ\u00f4micos n\u00e3o abalam a fam\u00edlia ou um meio de dar boas vindas a quem chega de surpresa.<\/p>\n<p>Sua frase t\u00edpica: &#8220;\u00c9 melhor sobrar comida do que faltar&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__sub-heading\">Desperdi\u00e7adoras de sobras<\/h2>\n<p>Elas valorizam o que consideram &#8220;comida fresca&#8221;, preparada diariamente. Reaproveitar alimentos n\u00e3o faz parte dos seus h\u00e1bitos.<\/p>\n<p>Os dias em que mais jogam sobras fora s\u00e3o as quintas e sextas-feiras. Isso porque os fins de semana s\u00e3o de reuni\u00e3o da fam\u00edlia e a refei\u00e7\u00e3o tem de ser farta e especialmente preparada.<\/p>\n<p>&#8220;Comer o que sobrou de ontem \u00e9 muito mesquinho. Prefiro o arroz fresquinho&#8221;, \u00e9 o lema das desperdi\u00e7adoras de sobras.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__sub-heading\">Procrastinadoras<\/h2>\n<p>As procrastinadoras guardam as sobras de comida na geladeira.<\/p>\n<p>O pesquisador da Embrapa constatou que elas fazem isso mesmo sabendo que provavelmente o que sobrou n\u00e3o ser\u00e1 consumido posteriormente.<\/p>\n<p>Na sua geladeira h\u00e1 v\u00e1rios potinhos, panelas e recipientes com restos. Mas eles acabam mesmo no lixo.<\/p>\n<p>Estas m\u00e3es t\u00eam um forte sentimento de culpa que as faz pensar algo como: &#8220;Jogar comida fora em um mundo com tanta gente faminta \u00e9 pecado. Tenho que guardar o que sobrou&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__sub-heading\">M\u00e3es vers\u00e1teis<\/h2>\n<p>Elas fazem alimentos em menor quantidade e reinventam pratos a partir do que sobrou.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m planejam a compra dos alimentos.<\/p>\n<p>A quantidade de comida que vai ser preparada \u00e9 cuidadosamente calculada.<\/p>\n<p>&#8220;O arroz que sobrou vai virar um \u00f3timo risoto e as sobras dos legumes podem se transformar numa fritada&#8221;, costumam dizer as m\u00e3es desse grupo, que tamb\u00e9m se destacam pela criatividade.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption body-narrow-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/304\/cpsprodpb\/46B2\/production\/_95189081_maesamericanas.png?resize=320%2C217&#038;ssl=1\" alt=\"Gr\u00e1fico\" width=\"320\" height=\"217\" data-highest-encountered-width=\"304\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">EMBRAPA\/GUSTAVO PORPINO<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Brasileiras x americanas<\/h2>\n<p>Ao comparar os grupos pesquisados no Brasil e nos Estados Unidos, Porpino constatou que as brasileiras s\u00e3o majoritariamente desperdi\u00e7adoras de sobras (42%), enquanto o perfil mais comum entre as americanas \u00e9 o das cozinheiras abundantes (30%).<\/p>\n<p>Entre as brasileiras, o segundo perfil mais corriqueiro \u00e9 o das cozinheiras abundantes (21%).<\/p>\n<p>As vers\u00e1teis aparecem em terceiro lugar, com 17%, e as m\u00e3es carinhosas representam apenas 8%.<\/p>\n<p>Ao analisar as americanas, Porpino verificou um empate, no segundo lugar, entre as m\u00e3es carinhosas (20%) e as procrastinadoras (20%).<\/p>\n<p>No terceiro lugar, outro empate: vers\u00e1teis e desperdi\u00e7adoras de sobras, com 15%.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Dicas de especialistas<\/h2>\n<p>O <i>Centre of Excellence Against Hunger<\/i> destaca que \u00e9 poss\u00edvel reduzir drasticamente o desperd\u00edcio de alimentos em casa e, com isso, economizar dinheiro do or\u00e7amento dom\u00e9stico.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/7EF2\/production\/_95189423_danielbalaban_2014.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Daniel Balaban, diretor do WFP\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">WFP\/ISADORA FERREIRA<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Para Daniel Balaban, diretor do Centre of Excellence Against Hunger, &#8220;o padr\u00e3o brasileiro de refei\u00e7\u00f5es com fartura excessiva&#8221; contribui para o desperd\u00edcio de alimentos<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Daniel Balaban, diretor do centro, cita iniciativas como maior planejamento das compras, elabora\u00e7\u00e3o de card\u00e1pios semanais e mudan\u00e7a no padr\u00e3o brasileiro de refei\u00e7\u00f5es com fartura excessiva.<\/p>\n<p>&#8220;Planejar a compra faz toda a diferen\u00e7a. Fazer pequenas compras \u00e9 melhor para economizar e desperdi\u00e7ar menos&#8221;, diz H\u00e9lio Mattar, do Instituto Akatu.<\/p>\n<p>Porpino, por sua vez, lembra a import\u00e2ncia de usar recipientes herm\u00e9ticos para guardar as sobras de arroz e feij\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O que n\u00e3o for consumido nos pr\u00f3ximos dois dias deve ser congelado&#8221;, aconselha. &#8220;Tamb\u00e9m \u00e9 bom separar os alimentos a serem reaproveitados em pequenas por\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p>Ele sugere ainda que as sobras seja &#8220;reinventadas em novos pratos&#8221; em casas com mais moradores, para que a fam\u00edlia &#8220;n\u00e3o tenha preconceito em consumir a chamada comida &#8216;dormida'&#8221;.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/94D2\/production\/_95189083_appfoodkeeper-fotousda.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Celular com app Food Keeper\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">USDA<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">O aplicativo Food Keeper, lan\u00e7ado pela Embrapa, \u00e9 gratuito e traz dicas para ajudar a manter o frescor e a qualidade dos alimentos<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Aplicativo contra o desperd\u00edcio<\/h2>\n<p>Para ajudar a combater o desperd\u00edcio de comida, a Embrapa lan\u00e7ou no Brasil o aplicativo <i>Food Keeper<\/i> com dicas para manter o frescor e a qualidade dos alimentos.<\/p>\n<p>A ideia foi de Porpino, que traduziu e adaptou para a realidade brasileira o app criado originalmente pelo Departamento de Ci\u00eancia dos Alimentos da Universidade de Cornell e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).<\/p>\n<p>Alimentos e bebidas aparecem distribu\u00eddos em 14 categorias: aves, bebidas, carne, comida de beb\u00ea, condimentos e molhos, congelados, delicatessen e comidas prontas, frutos do mar, gr\u00e3os, feij\u00f5es e massa, industrializados de longa dura\u00e7\u00e3o, latic\u00ednios e ovos, legumes e frutas, prote\u00ednas vegetarianas, p\u00e3es, tortas e bolos.<\/p>\n<p>Sem verba da Embrapa para divulgar o aplicativo, Porpino diz ter se surpreendido com a r\u00e1pida populariza\u00e7\u00e3o da iniciativa, que decolou com ajuda das redes sociais: desde o in\u00edcio de 2017, o <i>Food Keeper<\/i> em portugu\u00eas foi baixado 131 mil vezes.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Luciana Barros da BBC Brasil em Londres \u2013 dispon\u00edvel na internet 10\/04\/2017<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Sua comida n\u00e3o \u00e9 lixo.&#8221; O alerta \u00e9 do Waste and Resources Action Programme, mais conhecido como Wrap, criado na Gr\u00e3-Bretanha h\u00e1 17 anos para combater o desperd\u00edcio de alimentos. Mas vale tamb\u00e9m para o Brasil, onde uma carga equivalente a 625 mil caminh\u00f5es cheios de verduras, frutas, e legumes bons para o consumo vai [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":12141,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":{"0":"post-12140","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-clipping"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/comida.jpg?fit=660%2C371&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12140","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12140"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12140\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12141"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}