{"id":12167,"date":"2017-04-11T03:36:52","date_gmt":"2017-04-11T06:36:52","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=12167"},"modified":"2017-04-11T03:36:52","modified_gmt":"2017-04-11T06:36:52","slug":"ex-companheira-e-viuva-devem-dividir-pensao-por-morte-de-servidor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/04\/11\/ex-companheira-e-viuva-devem-dividir-pensao-por-morte-de-servidor\/","title":{"rendered":"Ex-companheira e vi\u00fava devem dividir pens\u00e3o por morte de servidor."},"content":{"rendered":"<p>O Estado tem o dever de conceder a ex-companheira dependente a mesma prote\u00e7\u00e3o dada \u00e0 vi\u00fava, pois o formalismo ordin\u00e1rio n\u00e3o deve prevalecer sobre a tutela constitucional \u00e0 fam\u00edlia. Esse foi o entendimento da 11\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o ao garantir \u00e0 ex-companheira de um servidor p\u00fablico o direito de receber 20% da pens\u00e3o que a vi\u00fava dele recebe.<\/p>\n<p>O valor equivale ao percentual que ela recebia como pens\u00e3o aliment\u00edcia quando o funcion\u00e1rio era vivo. Para comprovar sua conviv\u00eancia com o servidor, a autora da a\u00e7\u00e3o juntou ao processo a declara\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel, por escritura p\u00fablica, firmada em 1996.<\/p>\n<p>Segundo a relatora do processo, ju\u00edza federal convocada Noemi Martins, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal estabeleceu que o Estado deve preservar a uni\u00e3o est\u00e1vel entre o homem e a mulher como entidade familiar. Ela afirmou que a aus\u00eancia de designa\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da autora, como companheira do servidor, n\u00e3o impede a pens\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO Estado comprometeu-se constitucionalmente a tutelar a unidade familiar, n\u00e3o podendo deixar de faz\u00ea-lo sob o pretexto do n\u00e3o preenchimento de formalidade institu\u00edda em lei ordin\u00e1ria\u201d, afirmou no voto. Para a relatora, o fato de o servidor ter se casado com outra pessoa n\u00e3o descaracteriza a continuidade da depend\u00eancia econ\u00f4mica da autora em rela\u00e7\u00e3o a ele.<\/p>\n<p>Na apela\u00e7\u00e3o, a autora tentava aumentar a cota de 20%. A ju\u00edza entendeu que o rateio do benef\u00edcio deve ser mantido tal como determinado pela senten\u00e7a, uma vez que, nos termos do disposto nos artigos 128 e 460 do C\u00f3digo de Processo Civil, a parte autora fixa os limites da lide na peti\u00e7\u00e3o inicial, sendo defeso ao juiz proferir senten\u00e7a &#8220;ultra&#8221;, &#8220;citra&#8221; ou &#8220;extra petita&#8221;, ou seja, al\u00e9m, abaixo ou fora do pedido. Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TRF-3.<\/p>\n<p>Apela\u00e7\u00e3o 0001303-96.2005.4.03.6000<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito:\u00a0 Consultor Jur\u00eddico \u2013 dispon\u00edvel na internet 11\/04\/2017<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado tem o dever de conceder a ex-companheira dependente a mesma prote\u00e7\u00e3o dada \u00e0 vi\u00fava, pois o formalismo ordin\u00e1rio n\u00e3o deve prevalecer sobre a tutela constitucional \u00e0 fam\u00edlia. 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