{"id":12224,"date":"2017-04-12T06:17:18","date_gmt":"2017-04-12T09:17:18","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=12224"},"modified":"2017-04-12T06:17:18","modified_gmt":"2017-04-12T09:17:18","slug":"lava-jato-iv-aecio-e-romero-juca-acumulam-maior-numero-de-pedidos-de-investigacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/04\/12\/lava-jato-iv-aecio-e-romero-juca-acumulam-maior-numero-de-pedidos-de-investigacao\/","title":{"rendered":"Lava Jato IV: A\u00e9cio e Romero Juc\u00e1 acumulam maior n\u00famero de pedidos de investiga\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Dos pol\u00edticos alvos de abertura de inqu\u00e9rito ontem (11) por determina\u00e7\u00e3o do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), os presidentes do PSDB, senador A\u00e9cio Neves (MG), e do PMDB, senador Romero Juc\u00e1 (RR), s\u00e3o os que acumulam o maior n\u00famero de pedidos de investiga\u00e7\u00f5es, cinco ao todo. Eles foram citados nos depoimentos de dela\u00e7\u00e3o premiada de ex-diretores da empreiteira Odebrecht, no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato.<\/p>\n<p>Ex-governador de Minas Gerais e candidato derrotado \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica em 2014, A\u00e9cio foi citado nas dela\u00e7\u00f5es feitas por Marcelo Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva J\u00fanior, S\u00e9rgio Luiz Neves, Cl\u00e1udio Melo Filho e Henrique Valladares. Nas den\u00fancias apresentadas ao STF, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) diz que o tucano praticou os crimes de corrup\u00e7\u00e3o ativa, passiva e lavagem de dinheiro.<\/p>\n<p>No primeiro inqu\u00e9rito, os executivos da maior empreiteira do pa\u00eds afirmam \u00e0 for\u00e7a tarefa da Lava Jato que A\u00e9cio recebeu pagamento de vantagens indevidas em seu favor e em benef\u00edcio de aliados pol\u00edticos.<\/p>\n<p>No segundo, os delatores relataram promessa e pagamento de vantagens indevidas ao senador mineiro em troca do apoio do parlamentar em assuntos de interesse da Odebrecht relacionados \u00e0s usinas hidroel\u00e9tricas de Santo Ant\u00f4nio e Jirau, no Rio Madeira.<\/p>\n<p>O terceiro inqu\u00e9rito aberto para investigar a conduta do senador \u00e9 baseado nas declara\u00e7\u00f5es de Benedicto Barbosa e Marcelo Odebrecht de que pagaram a A\u00e9cio Neves e aliados \u201cvantagens indevidas\u201d durante campanha eleitoral em 2014.<\/p>\n<p>\u00c0 Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, Benedicto Barbosa e S\u00e9rgio Luiz Neves disseram que repassaram de forma ilegal, a pedido de A\u00e9cio Neves, R$ 5,475 milh\u00f5es para a campanha eleitoral do ent\u00e3o candidato ao governo de Minas Gerais e hoje senador Antonio Anastasia.<\/p>\n<p>O quinto inqu\u00e9rito investigar\u00e1 a suspeita de que A\u00e9cio, no in\u00edcio de 2007, rec\u00e9m-empossado para o segundo mandato como governador de Minas Gerais, teria organizado esquema para fraudar processos licitat\u00f3rios, mediante organiza\u00e7\u00e3o de um cartel de empreiteiras, na constru\u00e7\u00e3o da Cidade Administrativa (ou Centro Administrativo) de Minas Gerais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_12217\" aria-describedby=\"caption-attachment-12217\" style=\"width: 277px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/juca.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-12217 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/juca.jpg?resize=277%2C160\" alt=\"\" width=\"277\" height=\"160\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12217\" class=\"wp-caption-text\">O senador Romero Juc\u00e1 tamb\u00e9m foi citado em inqu\u00e9ritos junto com outros parlamentares Valter Campanato\/Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Romero Juc\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Atendendo aos pedidos do Minist\u00e9rio P\u00fablico, dois inqu\u00e9ritos foram abertos para investigar exclusivamente Romero Juc\u00e1. Em um deles, os procuradores sustentam que o parlamentar teria recebido R$ 4 milh\u00f5es para atuar de acordo com os interesses da Odebrecht no Congresso Nacional, auxiliando a aprova\u00e7\u00e3o de uma resolu\u00e7\u00e3o que reduziria a disputa fiscal entre os estados para o desembarque de mercadorias em portos.<\/p>\n<p>Em um segundo inqu\u00e9rito, no qual s\u00e3o citados diversos parlamentares que teriam atuado em favor da empresa no epis\u00f3dio da licita\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica de Santo Ant\u00f4nio, Juc\u00e1 teria recebido, segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico, R$ 10 milh\u00f5es da empreiteira e da construtora Andrade Gutierrez.<\/p>\n<p>Juntamente com seu filho, Rodrigo de Holanda Menezes Juc\u00e1, o senador \u00e9 alvo de um terceiro inqu\u00e9rito no qual s\u00e3o apontadas irregularidades com o objetivo de a Odebrecht ver aprovada outra legisla\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel a seus interesses. Para isso, o parlamentar teria solicitado doa\u00e7\u00f5es a seu filho, que concorria ao cargo de vice-governador de Roraima, no valor de R$ 150 mil.<\/p>\n<p>Em um dos despachos que coloca o maior n\u00famero de parlamentares do PMDB em investiga\u00e7\u00e3o, Fachin aceitou inqu\u00e9rito contra o presidente do Senado, Eun\u00edcio Oliveira, o l\u00edder do partido na Casa, Renan Calheiros, o atual presidente da C\u00e2mara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o deputado L\u00facio Vieira Lima, al\u00e9m de Juc\u00e1. O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal pediu para investigar os parlamentares por supostamente participarem de um esquema onde receberam propina para aprovar projetos legislativos de interesse da empresa.<\/p>\n<p><strong>MPs<\/strong><\/p>\n<p>As medidas provis\u00f3rias 470 e 613, que tratavam de limites operacionais da Caixa Econ\u00f4mica Federal e da institui\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, teriam motivado o pagamento de R$ 50 milh\u00f5es e R$ 100 milh\u00f5es, respectivamente, tendo como pretexto doa\u00e7\u00f5es \u00e0 campanha da ex-presidenta Dilma Rousseff em 2010 e 2014.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, o Grupo Odebrecht teria atuado no \u00e2mbito do Congresso Nacional objetivando a convers\u00e3o das medidas provis\u00f3rias em lei\u201d, descreveu Fachin na decis\u00e3o, detalhando que R$ 4 milh\u00f5es foram destinados a Romero Juc\u00e1 e Renan Calheiros e R$ 2 milh\u00f5es a Eun\u00edcio Oliveira.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o relatadas min\u00facias das tratativas que teriam culminado na edi\u00e7\u00e3o das mencionadas medidas provis\u00f3rias, com individualiza\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o dos citados parlamentares, bem como de agentes atualmente n\u00e3o detentores de foro por prerrogativa, sendo que, na vis\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico, embora as normas legislativas disciplinassem situa\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas de modo leg\u00edtimo, os pagamentos descritos atuaram como fator decisivo \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o dos atos\u201d, escreveu o ministro do STF.<\/p>\n<p>Na decis\u00e3o, Fachin determina o prazo de 30 dias para que as autoridades policiais atendam \u00e0s dilig\u00eancias espec\u00edficas e o levantamento do sigilo dos autos. A decis\u00e3o foi assinada eletronicamente pelo relatoria \u00faltima ter\u00e7a-feira (4).<\/p>\n<p><strong>Renan<\/strong><\/p>\n<p>Contra o ex-presidente do Senado, Renan Calheiros, Fachin tamb\u00e9m aceitou o inqu\u00e9rito em que ele \u00e9 investigado junto com seu filho, o governador de Alagoas, Renan Filho, e o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). De acordo com o Minist\u00e9rio P\u00fablico, o Grupo Odebrecht teria disponibilizado R$ 500 mil ao senador Renan Calheiros, ap\u00f3s relatos de que, por meio do pagamento de propina a agentes p\u00fablicos, teria sido firmado um acordo entre as empresas que participariam da obra de canal no sert\u00e3o alagoano. A den\u00fancia foi embasada nos acordos de dela\u00e7\u00e3o premiada de ex-executivos da empreiteira Odebrecht, como Benedicto Barbosa da Silva J\u00fanior, Cl\u00e1udio Melo Filho e Fabiano Rodrigues Munhoz.<\/p>\n<p>Juc\u00e1 e Renan s\u00e3o alvo de mais um inqu\u00e9rito aberto pela Suprema Corte, por supostamente terem recebido R$ 5 milh\u00f5es ap\u00f3s negocia\u00e7\u00e3o entre Marcelo Odebrecht e o ent\u00e3o ministro da Fazenda Guido Mantega.<\/p>\n<p>O tamb\u00e9m senador Valdir Raupp ser\u00e1 investigado pelo suposto recebimento de propina para contribuir com irregularidades relativas \u00e0s obras da Hidrel\u00e9trica de Santo Ant\u00f4nio. Segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico, a Odebrecht e a construtora Andrade Gutierrez assumiram o compromisso em destinar R$ 20 milh\u00f5es para conferir sustenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica a funcion\u00e1rios da empresa Furnas. Assim como em outros despachos, o ministro do STF d\u00e1 o prazo de 30 dias para dilig\u00eancias policiais.<\/p>\n<p>Sobre Garibaldi Alves Filho, que teve pedido de investiga\u00e7\u00e3o feito por conta do suposto recebimento de \u201cvantagens n\u00e3o contabilizadas\u201d durante a campanha eleitoral de 2010, Fachin pediu que Janot voltasse a se manifestar. Segundo o despacho do ministro do Supremo, o procurador-geral da Rep\u00fablica dever\u00e1 opinar sobre &#8220;eventual extin\u00e7\u00e3o da punibilidade do delito narrado&#8221;. Por meio do chamado Setor de Opera\u00e7\u00f5es Estruturadas da Odebrecht, que de acordo com a For\u00e7a-Tarefa da Lava Jato era dedicado exclusivamente ao pagamento de propinas, os investigadores apontaram que Garibaldi recebeu R$ 200 mil em doa\u00e7\u00f5es, divididos em duas parcelas.<\/p>\n<p>O mesmo despacho foi feito pelo relator da Lava Jato quanto ao pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal para investigar a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP).<\/p>\n<p><strong>Outro lado<\/strong><\/p>\n<p>Por meio de nota, o senador A\u00e9cio Neves disse considerar &#8220;importante o fim do sigilo sobre o conte\u00fado das dela\u00e7\u00f5es&#8221;. Segundo o comunicado, a divulga\u00e7\u00e3o das colabora\u00e7\u00f5es premiadas foi solicitada pelo pr\u00f3prio parlamentar a Fachin na semana passada. &#8220;[A\u00e9cio Neves] considera que assim ser\u00e1 poss\u00edvel desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta corre\u00e7\u00e3o de sua conduta&#8221;, informou a assessoria do senador.<\/p>\n<p>J\u00e1 Romero Juc\u00e1 disse que &#8220;sempre esteve&#8221; e &#8220;sempre&#8221; estar\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a para &#8220;qualquer informa\u00e7\u00e3o&#8221;. &#8220;Nas minhas campanhas eleitorais, sempre atuei dentro da legisla\u00e7\u00e3o e tive todas as minhas contas aprovadas&#8221;, disse o parlamentar, tamb\u00e9m por meio de nota.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil de Not\u00edcias 12\/04\/2017<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos pol\u00edticos alvos de abertura de inqu\u00e9rito ontem (11) por determina\u00e7\u00e3o do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), os presidentes do PSDB, senador A\u00e9cio Neves (MG), e do PMDB, senador Romero Juc\u00e1 (RR), s\u00e3o os que acumulam o maior n\u00famero de pedidos de investiga\u00e7\u00f5es, cinco ao todo. 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