{"id":12286,"date":"2017-04-14T08:31:28","date_gmt":"2017-04-14T11:31:28","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=12286"},"modified":"2017-04-14T08:31:28","modified_gmt":"2017-04-14T11:31:28","slug":"lava-jato-odebrecht-delata-caciques-do-psdb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/04\/14\/lava-jato-odebrecht-delata-caciques-do-psdb\/","title":{"rendered":"Lava Jato: Odebrecht delata caciques do PSDB."},"content":{"rendered":"<p><strong>Alckmin, o \u201ccandidato com muitos valores\u201d que teria recebido 10 milh\u00f5es em propina.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Delatores dizem que A\u00e9cio recebeu R$ 50 milh\u00f5es para defender interesse de empreiteiras em hidrel\u00e9tricas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Diretor da Odebrecht diz que deu R$ 800 mil a Cassio Cunha Lima, via caixa dois, na elei\u00e7\u00e3o de 2014.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201c<\/strong><strong>N\u00e3o tenho d\u00favida de que teve caixa dois\u201d, diz Em\u00edlio Odebrecht sobre repasses a FHC.<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>Delator da Odebrecht aponta R$ 4,67 milh\u00f5es a Serra, o \u2018vizinho\u2019<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/alki.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-12289 size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/alki.jpg?resize=300%2C188\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/alki.jpg?resize=300%2C188&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/alki.jpg?w=483&amp;ssl=1 483w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Alckmin, o \u201ccandidato com muitos valores\u201d que teria recebido 10 milh\u00f5es em propina.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O Governador de S\u00e3o Paulo, Geraldo Alckmin\u00a0(PSDB), foi delatado por tr\u00eas funcion\u00e1rios da Odebrecht. Com base nas declara\u00e7\u00f5es e em documentos apresentados por eles como prova, o procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot afirmou que \u201ch\u00e1 elementos que indicam a poss\u00edvel pr\u00e1tica de il\u00edcitos em 2010 e 2014\u201d relacionados a ele. Segundo o processo, suas duas campanhas ao Governo receberam recursos de caixa dois vindos da Odebrecht. Em 2010, ele teria recebido dois milh\u00f5es de reais e, em 2014, 8,3 milh\u00f5es. O ministro Edson Fachin\u00a0n\u00e3o autorizou a abertura de inqu\u00e9rito contra ele, j\u00e1 que sua investiga\u00e7\u00e3o corresponde ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a, respons\u00e1vel pelos governadores. Mas os detalhes das dela\u00e7\u00f5es constam na peti\u00e7\u00e3o enviada por Fachin ao tribunal.<\/p>\n<p>Segundo o documento, as negocia\u00e7\u00f5es da empresa com Alckmin na campanha de 2010 foram feitas por Carlos Armando Guedes, funcion\u00e1rio da\u00a0 Odebrecht\u00a0em S\u00e3o Paulo. Ele afirma, em sua dela\u00e7\u00e3o, que foi convidado por um conselheiro e acionista da empresa, Aluizio Ara\u00fajo, j\u00e1 falecido e de quem Alckmin era muito pr\u00f3ximo, para uma reuni\u00e3o com o ent\u00e3o candidato a governador. \u201cFomos a um escrit\u00f3rio de Alckmin na rua Nove de Julho, em um pr\u00e9dio com tr\u00eas, quatro salas\u201d, contou ele.<\/p>\n<p>Guedes afirma que antes de chegarem, ainda no carro, Ara\u00fajo afirmou que a Odebrecht precisava apoiar Alckmin, que era \u201cum candidato muito interessante, com muitos valores.\u201d Segundo o delator, quando chegaram ao edif\u00edcio, o acionista da empresa pediu para que o funcion\u00e1rio da Odebrecht esperasse em uma antessala, e entrou para conversar sozinho com o tucano. Depois de 20 minutos, quando ele foi chamado \u00e0 sala, tudo j\u00e1 parecia combinado, conta. A reuni\u00e3o foi r\u00e1pida e, em nenhum momento, foi abordada a quest\u00e3o da doa\u00e7\u00e3o. \u201cFoi s\u00f3 papo furado\u201d, disse. \u201cAlckmin gosta de contar piadas e historias\u201d. Mas, j\u00e1 na sa\u00edda, ele afirma que o governador pediu para que sua secret\u00e1ria lhe entregasse um cart\u00e3o com um contato. Era o telefone de Adhemar Ribeiro, irm\u00e3o de Lu Alckmin, primeira-dama de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O codinome de Alckmin na planilha de propinas da Odebrecht era\u00a0<em>Bel\u00e9m.<\/em>\u00a0Ele teria recebido, por meio de doa\u00e7\u00e3o n\u00e3o declarada \u00e0 Justi\u00e7a Federal, dois milh\u00f5es de reais, o maior valor dado pela empresa aos candidatos de S\u00e3o Paulo naquele ano. Os valores foram pagos em v\u00e1rias parcelas, algumas de 100.000 reais. \u201cPassei a contatar o Adhemar, que definia os locais de entrega para os recursos\u201d, conta. Ele afirma que as reuni\u00f5es para a entrega do dinheiro foram feitas no pr\u00f3prio escrit\u00f3rio do cunhado de Alckmin, na avenida Faria Lima, n\u00famero 1739.<\/p>\n<p>A vers\u00e3o do delator \u00e9 confirmada por outro executivo, o ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto J\u00fanior. Ele era o respons\u00e1vel por autoriz\u00e1-los. O executivo diz que, em 2010, foram pagos os dois milh\u00f5es reais. E que em 2014 houve um pedido de 10 milh\u00f5es de reais, mas que foram pagos apenas 8,3 milh\u00f5es, pelo setor que distribu\u00eda propina na empresa. \u201cFoi pago pelo Departamento de Opera\u00e7\u00f5es Estruturadas, que cuida de caixa dois, de doa\u00e7\u00f5es il\u00edcitas para campanha eleitoral\u201d, ressaltou ele.<\/p>\n<p>Segundo o executivo, o objetivo da doa\u00e7\u00e3o era manter uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com o tucano. \u201cConsider\u00e1vamos Alckmin um dos grandes postulantes do PSDB a liderar o pa\u00eds e tanto ele, quanto A\u00e9cio Neves, tiveram um tratamento muito pr\u00f3ximo para n\u00f3s\u201d, contou o ex-diretor, em sua dela\u00e7\u00e3o. \u201cEle era um expoente que tinha um espa\u00e7o no cen\u00e1rio nacional pelo PSDB e a gente sempre acreditou que haveria uma altern\u00e2ncia de poder em algum momento no pa\u00eds\u201d, destacou. \u201cA gente queria manter essa rela\u00e7\u00e3o flu\u00edda e funcionando.\u201d Questionado, Benedicto afirmou que a empresa tinha perspectiva de novas contrata\u00e7\u00f5es de obras por parte do Governo do Estado, mas disse n\u00e3o saber se Alckmin j\u00e1 beneficiou diretamente a Odebrecht em troca dos repasses ilegais. \u201cN\u00e3o se apontou nada de concreto [em troca do dinheiro].\u201d<\/p>\n<p>O processo de Alckmin foi enviado ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que cuida de processos contra governadores. Esse tribunal ter\u00e1 de decidir se haver\u00e1 ou n\u00e3o investiga\u00e7\u00e3o contra o governador. Na ter\u00e7a-feira, quando o jornal\u00a0<em>Estad\u00e3o<\/em>adiantou parte do conte\u00fado dos processos, Alckmin usou seu Twitter para afirmar que jamais pediu recursos irregulares em sua vida pol\u00edtica, nem autorizou que o fizessem em seu nome. \u201cJamais recebi um centavo il\u00edcito.\u201d<\/p>\n<p><strong>O cunhado cauteloso e o &#8216;custo&#8217; dos contratos<\/strong><\/p>\n<p>A dela\u00e7\u00e3o de Carlos Guedes revela o modus operandi do cunhado de Alckmin para receber os recursos da Odebrecht. \u201cO Adhemar n\u00e3o gostava de telefone\u201d, diz ele, que ressalta que com alguns pol\u00edticos era poss\u00edvel combinar a senha necess\u00e1ria para o recebimento do dinheiro e o local por telefone. \u201cCom Adhemar, n\u00e3o. Ele era uma pessoal bem cuidadosa. Tinha que ir l\u00e1 [no escrit\u00f3rio dele] para conversar\u201d, diz o delator, que ressalta que n\u00e3o se incomodava em fazer isso, j\u00e1 que o local era perto de seu escrit\u00f3rio e tamb\u00e9m ficava a \u201ccinco minutos a p\u00e9 de sua casa\u201d. \u201cEra r\u00e1pido. \u00c0s vezes mal terminava o caf\u00e9 e eu j\u00e1 estava saindo\u201d, diz.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 2014, o acerto foi cumprido com Arnaldo Cumplido de Souza e Silva, outro funcion\u00e1rio da Odebrecht que trabalhava como diretor de contrato da linha 6 do Metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo, cuja obra era de execu\u00e7\u00e3o da construtora. Em sua dela\u00e7\u00e3o, ele conta que foi solicitado pelo seu superior hier\u00e1rquico, Luiz Antonio Bueno Junior, para que programasse pagamentos da empresa para pessoas sob o codinome\u00a0<em>MM<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Salsicha<\/em>. Ele afirma que ambos se referiam, provavelmente, \u00e0 mesma pessoa: Marcos Monteiro, coordenador financeiro da campanha do governador.<\/p>\n<p>Questionado pelos investigadores se o pagamento tinha rela\u00e7\u00e3o com a obra do Metr\u00f4, ele diz que n\u00e3o havia \u201cuma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito com a obra\u201d. Mas ele diz que a propina era registrada na empresa como custos de contratos com o Governo estadual. \u201cSe era um apoio para a campanha do Governo do Estado de S\u00e3o Paulo teoricamente esses valores sairiam dos custos das obras do Estado de S\u00e3o Paulo. Isso era registrado gerencialmente neste custo\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>El Pais Brasil \u2013 Dispon\u00edvel na Internet 14\/04\/2017<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Diretor da Odebrecht diz que deu R$ 800 mil a Cassio Cunha Lima, via caixa dois, na elei\u00e7\u00e3o de 2014<\/span><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_12288\" aria-describedby=\"caption-attachment-12288\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cassio.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-12288 size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cassio.jpg?resize=300%2C191\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cassio.jpg?resize=300%2C191&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cassio.jpg?w=550&amp;ssl=1 550w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12288\" class=\"wp-caption-text\">C\u00e1ssio foi delatado por Fernando Reis, presidente da Odebrecht Ambiental<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em depoimento a procuradores da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, o presidente da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis, disse que pagou R$ 800 mil ao vice-presidente do Senado, Cassio Cunha Lima (PSDB-PB), durante a campanha derrotada do parlamentar ao governo da Para\u00edba. Segundo o executivo, o senador tomou a iniciativa de chamar o diretor da companhia Alexandre Barradas ao seu gabinete no Congresso e pediu o dinheiro pelo caixa 2 para a campanha, em troca de privatizar o sistema de \u00e1gua do Estado caso fosse eleito com licita\u00e7\u00e3o direcionada para favorecer o grupo empresarial.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es fazem parte do conjunto de depoimentos dos executivos da empreiteira disponibilizados pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, relator da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato no STF. Reis lembrou no depoimento gravado em v\u00eddeo que o contato do senador foi feito com o diretor Eduardo Barbosa que ficou encarregado da negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Trovador<\/strong><\/p>\n<p>O repasse do dinheiro foi rapidamente autorizado e entregue. O parlamentar ganhou o apelido de Trovador nas planilhas da contabilidade paralela e ilegal do departamento de Opera\u00e7\u00f5es Estruturadas da Odebrecht. Com a vit\u00f3ria do govenador Ricardo Coutinho (PSB), a proposta de privatiza\u00e7\u00e3o foi suspensa, apesar do estudo pr\u00e9vio feito pela companhia.<\/p>\n<p>O executivo esclareceu ainda aos procuradores que o dinheiro foi repassado pela Brasken, uma das subsidi\u00e1rias da companha, para disfar\u00e7ar o v\u00ednculo com a holding Odebrecht no futuro, caso o senador fosse eleito governador e decidisse privatizar a companhia de \u00e1gua e esgoto do Estado com licita\u00e7\u00e3o direcionada para favorecer a empreiteira. A privatiza\u00e7\u00e3o da estatal estadual proposta pela empresa seria pelo modelo Parceria P\u00fablico Privada (PPP) que possibilita a opera\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os pela empreiteira vencedora por alguns anos.<\/p>\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es da dire\u00e7\u00e3o da Odebrecht aos procuradores da Lava Jato, a entrega do dinheiro foi feita a Luiz Ricardo Stern, que na ocasi\u00e3o era assessor de Cassio Cunha Lima (AP-02, matricula 307170) e em fevereiro foi nomeado assistente parlamentar do senador na vice-presid\u00eancia do Senado. O funcion\u00e1rio \u00e9 amigo de inf\u00e2ncia do senador. O parlamentar foi l\u00edder da bancada tucana no Senado at\u00e9 final do ano passado e na elei\u00e7\u00e3o de 2014 tentava voltar ao governo do Estado.<\/p>\n<p><strong>Cassio<\/strong><\/p>\n<p>Em v\u00eddeo divulgado na sua rede social, o senador confirma que recebeu doa\u00e7\u00e3o eleitoral da Braskem, mas disse que foi de apenas R$ 200 mil. Na resposta ele garante que seu patrim\u00f4nio \u00e9 compat\u00edvel com sua renda e nega que tenha recebido dinheiro de caixa 2 para a sua campanha. O valor, segundo o parlamentar, foi registrado na justi\u00e7a eleitoral. Nos laudos elaborados pela Pol\u00edcia Federal, o registro da doa\u00e7\u00e3o neste valor est\u00e1 na presta\u00e7\u00e3o de conta do parlamentar.<\/p>\n<p>Cunha Lima est\u00e1 sendo investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro e enriquecimento il\u00edcito. O ministro Edson Fachin quer saber o que aconteceu com os R$ 600 mil restantes recebidos pelo ent\u00e3o candidato. O senador foi governador da Para\u00edba de 2002 a 2006. Conseguiu ser reeleito e terminou cassado pela justi\u00e7a eleitoral em dois processos por compra de voto e abuso de poder econ\u00f4mico. Filho do ex-senador Ronaldo Cunha Lima, Cassio \u00e9 pai do deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB) e foi prefeito de Campina Grande e aparece nas listas de propina da Odebrecht como aliado hist\u00f3rico da empreiteira.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Congresso em Foco \u2013 dispon\u00edvel na internet 14\/04\/2017<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>\u201c<\/strong><strong>N\u00e3o tenho d\u00favida de que teve caixa dois\u201d, diz Em\u00edlio Odebrecht sobre repasses a FHC<\/strong><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_12287\" aria-describedby=\"caption-attachment-12287\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/fhc.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-12287 size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/fhc.jpg?resize=300%2C191\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/fhc.jpg?resize=300%2C191&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/fhc.jpg?w=550&amp;ssl=1 550w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12287\" class=\"wp-caption-text\">FHC e Emilio Odebrecht<\/figcaption><\/figure>\n<p>Logo no in\u00edcio do depoimento dado \u00e0 for\u00e7a-tarefa da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato\u00a0no Minist\u00e9rio P\u00fablico, o dono da maior empreiteira piv\u00f4 do esquema de desvio de dinheiro p\u00fablico para o pagamento de caixa dois a pol\u00edticos, Em\u00edlio Odebrecht, tentou amenizar os questionamentos dos ju\u00edzes sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Questionado sobre se houve ilegalidades cometidas pelo tucano, o empres\u00e1rio diz que, apesar de ter procurado \u201calguma coisa que pudesse dar de colabora\u00e7\u00e3o\u201d para a opera\u00e7\u00e3o, \u201csinceramente n\u00e3o tem nada\u201d. Entretanto, durante as perguntas dos ju\u00edzes, Em\u00edlio ressaltou que \u201ccom certeza\u201d a empreiteira fez doa\u00e7\u00f5es \u201cde caixa oficial e n\u00e3o oficial\u201d \u00e0s campanhas eleitorais de 1993 \u2013 na qual FHC se tornou presidente \u2013 e na de 1995 \u2013 quando se candidatou \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o. Ainda de acordo com Em\u00edlio, o ex-presidente tamb\u00e9m solicitou aux\u00edlio financeiro durante a campanha que o levou ao Senado, em 1980.<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o tenho d\u00favida que houve alguma coisa de caixa dois e caixa oficial. Se ele soube ou n\u00e3o, eu acho at\u00e9 que n\u00e3o deve ter sabido. Eu tamb\u00e9m n\u00e3o sabia desses detalhes\u201d, disse ao explicar que ao receber os pedidos de ajuda, repassavam os interessados para tratar dos valores e pagamentos com o filho, Marcelo Odebrecht, e o ex-presidente da empreiteira, Pedro Novis.<\/p>\n<p><strong>Empresas privadas no comando do pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>O dono da Odebrecht tamb\u00e9m contou que na \u00e9poca do governo FHC, o conglomerado fez parte de uma entidade criada para ajudar na negocia\u00e7\u00e3o do projeto de quebra dos monop\u00f3lios do petr\u00f3leo e das telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cEu mostrava determinadas coisas [para FHC], como o absurdo das coisas que a Petrobras estava fazendo. Muitas coisas ele aceitava, fazia, outras n\u00e3o. Por exemplo, a quebra dos monop\u00f3lios. N\u00f3s ajudamos na quebra dos monop\u00f3lios. Inclusive sobre a parte de telecomunica\u00e7\u00f5es. N\u00f3s chegamos a montar uma sociedade privada, se eu n\u00e3o me engano tr\u00eas ou quatro empresas, uma delas era at\u00e9 a Globo. Contratamos algu\u00e9m de Minas Gerais para ser o presidente dessa entidade para criar e buscar todas as informa\u00e7\u00f5es e embasamentos para que isso facilitasse aquilo que era decis\u00e3o de governo. Era isso que n\u00f3s faz\u00edamos, contribu\u00edamos com coisas que n\u00f3s acredit\u00e1vamos ser a prioridade do governo\u201d, alegou sobre a participa\u00e7\u00e3o da empresa nas decis\u00f5es governamentais.<\/p>\n<p>Ainda com informa\u00e7\u00f5es prestadas aos membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico, Em\u00edlio Odebrecht explicou que Fernando Henrique \u201cfoi um presidente que, na verdade, n\u00e3o fez investimento\u201d na infraestrutura, fator que, de certa forma, minimizou as licita\u00e7\u00f5es e, portanto, a atua\u00e7\u00e3o mais pesada das empreiteiras na esfera governamental. \u201cA grande cr\u00edtica a ele \u00e9 que n\u00e3o houve investimento na \u00e1rea de infraestrutura. Ele tinha como ministro da Fazenda [Pedro Malan] uma pessoa muito competente, s\u00e9ria, mas era um m\u00e3o de muquirana. Ele n\u00e3o deixava investir.\u201d<\/p>\n<p>Em v\u00eddeo publicado no perfil do Facebook, Fernando Henrique disse n\u00e3o conhecer ainda o teor das declara\u00e7\u00f5es de Em\u00edlio Odebrecht, mas que \u201c\u00e9 importante ir at\u00e9 o fundo das quest\u00f5es\u201d levantadas pela investiga\u00e7\u00e3o. \u201cO Brasil hoje precisa de transpar\u00eancia, e a Lava Jato est\u00e1 colaborando para que se coloquem as cartas na mesa. Vamos coloc\u00e1-las. Eu n\u00e3o tenho nada a esconder, nem a temer. Vamos esclarecer tudo.\u201d<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Congresso em Foco \u2013 dispon\u00edvel na internet 14\/04\/2017<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Delatores dizem que A\u00e9cio recebeu R$ 50 milh\u00f5es para defender interesse de empreiteiras em hidrel\u00e9tricas<\/strong><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_11929\" aria-describedby=\"caption-attachment-11929\" style=\"width: 228px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/aecio.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11929 size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/aecio.jpg?resize=228%2C300\" alt=\"\" width=\"228\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/aecio.jpg?resize=228%2C300&amp;ssl=1 228w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/aecio.jpg?w=233&amp;ssl=1 233w\" sizes=\"auto, (max-width: 228px) 100vw, 228px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11929\" class=\"wp-caption-text\">Revista Veja edi\u00e7\u00e3o 2524<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os executivos Marcelo Odebrecht e Henrique Valladares afirmam, em dela\u00e7\u00e3o premiada, que o senador A\u00e9cio Neves (PSDB-MG) recebeu R$ 50 milh\u00f5es para defender interesses das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez nas obras das hidrel\u00e9tricas de Santo Antonio e Jirau, no Rio Madeira, em Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">De acordo com os delatores, a propina foi acertada em 2008, quando A\u00e9cio era governador de Minas Gerais. Eles afirmam que pelo menos parte dos pagamentos foi feita em contas no exterior \u2013 uma delas em Cingapura \u2013 e que vinham de Dimas Toledo, identificado como operador do PSDB, as orienta\u00e7\u00f5es sobre como os repasses deveriam ser feitos.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Ainda de acordo com os delatores, dos R$ 50 milh\u00f5es, R$ 30 milh\u00f5es foram pagos pela Odebrecht e os outros R$ 20 milh\u00f5es pela Andrade Gutierrez.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Procurada pelo\u00a0<strong>G1<\/strong>, a assessoria de A\u00e9cio Neves divulgou nota (<em>leia a \u00edntegra mais abaixo<\/em>) na qual disse que os delatores foram &#8220;un\u00e2nimes&#8221; ao dizer que as doa\u00e7\u00f5es feitas ao senador &#8220;n\u00e3o envolveram nenhum tipo de rela\u00e7\u00e3o il\u00edcita, propina ou contrapartidas.&#8221;<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;Registramos que as obras das usinas hidrel\u00e9tricas do Rio Madeira (usinas de Santo Ant\u00f4nio e Jirau) foram licitadas pelo governo federal, do PT, n\u00e3o havendo, portanto, nenhuma participa\u00e7\u00e3o do governo de Minas. Em uma delas, em Jirau, a Cemig foi inclusive derrotada. Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 qualquer elemento ou mesmo ind\u00edcio de participa\u00e7\u00e3o do senador A\u00e9cio Neves em favor da empresa&#8221;, acrescenta a nota.<\/p>\n<p>Reuni\u00e3o<\/p>\n<p>Valladares, que era respons\u00e1vel pela \u00e1rea de energia da Odebrecht, afirma em sua dela\u00e7\u00e3o que, em fevereiro de 2008, participou de uma reuni\u00e3o com A\u00e9cio e Marcelo Odebrecht na sede do governo de Minas Gerais.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O delator afirma que n\u00e3o se recorda de o tema propina ter sido abordado durante a reuni\u00e3o. A informa\u00e7\u00e3o sobre o acerto com A\u00e9cio, diz ele, veio de Marcelo Odebrecht ap\u00f3s o encontro.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cJ\u00e1 no carro, o colaborador Henrique Valladares foi informado por Marcelo Odebrecht que tinha acertado com A\u00e9cio Neves a quantia de R$ 50 milh\u00f5es a serem pagos R$ 30 milh\u00f5es pela Odebrecht e R$ 20 milh\u00f5es pela Andrade Gutierrez\u201d, diz trecho do inqu\u00e9rito aberto pelo Supremo para investigar a suspeita contra o senador mineiro.<\/p>\n<p>Cidade administrativa<\/p>\n<p>Outro ex-executivo da Odebrecht, S\u00e9rgio Neves, que tamb\u00e9m fechou acordo de dela\u00e7\u00e3o, afirmou em depoimento que A\u00e9cio Neves, que al\u00e9m de senador \u00e9 presidente nacional do PSDB, recebeu propina de 3% sobre o valor das obras da Cidade Administrativa, em Minas Gerais.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O complexo, em Belo Horizonte, funciona como sede do governo de Minas. Os pr\u00e9dios foram constru\u00eddos quando A\u00e9cio Neves era governador.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">S\u00e9rgio Neves e Benedicto J\u00fanior, outro delator da Odebrecht na Lava Jato, relataram ao Minist\u00e9rio P\u00fablico que, em 2007, quando deu in\u00edcio ao segundo mandato como governador de Minas, A\u00e9cio Neves organizou um esquema para fraudar a licita\u00e7\u00e3o para as obras da Cidade Administrativa.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O esquema, segundo os delatores, envolvia a forma\u00e7\u00e3o de um cartel de empreiteiras. Eles disseram, ainda, que a Odebrecht teria repassado aproximadamente R$ 5,2 milh\u00f5es em propina ao tucano.<\/p>\n<p>\u00cdntegra<\/p>\n<p>Leia abaixo a \u00edntegra da nota divulgada pela assessoria de A\u00e9cio Neves:<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><em>Em rela\u00e7\u00e3o aos supostos repasses mencionados pelo G1 da Odebrecht referentes \u00e0 \u00e1rea de energia, informamos que:<\/em><\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><em>1 \u2013 Os delatores foram un\u00e2nimes nas declara\u00e7\u00f5es de que doa\u00e7\u00f5es eleitorais feitas ao senador A\u00e9cio Neves n\u00e3o envolveram nenhum tipo de rela\u00e7\u00e3o il\u00edcita, propina ou contrapartidas. Em v\u00eddeo divulgado hoje, Marcelo Odebrecht fez a seguinte declara\u00e7\u00e3o sobre os contatos mantidos com o senador: \u201cNunca teve uma conversa para mim de pedir nada, vinculado a nada\u201d.<\/em><\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><em>2 &#8211; Registramos que as obras das usinas hidrel\u00e9tricas do Rio Madeira (usinas de Santo Ant\u00f4nio e Jirau) foram licitadas pelo governo federal, do PT, n\u00e3o havendo, portanto, nenhuma participa\u00e7\u00e3o do governo de Minas. Em uma delas, em Jirau, a Cemig foi inclusive derrotada. Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 qualquer elemento ou mesmo ind\u00edcio de participa\u00e7\u00e3o do senador A\u00e9cio Neves em favor da empresa.<\/em><\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Portal G1 \u2013 dispon\u00edvel na internet 14\/04\/2017<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/serra.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-10825 size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/serra.jpg?resize=300%2C169\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/serra.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/serra.jpg?w=620&amp;ssl=1 620w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Delator da Odebrecht aponta R$ 4,67 milh\u00f5es a Serra, o \u2018vizinho\u2019<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O executivo Fabio Gandolfo, um dos delatores da Odebrecht na Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, afirmou que o senador Jos\u00e9 Serra (PSDB-SP) recebeu R$ 4,67 milh\u00f5es em 2004 sobre obras da Linha 2-Verde do Metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo. O valor, repassado sob os codinomes \u2018vizinho\u2019 e \u2018careca\u2019, era parte de um \u2018compromisso\u2019 de 3% do contrato do transporte paulista.<\/p>\n<p>\u201cO vizinho eu consegui detectar s\u00f3 R$ 4,67 milh\u00f5es\u201d, afirmou o delator. \u201cEsse codinome vizinho, estou falando de 2004, 2006, ele ficou meio conhecido dentro da empresa nas pessoas que tinham atividade complementar, de fazer programa\u00e7\u00e3o. O vizinho ficou meio conhecido como Serra. A gente sabia.\u201d<\/p>\n<p>Fabio Gandolfo prestou depoimento em 15 de dezembro do ano passado na sede da Procuradoria da Rep\u00fablica em Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p>\u201cLogo do in\u00edcio do contrato da Linha 2, ele (Romildo) me veio dizendo que tinha um compromisso da empresa com uma determinada pessoa. E que a gente deveria pagar 3%. N\u00e3o seriam pagamentos regulares, mensais. Seriam pedidos a medida que fosse necess\u00e1rio. Foi dado o codinome para essa pessoa de careca. No come\u00e7o n\u00e3o teve nenhum pagamento. Em 2004, teve algum pagamento\u201d, declarou.<\/p>\n<p>\u201cEu vim a descobrir que esse codinome n\u00e3o era o usual que se usava dentro da empresa. O codinome que se usava era vizinho. Por qu\u00ea? Porque ele morava perto do diretor na \u00e9poca-presidente da Odebrecht, Pedro Novis. Era vizinho do Pedro Novis, por isso vizinho. Eu imaginava que era careca, porque ele era careca. \u00c9 o Jos\u00e9 Serra. Foi me dito depois que era o Jos\u00e9 Serra. Nunca me disseram que era o Jos\u00e9 Serra na pessoa f\u00edsica. Disseram que era o Jos\u00e9 Serra que coordenava a parte de arrecada\u00e7\u00e3o ou tinha rela\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 diferente. Esse eu programava, eu nunca pagava.\u201d<\/p>\n<p>O delator afirmou que saiu do contrato da Linha 2 do Metr\u00f4 em 2006. \u201cO contrato do lote 2 terminou quando eu estava l\u00e1. O do lote 3 se estendeu. Eu n\u00e3o sei se foi pago (a Jos\u00e9 Serra) depois mais coisa.\u201d<\/p>\n<p>Gandolfo declarou que o contrato do metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo, linha 2 \u2013 verde, foi assinado na d\u00e9cada de 90, mas \u2018nunca teve efic\u00e1cia\u2019. O executivo afirmou que foi transferido para S\u00e3o Paulo em 2001 para \u2018tentar viabilizar que esse contrato se tornasse realidade\u2019.<\/p>\n<p>De acordo com o delator, em cima do contrato havia diferentes porcentuais a serem pagos.<\/p>\n<p>\u201cEra como se fosse assim, voc\u00ea fechava: eu tenho direito a um limite de 4%. \u00c9 o que eu posso gastar. No caso dos 3% (a Jos\u00e9 Serra), como n\u00e3o era eu que determinava quanto, eles me pediam. Eu s\u00f3 programava. Agora esse ano precisa de cinco parcelas de R$ 500 mil. Eu programava e esse dinheiro era entregue n\u00e3o sei a quem\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>COM A PALAVRA, JOS\u00c9 SERRA<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO senador Jos\u00e9 Serra reitera que n\u00e3o cometeu irregularidades em sua longa vida p\u00fablica, que sempre foi pautada pela lisura, \u00e9tica e transpar\u00eancia.<\/p>\n<p>A abertura do inqu\u00e9rito pelo Supremo Tribunal Federal servir\u00e1 como oportunidade para demonstrar que as acusa\u00e7\u00f5es e o conte\u00fado das dela\u00e7\u00f5es s\u00e3o fantasiosos e infundados.<\/p>\n<p>Assessoria de imprensa do senador Jos\u00e9 Serra\u201d<\/p>\n<p><strong>COM A PALAVRA, O METR\u00d4 DE S\u00c3O PAULO<\/strong><\/p>\n<p>A Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) acompanha com aten\u00e7\u00e3o a divulga\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados das dela\u00e7\u00f5es. Em casos que possam envolver pessoas de seus quadros, a STM ressalta que \u00e9 a maior interessada no avan\u00e7o e resolu\u00e7\u00e3o dos processos, pois preza pela transpar\u00eancia de seus trabalhos e exige de seus funcion\u00e1rios uma conduta \u00e9tica condizente com os mais elevados padr\u00f5es do servi\u00e7o p\u00fablico do Estado. No caso da participa\u00e7\u00e3o efetiva de funcion\u00e1rios p\u00fablicos em qualquer tipo de crime, a posi\u00e7\u00e3o da STM \u00e9 clara: que se aplique a lei, que sejam julgados e, se condenados, punidos.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: O Estado de S\u00e3o Paulo \u2013 dispon\u00edvel na internet 14\/04\/2017<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alckmin, o \u201ccandidato com muitos valores\u201d que teria recebido 10 milh\u00f5es em propina. Delatores dizem que A\u00e9cio recebeu R$ 50 milh\u00f5es para defender interesse de empreiteiras em hidrel\u00e9tricas. Diretor da Odebrecht diz que deu R$ 800 mil a Cassio Cunha Lima, via caixa dois, na elei\u00e7\u00e3o de 2014. \u201cN\u00e3o tenho d\u00favida de que teve caixa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":12290,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":{"0":"post-12286","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-clipping"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/psdb.jpg?fit=738%2C600&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12286","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12286"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12286\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12290"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12286"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12286"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12286"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}