{"id":13053,"date":"2017-05-15T00:06:00","date_gmt":"2017-05-15T03:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=13053"},"modified":"2017-05-14T17:50:17","modified_gmt":"2017-05-14T20:50:17","slug":"o-que-a-economia-diz-sobre-o-primeiro-ano-de-governo-temer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/05\/15\/o-que-a-economia-diz-sobre-o-primeiro-ano-de-governo-temer\/","title":{"rendered":"O que a economia diz sobre o primeiro ano de governo Temer"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\">Quando discursou pela primeira vez como presidente, em 12 de maio de 2016, Michel Temer disse que seu maior desafio era &#8220;estancar o processo de queda livre da atividade econ\u00f4mica e melhorar significativamente o ambiente de neg\u00f3cios do setor privado, para produzir mais e gerar mais emprego e renda&#8221;.<\/p>\n<p>Mas passado um ano de seu governo, \u00e9 poss\u00edvel dizer que o pa\u00eds ensaia uma recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica? O que a economia tem a dizer, de positivo e negativo, sobre a mudan\u00e7a pol\u00edtica do Brasil?<\/p>\n<p>A BBC Brasil conversou com tr\u00eas analistas econ\u00f4micos e analisou os \u00edndices econ\u00f4micos mais recentes para responder essas perguntas, em oito pontos.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\">\n<h6><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/C103\/production\/_95911494_supermercado.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Consumidores em supermercado, em foto de arquivo\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem <\/span><span class=\"story-image-copyright\">MARCELO CAMARGO\/ABR <\/span><\/span><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Com desemprego alto, consumo ainda \u00e9 insipiente<\/span><\/h6><figcaption class=\"media-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__inner\"><strong>1. Emprego em baixa<\/strong><\/h2>\n<p>Os dados mais recentes do IBGE n\u00e3o s\u00e3o animadores: o instituto diz que o pa\u00eds tem 14 milh\u00f5es de desempregados. O \u00edndice de desemprego bateu recorde no primeiro trimestre de<\/p>\n<p>&#8220;As empresas esperam sinais mais claros tanto para demitir (no in\u00edcio de uma crise) quanto para recontratar, por conta dos custos trabalhistas e de treinamento&#8221;, explica Alessandra Ribeiro, diretora da \u00e1rea de macroeconomia e pol\u00edtica da consultoria Tend\u00eancias.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Perfeito, economista-chefe do Gradual Investimentos, lembra que mesmo uma redu\u00e7\u00e3o no \u00edndice de desemprego pode n\u00e3o ser boa not\u00edcia no momento atual: &#8220;Pode significar que uma parcela das pessoas simplesmente parou de procurar trabalho. Por enquanto, falta demanda econ\u00f4mica para estimular a cria\u00e7\u00e3o de novas vagas.&#8221;<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 de que o emprego s\u00f3 seja retomado mesmo em 2018, &#8220;quando devem ser criados postos de trabalho em ritmo suficiente para absorver as pessoas que estavam fora do mercado&#8221;, diz Ribeiro.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">2. Infla\u00e7\u00e3o mais controlada<\/h2>\n<p>Os economistas veem como um importante sinal positivo o fato de a infla\u00e7\u00e3o se mostrar sob controle, depois de anos em alta: o aumento de IPCA (medi\u00e7\u00e3o oficial) de abril, por exemplo, foi de 0,14%, \u00edndice mais baixo desse m\u00eas j\u00e1 registrado pelo IBGE desde o in\u00edcio do Plano Real, em 1994.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<h6><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/DC5B\/production\/_95911465_filacaixaagbrasil.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Fila na Caixa para resgate do FGTS\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem <\/span><span class=\"story-image-copyright\">ANTONIO CRUZ\/ AG\u00caNCIA BRASIL <\/span><\/span><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Fila na Caixa para resgate do FGTS; libera\u00e7\u00e3o de contas inativas buscou incentivar consumo<\/span><\/h6><figcaption class=\"media-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p>Com isso, a expectativa \u00e9 de que a infla\u00e7\u00e3o deste ano se mantenha dentro da meta de 4,5%.<\/p>\n<p>O problema: o fato de os pre\u00e7os n\u00e3o estarem subindo \u00e9 justamente &#8220;consequ\u00eancia da tremenda recess\u00e3o&#8221; do pa\u00eds, diz Francisco Lopreato, do Instituto de Economia da Unicamp.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia: com a infla\u00e7\u00e3o em queda, houve um incremento real no sal\u00e1rio de quem est\u00e1 empregado, aumentando seu poder de compra, diz Alessandra Ribeiro.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">3. Taxa de juros em queda<\/h2>\n<p>Menos infla\u00e7\u00e3o significa mais espa\u00e7o para a queda da taxa de juros (Selic), reduzida para 11,25% na \u00faltima reuni\u00e3o do Conselho de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do Banco Central. O conselho citou justamente a &#8220;din\u00e2mica favor\u00e1vel da infla\u00e7\u00e3o&#8221; entre os fatores que o levaram a reduzir os juros do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A expectativa, entre analistas ouvidos pelo pr\u00f3prio Banco Central em seu boletim oficial, \u00e9 de que a Selic caia ainda mais at\u00e9 o final do ano, para 8,5%.<\/p>\n<p>A velocidade da queda da taxa costuma gerar debate entre economistas. Lopreato acha que o BC demorou demais para reduzir as taxas, &#8220;contribuindo para a situa\u00e7\u00e3o atual de crise&#8221;.<\/p>\n<p>Para Andr\u00e9 Perfeito, o impulso econ\u00f4mico gerado pelos juros mais baixos talvez s\u00f3 seja sentido no ano que vem, quando as fam\u00edlias talvez consigam quitar suas d\u00edvidas e voltar a consumir mais.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">4. Consumo ainda patinando<\/h2>\n<p>Uma revis\u00e3o de metodologia do IBGE apontou alguns sinais de alta nos n\u00fameros recentes do varejo, e h\u00e1 indicativos de aumento da confian\u00e7a dos comerciantes.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, com o desemprego alto e o cr\u00e9dito escasso, o consumo das fam\u00edlias fica necessariamente comprometido.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<h6><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/10F23\/production\/_95911496_meirellesetemerdez16creditobetobaratapr.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Henrique Meirelles e Michel Temer\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem <\/span><span class=\"story-image-copyright\">BETO BARATA\/PR <\/span><\/span><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Henrique Meirelles e Michel Temer; mudan\u00e7a de governo completa um ano neste 12 de maio<\/span><\/h6><figcaption class=\"media-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p>A libera\u00e7\u00e3o de contas inativas do FGTS traz algum impulso &#8211; segundo o governo, os saques injetar\u00e3o R$ 34,5 bilh\u00f5es na economia -, mas seu impacto no consumo \u00e9 alvo de debate.<\/p>\n<p>Para Ribeiro, da Tend\u00eancias Consultoria, se uma parte significativa desse dinheiro chegar ao consumo, pode incrementar o PIB (Produto Interno Bruto) em 0,3 ponto percentual.<\/p>\n<p>Para Lopreato, da Unicamp, por\u00e9m, &#8220;ainda que seja um volume importante de recursos, est\u00e1 dilu\u00eddo no tempo (j\u00e1 que os saques est\u00e3o sendo liberados aos poucos) e grande parte desses recursos n\u00e3o vai para gastos das fam\u00edlias, mas sim para pagar d\u00edvidas&#8221;.<\/p>\n<p>O lado bom disso, opina Andr\u00e9 Perfeito, \u00e9 que talvez tenhamos mais consumidores sem d\u00edvidas em 2018.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">5. Produ\u00e7\u00e3o industrial vol\u00e1til<\/h2>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial caiu 1,8% em mar\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior e mant\u00e9m desempenho fraco desde o in\u00edcio do ano, segundo o IBGE, em um exemplo de como a atividade econ\u00f4mica ainda n\u00e3o decolou.<\/p>\n<p>&#8220;A ociosidade da ind\u00fastria ainda est\u00e1 muito elevada&#8221;, diz Perfeito.<\/p>\n<p>Alessandra Ribeiro ressalta, por\u00e9m, que o setor, em m\u00e9dia, cresceu no \u00faltimo trimestre em rela\u00e7\u00e3o ao anterior e que a confian\u00e7a da ind\u00fastria tem dado sinais mais positivos, apesar da volatilidade.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">6. Agricultura e balan\u00e7a comercial com mais f\u00f4lego<\/h2>\n<p>Com o aumento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e dos pre\u00e7os internacionais dos alimentos, a agricultura tem sido a boa surpresa, dando alento ao cen\u00e1rio econ\u00f4mico e contribu\u00eddo com um saldo positivo na balan\u00e7a comercial (rela\u00e7\u00e3o entre as exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es do pa\u00eds).<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, o Brasil registrou superavit recorde (ou seja, mais dinheiro entrou nas exporta\u00e7\u00f5es do que saiu nas importa\u00e7\u00f5es): US$ 7,1 bilh\u00f5es, justamente por causa da venda de carne e outras mat\u00e9rias-primas.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">7. Investimento, PIB e expectativas dos empres\u00e1rios em debate<\/h2>\n<p>Quando o IBGE divulgou os n\u00fameros da atividade econ\u00f4mica brasileira de 2016, em mar\u00e7o, trouxe v\u00e1rias m\u00e1s not\u00edcias: o PIB (Produto Interno Bruto) do pa\u00eds caiu 3,6% no ano passado e a taxa de investimento recuou 1,6% no \u00faltimo trimestre.<\/p>\n<p>Os sinais dos investimentos neste ano ainda s\u00e3o incertos. Ribeiro acredita que as taxas devem estar voltando a crescer. Lopreato e Perfeito, por\u00e9m, s\u00e3o menos otimistas.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<h6><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1789B\/production\/_95911469_reformatrabcamarafotoantoniocruzagbrasil.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"C\u00e2mara debate reforma trabalhista\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem <\/span><span class=\"story-image-copyright\">ANTONIO CRUZ\/ AG\u00caNCIA BRASIL <\/span><\/span><span class=\"off-screen\">Image caption <\/span><span class=\"media-caption__text\">C\u00e2mara debate reforma trabalhista; de um lado teme-se perda de conquistas sociais e, de outro, busca-se a retomada da economia<\/span><\/h6><figcaption class=\"media-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Provavelmente n\u00e3o repetiremos o n\u00edvel de recess\u00e3o de 2015 e 2016, mas estamos longe de uma luz no fim do t\u00fanel&#8221;, opina o professor da Unicamp. &#8220;Estamos ansiosos para que a economia d\u00ea sinais robustos, mas, com dados que sobem e descem, n\u00e3o d\u00e1 para cravar que estejamos em recupera\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Perfeito, do Gradual Investimentos, diz que o investimento ainda &#8220;n\u00e3o est\u00e1 se materializando&#8221;. &#8220;A empresa s\u00f3 vai investir quando acreditar que vai ter demanda.&#8221;<\/p>\n<p>Parte disso, afirma ele, se deve \u00e0 cont\u00ednua incerteza pol\u00edtica do pa\u00eds, que deriva da turbul\u00eancia das reformas trabalhista e previdenci\u00e1ria em andamento, dos desdobramentos da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato e da baixa popularidade do governo.<\/p>\n<p>Para Alessandra Ribeiro, h\u00e1 motivos para um &#8220;otimismo cauteloso&#8221; na tentativa do governo em equilibrar os fundamentos macroecon\u00f4micos do pa\u00eds e em a\u00e7\u00f5es como leil\u00f5es bem-sucedidos nas \u00e1reas aeroportu\u00e1ria e de energia.<\/p>\n<p>&#8220;D\u00e1 para falar que o pior j\u00e1 passou e temos sinais mais claros de estabilidade. S\u00e3o indicadores ainda vol\u00e1teis, o que \u00e9 t\u00edpico de um momento de transi\u00e7\u00e3o&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p>E a nota mais recente do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do Banco Central v\u00ea uma &#8220;retomada gradual da atividade econ\u00f4mica ao longo de 2017&#8221;.<\/p>\n<p>O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) prev\u00ea crescimento de apenas 0,2% do Brasil em 2017 -, mas aposta que a &#8220;redu\u00e7\u00e3o da incerteza pol\u00edtica&#8221; e o &#8220;futuro progresso&#8221; da agenda de reformas do governo podem elevar o crescimento em 2018, para 1,8%.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">8. Gastos p\u00fablicos e perspectivas com reformas: a grande interroga\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Qual ser\u00e1 o legado do governo Temer com as reformas trabalhista e previdenci\u00e1ria, em andamento, e na busca pelo equil\u00edbrio das contas p\u00fablicas? Esse \u00e9 um dos grandes debates atuais, ainda repleto de interroga\u00e7\u00f5es e diverg\u00eancias.<\/p>\n<p>Alessandra Ribeiro diz que ainda estamos longe de ter garantias de contas p\u00fablicas em ordem, mas acha que foi vantajosa a aprova\u00e7\u00e3o, em dezembro, do teto aos gastos p\u00fablicos pelos pr\u00f3ximos 20 anos &#8211; limitando, assim, as despesas do governo.<\/p>\n<p>&#8220;O problema \u00e9 a composi\u00e7\u00e3o dessas despesas p\u00fablicas. Hoje, os gastos previdenci\u00e1rios s\u00e3o os que mais crescem, comprimindo os demais gastos&#8221;, diz a analista, que opina que uma reforma previdenci\u00e1ria aprovada, mesmo que imperfeita, \u00e9 melhor do que a situa\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<h6><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/12A7B\/production\/_95911467_protestocontrareformafotodacut.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Protesto contra a reforma trabalhista\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">ROBERTO PARIZOTTI\/CUT <\/span><\/span><span class=\"off-screen\">Image caption <\/span><span class=\"media-caption__text\">Protesto contra mudan\u00e7as trabalhistas; legado de reformas \u00e9 alvo de intenso debate<\/span><\/h6><figcaption class=\"media-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p>Andr\u00e9 Perfeito opina que o foco atual do debate previdenci\u00e1rio &#8211; de desafogar os gastos do governo &#8211; ofusca uma quest\u00e3o importante: ser\u00e1 que a reforma vai garantir poder de consumo para os aposentados do futuro?<\/p>\n<p>&#8220;Nosso debate precisa ser tamb\u00e9m quanto a se queremos esses gastos (sendo assumidos) pelo Estado. Se hoje pedimos aos governantes a constru\u00e7\u00e3o de creches, \u00e9 bem poss\u00edvel que o pedido, no futuro, seja pela constru\u00e7\u00e3o de asilos.&#8221;<\/p>\n<p>Para Francisco Lopreato, o grande perigo \u00e9 a perda de conquistas trabalhistas e sociais. Sua opini\u00e3o \u00e9 de que o conjunto de reformas &#8220;s\u00f3 olha para um lado&#8221; &#8211; o do empresariado -, &#8220;destruindo-se ganhos sociais em vez de aprimor\u00e1-los&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O coroamento disso \u00e9 proposta de reforma trabalhista rural (uma proposta em debate na C\u00e2mara prev\u00ea que empresas remunerem empregados com comida e moradia em vez de sal\u00e1rio, por exemplo). Isso significaria &#8216;avan\u00e7ar&#8217; para o final do s\u00e9culo 19.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Paula Adamo Idoeta d<\/strong><strong>a BBC Brasil em S\u00e3o Paulo<\/strong><strong>, mat\u00e9ria publicada dia 11 de maio 2017 \u2013 dispon\u00edvel na internet 15\/05\/2017 <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando discursou pela primeira vez como presidente, em 12 de maio de 2016, Michel Temer disse que seu maior desafio era &#8220;estancar o processo de queda livre da atividade econ\u00f4mica e melhorar significativamente o ambiente de neg\u00f3cios do setor privado, para produzir mais e gerar mais emprego e renda&#8221;. 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