{"id":13258,"date":"2017-05-22T00:20:54","date_gmt":"2017-05-22T03:20:54","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=13258"},"modified":"2017-05-20T11:21:06","modified_gmt":"2017-05-20T14:21:06","slug":"o-sistema-de-saude-esta-falido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/05\/22\/o-sistema-de-saude-esta-falido\/","title":{"rendered":"O Sistema de Sa\u00fade est\u00e1 Falido"},"content":{"rendered":"<p>No momento em que o Pa\u00eds debate reformas nas leis trabalhistas e no regime da previd\u00eancia social, ganha for\u00e7a tamb\u00e9m a discuss\u00e3o sobre o rombo no sistema de financiamento da sa\u00fade e o que isso significar\u00e1 na vida do brasileiro. Estima-se que, se nada for feito hoje, em menos de vinte anos os gastos na \u00e1rea chegar\u00e3o a 25% do PIB, o que representar\u00e1 investimento adicional de R$ 10 trilh\u00f5es. Como tudo isso ser\u00e1 custeado \u00e9 a grande pergunta. \u201cA sa\u00fade \u00e9 um direito colocado na Constitui\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 que quem fez isso esqueceu-se de que essa conta deve ser paga por algu\u00e9m. E nossa sociedade n\u00e3o consegue mais arcar com esses custos\u201d, afirma nesta entrevista \u00e0 ISTO\u00c9 o m\u00e9dico paulista Claudio Lottenberg, presidente do UnitedHealth Group Brasil, que controla a Amil, e do Instituto Coaliz\u00e3o Sa\u00fade. Criada em 2014, a entidade re\u00fane alguns dos principais representantes da cadeia produtiva do segmento e se prop\u00f5e a apresentar sa\u00eddas para mais esse desafio nacional.<\/p>\n<div class=\"pergunta\">\n<p>O que levou a reuni\u00e3o, pela primeira vez, de grandes grupos privados da sa\u00fade no Brasil?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"resposta\">Est\u00e1 patente que as quest\u00f5es da sa\u00fade transpassam os aspectos do atendimento e da pr\u00e1tica assistencial. Elas s\u00e3o a grande oportunidade que a sociedade tem de discutir temas relacionados a um direito social e, ao mesmo tempo, as possibilidades de inova\u00e7\u00e3o, gera\u00e7\u00e3o de conhecimento, de emprego. Quando criamos o grupo, na metade de 2014, imaginamos que poder\u00edamos contribuir para o di\u00e1logo com quem viesse a assumir o governo do Pa\u00eds. O momento eleitoral passou, mas se trata de um tema t\u00e3o sens\u00edvel e estruturante que decidimos criar um grupo que permanentemente pensasse sobre os desafios do futuro.<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"pergunta\">\n<p>Qual o tamanho desse mercado no Pa\u00eds?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"resposta\">O setor representa 9% do PIB, abre oportunidades imensas de inova\u00e7\u00e3o e gera quase cinco milh\u00f5es de empregos. Se fizermos um retrospecto da crise de 2008 olhando para o que aconteceu na Europa, vemos que a Alemanha foi um pa\u00eds que n\u00e3o teve praticamente sofrimento na crise. A despeito de ter havido aumento do desemprego, foi a sa\u00fade que puxou a economia alem\u00e3.<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"pergunta\">\n<p>Observa-se algo semelhante no Brasil?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"resposta\">A queda do emprego na \u00e1rea da sa\u00fade n\u00e3o foi representativa quando comparada a outros setores. Estima-se que n\u00e3o houve perda de cem mil posi\u00e7\u00f5es de trabalho ao longo dos \u00faltimos dois anos. \u00c9 um segmento com muito potencial, mas mal aproveitado no Brasil.<\/div>\n<div class=\"resposta\">\n<div class=\"pergunta\">\n<p>Por que o sr. diz isso?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"resposta\">Existe uma demanda crescente de servi\u00e7os no segmento por causa do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o. Sabemos que a partir de 2025 cerca de 20% da popula\u00e7\u00e3o ter\u00e1 mais de sessenta anos. Isso exigir\u00e1 um perfil de sociedade diferente da que temos e tamb\u00e9m dos profissionais do setor. Os m\u00e9dicos precisar\u00e3o entender como lidar com a quest\u00e3o da longevidade, da adaptabilidade, das cidades sustent\u00e1veis. Isso vai mudar por completo o setor de sa\u00fade.<\/div>\n<div class=\"pergunta\">\n<p>A tecnologia ter\u00e1 que papel nesse cen\u00e1rio?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"resposta\">O incremento tecnol\u00f3gico colocar\u00e1 a necessidade de fazermos op\u00e7\u00f5es sobre abordagens que devemos priorizar e quais tecnologias agregam valor. Hoje o consumidor quer saber se o recurso trar\u00e1 valor para a vida dele. Estamos saindo de um momento no qual pergunt\u00e1vamos ao paciente o que ele tem para a fase na qual passaremos a precisar saber o que importa para sua sa\u00fade.<\/div>\n<div class=\"pergunta\">\n<p>O que esta mudan\u00e7a implicar\u00e1?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"resposta\">A resposta ser\u00e1 uma medicina mais cautelosa e mensur\u00e1vel e com o engajamento maior da fam\u00edlia e do paciente. Teremos um aperfei\u00e7oamento tecnol\u00f3gico, mas com envolvimento humano diferente.<\/div>\n<div class=\"pergunta\">\n<p>Onde ficar\u00e1 o m\u00e9dico nisso tudo?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"resposta\">O perfil vai mudar. Eles ter\u00e3o que apresentar sofistica\u00e7\u00e3o maior em rela\u00e7\u00e3o a determinados nichos de atividade profissional porque algumas coisas ser\u00e3o automatizadas. Na radiologia, por exemplo, grande parte dos diagn\u00f3sticos ser\u00e1 feito dentro de uma leitura com enormes bancos de dados. O m\u00e9dico ter\u00e1 um papel mais intervencionista e de orienta\u00e7\u00e3o. Vai interpretar menos e interagir mais.<\/div>\n<div class=\"pergunta\">\n<p>N\u00e3o h\u00e1 o risco de banaliza\u00e7\u00e3o no uso da tecnologia em detrimento do cuidado mais humano?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"resposta\">Sua utiliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 banalizada. A tecnologia inebria. As pessoas passam a achar que ela ser\u00e1 a cura para tudo. Sabemos que n\u00e3o \u00e9 bem assim. Por isso, os m\u00e9dicos ter\u00e3o que apresentar um conceito de \u00e9tica muito forte, de economia da sa\u00fade, entender o que \u00e9 marco regulat\u00f3rio e compreender melhor as quest\u00f5es envolvendo a judicializa\u00e7\u00e3o, por exemplo.<\/div>\n<div class=\"pergunta\">\n<p>Nesse item, h\u00e1 forte pol\u00eamica. De um lado est\u00e3o pacientes, e, de outro, Estado e operadoras de sa\u00fade. Qual sua opini\u00e3o?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"resposta\">A judicializa\u00e7\u00e3o \u00e9 um instrumento leg\u00edtimo de participa\u00e7\u00e3o da sociedade de poder questionar aspectos sobre os quais as pessoas acham que t\u00eam direito. A quest\u00e3o \u00e9 seu uso de forma impr\u00f3pria.<\/div>\n<div class=\"pergunta\">\n<p>Como isso ocorreria?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"resposta\">Com pessoas se aproveitando dos conhecimentos de alguns, agindo de forma anti\u00e9tica e, em consequ\u00eancia disso, apropriando-se de coisas que n\u00e3o s\u00e3o leg\u00edtimas. H\u00e1 recursos que deveriam estar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o e n\u00e3o est\u00e3o. Alguns experimentais, com evid\u00eancias cient\u00edficas de efic\u00e1cia, mas que as ag\u00eancias reguladoras n\u00e3o s\u00e3o \u00e1geis a ponto de aprov\u00e1-los. Por\u00e9m, muitas vezes h\u00e1 press\u00e3o por coisas que n\u00e3o possuem comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Em outros casos, h\u00e1 demanda por recursos que n\u00e3o est\u00e3o combinados em contrato. Algu\u00e9m contrata um plano de sa\u00fade e excluiu da sua cobertura determinados servi\u00e7os. A\u00ed ele vai l\u00e1 e, por demanda judicial, consegue um servi\u00e7o que n\u00e3o contratou. Dessa forma quebra-se o sistema porque sobrecarrega todos os que est\u00e3o financiando aquele plano. Os pr\u00f3ximos custos ser\u00e3o repassados para todos.<\/div>\n<div class=\"pergunta\">\n<p>A realidade \u00e9 que o brasileiro muitas vezes v\u00ea-se sem ter onde recorrer. E sa\u00fade \u00e9 um direito garantido pela Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"resposta\">Sim, esse direito est\u00e1 colocado na Constitui\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 que quem fez isso esqueceu-se de que essa conta deve ser paga por algu\u00e9m. E nossa sociedade n\u00e3o consegue mais arcar com esses custos.<\/div>\n<div class=\"pergunta\">\n<p>O que voc\u00eas, da Coaliza\u00e7\u00e3o Sa\u00fade, prop\u00f5em?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"resposta\">Temos um sistema \u00fanico de sa\u00fade. E o fato de possuirmos fontes de financiamento privado e p\u00fablico n\u00e3o significa que o sistema n\u00e3o seja \u00fanico. Ele pode ser complementado por um sistema privado.<\/div>\n<div class=\"pergunta\">\n<p>Por meio da contrata\u00e7\u00e3o de planos?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"resposta\">Temos que buscar a converg\u00eancia. Quando come\u00e7amos a ofertar planos mais customizados, com necessidades espec\u00edficas, abre-se um leque de fontes extras de financiamento. Em todo o mundo h\u00e1 uma revis\u00e3o dos modelos. Veja o sistema ingl\u00eas. \u00c9 o sistema universal mais tradicional da hist\u00f3ria e est\u00e1 buscando inspira\u00e7\u00e3o em modelos privados. Na Espanha, a rede p\u00fablica cobre a alta complexidade, mas h\u00e1 planos montados s\u00f3 para realiza\u00e7\u00e3o de consultas e procedimentos ambulatoriais.<\/div>\n<div class=\"pergunta\">\n<p>Como sugerir isso em um momento como este no Brasil, quando muita gente n\u00e3o consegue pagar seus planos e est\u00e1 recorrendo \u00e0 rede p\u00fablica?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"resposta\">Elas t\u00eam sa\u00eddo dos planos corporativos. E o que aconteceu foi que os planos individuais desapareceram do mercado.<\/div>\n<div class=\"resposta\">\n<div class=\"pergunta\">\n<p>Insisto na quest\u00e3o. De que maneira defender que o cidad\u00e3o pague planos por conta pr\u00f3pria em uma situa\u00e7\u00e3o de crise como a que vivemos? Isso inclusive n\u00e3o exime a responsabilidade do Estado de ofertar servi\u00e7os de sa\u00fade?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"resposta\">N\u00e3o. A realidade \u00e9 que o Estado n\u00e3o consegue arcar com tudo. Defendo que o atendimento ofertado por ele seja voltado para casos mais complexos. Planos modestos podem resolver 80% do que o cidad\u00e3o tem. O atendimento dos outros 20%, de maior risco, continuar\u00e1 garantido. Temos que fazer escolhas para que o sistema se mantenha a longo prazo. Quem vai sustentar tudo? Por meio do aumento de imposto, que ningu\u00e9m quer? Do reaquecimento da economia, que ainda n\u00e3o acontece como gostar\u00edamos? H\u00e1 uma briga por causa da Previd\u00eancia. Mas esta \u00e9 at\u00e9 uma quest\u00e3o pequena perto dos desafios para a sa\u00fade.<\/div>\n<div class=\"pergunta\">\n<p>Cortar desperd\u00edcios, implantar sistemas mais eficazes contra a corrup\u00e7\u00e3o e melhorar a gest\u00e3o n\u00e3o seriam caminhos?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"resposta\">\u00c9 claro que h\u00e1 muita coisa para fazer, muito desperd\u00edcio a ser eliminado. Existem oportunidades de melhoria para tornar o sistema mais eficiente. Mas \u00e9 preciso encontrar formas de aportar recursos. O sistema de sa\u00fade est\u00e1 falindo. E o problema \u00e9 querer discutir a sa\u00fade dentro da vis\u00e3o de uma medicina rom\u00e2ntica, e n\u00e3o sob a \u00f3tica de uma medicina m\u00e9trica, humanizada e digital.<\/div>\n<div class=\"pergunta\">\n<p>O sr. preside o UnitedHealth Group Brasil, que controla a empresa Amil. Suas propostas n\u00e3o podem ser interpretadas como uma tentativa de ampliar o mercado do qual o sr. faz parte?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"resposta\">Sim. Pode ser lido como uma tentativa de os planos ganharem espa\u00e7o. Por outro lado, existe a interpreta\u00e7\u00e3o de que a sa\u00fade oferece uma oportunidade enorme de gerar riqueza para o Pa\u00eds e de ser mais bem executada. \u00c9 uma possibilidade de avan\u00e7o para uma sociedade que precisa se modernizar. Quem quiser continuar enxergando-a dentro de uma percep\u00e7\u00e3o pequena de ganho de mercado, ok. Como se o mundo pudesse viver sem bancos. Esse discurso ideol\u00f3gico, politizado, n\u00e3o me preocupa. Tenho meus valores e princ\u00edpios. Jamais trabalharei para um grupo que tivesse uma operadora se ele n\u00e3o estivesse identificado com meus valores. Para termos o direito social \u00e0 sa\u00fade, temos que procurar formas melhores de garanti-lo. Dar mais efic\u00e1cia e dinheiro ao setor est\u00e3o entre elas.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<aside class=\"aside-entrevista\">\n<div class=\"wrapper-imagem\">\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-news_small_vertical wp-image-488285\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn.istoe.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2017\/05\/3-2-418x235.jpg?resize=418%2C235\" sizes=\"auto, (max-width: 418px) 100vw, 418px\" srcset=\"http:\/\/cdn.istoe.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2017\/05\/3-2-418x235.jpg 418w, http:\/\/cdn.istoe.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2017\/05\/3-2-102x57.jpg 102w, http:\/\/cdn.istoe.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2017\/05\/3-2-576x324.jpg 576w, http:\/\/cdn.istoe.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2017\/05\/3-2-768x432.jpg 768w, http:\/\/cdn.istoe.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2017\/05\/3-2.jpg 1024w\" alt=\"3\" width=\"418\" height=\"235\" \/><\/p>\n<div class=\"aspas-large\"><\/div>\n<\/div>\n<h3>A partir de 2025 cerca de 20% da popula\u00e7\u00e3o ter\u00e1 mais de sessenta anos. Os m\u00e9dicos precisar\u00e3o entender como lidar com a quest\u00e3o da longevidade<\/h3>\n<div class=\"aspas-min\"><\/div>\n<\/aside>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<aside class=\"aside-entrevista\">\n<div class=\"wrapper-imagem\">\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-news_small_vertical wp-image-488283\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn.istoe.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2017\/05\/1-2-418x235.jpg?resize=418%2C235\" sizes=\"auto, (max-width: 418px) 100vw, 418px\" srcset=\"http:\/\/cdn.istoe.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2017\/05\/1-2-418x235.jpg 418w, http:\/\/cdn.istoe.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2017\/05\/1-2-102x57.jpg 102w, http:\/\/cdn.istoe.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2017\/05\/1-2-576x324.jpg 576w, http:\/\/cdn.istoe.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2017\/05\/1-2-768x432.jpg 768w, http:\/\/cdn.istoe.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2017\/05\/1-2.jpg 1024w\" alt=\"1\" width=\"418\" height=\"235\" \/><\/p>\n<div class=\"aspas-large\"><\/div>\n<\/div>\n<h3>O uso da tecnologia est\u00e1 banalizado. As pessoas passam a achar que ela ser\u00e1 a cura para tudo. Sabemos que n\u00e3o \u00e9 bem assim<\/h3>\n<div class=\"aspas-min\"><\/div>\n<\/aside>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Cilene Pereira\/ revista Isto\u00c9 Edi\u00e7\u00e3o 19.05.2017 &#8211; n\u00ba 2475 \u2013 dispon\u00edvel na internet 22\/05\/2017<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No momento em que o Pa\u00eds debate reformas nas leis trabalhistas e no regime da previd\u00eancia social, ganha for\u00e7a tamb\u00e9m a discuss\u00e3o sobre o rombo no sistema de financiamento da sa\u00fade e o que isso significar\u00e1 na vida do brasileiro. 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