{"id":13400,"date":"2017-05-26T00:05:31","date_gmt":"2017-05-26T03:05:31","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=13400"},"modified":"2017-05-27T09:58:44","modified_gmt":"2017-05-27T12:58:44","slug":"a-reforma-da-previdencia-e-os-servidores-publicos-retrocesso-nas-aposentadorias-e-pensoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/05\/26\/a-reforma-da-previdencia-e-os-servidores-publicos-retrocesso-nas-aposentadorias-e-pensoes\/","title":{"rendered":"A reforma da previd\u00eancia e os servidores p\u00fablicos: retrocesso nas aposentadorias e pens\u00f5es."},"content":{"rendered":"<p>Em dezembro de 2016, o governo enviou ao Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional n\u00ba 287 (PEC 287\/2016), com a inten\u00e7\u00e3o de alterar os artigos 37, 40, 109, 149, 167, 195, 201 e 203 da Constitui\u00e7\u00e3o, referentes aos benef\u00edcios da Previd\u00eancia e da Assist\u00eancia Social. Em 19 de abril de 2017, ap\u00f3s uma s\u00e9rie de protestos e cr\u00edticas, inclusive da base aliada do governo, a proposta foi reapresentada na forma de substitutivo, recebeu a denomina\u00e7\u00e3o de \u201csubstitutivo A\u201d. \u00c9 a essa vers\u00e3o de proposta de emenda, isto \u00e9, \u00e0 PEC 287\/2016 \u2013 substitutivo A, que esta Nota T\u00e9cnica se refere.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as propostas para a Previd\u00eancia incidem tanto sobre o Regime Geral da Previd\u00eancia Social (RGPS), que protege os trabalhadores da iniciativa privada e os servidores p\u00fablicos que n\u00e3o contam com regimes pr\u00f3prios, quanto sobre os Regimes Pr\u00f3prios de Previd\u00eancia Social (RPPS), voltados aos servidores p\u00fablicos, federais, estaduais ou municipais. Enquanto o Regime Geral \u00e9 um s\u00f3, existem in\u00fameros Regimes Pr\u00f3prios. O governo pretende, com isso, aproximar mais ainda as regras dos dois regimes previdenci\u00e1rios vigentes (RGPS e RPPS), embora sejam mantidas distin\u00e7\u00f5es. A justificativa \u00e9 a necessidade de corrigir \u201calgumas distor\u00e7\u00f5es e inconsist\u00eancias do atual modelo\u201d (TEMER, 2016), que criam, entre outros problemas, disparidades entre os dois regimes.<\/p>\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Previd\u00eancia1 , existem atualmente 2.115 RPPS que abrangem mais de 6 milh\u00f5es de servidores civis ativos e mais de 3 milh\u00f5es inativos e pensionistas. Entretanto, outros 3.517 munic\u00edpios n\u00e3o possuem RPPS e, nesses, os servidores vinculam-se ao RGPS.<\/p>\n<p>Em 2015, os regimes pr\u00f3prios dos estados e munic\u00edpios arrecadaram quase R$ 80 bilh\u00f5es de receita previdenci\u00e1ria. Esse montante significa 6,4 vezes o total arrecadado no mercado de previd\u00eancia privada. Entre as medidas, a PEC 287-A abre esse enorme mercado, multiplicando as possibilidades de ganhos do setor financeiro que opera sistemas privados de previd\u00eancia, em detrimento da Previd\u00eancia de natureza p\u00fablica.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 agressividade da proposta apresentada pelo governo, ou seja, o endurecimento das regras de acesso e rebaixamento do valor m\u00e9dio dos benef\u00edcios, e a consequente diminui\u00e7\u00e3o do alcance e da import\u00e2ncia da Previd\u00eancia Social no pa\u00eds, \u00e9 necess\u00e1rio entender os direitos amea\u00e7ados e os poss\u00edveis impactos da PEC 287-A sobre os servidores p\u00fablicos2 . Para tanto, ser\u00e3o apresentados: o hist\u00f3rico das altera\u00e7\u00f5es introduzidas por emendas constitucionais e legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional que trouxeram impactos sobre os direitos previdenci\u00e1rios dos servidores p\u00fablicos brasileiros; as mudan\u00e7as propostas pela PEC 287-A; as regras de transi\u00e7\u00e3o previstas; e a an\u00e1lise dos dispositivos que afetam exclusivamente os servidores p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Pretende-se, com isso, mostrar a dificuldade cada vez maior dos servidores p\u00fablicos em manter os direitos ao longo do tempo, mesmo aqueles que foram considerados \u201cdireitos adquiridos\u201d em reformas anteriores.<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<h6><strong>\u00cdntegra da NT 181 do DIEESE maio de 2017 &gt;&gt;&gt;\u00a0 <\/strong><span style=\"color: #333399;\"><a style=\"color: #333399;\" href=\"http:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/notaTec181previdenciaSetorPublico.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">notaTec181previdenciaSetorPublico<\/a><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em dezembro de 2016, o governo enviou ao Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional n\u00ba 287 (PEC 287\/2016), com a inten\u00e7\u00e3o de alterar os artigos 37, 40, 109, 149, 167, 195, 201 e 203 da Constitui\u00e7\u00e3o, referentes aos benef\u00edcios da Previd\u00eancia e da Assist\u00eancia Social. 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