{"id":13416,"date":"2017-05-26T00:07:05","date_gmt":"2017-05-26T03:07:05","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=13416"},"modified":"2017-05-25T22:48:01","modified_gmt":"2017-05-26T01:48:01","slug":"investigado-ate-na-franca-programa-de-submarino-ja-custou-r-118-bi-ao-governo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/05\/26\/investigado-ate-na-franca-programa-de-submarino-ja-custou-r-118-bi-ao-governo\/","title":{"rendered":"Investigado at\u00e9 na Fran\u00e7a, programa de submarino j\u00e1 custou R$ 11,8 bi ao governo."},"content":{"rendered":"<p>Procuradores franceses est\u00e3o investigando contrato de 6,7 bilh\u00f5es de euros (cerca de R$ 22,9 bi) entre a fabricante naval francesa DCNS e o Brasil. Trata-se do Programa de Desenvolvimento de Submarino Convencional e Nuclear (Prosub), que \u00e9 tocado em parceria pela DCNS e pela Odebrecht e j\u00e1 recebeu R$ 11,8 bilh\u00f5es do governo federal.<\/p>\n<p>O Prosub foi criado com a proposta de ampliar a estrutura nacional de defesa, incorporando \u00e0 for\u00e7a naval quatro submarinos convencionais e um com propuls\u00e3o nuclear, a serem fabricados no Brasil, com transfer\u00eancia de tecnologia de parceiros externos. O programa inclui ainda a constru\u00e7\u00e3o de uma base naval e de dois estaleiros para apoio \u00e0 opera\u00e7\u00e3o dos novos meios.<\/p>\n<p>Em 2012, o Prosub recebeu investimentos de R$ 2,8 bilh\u00f5es e R$ 2 bilh\u00f5es no ano seguinte. Em 2014, chegou ao auge com investimentos de R$ 3,4 bilh\u00f5es. A partir de 2015 devido \u00e0 investiga\u00e7\u00f5es da Lava Jato e do ajuste fiscal do governo federal os n\u00fameros ca\u00edram para R$ 1,4 bilh\u00e3o, passando para R$ 1,7 bilh\u00e3o no exerc\u00edcio de 2016.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros foram levantados pela Contas Abertas e est\u00e3o atualizados pelo IPCA do per\u00edodo. O Minist\u00e9rio da Defesa \u00e9 o respons\u00e1vel pelo programa.<\/p>\n<p>Neste ano, R$ 449,3 milh\u00f5es j\u00e1 foram pagos para o programa. Do total, R$ 150,2 milh\u00f5es foram destinados \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do submarino de propuls\u00e3o nuclear. J\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o dos quatro submarinos convencionais somou R$ 228,6 milh\u00f5es em recursos neste ano. A implanta\u00e7\u00e3o de estaleiro e base naval para a manuten\u00e7\u00e3o dos submarinos recebeu R$ 70,6 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o francesa, iniciada em outubro de 2016, trata de &#8220;corrup\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios estrangeiros&#8221;. O trabalho tem liga\u00e7\u00e3o com a Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, que desde 2014 investiga a corrup\u00e7\u00e3o envolvendo pol\u00edticos e empresas no Brasil.<\/p>\n<p>Desde 2015, a Pol\u00edcia Federal brasileira investiga potenciais irregularidades no projeto militar de constru\u00e7\u00e3o de um submarino nuclear, feito em parceria com a Fran\u00e7a. Delatores da Odebrecht apontaram que uma parte do dinheiro investido no projeto do submarino foi desviada para caixa dois de campanhas eleitorais. Tamb\u00e9m houve propina para um lobista e para um oficial graduado da Marinha, segundo eles.<\/p>\n<p>Parceria<\/p>\n<p>Assinado em 2009, o programa \u00e9 parte do acordo militar Brasil-Fran\u00e7a, o maior da hist\u00f3ria do pa\u00eds. O trato foi uma das estrelas do segundo mandato de Lula. A Odebrecht foi subcontratada pelo estaleiro DCNS franc\u00eas para assumir as obras da nova base por \u20ac 1,7 bilh\u00e3o. N\u00e3o houve licita\u00e7\u00e3o, o que provocou cr\u00edticas de suas concorrentes \u00e0 \u00e9poca. Como se trata de neg\u00f3cio envolvendo a seguran\u00e7a nacional, tudo \u00e9 sigiloso e fora das regras da Lei de Licita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O acordo tamb\u00e9m sofreu cr\u00edticas por ter feito o Brasil adquirir fam\u00edlia diferente de submarinos, a classe Scorp\u00e8ne francesa, vista por especialistas como inferior aos novos modelos alem\u00e3es. O Brasil j\u00e1 utilizava submarinos de desenho germ\u00e2nico.<\/p>\n<p>N\u00e3o ajuda muito o fato de a DCNS ter longo curr\u00edculo de acusa\u00e7\u00f5es de pagamentos de propina e outras suspeitas em neg\u00f3cios com os mesmo submarinos na \u00cdndia e Mal\u00e1sia. Os franceses sempre negaram irregularidades. A Odebrecht nega acusa\u00e7\u00f5es contra ela no \u00e2mbito da Lava Jato.<\/p>\n<p><strong>Contas Abertas 26\/05\/2017<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Procuradores franceses est\u00e3o investigando contrato de 6,7 bilh\u00f5es de euros (cerca de R$ 22,9 bi) entre a fabricante naval francesa DCNS e o Brasil. Trata-se do Programa de Desenvolvimento de Submarino Convencional e Nuclear (Prosub), que \u00e9 tocado em parceria pela DCNS e pela Odebrecht e j\u00e1 recebeu R$ 11,8 bilh\u00f5es do governo federal. 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