{"id":13720,"date":"2017-06-08T06:04:29","date_gmt":"2017-06-08T09:04:29","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=13720"},"modified":"2017-06-08T06:04:29","modified_gmt":"2017-06-08T09:04:29","slug":"servidor-exposto-a-produtos-quimicos-so-deve-ser-indenizado-se-tiver-saude-afetada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/06\/08\/servidor-exposto-a-produtos-quimicos-so-deve-ser-indenizado-se-tiver-saude-afetada\/","title":{"rendered":"Servidor exposto a produtos qu\u00edmicos s\u00f3 deve ser indenizado se tiver sa\u00fade afetada"},"content":{"rendered":"<p>O pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e materiais a agente de sa\u00fade exposto a produtos potencialmente nocivos s\u00f3 \u00e9 devida se ficar comprovado que efetivamente ocorreu algum dano \u00e0 sa\u00fade do trabalhador. Foi o que a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) demonstrou novamente na Justi\u00e7a, desta vez no caso de um servidor da Funda\u00e7\u00e3o Nacional da Sa\u00fade (Funasa) que ajuizou a\u00e7\u00e3o pleiteando o pagamento de R$ 20 mil por ter atuado no combate a endemias, manipulando e borrifando pesticidas, no interior do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>O pedido foi contestado pela Procuradoria-Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (PRF4). A unidade da AGU apontou que o autor da a\u00e7\u00e3o n\u00e3o apresentou qualquer prova de que sua sa\u00fade tivesse sido efetivamente afetada pelo trabalho, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o era cab\u00edvel a indeniza\u00e7\u00e3o. \u201cCondi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para se falar em responsabilidade civil \u00e9 a exist\u00eancia de dano. No presente caso, n\u00e3o havendo prova dos danos, n\u00e3o h\u00e1 de se falar em indeniza\u00e7\u00e3o\u201d, resumiu a procuradoria, indagando por que o servidor n\u00e3o apresentou laudos m\u00e9dicos atestando a suposta intoxica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Respons\u00e1vel por analisar o caso, a 4\u00aa Vara Federal de Porto Alegre (RS) teve o mesmo entendimento que a AGU e julgou improcedente o pedido de indeniza\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o apontou que per\u00edcia m\u00e9dica realizada a pedido da Justi\u00e7a n\u00e3o foi capaz de estabelecer rela\u00e7\u00e3o causal entre a exposi\u00e7\u00e3o a produtos qu\u00edmicos e os males de sa\u00fade que o autor alegava sofrer. \u201cT\u00e3o s\u00f3 o risco da potencialidade nociva de pesticidas n\u00e3o \u00e9 suficiente para ensejar a proced\u00eancia do pedido de danos morais, sendo necess\u00e1ria a comprova\u00e7\u00e3o da efetiva viola\u00e7\u00e3o da integridade do requerente com contamina\u00e7\u00e3o das subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, o que, no caso, n\u00e3o ocorreu, por n\u00e3o ter o autor se desincumbido do m\u00ednimo \u00f4nus probat\u00f3rio que lhe competia\u201d, assinalou.<\/p>\n<p>Ref.: Processo n\u00ba 5019698-70.2015.404.7100\/RS \u2013 Justi\u00e7a Federal de Porto Alegre.<\/p>\n<p><strong>AGU 08\/06\/2017<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e materiais a agente de sa\u00fade exposto a produtos potencialmente nocivos s\u00f3 \u00e9 devida se ficar comprovado que efetivamente ocorreu algum dano \u00e0 sa\u00fade do trabalhador. 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