{"id":13835,"date":"2017-06-13T00:05:24","date_gmt":"2017-06-13T03:05:24","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=13835"},"modified":"2017-06-12T19:13:42","modified_gmt":"2017-06-12T22:13:42","slug":"crise-politica-afeta-economia-em-2018-com-juros-caindo-menos-e-dolar-maior-dizem-analistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/06\/13\/crise-politica-afeta-economia-em-2018-com-juros-caindo-menos-e-dolar-maior-dizem-analistas\/","title":{"rendered":"Crise pol\u00edtica afeta economia em 2018, com juros caindo menos e d\u00f3lar maior, dizem analistas."},"content":{"rendered":"<p>A crise pol\u00edtica que abala o governo Michel Temer vai afetar de maneira mais intensa o desempenho econ\u00f4mico do Brasil em 2018, com crescimento mais fraco do que o esperado, basicamente por causa da expectativa de d\u00f3lar mais caro e queda menor dos juros.<\/p>\n<p>E esse cen\u00e1rio, segundo analistas ouvidos pela Reuters, vai impactar praticamente todos os setores, como ind\u00fastria, servi\u00e7os e at\u00e9 investimentos, essencial para impulsionar a economia.<\/p>\n<p>&#8220;O processo de recupera\u00e7\u00e3o da economia brasileira ser\u00e1 lento e n\u00e3o ocorrer\u00e1 na velocidade esperada&#8221;, afirmou o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (Ibre\/FGV), Julio Mereb, para quem o Produto Interno Bruto (PIB) vai crescer 1,8 por cento em 2018, abaixo da estimativa anterior de 2,5 por cento.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio de mais pessimismo tra\u00e7ado pelo Ibre, no ano que vem, a expans\u00e3o da ind\u00fastria ser\u00e1 de 2,4 por cento e de servi\u00e7os, de 1,2 por cento. At\u00e9 ent\u00e3o, as previs\u00f5es eram de crescimento de 2,8 e 1,8 por cento, respectivamente.<\/p>\n<p>A crise pol\u00edtica eclodiu em meados de maio, ap\u00f3s Temer ser atingido pela dela\u00e7\u00e3o de executivos do grupo J&amp;F e que acabou levando-o a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crime, entre outros, de corrup\u00e7\u00e3o passiva.<\/p>\n<p>A principal d\u00favida dos agentes econ\u00f4micos \u00e9 se o governo, enfraquecido politicamente, vai ter condi\u00e7\u00f5es de levar adiante no Congresso Nacional reformas importantes, como a da Previd\u00eancia, essencial para colocar as contas p\u00fablicas em ordem.<\/p>\n<p>De forma geral, os especialistas acreditam que a reforma previdenci\u00e1ria vai passar, mas atrasada e ainda mais desidratada do que a vers\u00e3o original do governo, o que acabar\u00e1 deixando para o governo que ser\u00e1 eleito no pr\u00f3ximo ano ajustar as contas.<\/p>\n<p>&#8220;A taxa de juros tamb\u00e9m foi afetada pela crise pol\u00edtica&#8221;, acrescentou o economista da consultoria 4E Bruno Lavieri, ressaltando que reduziu a expectativa de crescimento para 2018 a 1,2 por cento, ante de 2 por cento.<\/p>\n<p>Antes da crise pol\u00edtica, Lavieri disse que estava em processo de revis\u00e3o da expectativa para a Selic, acreditando que ela fecharia este ano a 7,5 por cento, mas agora mant\u00e9m o cen\u00e1rio de 8,25 por cento.<\/p>\n<p>Hoje, a Selic est\u00e1 em 10,25 por cento ao ano ap\u00f3s sucessivos cortes feito pelo Banco Central desde outubro passado. Mas, justamente pelo cen\u00e1rio pol\u00edtico delicado e incertezas no campo fiscal, o BC j\u00e1 avisou que vai reduzir o ritmo de cortes, mesmo com a infla\u00e7\u00e3o cada vez mais fraca e a economia patinando.<\/p>\n<p>A queda dos juros, embora tenha efeito defasado na economia, \u00e9 considerada fundamental para garantir crescimento de mais longo prazo ao colaborar para reduzir o custo dos empr\u00e9stimos de empresas e fam\u00edlias, ajudando na retomada do investimento e consumo.<\/p>\n<p>D\u00d3LAR E DESEMPREGO<\/p>\n<p>A incerteza com o sucesso do governo Temer na \u00e1rea fiscal provocou ainda alta do d\u00f3lar ante o real diante da maior percep\u00e7\u00e3o de risco dos investidores com a economia brasileira.<\/p>\n<p>Desde a dela\u00e7\u00e3o dos executivos da J&amp;F, o d\u00f3lar saiu do patamar de 3,10 reais para o atual de 3,30 reais, o que pode prejudicar a tend\u00eancia de queda infla\u00e7\u00e3o e, consequentemente, obrigar o BC a ser mais duro na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>&#8220;O cen\u00e1rio pol\u00edtico mais conturbado deve postergar a tramita\u00e7\u00e3o das reformas, dificultando o reequil\u00edbrio fiscal e consequentemente impactando a confian\u00e7a dos agentes e os pre\u00e7os dos ativos&#8221;, afirmou em nota o economista-chefe do banco Ita\u00fa Unibanco, Mario Mesquista.<\/p>\n<p>Nas contas dele, o d\u00f3lar deve ficar em 3,50 reais no fim de 2017 e 3,60 reais em 2018, sobre previs\u00e3o anterior de 3,25 e 3,35 reais. Para o crescimento do PIB, a estimativa agora \u00e9 de 0,3 por cento este ano e 2,7 por cento em 2018.<\/p>\n<p>Na pesquisa Focus do BC, que ouve semanalmente uma centena de economistas, as previs\u00f5es antes do estouro da crise eram de que o PIB cresceria 0,5 por cento neste ano e 2,50 por cento em 2018. Agora, as contas ca\u00edram a 0,41 por cento em 2017 e, com mais for\u00e7a, a 2,30 por cento no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>&#8220;Todo esse cen\u00e1rio prejudica bastante o mercado de trabalho. A recupera\u00e7\u00e3o (do emprego) que a gente esperava para meados deste ano s\u00f3 deve ocorrer no segundo semestre do ano que vem&#8221;, disse Mereb, do Ibre, cuja proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o vai atingir o pico no primeiro trimestre de 2018, a 14,4 por cento. Hoje, ela est\u00e1 em 13,6 por cento.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Luiz Guilherme Gerbelli com edi\u00e7\u00e3o de Patr\u00edcia Duarte\/Reuters Brasil \u2013 dispon\u00edvel na internet 13\/06\/2017<\/strong><em><strong>\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise pol\u00edtica que abala o governo Michel Temer vai afetar de maneira mais intensa o desempenho econ\u00f4mico do Brasil em 2018, com crescimento mais fraco do que o esperado, basicamente por causa da expectativa de d\u00f3lar mais caro e queda menor dos juros. 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