{"id":14011,"date":"2017-06-20T04:53:49","date_gmt":"2017-06-20T07:53:49","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=14011"},"modified":"2017-06-20T04:53:49","modified_gmt":"2017-06-20T07:53:49","slug":"trf1-condena-servidoras-por-improbidade-administrativa-falso-registro-de-frequencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/06\/20\/trf1-condena-servidoras-por-improbidade-administrativa-falso-registro-de-frequencia\/","title":{"rendered":"TRF1 condena servidoras por improbidade administrativa &#8211; falso registro de frequ\u00eancia."},"content":{"rendered":"<p>Constituem atos de improbidade administrativa os que atentem contra os princ\u00edpios da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, acarretem no recebimento de vantagem il\u00edcita em face dos cargos p\u00fablicos por elas ocupados e que causem preju\u00edzo ao er\u00e1rio.<\/p>\n<p>Reafirmando esse entendimento a 3\u00aa Turma do TRF manteve a condena\u00e7\u00e3o das acusadas \u00e0s penas do art. 12, III, da Lei n\u00ba 8.429\/92, em raz\u00e3o da conduta tipificada no art. 11, I, da mesma lei (praticar ato visando vim proibido), pela aus\u00eancia da presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os e no recebimento de sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>onsta dos autos que a Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no Tocantins (SRTE-TO) atestou falsamente a frequ\u00eancia integral de outra servidora, quando em verdade ela havia se mudado para S\u00e3o Paulo\/SP, para cursar p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o no Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), n\u00e3o comparecendo na Superintend\u00eancia do Trabalho no Tocantins para prestar servi\u00e7os, mas continuando a receber os vencimentos.<\/p>\n<p>As apelantes alegam que n\u00e3o agiram com dolo direcionado \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de vantagem patrimonial bem como n\u00e3o agiram com deslealdade funcional ou violaram dos deveres de honestidade e moralidade. Aduzem que apenas pode ser considerado \u00edmprobo o ato cometido com o dolo comprovado para a ofensa ao patrim\u00f4nio p\u00fablico, raz\u00e3o pela qual entendem que \u201cnem todo ato tipo por ilegal, negligente ou in\u00e1bil redundar\u00e1 em ato de improbidade administrativa\u201d.<\/p>\n<p>Para o relator do processo, desembargador federal Ney Bello, as apelantes praticaram atos \u00edmprobos, em viola\u00e7\u00e3o a Lei de Improbidade Administrativa, que atentaram contra os princ\u00edpios da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, logrando vantagem pessoal il\u00edcita, vez que as provas carreadas atestam a ocorr\u00eancia dos fatos narrados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF).<\/p>\n<p>O relator sustenta que \u201co fim buscado pela Lei de Improbidade Administrativa\u201d \u00e9 a puni\u00e7\u00e3o dos atos de corrup\u00e7\u00e3o e desonestidade, incompat\u00edveis com a moralidade administrativa\u201d, e \u00e9 imprescind\u00edvel que para a configura\u00e7\u00e3o do ato a demonstra\u00e7\u00e3o do elemento subjetivo, o dolo gen\u00e9rico, uma vez que a improbidade administrativa n\u00e3o se caracteriza por meio de responsabiliza\u00e7\u00e3o objetiva dos agentes p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Acompanhando o entendimento do relator, o Colegiado deu parcial provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o, apenas para reduzir o pagamento da multa civil, que havia sido fixada em R$ 50.000,00 e excluir da condena\u00e7\u00e3o os honor\u00e1rios advocat\u00edcios. Foi mantida a proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o poder p\u00fablico e receber benef\u00edcios fiscais e credit\u00edcios.<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 0000184-06.2011.4.01.4300\/TO<\/p>\n<p>Data de julgamento: 23\/05\/2017<br \/>\nData de publica\u00e7\u00e3o: 02\/06\/2017<br \/>\n<strong>Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o 20\/06\/2017<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Constituem atos de improbidade administrativa os que atentem contra os princ\u00edpios da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, acarretem no recebimento de vantagem il\u00edcita em face dos cargos p\u00fablicos por elas ocupados e que causem preju\u00edzo ao er\u00e1rio. 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