{"id":14033,"date":"2017-06-21T05:05:34","date_gmt":"2017-06-21T08:05:34","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=14033"},"modified":"2017-06-21T05:05:34","modified_gmt":"2017-06-21T08:05:34","slug":"288-agu-impede-concessao-indevida-de-reajuste-a-servidores-do-icmbio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/06\/21\/288-agu-impede-concessao-indevida-de-reajuste-a-servidores-do-icmbio\/","title":{"rendered":"28,8%: AGU impede concess\u00e3o indevida de reajuste a servidores do ICMBio."},"content":{"rendered":"<p>Est\u00e3o prescritas ou j\u00e1 foram objeto de acordos judiciais as cobran\u00e7as que tratam do reajuste de 28,8%, concedido entre 1993 e 1998, na remunera\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos civis. Foi o que demonstrou a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) em a\u00e7\u00e3o coletiva de entidade sindical representando servidores do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o e Biodiversidade (ICMBio).<\/p>\n<p>A tese foi confirmada em julgamento de processo movido pelo Sindicato de Servidores P\u00fablicos Federais Civis no Estado do Amap\u00e1 (Sindsep\/AP) para obrigar o instituto a pagar aos seus filiados o valor correspondente ao reajuste, considerando a Medida Provis\u00f3ria 1.704\/98, as Leis n\u00ba 8.622\/93 e n\u00ba 8.627\/93, e a decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal em Embargos de Declara\u00e7\u00e3o no julgamento do Mandado de Seguran\u00e7a n\u00ba 22.307\/DF.<\/p>\n<p>Contudo, a Procuradoria Federal no Estado do Amap\u00e1 (PF\/AP) e a Procuradoria Federal Especializada junto \u00e0 autarquia ambiental (PFE\/ICMBio) argumentaram que os valores n\u00e3o eram devidos. As unidades da AGU sustentaram, preliminarmente, que a Justi\u00e7a declarou prescritas tais a\u00e7\u00f5es em alguns casos, e em outros os acordos administrativos firmados com os filiados do sindicato j\u00e1 estariam homologados judicialmente. Por isso, a rediscuss\u00e3o da mat\u00e9ria implicaria em viola\u00e7\u00e3o \u00e0 coisa julgada material.<\/p>\n<p>Em seguida, as procuradorias discordaram da inten\u00e7\u00e3o da entidade de suspender a prescri\u00e7\u00e3o quinquenal do direito de reclamar os valores, bem como a falta de interesse de agir dos autores, visto que os valores relativos ao reajuste de 28,86% foram pagos mediante corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de todas as parcelas dos acordos firmados.<\/p>\n<p>No m\u00e9rito, a Advocacia-Geral sustentou n\u00e3o haver nos autos do processo informa\u00e7\u00f5es que colocassem em d\u00favida a capacidade das partes durante a celebra\u00e7\u00e3o dos acordos administrativos, o que afastaria a dedu\u00e7\u00e3o de que houve qualquer tipo de v\u00edcio da vontade por parte dos servidores p\u00fablicos federais.<\/p>\n<p><strong>Corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Por fim, as procuradorias afirmaram que o sindicato se apoiava no entendimento equivocado de que as parcelas do acordo firmado com a autarquia n\u00e3o foram atualizadas visando a manuten\u00e7\u00e3o do valor da moeda, e que fez uma interpreta\u00e7\u00e3o descontextualizada da S\u00famula da AGU n\u00ba 48\/2009, e portanto, de toda a jurisprud\u00eancia que embasou sua edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo os procuradores federais \u201cverifica-se que o montante pago em maio\/99 foi de determinado valor, para, j\u00e1 em maio\/2000, perfazer a cifra de valor superior e, em maio\/2004 ser valor ainda mais superior ao come\u00e7o\u201d, comprovando que todas as parcelas foram, sim, corrigidas monetariamente.<\/p>\n<p>Acolhendo os argumentos da AGU, a 6\u00aa Vara Federal do Amap\u00e1 julgou improcedentes os pedidos do sindicato. A decis\u00e3o reconheceu que a entidade \u201cn\u00e3o apresentou nenhum documento ou prova a embasar suas alega\u00e7\u00f5es\u201d, declarou prescritas as diferen\u00e7as remunerat\u00f3rias pretendidas pagas antes de dezembro de 2005, e negou o direito dos servidores a receber quaisquer diferen\u00e7as remunerat\u00f3rias referentes ao valor pago pelo ICMBio a t\u00edtulo de \u00faltima parcela do acordo administrativo referente ao aumento concedido pelas Leis n\u00ba 8.622\/1993 e n\u00ba 8.627\/1993.<\/p>\n<p>A PF\/AP e a PFE\/ICMBio s\u00e3o unidades da Procuradoria-Geral Federal, \u00f3rg\u00e3o da AGU.<\/p>\n<p>Ref.: A\u00e7\u00e3o Ordin\u00e1ria n\u00ba 3832-34.2013.4.01.3100 &#8211; 6\u00aa Vara da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Amap\u00e1.<\/p>\n<p><strong>AGU 21\/06\/2017<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Est\u00e3o prescritas ou j\u00e1 foram objeto de acordos judiciais as cobran\u00e7as que tratam do reajuste de 28,8%, concedido entre 1993 e 1998, na remunera\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos civis. 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