{"id":14283,"date":"2017-06-30T06:49:33","date_gmt":"2017-06-30T09:49:33","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=14283"},"modified":"2017-06-30T06:49:33","modified_gmt":"2017-06-30T09:49:33","slug":"grupo-de-conjuntura-do-ipea-situacao-fiscal-inibe-retomada-mais-vigorosa-da-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/06\/30\/grupo-de-conjuntura-do-ipea-situacao-fiscal-inibe-retomada-mais-vigorosa-da-economia\/","title":{"rendered":"Grupo de Conjuntura do Ipea: Situa\u00e7\u00e3o fiscal inibe retomada mais vigorosa da economia."},"content":{"rendered":"<p><em>Carta de Conjuntura do Ipea aponta infla\u00e7\u00e3o, cen\u00e1rio internacional e contas externas como fatores que ajudam a manter situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica sob controle, apesar da turbul\u00eancia pol\u00edtica. A pr\u00f3pria redu\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o tem contribu\u00eddo para aumentar o valor real dos gastos obrigat\u00f3rios, como os benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, corrigidos por uma taxa inflacion\u00e1ria elevada no in\u00edcio do ano, e os sal\u00e1rios do funcionalismo, negociados em anos anteriores sob a influ\u00eancia de expectativas de taxas ainda elevadas<\/em><\/p>\n<p>O Grupo de Conjuntura do Ipea divulgou nesta quinta-feira, 29, a se\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Vis\u00e3o Geral<\/em>\u00a0da Carta da Conjuntura n\u00ba 35. A an\u00e1lise indica preocupa\u00e7\u00e3o com a situa\u00e7\u00e3o fiscal do Brasil, j\u00e1 que os gastos obrigat\u00f3rios continuam crescendo a uma taxa elevada e a arrecada\u00e7\u00e3o vem decepcionando. Por sua vez, a infla\u00e7\u00e3o, a economia internacional e as contas externas seguem em trajet\u00f3rias benignas que ajudam a melhorar o ambiente macroecon\u00f4mico brasileiro, mesmo em meio \u00e0 instabilidade pol\u00edtica.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o fiscal, aliada \u00e0 incerteza quanto \u00e0 agilidade na aprova\u00e7\u00e3o das reformas tribut\u00e1ria e previdenci\u00e1ria, levou o Grupo de Conjuntura a projetar varia\u00e7\u00f5es mais modestas para o investimento, que ainda deve permanecer no terreno negativo neste ano e apresentaria um crescimento mais moderado em 2018. A expectativa do grupo \u00e9 de que a atividade econ\u00f4mica mantenha o ritmo de retomada gradual, levando o PIB a crescer 0,3% em 2017 e de forma um pouco mais r\u00e1pida no ano que vem (2,3%).<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 trajet\u00f3ria da infla\u00e7\u00e3o, espera-se uma taxa de 3,5% em 2017 e de 4,3% em 2018. A leve acelera\u00e7\u00e3o inflacion\u00e1ria em 2018 \u00e9 compat\u00edvel com a redu\u00e7\u00e3o esperada da taxa Selic para 8,5% a.a. ao final deste ano \u2013 e manuten\u00e7\u00e3o desse patamar no ano que vem \u2013, a recupera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica e a taxa de c\u00e2mbio mais desvalorizada, pressionada pelo cen\u00e1rio de maior incerteza.<\/p>\n<p>Os indicadores mensais mais recentes (como os dados de confian\u00e7a de junho da FGV), analisados na se\u00e7\u00e3o de Atividade Econ\u00f4mica da Carta de Conjuntura tamb\u00e9m divulgada nesta quinta, corroboram um cen\u00e1rio de retomada mais paulatina do crescimento. A recupera\u00e7\u00e3o mais forte do consumo tem esbarrado numa din\u00e2mica de ajuste lento do mercado de trabalho e na recomposi\u00e7\u00e3o ainda incipiente do cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>A Vis\u00e3o Geral da Carta de Conjuntura explica que a pr\u00f3pria redu\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o tem contribu\u00eddo para aumentar o valor real dos gastos obrigat\u00f3rios, como os benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, que foram corrigidos por uma taxa inflacion\u00e1ria elevada no in\u00edcio do ano, e os sal\u00e1rios do funcionalismo, negociados em anos anteriores sob a influ\u00eancia de expectativas de taxas ainda elevadas.<\/p>\n<p>Nos primeiros quatro meses do ano, os pagamentos de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios e assistenciais e de sal\u00e1rios do funcionalismo (ativos e inativos) cresceram, em termos reais, 5,3% e 7,3%, respectivamente. Essa press\u00e3o dos gastos obrigat\u00f3rios torna-se ainda mais dram\u00e1tica quando se considera que o total das despesas prim\u00e1rias federais caiu 4,3% em termos reais, no mesmo per\u00edodo. Ou seja, a margem de redu\u00e7\u00e3o dos demais gastos vem se estreitando rapidamente, colocando em risco a meta de resultado prim\u00e1rio no curto prazo.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio analisado nesta edi\u00e7\u00e3o da Carta de Conjuntura sup\u00f5e que as turbul\u00eancias pol\u00edticas afetam negativamente o ritmo de retomada econ\u00f4mica, mas n\u00e3o impedem a continuidade desse processo. Da mesma forma, na aus\u00eancia de um maior grau de contamina\u00e7\u00e3o do ambiente econ\u00f4mico pela conjuntura pol\u00edtica, n\u00e3o h\u00e1 sinais de descontrole inflacion\u00e1rio.<\/p>\n<p><u><a href=\"http:\/\/www.ipea.gov.br\/cartadeconjuntura\/index.php\/category\/sumario-executivo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia a se\u00e7\u00e3o Vis\u00e3o Geral da Carta de Conjuntura n\u00ba 35<\/a><\/u><\/p>\n<p><u><a href=\"http:\/\/www.ipea.gov.br\/cartadeconjuntura\/index.php\/category\/atividade-economica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia a se\u00e7\u00e3o Atividade Econ\u00f4mica da Carta de Conjuntura n\u00ba 35<\/a><\/u><\/p>\n<p><u><a href=\"http:\/\/www.ipea.gov.br\/cartadeconjuntura\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Acesse o blog da Carta de Conjuntura do Ipea<\/a><\/u><\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Vera Batista\/Blog do Servidor\/Correio Braziliense \u2013 dispon\u00edvel na internet 30\/06\/2017<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carta de Conjuntura do Ipea aponta infla\u00e7\u00e3o, cen\u00e1rio internacional e contas externas como fatores que ajudam a manter situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica sob controle, apesar da turbul\u00eancia pol\u00edtica. 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