{"id":14345,"date":"2017-07-03T00:04:01","date_gmt":"2017-07-03T03:04:01","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=14345"},"modified":"2017-07-02T17:47:43","modified_gmt":"2017-07-02T20:47:43","slug":"brasil-tem-2-dos-14-gargalos-que-ameacam-abastecimento-global-de-alimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/07\/03\/brasil-tem-2-dos-14-gargalos-que-ameacam-abastecimento-global-de-alimentos\/","title":{"rendered":"Brasil tem 2 dos 14 gargalos que amea\u00e7am abastecimento global de alimentos"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\">H\u00e1 apenas 14 gargalos no com\u00e9rcio mundial de alimentos, mas eles s\u00e3o fundamentais para a seguran\u00e7a alimentar de toda a popula\u00e7\u00e3o do planeta.<\/p>\n<p>S\u00e3o portos e pontos de comercializa\u00e7\u00e3o fundamentais para a compra, a venda e a distribui\u00e7\u00e3o de alimentos, de acordo com um recente relat\u00f3rio da Chatham House, centro de estudos com base no Reino Unido.<\/p>\n<p>Tr\u00eas deles est\u00e3o na Am\u00e9rica Latina: o canal do Panam\u00e1, as rodovias do interior brasileiro e os portos do sul e sudeste do Brasil.<\/p>\n<p>Outros desses pontos de gargalo incluem o estreito de Gibraltar, as ferrovias do interior dos Estados Unidos, o estreito de Hormuz (no Oriente M\u00e9dio) e o estreito de Dover, no norte da Europa, por exemplo.<\/p>\n<p>Mas as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a estrutura deficiente e as potenciais crises poderiam colocar em risco essas rotas de com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 pontos de gargalo mar\u00edtimos (estreitos e canais), costeiros (portos) e terrrestes (estradas, ferrovias e hidrovias), e o com\u00e9rcio global de alimentos depende fortemente deles&#8221;, afirma o estudo.<\/p>\n<p>&#8220;Interrup\u00e7\u00f5es em um ou mais desses pontos poderiam ter enormes impactos. Os pre\u00e7os globais dos alimentos, o abastecimento de mercados locais, a sobreviv\u00eancia de comerciantes e agricultores e a provis\u00e3o de comida para as comunidades mais vulner\u00e1veis dependem do movimento cont\u00ednuo de bens atrav\u00e9s de fronteiras e oceanos.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape no-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/6A58\/production\/_96742272_global_food_chokepoints_624_v2_portuguese.png?resize=624%2C454&#038;ssl=1\" alt=\"Mapa\" width=\"624\" height=\"454\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">CHATAM HOUSE<\/span><\/span><\/figure>\n<p>Sobre o Brasil, que \u00e9 um dos maiores produtores mundiais de alimentos, o relat\u00f3rio lembra que &#8220;fortes chuvas tornam intransit\u00e1veis as rodovias mal conservadas em diversas ocasi\u00f5es, impedindo o transporte de comida das fazendas no interior do pa\u00eds aos portos litor\u00e2neos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Um cen\u00e1rio extremo &#8211; em que portos na costa americana fossem fechados por conta de um furac\u00e3o ao mesmo tempo em que estradas-chave do Brasil fossem inundadas pelas chuvas &#8211; poderia reduzir pela metade o suprimento global de soja&#8221;, prossegue o estudo.<\/p>\n<p>Os pesquisadores citam tamb\u00e9m os impactos pol\u00edticos que crises relacionadas \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de alimentos podem causar.<\/p>\n<p>&#8220;Interrup\u00e7\u00f5es (de fornecimento alimentar) podem estimular a instabilidade pol\u00edtica. Governos dependem do funcionamento desses pontos de gargalo para garantir o suprimento eficiente de comida para suas popula\u00e7\u00f5es. Uma colheita fraca de trigo na regi\u00e3o do mar Negro, por exemplo, contribuiu para a ocorr\u00eancia de protestos no norte da \u00c1frica entre 2010 e 2011; esses protestos evolu\u00edram para a Primavera \u00c1rabe.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Prote\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A Chatham House tamb\u00e9m advertiu que \u00e9 preciso agir para proteger as principais rotas de transporte de alimentos, tais como o canal do Panam\u00e1, o canal de Suez e do estreito da Turquia.<\/p>\n<p>Quase 25% dos alimentos do mundo s\u00e3o comercializados nos mercados internacionais. Isso, diz o relat\u00f3rio, faz com que a oferta de produtos e seus pre\u00e7os sejam vulner\u00e1veis a crises imprevistas ou mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>A infraestrutura nesses pontos \u00e9, em muitos casos, antiga e enfrentaria dificuldades para fazer frente a desastres naturais que devem se multiplicar \u00e0 medida que o planeta se aquece, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Seus autores tamb\u00e9m aconselham os governos a investir em infraestrutura &#8220;resistente ao tempo&#8221; e a diversificar a produ\u00e7\u00e3o e o armazenamento de alimentos.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/9A2D\/production\/_96696493_mediaitem96694562.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Barco no Canal de Suez\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">REUTERS<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">O canal de Suez \u00e9 uma das principais rotas de com\u00e9rcio de alimentos, especialmente para os gr\u00e3os que chegam aos pa\u00edses do Golfo<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Interdepend\u00eancia<\/h2>\n<p>O relat\u00f3rio d\u00e1 exemplos de qu\u00e3o dependente \u00e9 o mundo dessas negocia\u00e7\u00f5es internacionais:<\/p>\n<ul class=\"story-body__unordered-list\">\n<li class=\"story-body__list-item\">Tr\u00eas quartos das importa\u00e7\u00f5es de milho e trigo do Jap\u00e3o passam pelo canal do Panam\u00e1;<\/li>\n<li class=\"story-body__list-item\">Pouco mais de um ter\u00e7o das importa\u00e7\u00f5es de cereais para o Oriente M\u00e9dio e o Norte da \u00c1frica passam por estreitos turcos, sem rota mar\u00edtima alternativa dispon\u00edvel;<\/li>\n<li class=\"story-body__list-item\">Mais de 25% de exporta\u00e7\u00e3o de soja circula pelo estreito de Malaca, entre a Mal\u00e1sia e a Indon\u00e9sia;<\/li>\n<li class=\"story-body__list-item\">Estradas do Brasil, maior exportador de soja do mundo, est\u00e3o sob risco de inunda\u00e7\u00f5es e deslizamentos de terra em caso de fortes chuvas;<\/li>\n<li class=\"story-body__list-item\">Os portos dos EUA na costa do golfo da Calif\u00f3rnia enfrentam tempestades impulsionadas pelo aumento das mares;<\/li>\n<li class=\"story-body__list-item\">Os pa\u00edses do Conselho de Coopera\u00e7\u00e3o do Golfo dependem de gr\u00e3os da regi\u00e3o do mar Negro que s\u00e3o transportados por pontos comercializa\u00e7\u00e3o de ferrovias e portos russos e ucranianos do estreito da Turquia e do canal de Suez.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8220;Os riscos crescem \u00e0 medida que fazemos mais intera\u00e7\u00f5es comerciais entre os pa\u00edses e aumenta a presen\u00e7a de altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas&#8221;, diz Laura Wellesley, uma das autoras do estudo.<\/p>\n<p>&#8220;Existem riscos tanto para a seguran\u00e7a alimentar dos pa\u00edses importadores como para as economisas exportadoras de alimentos.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: BBC Brasil \u2013 dispon\u00edvel na internet 03\/07\/2017<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 apenas 14 gargalos no com\u00e9rcio mundial de alimentos, mas eles s\u00e3o fundamentais para a seguran\u00e7a alimentar de toda a popula\u00e7\u00e3o do planeta. 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