{"id":14700,"date":"2017-07-14T00:04:43","date_gmt":"2017-07-14T03:04:43","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=14700"},"modified":"2017-07-13T19:47:27","modified_gmt":"2017-07-13T22:47:27","slug":"quanto-maior-a-escolaridade-menor-o-desemprego-aponta-cadastro-geral-de-empregados-e-desempregados-caged","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/07\/14\/quanto-maior-a-escolaridade-menor-o-desemprego-aponta-cadastro-geral-de-empregados-e-desempregados-caged\/","title":{"rendered":"Quanto maior a escolaridade, menor o desemprego, aponta Cadastro Geral de Empregados e Desempregados \u2013 CAGED."},"content":{"rendered":"<p>Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) confirmam: quem tem mais escolaridade sofre menos com o desemprego. De janeiro a maio deste ano, quando o emprego formal come\u00e7ou a apresentar saldos positivos, apenas os trabalhadores que tinham at\u00e9 o ensino fundamental (completo ou incompleto) n\u00e3o acompanharam esse crescimento. Entre as pessoas com ensino m\u00e9dio e ensino superior, mesmo incompleto, o saldo de vagas foi positivo.<\/p>\n<p>O melhor desempenho foi entre trabalhadores com ensino superior. Nos primeiros cinco meses de 2017, eles acumularam 84,65 mil novos postos. Aqueles com ensino m\u00e9dio fecharam o per\u00edodo com um saldo positivo de 43,1 mil vagas. E os trabalhadores que tinham at\u00e9 o ensino fundamental registraram um resultado negativo de 102,5 mil coloca\u00e7\u00f5es formais.<\/p>\n<p>O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, diz que os n\u00fameros confirmam o que o governo j\u00e1 vem trabalhando para resolver. \u201cPor isso que o Minist\u00e9rio do Trabalho investe cada vez mais na qualifica\u00e7\u00e3o dos trabalhadores. N\u00f3s sabemos que essa \u00e9 uma das dificuldades e estamos trabalhando para levar esse equil\u00edbrio ao mercado de trabalho\u201d, afirma o ministro.<\/p>\n<p>Se for considerado apenas o m\u00eas de maio, quando trabalhadores de todas as faixas et\u00e1rias tiveram desempenho positivo, os trabalhadores com escolaridade superior apresentaram melhor desempenho. O saldo de empregos dos trabalhadores com ensino superior (completo ou incompleto) correspondeu a 4,5% das admiss\u00f5es, enquanto que para os empregados com at\u00e9 o ensino fundamental completo foi equivalente a 3,7% das contrata\u00e7\u00f5es e para os empregados com ensino m\u00e9dio (completo ou incompleto), 2,0% das admiss\u00f5es.<\/p>\n<p>No acumulado dos \u00faltimos 12 meses, quando todos os trabalhadores sofreram com os saldos negativos de emprego formal, os que tinham escolaridade maior, foram os menos prejudicados, com o encerramento de 54,36 mil postos. Entre os trabalhadores com ensino m\u00e9dio o saldo ficou negativo em 249,97 mil, e os que tinham ensino fundamental sofreram com o fechamento de 583,28 mil vagas, o maior n\u00famero entre as tr\u00eas classifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Setores<\/strong><br \/>\nSe observados os resultados dos setores de atividade econ\u00f4mica tamb\u00e9m h\u00e1 diferen\u00e7a entre os graus de escolaridade. Em maio, trabalhadores com ensino superior tiveram um resultado melhor na \u00e1rea de Servi\u00e7os, onde foram criados 6,4 mil empregos formais para esses trabalhadores. No Com\u00e9rcio, foram abertas 1,4 mil vagas e na Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, 954.<\/p>\n<p>Para os trabalhadores com ensino m\u00e9dio, os saldos mais positivos foram registrados na Agropecu\u00e1ria (9,9 mil), nos Servi\u00e7os (5,7 mil), na Ind\u00fastria da Transforma\u00e7\u00e3o (3,1 mil postos) e Constru\u00e7\u00e3o Civil (1,4 mil postos). E as pessoas sem escolaridade ou com ensino fundamental apresentaram desempenho positivo apenas na Agropecu\u00e1ria, que abriu 36 mil postos para esses trabalhadores, e nos Servi\u00e7os Industriais de Utilidade P\u00fablica (apenas 141 postos).<\/p>\n<p><strong>Recorte Regional<\/strong><br \/>\nOs estados que abriram o maior n\u00famero de vagas para trabalhadores que estudaram at\u00e9 o ensino fundamental, em maio, foram Minas Gerais (13,21 mil), S\u00e3o Paulo (7,46 mil), Esp\u00edrito Santo (3,26 mil) e Bahia (2,66 mil). Esse resultado pode ser em fun\u00e7\u00e3o das contrata\u00e7\u00f5es do setor Agropecu\u00e1rio, que atingem especialmente essa faixa de trabalhadores e teve desempenho positivo no \u00faltimo m\u00eas devido \u00e0s culturas do caf\u00e9, laranja e cana-de-a\u00e7\u00facar, que s\u00e3o fortes nesses estados.<br \/>\nOs estados com maior saldo de vagas para trabalhadores com ensino m\u00e9dio foram Minas Gerais (8,52 mil), S\u00e3o Paulo (7,10 mil), Goi\u00e1s (4,42 mil), Mato Grosso (1,88 mil), Paran\u00e1 (1,87 mil) e Santa Catarina (869). Os melhores saldos de trabalhadores com ensino superior foram registrados em S\u00e3o Paulo (2,70 mil), Paran\u00e1 (1,28 mil), Minas Gerais (1,20 mil), Santa Catarina (1,12 mil), Goi\u00e1s (595) e Rio Grande do Sul (363).<\/p>\n<p><strong>Saldo do Emprego por Grau de Instru\u00e7\u00e3o \u2013 Brasil<\/strong><\/p>\n<table width=\"633\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"99\"><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<td colspan=\"3\" width=\"259\"><strong>MAIO\/2017<\/strong><\/td>\n<td colspan=\"3\" width=\"274\"><strong>ACUMULADO DO ANO<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\"><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<td width=\"89\"><strong>ADMITIDOS<\/strong><\/td>\n<td width=\"95\"><strong>DESLIGADOS<\/strong><\/td>\n<td width=\"75\"><strong>SALDO<\/strong><\/td>\n<td width=\"71\"><strong>ADMITIDOS<\/strong><\/td>\n<td width=\"95\"><strong>DESLIGADOS<\/strong><\/td>\n<td width=\"108\"><strong>SALDO<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\"><strong>At\u00e9 Fundamental Completo<a name=\"_ftnref1\"><\/a>[1]<\/strong><\/td>\n<td width=\"89\">289.896<\/td>\n<td width=\"95\">-279.223<\/td>\n<td width=\"75\">10.673<\/td>\n<td width=\"71\">1.332.670<\/td>\n<td width=\"95\">-1.435.153<\/td>\n<td width=\"108\">-102.483<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\"><strong>Ensino M\u00e9dio<a name=\"_ftnref2\"><\/a>[2]<\/strong><\/td>\n<td width=\"89\">788.952<\/td>\n<td width=\"95\">-773.406<\/td>\n<td width=\"75\">15.546<\/td>\n<td width=\"71\">3.908.834<\/td>\n<td width=\"95\">-3.865.765<\/td>\n<td width=\"108\">43.069<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\"><strong>Ensino Superior<a name=\"_ftnref3\"><\/a>[3]<\/strong><\/td>\n<td width=\"89\">163.585<\/td>\n<td width=\"95\">-155.551<\/td>\n<td width=\"75\">8.034<\/td>\n<td width=\"71\">880.204<\/td>\n<td width=\"95\">-795.557<\/td>\n<td width=\"108\">84.647<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\"><strong>Total<\/strong><\/td>\n<td width=\"89\">1.242.433<\/td>\n<td width=\"95\">-1.208.180<\/td>\n<td width=\"75\">34.253<\/td>\n<td width=\"71\">6.121.708<\/td>\n<td width=\"95\">-6.096.475<\/td>\n<td width=\"108\">25.233<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[1] Agrega\u00e7\u00e3o das categorias \u201canalfabeto\u201d, \u201cAt\u00e9 5a. Incompleto\u201d, \u201c5a. Completo Fundamental\u201d, \u201c6a. a 9a. Fundamental\u201d e \u201cFundamental Completo\u201d.<\/p>\n<p>[2] Agrega\u00e7\u00e3o das categorias \u201censino m\u00e9dio completo\u201d e \u201densino m\u00e9dio incompleto\u201d.<\/p>\n<p>[3] Agrega\u00e7\u00e3o das categorias \u201censino superior completo\u201d e \u201censino superior incompleto\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Minist\u00e9rio do Trabalho\/Caged<\/p>\n<p><strong>Minist\u00e9rio do Trabalho 14\/07\/2017<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) confirmam: quem tem mais escolaridade sofre menos com o desemprego. De janeiro a maio deste ano, quando o emprego formal come\u00e7ou a apresentar saldos positivos, apenas os trabalhadores que tinham at\u00e9 o ensino fundamental (completo ou incompleto) n\u00e3o acompanharam esse crescimento. 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