{"id":14733,"date":"2017-07-15T06:11:30","date_gmt":"2017-07-15T09:11:30","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=14733"},"modified":"2017-07-15T09:50:45","modified_gmt":"2017-07-15T12:50:45","slug":"ministerio-do-trabalho-diz-que-reforma-valera-para-todos-os-contratos-com-excecoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/07\/15\/ministerio-do-trabalho-diz-que-reforma-valera-para-todos-os-contratos-com-excecoes\/","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio do Trabalho diz que reforma valer\u00e1 para todos os contratos, com exce\u00e7\u00f5es."},"content":{"rendered":"<div class=\"n--noticia__content content\">\n<h5 class=\"n--noticia__subtitle\">Informa\u00e7\u00e3o revela mudan\u00e7a de entendimento do \u00f3rg\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao divulgado na quarta; excetuam-se as condi\u00e7\u00f5es j\u00e1 estabelecidas em documento ou conven\u00e7\u00f5es coletivas<\/h5>\n<p>A reforma trabalhista, sancionada na quinta-feira pelo presidente Michel Temer e que passa a valer daqui a 120 dias, ainda provoca d\u00favidas mesmo dentro do governo. Na quarta-feira, o Minist\u00e9rio do Trabalho divulgou que a nova regra valeria apenas para novos contratos. Na quinta-feira, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, informou que j\u00e1 valeria para todos os contratos. Hoje, o minist\u00e9rio informou que as mudan\u00e7as atingem todos os contratos de trabalho, com exce\u00e7\u00e3o daqueles com condi\u00e7\u00f5es j\u00e1 estabelecidas em documento ou conven\u00e7\u00f5es coletivas em vigor\u00a0<em>(ver exemplos abaixo)<\/em>.<\/p>\n<p>A diverg\u00eancia nas informa\u00e7\u00f5es \u00e9 uma amostra das d\u00favidas geradas pela nova legisla\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 enfrenta amea\u00e7a de questionamento sobre sua constitucionalidade. Questionado sobre as diferen\u00e7as nas informa\u00e7\u00f5es, o minist\u00e9rio afirmou que as an\u00e1lises distintas foram resultado de um suposto desencontro de informa\u00e7\u00e3o entre \u00e1reas internas do minist\u00e9rio. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, a informa\u00e7\u00e3o correta \u00e9 a prestada pelo ministro.<\/p>\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia galeria loaded\" data-config=\"{&quot;tipo&quot;:&quot;GALERIA&quot;,&quot;id&quot;:&quot;32956&quot;,&quot;provider&quot;:&quot;AGILE&quot;}\">\n<div class=\"n--noticia__galeriafotos de-fotos midia-noticia modulo-noticia \">\n<figure class=\"foto-noticia cover\">\n<div class=\"n--noticia__galeriacaption caption\"><\/div>\n<p><a><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"img-horizontal\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/5\/2\/1499868466725.jpg?w=696\" alt=\"\" \/><\/a><\/figure>\n<div class=\"n--noticia__galeriainfo\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A \u00e1rea t\u00e9cnica do Minist\u00e9rio do Trabalho explica que as regras valer\u00e3o para quase todos os contratos porque a maioria dos trabalhadores formais tem apenas uma anota\u00e7\u00e3o na carteira de trabalho, sem contrato detalhado. Nesse caso, valem as regras gerais da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT) que, em novembro, mudar\u00e3o radicalmente com a ado\u00e7\u00e3o da reforma.<\/p>\n<p>\u201cEssa contradi\u00e7\u00e3o do governo mostra que o mote da reforma \u2013 que n\u00e3o retirar\u00e1 nenhum direito dos trabalhadores \u2013 n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade. Ao falar erroneamente que a nova legisla\u00e7\u00e3o s\u00f3 entraria em vigor para os novos contratos para assegurar direitos adquiridos nos atuais contratos, o governo confirma que a nova lei retira direitos dos trabalhadores\u201d, disse ao\u00a0<strong>Estad\u00e3o\/Broadcast\u00a0<\/strong>o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury.<button class=\"act-video-play icon-play mainButton\" title=\"REPRODUZIR\"><\/button><\/p>\n<div class=\"act-volume-container\"><\/div>\n<p>Na quarta-feira, o Minist\u00e9rio do Trabalho havia informado que os trabalhadores com contratos atuais t\u00eam preservados os direitos adquiridos por ser um preceito constitucional, previsto no artigo 5.\u00ba, inciso XXXVI, da Constitui\u00e7\u00e3o. \u201cA lei n\u00e3o prejudicar\u00e1 o direito adquirido, o ato jur\u00eddico perfeito e a coisa julgada\u201d, citou o minist\u00e9rio. Em seguida, completou: \u201cS\u00f3 ser\u00e3o atingidos pela lei novos contratos de trabalho\u201d.<\/p>\n<p>O minist\u00e9rio ainda mudou de entendimento quanto \u00e0 necessidade de regulamenta\u00e7\u00e3o de alguns pontos da lei sancionada. Na quarta-feira, o \u00f3rg\u00e3o afirmou que n\u00e3o havia nada que precisasse ser regulamentado. Ontem, o minist\u00e9rio citou como alvos de regulamenta\u00e7\u00e3o a migra\u00e7\u00e3o de trabalhador em regime tradicional para home office e os contratos de empregados com curso superior e que ganham duas vezes o teto do INSS (R$ 11.062), que dever\u00e3o negociar individualmente com os patr\u00f5es.<\/p>\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia video loaded\" data-config=\"{&quot;tipo&quot;:&quot;VIDEO&quot;,&quot;id&quot;:&quot;767381&quot;,&quot;provider&quot;:&quot;AGILE&quot;}\"><\/div>\n<p><strong>++ INFOGR\u00c1FICO: Entenda o que determina a reforma trabalhista<\/strong><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ReformaTrabalhista12Jul.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-14734 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ReformaTrabalhista12Jul.jpg?resize=696%2C1151\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"1151\" \/><\/a><strong>Constrangimento.\u00a0<\/strong>Fleury acredita que as empresas v\u00e3o repactuar os contratos daqui a quatro meses para alinh\u00e1-los \u00e0s novas regras. Apesar de a lei afirmar que, para reafirmar os compromissos trabalhistas, \u00e9 preciso haver acordo entre patr\u00f5es e empregados, o procurador disse que n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que o trabalhador vai se sentir constrangido a aceitar. \u201cO trabalhador vai ter de concordar, sen\u00e3o a fila anda. Ainda mais em momentos de crise econ\u00f4mica\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo Fleury, a nova legisla\u00e7\u00e3o abre espa\u00e7o para uma s\u00e9rie de d\u00favidas que n\u00e3o foram esclarecidas e que v\u00e3o motivar uma enxurrada de processos judiciais. Depois, as a\u00e7\u00f5es v\u00e3o cair, porque, de acordo com a nova legisla\u00e7\u00e3o, o trabalhador ser\u00e1 respons\u00e1vel pelo \u00f4nus da prova. Ou seja, caber\u00e1 ao empregado provar sua argumenta\u00e7\u00e3o em uma a\u00e7\u00e3o que questione horas extras, por exemplo. Caso n\u00e3o consiga provar, ter\u00e1 de arcar com as despesas processuais.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) pretende barrar as mudan\u00e7as da reforma trabalhista de duas formas. Estuda propor \u00e0 Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica que entre com uma A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF). Tamb\u00e9m vai entrar com v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas em todo o Pa\u00eds para questionar pontos espec\u00edficos da lei.<\/p>\n<p>Entre as inconstitucionalidades, segundo o chefe do MPT, est\u00e1 o fato de que as regras podem prejudicar que trabalhadores tenham acesso a direitos assegurados pela Constitui\u00e7\u00e3o, como seguro-desemprego, sal\u00e1rio m\u00ednimo e FGTS, principalmente no caso de trabalhadores contratados como terceirizados ou pelo trabalho intermitente e a transforma\u00e7\u00e3o do trabalhador formal em pessoa jur\u00eddica (PJ).<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Murilo Rodrigues Alves e Fernando Nakagawa\/O Estado de S.Paulo \u2013 dispon\u00edvel na internet 15\/07\/2017<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informa\u00e7\u00e3o revela mudan\u00e7a de entendimento do \u00f3rg\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao divulgado na quarta; excetuam-se as condi\u00e7\u00f5es j\u00e1 estabelecidas em documento ou conven\u00e7\u00f5es coletivas A reforma trabalhista, sancionada na quinta-feira pelo presidente Michel Temer e que passa a valer daqui a 120 dias, ainda provoca d\u00favidas mesmo dentro do governo. 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