{"id":14745,"date":"2017-07-15T03:03:05","date_gmt":"2017-07-15T06:03:05","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=14745"},"modified":"2017-07-15T09:57:11","modified_gmt":"2017-07-15T12:57:11","slug":"boletim-11-do-dieese-pais-segue-mergulhado-em-crises-politica-e-economica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/07\/15\/boletim-11-do-dieese-pais-segue-mergulhado-em-crises-politica-e-economica\/","title":{"rendered":"Boletim 11 do DIEESE: Pa\u00eds segue mergulhado em crises pol\u00edtica e econ\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<p>Rem\u00e9dio que o governo quer usar s\u00f3 aprofunda problemas do pa\u00eds<\/p>\n<p>Pouco mais de um ano depois de assumir o poder central, o governo liderado por Michel Temer mostra-se incapaz de conduzir o pa\u00eds para a normalidade pol\u00edtica e econ\u00f4mica. Envolto em sucessivas crises, com baix\u00edssima aceita\u00e7\u00e3o popular, fragilizado politicamente e denunciado por corrup\u00e7\u00e3o pela Procuradoria Geral da Rep\u00fablica, o governo n\u00e3o re\u00fane condi\u00e7\u00f5es de liderar a retomada \u00a0de um novo ciclo de crescimento.<\/p>\n<p>As tentativas de reativar a economia est\u00e3o limitadas a reformas que aumentam o empobrecimento das parcelas mais carentes e necessitadas da popula\u00e7\u00e3o, que t\u00eam no sistema de Seguridade Social a \u00fanica possibilidade de viver com certa dignidade. Al\u00e9m disso, seguindo o mesmo ide\u00e1rio, prop\u00f5e uma reforma trabalhista que desregulamenta o mercado de trabalho, legaliza formas prec\u00e1rias de contrata\u00e7\u00e3o, reduz os ganhos dos trabalhadores e enfraquece os sindicatos, diminuindo a capacidade de organiza\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia dos trabalhadores. Sob o pretexto de aumentar a efici\u00eancia e competitividade da economia, a reforma trabalhista ir\u00e1 suscitar, com os retrocessos nela contidos, tens\u00f5es e confrontos desnecess\u00e1rios \u00e0s rela\u00e7\u00f5es j\u00e1 dif\u00edceis entre capital e trabalho.<\/p>\n<p>Com o uso intensivo dos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa, especialmente a televis\u00e3o, o governo tenta \u2018vender\u2019 os dois projetos como se fossem a salva\u00e7\u00e3o da lavoura. Chantageando a sociedade, insiste que, sem a aprova\u00e7\u00e3o das duas reformas, o Brasil n\u00e3o retornar\u00e1 ao crescimento e que, por isso mesmo, elas s\u00e3o imprescind\u00edveis. Contribuem e refor\u00e7am essa l\u00f3gica falaciosa importantes formadores de opini\u00e3o, nos grandes ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o e na academia.<\/p>\n<p>A pretensa recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, largamente propagandeada ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), dos dados trimestrais do PIB, precisa ser interpretada com cuidado. N\u00e3o h\u00e1 indicadores que deem garantias de que o ciclo recessivo chegou ao fim. Ao mesmo tempo, o ritmo de queda da taxa de juros est\u00e1 abaixo do que poderia e deveria ser, considerando o recuo da infla\u00e7\u00e3o. A desacelera\u00e7\u00e3o inflacion\u00e1ria deveu-se, num primeiro momento, ao esgotamento dos aumentos significativos dos pre\u00e7os controlados (tarifas), \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o do regime de chuvas, que aliviou o custo da energia e dos alimentos e \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar, inflado com a especula\u00e7\u00e3o contra o governo anterior. Nesse momento, devido \u00e0 brutal taxa de desemprego e \u00e0 queda na renda, as expectativas futuras sobre o comportamento dos pre\u00e7os s\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o acelerada, o que leva as taxas de juros reais, pagas aos detentores da d\u00edvida p\u00fablica, a incr\u00edveis 6,5% ao ano. Um verdadeiro eldorado para os rentistas, que, na pr\u00e1tica, inviabiliza qualquer possibilidade de retomada. Da mesma forma, o governo (e os comentaristas econ\u00f4micos da grande imprensa) n\u00e3o tece muitas considera\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o aos resultados das contas externas. Os saldos positivos da balan\u00e7a comercial (exporta\u00e7\u00f5es maiores que importa\u00e7\u00f5es) devem-se muito mais \u00e0 queda das importa\u00e7\u00f5es do que ao aumento das exporta\u00e7\u00f5es. A redu\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es decorre da forte recess\u00e3o e queda da renda interna, enquanto as dificuldades para as exporta\u00e7\u00f5es v\u00eam, principalmente, da taxa de c\u00e2mbio sobrevalorizada.<\/p>\n<p><strong>Leia a \u00edntegra do Boletim &gt;&gt;&gt; <a href=\"http:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/BOLETIM-DE-CONJUNTURA-11.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BOLETIM DE CONJUNTURA 11<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rem\u00e9dio que o governo quer usar s\u00f3 aprofunda problemas do pa\u00eds Pouco mais de um ano depois de assumir o poder central, o governo liderado por Michel Temer mostra-se incapaz de conduzir o pa\u00eds para a normalidade pol\u00edtica e econ\u00f4mica. 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