{"id":14880,"date":"2017-07-20T00:10:26","date_gmt":"2017-07-20T03:10:26","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=14880"},"modified":"2017-07-19T20:49:57","modified_gmt":"2017-07-19T23:49:57","slug":"novos-arranjos-dos-nit-previstos-no-marco-legal-e-estrategias-de-expansao-do-conhecimento-sao-debatidos-na-69a-reuniao-anual-da-sbpc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/07\/20\/novos-arranjos-dos-nit-previstos-no-marco-legal-e-estrategias-de-expansao-do-conhecimento-sao-debatidos-na-69a-reuniao-anual-da-sbpc\/","title":{"rendered":"Novos arranjos dos NIT previstos no Marco Legal e estrat\u00e9gias de expans\u00e3o do conhecimento s\u00e3o debatidos na 69\u00aa Reuni\u00e3o Anual da SBPC."},"content":{"rendered":"<p>O exemplo da pioneira Inova, da Unicamp, \u00e9 um farol para os arranjos modernos que os demais NIT poder\u00e3o adotar no novo cen\u00e1rio de regula\u00e7\u00e3o do setor. Busca por um sistema eficiente de tratamento de patentes ainda \u00e9 meta a ser atingida pelo Brasil<\/p>\n<p>Um dos principais vetores de desenvolvimento no s\u00e9culo XXI \u00e9, sem d\u00favida, a inova\u00e7\u00e3o. Assim sendo, construir ambientes que estimulem o empreendedorismo nas universidades e ofere\u00e7am as ferramentas necess\u00e1rias para a constru\u00e7\u00e3o de projetos e empresas inovadores \u00e9 fundamental. Nesse sentido, a responsabilidade dos N\u00facleos de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (NIT) cresceu muito nos \u00faltimos tempos. E aproveitar essas estruturas para criar uma real cultura de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no Brasil \u00e9 estrat\u00e9gico.<\/p>\n<p>Este foi o tom da mesa \u201cO papel do NIT no contexto do C\u00f3digo Legal de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Lei 13.243\/2016)\u201d, realizada nessa segunda, 17, no ciclo de debates da 69\u00aa Reuni\u00e3o Anual da SBPC. Com o Marco Legal de CT&amp;I novas atribui\u00e7\u00f5es foram somadas ao rol de responsabilidades dos NIT. Mas esses novos arranjos tamb\u00e9m abrem espa\u00e7o para uma atua\u00e7\u00e3o mais aut\u00f4noma dessas institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cSempre se soube, desde 2004, que o papel do NIT n\u00e3o seria ser um mero escrit\u00f3rio de propriedade intelectual; que o foco tinha que ser na pol\u00edtica de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Ele seria um\u00a0<em>hub<\/em>\u00a0para conectar a ICT (Institui\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica) ao mercado, com algumas a\u00e7\u00f5es do governo para dar suporte a essa parceria\u201d, lembrou Gesil Sampaio Amarante Segundo, professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e diretor do F\u00f3rum Nacional de Gestores de Inova\u00e7\u00e3o e Transfer\u00eancia Tecnol\u00f3gica (Fortec). Com o avan\u00e7o das normas, por meio da edi\u00e7\u00e3o do Marco Legal de CT&amp;I, os NIT passaram a ter uma esp\u00e9cie de \u201cguia\u201d para o estabelecimento da pol\u00edtica de inova\u00e7\u00e3o, justamente na tentativa de facilitar essa consolida\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica dos n\u00facleos.<\/p>\n<p>Para o diretor-executivo da Inova, a ag\u00eancia de inova\u00e7\u00e3o da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Milton Mori, o Brasil ainda n\u00e3o explora sua capacidade de inova\u00e7\u00e3o, ficando aqu\u00e9m de seu potencial. \u201cO Brasil ainda n\u00e3o soube transformar conhecimento tecnol\u00f3gico em oportunidade\u201d, ressaltou. Nesse contexto, a Unicamp acaba sendo uma grande exce\u00e7\u00e3o. Com um amplo portf\u00f3lio de \u201cventures\u201d, nascidas da parceria e apoio da Inova, a universidade transformou-se em um trampolim para a inova\u00e7\u00e3o brasileira, onde suas 434 \u201cempresas-filhas\u201d movimentam anualmente a expressiva soma de R$ 3 bilh\u00f5es, gerando 21,995 mil empregos. N\u00fameros impressionantes, especialmente em um pa\u00eds que, infelizmente, ainda tem o menor \u00edndice de inova\u00e7\u00e3o dentre os Brics.<\/p>\n<p><strong>Estrat\u00e9gia e patentes<\/strong><\/p>\n<p>A burocracia excessiva e aus\u00eancia de pol\u00edticas estrat\u00e9gicas s\u00e3o dois problemas a serem enfrentados para que o Brasil possa avan\u00e7ar no desenvolvimento tecnol\u00f3gico. Os NIT s\u00e3o um bom caminho para equacionar ambos. E com um custo baixo para o pr\u00f3prio sistema. \u201cUm NIT n\u00e3o precisa de tanto dinheiro. Precisa basicamente de um plano de carreira e de um projeto de gera\u00e7\u00e3o de recursos e lucro\u201d, explica Mori.<\/p>\n<p>Ainda que os n\u00facleos tenham atribui\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o bem mais complexas do que antes da edi\u00e7\u00e3o do Marco Legal de CT&amp;I, o papel prec\u00edpuo dessas unidades continua de grande relev\u00e2ncia: administrar o dep\u00f3sito de patentes geradas a partir do processo de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Este \u00e9 um ponto de conex\u00e3o fundamental entre a academia e a ind\u00fastria.<\/p>\n<p>O Brasil ainda fica para tr\u00e1s na tutela de suas patentes. E, ao n\u00e3o desenvolver este aspecto da cadeia de inova\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m acaba havendo pouca reflex\u00e3o sobre como usar a propriedade industrial para obter os maiores ganhos para o sistema de inova\u00e7\u00e3o. \u201cMais de 80% do patrim\u00f4nio das empresas hoje \u00e9 intang\u00edvel; est\u00e1 na propriedade intelectual\u201d, frisou o diretor da Fortec. \u201cO NIT n\u00e3o pode ser um mero escrit\u00f3rio de propriedade intelectual, nem pode se comportar como apenas mais um elo da burocracia. \u00c9 preciso pensar estrategicamente, inclusive nas parcerias com a ind\u00fastria\u201d, diagnosticou.<\/p>\n<p><em><strong>Cr\u00e9dito: Mariana Mazza \u2013 para o Jornal da Ci\u00eancia \u2013 SBPC 20\/07\/2017.<\/strong><\/em><em><strong>\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O exemplo da pioneira Inova, da Unicamp, \u00e9 um farol para os arranjos modernos que os demais NIT poder\u00e3o adotar no novo cen\u00e1rio de regula\u00e7\u00e3o do setor. 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