{"id":15143,"date":"2017-07-28T06:53:23","date_gmt":"2017-07-28T09:53:23","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=15143"},"modified":"2017-07-28T06:53:54","modified_gmt":"2017-07-28T09:53:54","slug":"uniao-estuda-elevar-contribuicao-previdenciaria-de-servidor-e-novas-altas-de-impostos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/07\/28\/uniao-estuda-elevar-contribuicao-previdenciaria-de-servidor-e-novas-altas-de-impostos\/","title":{"rendered":"Uni\u00e3o estuda elevar contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria de servidor e novas altas de impostos"},"content":{"rendered":"<p>O Or\u00e7amento federal de 2017 prev\u00ea receitas de R$ 40,5 bilh\u00f5es que podem n\u00e3o entrar no caixa at\u00e9 o fim do ano, porque dependem de negocia\u00e7\u00f5es dif\u00edceis no Congresso ou seriam obtidas com leil\u00f5es de concess\u00e3o e privatiza\u00e7\u00e3o ainda incertos. Por isso, sob risco de apag\u00e3o fiscal, o governo come\u00e7ou ontem a discutir com l\u00edderes da base aliada no Congresso maneiras para reduzir despesas e elevar a arrecada\u00e7\u00e3o. No card\u00e1pio de op\u00e7\u00f5es, est\u00e3o a eleva\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria dos servidores federais de 11% para 14%, o aumento de outros impostos al\u00e9m do PIS\/Cofins sobre combust\u00edveis; mais cortes de gastos e a pr\u00f3pria amplia\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit prim\u00e1rio de 2017, cuja meta \u00e9 um rombo de R$ 139 bilh\u00f5es.<\/p>\n<div class=\"box box-vejaTambem\"><\/div>\n<p>O governo est\u00e1 preocupado particularmente com o fim da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento de diversos setores e o programa de refinanciamento de d\u00edvidas tribut\u00e1rias (Refis), medidas que est\u00e3o sendo desfiguradas pelo Congresso. Al\u00e9m disso, n\u00e3o tem firmeza sobre quanto pode levantar com concess\u00f5es e privatiza\u00e7\u00f5es. Se nas \u00e1reas de petr\u00f3leo e g\u00e1s h\u00e1 chance de leil\u00f5es competitivos e boa arrecada\u00e7\u00e3o, h\u00e1 imbr\u00f3glios como o embate jur\u00eddico em torno das quatro usinas da Cemig, avaliadas em R$ 11 bilh\u00f5es. Por isso, integrantes do governo admitem internamente a necessidade de mexer no Or\u00e7amento ou rever a meta fiscal, classificada como \u201cmuito ousada\u201d, segundo um auxiliar do presidente Michel Temer.<\/p>\n<p>O martelo ser\u00e1 batido em agosto, durante a prepara\u00e7\u00e3o da proposta or\u00e7ament\u00e1ria de 2018 a ser enviada ao Congresso. Na ocasi\u00e3o, o governo decidir\u00e1 ainda se vai mesmo adiar ou cancelar os reajustes prometidos aos funcion\u00e1rios p\u00fablicos e outras medidas de corte de despesas, al\u00e9m do aumento de impostos.<\/p>\n<p>Segundo um interlocutor do Planalto, pessoalmente, o presidente \u00e9 a favor da revis\u00e3o da meta fiscal, mas tem cedido aos argumentos do ministro da Fazenda, que n\u00e3o concorda com essa sa\u00edda. Integrantes da ala pol\u00edtica tamb\u00e9m pressionam pela mudan\u00e7a.<\/p>\n<div class=\"foto\">\n<figure><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ogimg.infoglobo.com.br\/in\/21640271-7e0-23c\/FT1086A\/420\/xfiscal-site.png.pagespeed.ic.W5an-MTrA-.jpg?resize=696%2C418&#038;ssl=1\" width=\"696\" height=\"418\" data-pagespeed-high-res-src=\"https:\/\/ogimg.infoglobo.com.br\/in\/21640271-7e0-23c\/FT1086A\/420\/xfiscal-site.png.pagespeed.ic.W5an-MTrA-.jpg\" \/><figcaption>.<b>\u00a0&#8211; Ag\u00eancia O Globo<\/b><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Em uma reuni\u00e3o ontem, os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Dyogo Oliveira (Planejamento) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) conversaram com os l\u00edderes no Congresso, o deputado Andr\u00e9 Moura (PSC-SE) e o senador Romero Juc\u00e1 (PMDB-RR), sobre a pauta legislativa. As medidas priorit\u00e1rias, nesse caso, s\u00e3o a reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos, que daria uma receita este ano de R$ 2,2 bilh\u00f5es, e o Refis, que permitiria o ingresso de R$ 13,3 bilh\u00f5es no caixa.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que as propostas foram alteradas. Por exemplo, a desonera\u00e7\u00e3o da folha foi prorrogada para janeiro de 2018 e a ordem \u00e9 reverter o cronograma para que a mat\u00e9ria passe a valer ainda este ano. No caso do Refis, o relator da medida provis\u00f3ria na C\u00e2mara, deputado Newton Cardoso J\u00fanior (PMDB-MG), mudou substancialmente o texto, com redu\u00e7\u00f5es de 99% dos juros e das multas. Isso fez com que a economia estimada pelo governo ca\u00edsse para menos de R$ 500 milh\u00f5es. A ideia, tamb\u00e9m, \u00e9 aprovar a MP original.<\/p>\n<p>\u2014 No caso da reonera\u00e7\u00e3o, pelo texto do relator, seria apenas em 2018, mas vamos trabalhar para que haja efeito j\u00e1 em 2017. N\u00e3o queremos cortes (no Or\u00e7amento), mas eles s\u00e3o necess\u00e1rios. Nosso maior problema hoje \u00e9 aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o \u2014 resumiu Andr\u00e9 Moura.<\/p>\n<p>J\u00e1 as concess\u00f5es somam R$ 25 bilh\u00f5es, incluindo a privatiza\u00e7\u00e3o, em setembro, da Lotex, que \u00e9 a loteria instant\u00e2nea da Caixa Econ\u00f4mica, que poderia render aos cofres p\u00fablicos R$ 1 bilh\u00e3o. Outras receitas com as quais o governo conta e est\u00e3o certas s\u00e3o R$ 2 bilh\u00f5es em precat\u00f3rios (recursos de a\u00e7\u00f5es perdidas pelo governo na Justi\u00e7a que n\u00e3o foram recolhidos pelos autores) e outros R$ 3 bilh\u00f5es com o programa de repatria\u00e7\u00e3o de recursos.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Geralda Doca\/O Globo \u2013 dispon\u00edvel na internet 28\/07\/2017<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Or\u00e7amento federal de 2017 prev\u00ea receitas de R$ 40,5 bilh\u00f5es que podem n\u00e3o entrar no caixa at\u00e9 o fim do ano, porque dependem de negocia\u00e7\u00f5es dif\u00edceis no Congresso ou seriam obtidas com leil\u00f5es de concess\u00e3o e privatiza\u00e7\u00e3o ainda incertos. 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