{"id":15275,"date":"2017-08-02T00:08:06","date_gmt":"2017-08-02T03:08:06","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=15275"},"modified":"2017-08-01T22:27:26","modified_gmt":"2017-08-02T01:27:26","slug":"servidor-em-desvio-de-funcao-deve-receber-diferencas-de-remuneracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/08\/02\/servidor-em-desvio-de-funcao-deve-receber-diferencas-de-remuneracao\/","title":{"rendered":"Servidor em desvio de fun\u00e7\u00e3o deve receber diferen\u00e7as de remunera\u00e7\u00e3o."},"content":{"rendered":"<p>Um servidor p\u00fablico federal receber\u00e1 as diferen\u00e7as de remunera\u00e7\u00e3o pelo tempo em que exerceu, em desvio de fun\u00e7\u00e3o, atribui\u00e7\u00f5es de cargo diferente do seu. O Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4) condenou, na \u00faltima semana, a Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1 (UTFPR) a pagar os valores.<\/p>\n<p>O servidor entrou para o corpo de funcion\u00e1rios da UTFPR em 1993, na fun\u00e7\u00e3o de porteiro. Em 2001, ele foi informalmente remanejado para trabalhar no setor de patrim\u00f4nio da universidade. Ao fim do ano de 2008, o servidor j\u00e1 exercia a fun\u00e7\u00e3o de chefe da divis\u00e3o de patrim\u00f4nio de um dos campi da universidade, mas continuava a receber o sal\u00e1rio referente ao cargo de porteiro.<\/p>\n<p>Alegando desvio de fun\u00e7\u00e3o, o servidor ajuizou a\u00e7\u00e3o contra a UTFPR pedindo o pagamento das diferen\u00e7as mensais de remunera\u00e7\u00e3o entre o cargo para que foi contratado e o cargo que efetivamente exercia. O autor alegou que desenvolvia fun\u00e7\u00f5es atribu\u00eddas ao cargo de assistente de administra\u00e7\u00e3o, mas que continuou recebendo sal\u00e1rio de porteiro, chegando a mais de quinhentos reais a diferen\u00e7a mensal entre os dois cargos.<\/p>\n<p>A Justi\u00e7a Federal de Curitiba julgou a a\u00e7\u00e3o improcedente. O entendimento foi de que embora exista o desvio de fato, as fun\u00e7\u00f5es exercidas pelo servidor n\u00e3o seriam de assistente de administra\u00e7\u00e3o, mas sim de almoxarife, que se encontra na mesma categoria salarial da portaria, n\u00e3o havendo diferen\u00e7a remunerat\u00f3ria a ser indenizada.<\/p>\n<p>O\u00a0servidor apelou ao tribunal, afirmando que a UFTPR se beneficiou do servi\u00e7o desempenhado por ele sem nunca remuner\u00e1-lo de acordo com as efetivas fun\u00e7\u00f5es desempenhadas.<\/p>\n<p>A senten\u00e7a de primeiro grau foi reformada, por unanimidade, pela 4\u00aa Turma do TRF4. O relator do caso, desembargador federal Lu\u00eds Alberto d&#8217;Azevedo Aurvalle, sustentou que as provas testemunhais comprovam que as atividades exercidas pelo servidor possuem identifica\u00e7\u00e3o com as atribui\u00e7\u00f5es de assistente de administra\u00e7\u00e3o, tornando-se cab\u00edvel o pagamento das diferen\u00e7as.<\/p>\n<p>&#8220;Em aten\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio do n\u00e3o-enriquecimento il\u00edcito, subjacente ao fato de que a todo trabalho deve corresponder uma remunera\u00e7\u00e3o adequada, tem a parte autora o direito ao ressarcimento pleiteado. Tamb\u00e9m vale aqui o princ\u00edpio da isonomia, que garante tratamento igualit\u00e1rio \u00e0queles que se encontram na mesma situa\u00e7\u00e3o funcional, ainda que tal situa\u00e7\u00e3o seja uma situa\u00e7\u00e3o de fato, n\u00e3o formalizada&#8221;, concluiu o magistrado.<\/p>\n<p><strong>Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4) \u2013 02\/08\/2017<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um servidor p\u00fablico federal receber\u00e1 as diferen\u00e7as de remunera\u00e7\u00e3o pelo tempo em que exerceu, em desvio de fun\u00e7\u00e3o, atribui\u00e7\u00f5es de cargo diferente do seu. O Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4) condenou, na \u00faltima semana, a Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1 (UTFPR) a pagar os valores. 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