{"id":15638,"date":"2017-08-14T00:04:48","date_gmt":"2017-08-14T03:04:48","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=15638"},"modified":"2017-08-13T21:47:27","modified_gmt":"2017-08-14T00:47:27","slug":"falta-de-q-i-como-quem-indica-baixo-trava-ascensao-de-negros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/08\/14\/falta-de-q-i-como-quem-indica-baixo-trava-ascensao-de-negros\/","title":{"rendered":"Falta de Q.I.? Como &#8216;quem indica&#8217; baixo trava ascens\u00e3o de negros"},"content":{"rendered":"<div class=\"byline\">\n<div class=\"story-body\">\n<div class=\"story-body__inner\">\n<p>&#8220;Conviver com colegas e parentes na mesma situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m favorece. Agora, quando se \u00e9 pobre, \u00e9 bem prov\u00e1vel que voc\u00ea conhe\u00e7a mais pessoas pobres, fazendo seu capital social ficar restrito a esse grupo. Assim, ao n\u00e3o ter uma rede social de recursos para acessar, voc\u00ea acaba ficando distante de boas oportunidades, como ocupar um cargo de ger\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p>A disparidade existe em outros escal\u00f5es. Entre funcion\u00e1rios acima apenas de estagi\u00e1rios e trainees, o n\u00famero de brancos \u00e9 de 62,8% e de negros, 35,7%. J\u00e1 72,2% dos cargos de supervis\u00e3o s\u00e3o ocupados por profissionais brancosos, e 25,9% por negros.<\/p>\n<p class=\"story-body__introduction\">Gerente de comunica\u00e7\u00e3o de uma ag\u00eancia governamental em Bras\u00edlia, Marisa Bastos Teixeira costuma participar de reuni\u00f5es de diretoria da empresa e ser a \u00fanica executiva negra entre seus pares. Para ela, foi assim desde o in\u00edcio da carreira, nos anos 1990.<\/p>\n<p>&#8220;Como executiva no Brasil tenho a impress\u00e3o de estar trabalhando na Su\u00e9cia ou Dinamarca. Nas empresas, os chefes e diretores costumam ser brancos, e diversidade, quando h\u00e1, voc\u00ea s\u00f3 v\u00ea em escal\u00f5es mais baixos&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Marisa \u00e9 uma das exce\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em as estat\u00edsticas do mundo corporativo no Brasil. Pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Instituto Ethos lan\u00e7ada em 2016 aponta que somente 4,7% dos cargos executivos s\u00e3o ocupados por profissionais negros, contra 94,2% de brancos.<\/p>\n<p>Esses n\u00fameros est\u00e3o distantes da realidade da sociedade brasileira, em que 55,4% das pessoas (ou 113 milh\u00f5es de brasileiros) se declararam pretos ou pardos, segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad).<\/p>\n<p>Muito se fala do papel do racismo ou da desigualdade na educa\u00e7\u00e3o para justificar essa disparidade. Por\u00e9m, especialistas apontam que a aus\u00eancia de uma rede de contatos &#8211; formada principalmente por conhecidos em posi\u00e7\u00e3o de influ\u00eancia &#8211; pode ser determinante para que uma pessoa negra consiga do primeiro emprego a uma promo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 o tio que indica para um est\u00e1gio, o amigo da escola que hoje \u00e9 chefe e ajuda seu filho ou a informa\u00e7\u00e3o sobre uma vaga de diretor da multinacional que s\u00f3 chegou a voc\u00ea naquele bate-papo com um ex-colega de MBA. S\u00e3o rela\u00e7\u00f5es de ajuda m\u00fatua que podem beneficiar gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Os negros t\u00eam menos acesso a redes de contato ou a um capital social influente para subirem na carreira. E em uma sociedade como a nossa isso \u00e9 fundamental para uma indica\u00e7\u00e3o a um posto de comando&#8221;, afirma Emerson Rocha, doutor em Sociologia pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Atalho para o topo<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1661A\/production\/_97247619_emersonrochaespecialistasoci-logo.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Emerson Rocha\" width=\"696\" height=\"392\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Direito de imagem ARQUIVO PESSOAL Image caption &#8216;Desigualdade no capital social explica a desigualdade no acesso a posi\u00e7\u00f5es superiores&#8217;, explica Emerson Rocha, doutor em Sociologia pela UnB<\/figcaption><\/figure><figcaption class=\"media-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p>Na pr\u00e1tica, significa dizer que negros e brancos com a mesma experi\u00eancia podem ter desempenhos diferentes na hora de subir na carreira. Quem tem um bom capital social consegue mais r\u00e1pido.<\/p>\n<p>Foi assim com a gerente Marisa. Ela lembra que come\u00e7ou ainda na inf\u00e2ncia sua rede de contatos com pessoas que poderiam influenciar sua carreira de forma positiva.<\/p>\n<p>Filha de m\u00e3e costureira e pai pintor de carros, ela cresceu entre Humait\u00e1 e Gl\u00f3ria, bairros de classe m\u00e9dia do Rio de Janeiro. Os pais optaram em morar na zona sul, em uma quitinete, para ficarem mais perto dos clientes.<\/p>\n<p>Marisa passou a ter crian\u00e7as de classe m\u00e9dia como vizinhos e colegas de escola. &#8220;Sempre convivi com pessoas de n\u00edvel social mais alto do que o meu. E o curioso \u00e9 que eu tinha a exata dimens\u00e3o do fosso que separava pessoas brancas de negras. Na zona sul, eu habitava um mundo branco. Mas ao subir o morro para os ensaios da escola de samba S\u00e3o Clemente, pertinho dali, eu me encontrava com muitas pessoas como eu&#8221;, relembra. &#8220;E a realidade delas era muito diferente.&#8221;<\/p>\n<p>Formada em uma universidade privada em Botafogo, Marisa conseguiu o primeiro emprego como jornalista gra\u00e7as a uma tia costureira que tinha entre seus clientes pessoas influentes da alta sociedade carioca.<\/p>\n<p>Um dia, a tia chamou Marisa para ir ao lan\u00e7amento de um livro. Foi a contragosto, mas l\u00e1 foi apresentada a v\u00e1rias personalidades, e disso surgiu a vaga de est\u00e1gio em uma r\u00e1dio. Marisa saiu de l\u00e1 13 anos depois, como rep\u00f3rter especial e coordenadora de cobertura de eventos especiais, como o carnaval na Sapuca\u00ed.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/C9A0\/production\/_97261615_lohras.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Alexandra Loras\" width=\"696\" height=\"392\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Direito de imagem ARQUIVO PESSOAL Image caption &#8216;A grande desculpa das empresas \u00e9 dizer que n\u00e3o conseguem equilibrar a diversidade porque n\u00e3o se acha negros nas melhores universidades do pa\u00eds ou que falem ingl\u00eas&#8217;, afirma Alexandra Loras<\/figcaption><\/figure><figcaption class=\"media-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Depois dessa experi\u00eancia, sa\u00ed com um networking poderoso. Fui indicada para trabalhar como jornalista e apresentadora de TV, dividi bancada com comunicadores famosos, fui gerente em v\u00e1rias empresas p\u00fablicas e privadas, tive uma empresa de comunica\u00e7\u00e3o com uma vasta carteira de clientes, trabalhei no comit\u00ea de candidatura dos Jogos Ol\u00edmpicos de 2016 no Rio e l\u00e1 conheci o executivo que viria a me indicar para a vaga que ocupo hoje&#8221;, conta.<\/p>\n<p>&#8220;Com isso, j\u00e1 s\u00e3o v\u00e1rios anos como coordenadora, gestora ou gerente. Al\u00e9m de minha capacidade t\u00e9cnica, acredito que estar perto das pessoas certas e ser indicada por elas foi fundamental para que eu chegasse aqui.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Capital social<\/h2>\n<p>O soci\u00f3logo Emerson Rocha afirma que para ser bem-sucedido na carreira, o indiv\u00edduo depende de capitais pessoais, como o econ\u00f4mico, o cultural e o social.<\/p>\n<p>&#8220;O econ\u00f4mico refere-se ao dinheiro que voc\u00ea disp\u00f5e para custear sua sobreviv\u00eancia e educa\u00e7\u00e3o. O cultural vem da origem da fam\u00edlia e o quanto ela influencia o pr\u00f3prio indiv\u00edduo &#8211; por exemplo, o fato de os pais terem curso superior aumenta a chance de seu filho tamb\u00e9m vir a ter&#8221;, diz<\/p>\n<p>Para incrementar o capital social, existem meios democr\u00e1ticos, como o ingresso em universidades p\u00fablicas, onde \u00e9 poss\u00edvel &#8220;travar contato e conhecimento com uma s\u00e9rie de pessoas de classe m\u00e9dia, m\u00e9dia alta e at\u00e9 alta, e isso \u00e9 uma boa oportunidade para formar capital social atrav\u00e9s dessas intera\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma Rocha.<\/p>\n<p>Capital social escasso afeta negros e brancos. A diferen\u00e7a, para Rocha, \u00e9 que, em primeiro lugar, h\u00e1 muito mais negros entre os pobres. Numericamente, esses s\u00e3o mais afetados, pois representam tr\u00eas quartos da popula\u00e7\u00e3o menos favorecida, segundo o Instituto Econ\u00f4mico de Pesquisa Aplicada (Ipea). Ou seja, em cada quatro pobres, tr\u00eas s\u00e3o negros.<\/p>\n<p>&#8220;Raz\u00f5es hist\u00f3ricas como a escravid\u00e3o explicam esse fosso. Os negros de hoje t\u00eam como antepassados gera\u00e7\u00f5es de pessoas que foram legal e institucionalmente discriminadas. Como se pode competir com o capital social de um branco que n\u00e3o passou por isso?&#8221;, questiona.<\/p>\n<p>Outro motivo, segundo o pesquisador, \u00e9 que h\u00e1 fatores subjetivos cruciais para a forma\u00e7\u00e3o de uma rede de capital social. Por exemplo, quando uma pessoa se aproxima de algu\u00e9m, muitas vezes especula quais s\u00e3o as amizades &#8211; e oportunidades &#8211; que ela pode obter ao se conectar \u00e0quela pessoa.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/117C0\/production\/_97261617_moniqueevellevale.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Monique Evelle\" width=\"696\" height=\"392\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Direito de imagem ARQUIVO PESSOAL Image caption Monique Evelle defende, mais do que o acesso, a igualdade de posi\u00e7\u00f5es entre brancos e minorias nas empresas<\/figcaption><\/figure><figcaption class=\"media-caption\"><\/figcaption>&#8220;\u00c9 a base da l\u00f3gica do networking. E, por j\u00e1 chegar ao mercado de trabalho com pouco capital social, o negro fica em grande desvantagem para fortalecer sua rede. O preconceito sugere que, com um negro, se est\u00e1 diante de algu\u00e9m com baixo capital social&#8221;, afirma Rocha.<\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Inclus\u00e3o<\/h2>\n<p>Para aumentar o n\u00famero de executivos negros em seus quadros e, por consequ\u00eancia, ampliar o capital social de seus funcion\u00e1rios, cabe \u00e0s empresas ficarem mais atentas \u00e0 falta de diversidade, implantando pol\u00edticas de maior inclus\u00e3o de profissionais negros.<\/p>\n<p>A pesquisa do BID e do Ethos mostra que as organiza\u00e7\u00f5es entrevistadas buscam promover a inclus\u00e3o de diversos grupos em desvantagem. Por\u00e9m, enquanto 41% t\u00eam pol\u00edticas para pessoas com defici\u00eancia, 28% incluem as mulheres e apenas 8% t\u00eam a\u00e7\u00f5es afirmativas para negros.<\/p>\n<p>&#8220;A grande desculpa das empresas \u00e9 dizer que n\u00e3o conseguem equilibrar a diversidade porque n\u00e3o se acha negros no LinkedIn formados nas melhores universidades do pa\u00eds ou que falem ingl\u00eas&#8221;, afirma Alexandra Loras, ex-consulesa da Fran\u00e7a e hoje CEO da Protagonizo, empresa de headhunting especializada em colocar no mercado profissionais negros com altas aptid\u00f5es.<\/p>\n<p>A Protagonizo re\u00fane o cadastro de mais de 2 mil profissionais negros com n\u00edvel superior e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, formados nas melhores universidades do pa\u00eds e no exterior, e que falam at\u00e9 quatro idiomas.<\/p>\n<p>&#8220;Percebi que esses talentos negros com alto potencial sempre existiram. S\u00f3 que as empresas n\u00e3o conseguem acess\u00e1-los porque dentro de seus quadros de RH t\u00eam pessoas brancas que n\u00e3o conhecem as a\u00e7\u00f5es e movimentos de pessoas negras. E mais: as pesquisas mostram que \u00e9 muito natural e visceral que um branco escolha outro branco que, por exemplo, tenha estudado na mesma universidade de prest\u00edgio. Da\u00ed a ideia de me tornar headhunter para aumentar a presen\u00e7a da participa\u00e7\u00e3o de negros no mercado de trabalho no Brasil&#8221;, afirma Loras.<\/p>\n<p>&#8220;At\u00e9 hoje as empresas s\u00f3 tiveram homens brancos vindos de universidades de elite exercendo cargos de executivos. \u00c9 claro que eles n\u00e3o conseguem falar com o verdadeiro p\u00fablico brasileiro, que \u00e9 formado em sua maioria por negros e mulheres. E isso \u00e9 uma grande perda de dinheiro&#8221;, explica.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/165E0\/production\/_97261619_gettyimages-487379732.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Executivos\" width=\"696\" height=\"392\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Direito de imagem GETTY IMAGES Image caption Pesquisa de 2016 aponta que somente 4,7% dos cargos executivos s\u00e3o ocupados por profissionais negros, contra 94,2% de brancos<\/figcaption><\/figure><figcaption class=\"media-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p>A jornalista soteropolitana Monique Evelle, que aos 22 anos j\u00e1 foi eleita como uma das 25 mulheres negras mais influentes da internet, \u00e9 outra empreendedora que viu na diversidade a chance de aumentar o n\u00famero de profissionais negros altamente qualificados no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Idealizadora do projeto Desabafo e dona da Evelle Consultoria, ela ajuda empresas que desejam n\u00e3o s\u00f3 diversificar seus quadros, como tamb\u00e9m implantar a cultura de direitos humanos. Para ela, \u00e9 preciso desconstruir o imagin\u00e1rio social que acredita que apenas uma \u00fanica vaga ocupada por um negro em algum lugar de destaque prova que o racismo no Brasil n\u00e3o existe.<\/p>\n<p>&#8220;A gente n\u00e3o est\u00e1 no mercado apenas para brigar por inclus\u00e3o, porque, ao falar s\u00f3 disso, a gente continuar\u00e1 exercendo cargos subalternos&#8221;, opina.<\/p>\n<p>&#8220;Nossa tentativa \u00e9 fazer com que pessoas negras exer\u00e7am cargos de lideran\u00e7a e de gest\u00e3o de forma proporcional \u00e0s pessoas brancas. N\u00e3o \u00e9 porque uma organiza\u00e7\u00e3o tem entre seus executivos um \u00fanico negro ou gay ou mulher que significa que esteja fazendo diversidade ou sendo amiga das minorias. \u00c9 preciso haver proporcionalidade. Isso, sim, faz a grande diferen\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p>Emerson Rocha vai al\u00e9m. &#8220;\u00c9 claro que abrir-se para a diversidade n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de contratar uma pessoa desqualificada s\u00f3 porque \u00e9 negra. N\u00e3o \u00e9 isso. \u00c9 voc\u00ea contratar uma pessoa negra qualificada para aquele cargo. Com certeza, ela vir\u00e1 com gana de vencer, de agregar e, melhor, de produzir novos capitais sociais que podem ajudar na entrada de mais profissionais negros entre cargos de ger\u00eancia no Brasil.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"tags-container\">\n<h2 class=\"tags-title story-body__crosshead\">T\u00f3picos relacionados<\/h2>\n<\/div>\n<p><strong><span class=\"byline__name\">Cr\u00e9dito: Noemia Colonna d<\/span><\/strong><span class=\"byline__title\"><strong>e Bras\u00edlia para a BBC Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet<\/strong><br \/>\n<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Conviver com colegas e parentes na mesma situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m favorece. Agora, quando se \u00e9 pobre, \u00e9 bem prov\u00e1vel que voc\u00ea conhe\u00e7a mais pessoas pobres, fazendo seu capital social ficar restrito a esse grupo. 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