{"id":16090,"date":"2017-08-30T00:02:55","date_gmt":"2017-08-30T03:02:55","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=16090"},"modified":"2017-08-29T20:19:49","modified_gmt":"2017-08-29T23:19:49","slug":"a-geracao-smartphone-que-bebe-menos-alcool-faz-menos-sexo-e-nao-esta-preparada-para-a-vida-adulta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/08\/30\/a-geracao-smartphone-que-bebe-menos-alcool-faz-menos-sexo-e-nao-esta-preparada-para-a-vida-adulta\/","title":{"rendered":"A gera\u00e7\u00e3o smartphone, que bebe menos \u00e1lcool, faz menos sexo e n\u00e3o est\u00e1 preparada para a vida adulta"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\">Jovens que cresceram na era dos smartphones est\u00e3o menos preparados para a vida adulta, segundo uma pesquisa americana.<\/p>\n<p>A chamada &#8220;gera\u00e7\u00e3o smartphone&#8221;, daqueles que nasceram ap\u00f3s 1995, vem amadurecendo mais lentamente que as anteriores.<\/p>\n<p>Eles s\u00e3o menos propensos a dirigir, trabalhar, fazer sexo, sair e beber \u00e1lcool, de acordo com Jean Twenge, professora de psicologia da Universidade Estadual de San Diego, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Suas conclus\u00f5es est\u00e3o no rec\u00e9m-publicado livro\u00a0<i>iGen: Why Today&#8217;s Super-Connected Kids are Growing up Less Rebellious, More Tolerant, Less Happy &#8211; and Completely Unprepared for Adulthood<\/i>\u00a0(<i>iGen: Por que as crian\u00e7as superconectadas est\u00e3o crescendo menos rebeldes, mais tolerantes, menos felizes &#8211; e completamente despreparadas para a vida adulta<\/i>, em tradu\u00e7\u00e3o livre), com os resultados de uma investiga\u00e7\u00e3o baseada em pesquisas com 11 milh\u00f5es de jovens americanos e entrevistas em profundidade.<\/p>\n<div class=\"with-extracted-share-icons\"><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/62E6\/production\/_97581352_25b39811-df47-43ec-91c3-b74118c40239.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Menina com smartphone\" width=\"696\" height=\"392\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES Image caption\u00a0Jovens da Gera\u00e7\u00e3o Smartphone s\u00e3o menos rebeldes, mais solit\u00e1rios e menos felizes<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 BBC Mundo, o servi\u00e7o da BBC em espanhol, Twenge explicou que esses jovens cresceram em um ambiente mais seguro e se exp\u00f5em menos a situa\u00e7\u00f5es de risco.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1495E\/production\/_97581348_connected2.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Celulares\" width=\"696\" height=\"392\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Direito de imagem\u00a0PEOPLEIMAGES\/GETTY IMAGES Image caption\u00a0Gera\u00e7\u00e3o smartphone passa seis horas por dia conectada, segundo a pesquisadora<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Mas, por outro lado, chegam \u00e0 universidade e ao mundo do trabalho com menos experi\u00eancias, mais dependentes e com dificuldade de tomar decis\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Os de 18 anos agem como se tivessem 15 em gera\u00e7\u00f5es anteriores&#8221;, comenta Twenge.<\/p>\n<p>Ela diz que isto tem rela\u00e7\u00e3o com a superconectividade t\u00edpica desta gera\u00e7\u00e3o, que passa em m\u00e9dia seis horas por dia conectado \u00e0 internet, enviando mensagens e jogando jogos online.<\/p>\n<p>Por conta disto, acabam passando menos tempo com amigos, o que pode afetar o desenvolvimento de suas habilidades sociais.<\/p>\n<p>O estudo mostrou ainda que quanto mais tempo o jovem passa na frente do computador, maiores os n\u00edveis de infelicidade.<\/p>\n<p>&#8220;O que me impressionou na pesquisa foi que os adolescentes estavam bastante cientes dos efeitos negativos dos celulares&#8221;, comentou a pesquisadora.<\/p>\n<p>&#8220;E um estudo com 200 universit\u00e1rios que fizemos mostrou que quase todos prefeririam ver seus amigos pessoalmente&#8221;, continua.<\/p>\n<p>Essa consci\u00eancia, no entanto, n\u00e3o se traduz em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>A Gera\u00e7\u00e3o Smartphone, segundo a pesquisa com base no universo americano, sofre com altos n\u00edveis de ansiedade, depress\u00e3o e solid\u00e3o.<\/p>\n<p>A taxa de suic\u00eddio, por exemplo, triplicou na \u00faltima d\u00e9cada entre meninas de 12 a 14 anos.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 624px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/F7C4\/production\/_97582436_be997af5-e714-42b8-88a5-8253e5cbf1bb.jpg?resize=624%2C624&#038;ssl=1\" alt=\"Jean Twenge\" width=\"624\" height=\"624\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Direito de imagem\u00a0BBC ARQUIVO Image caption\u00a0Jean Twenge \u00e9 autora do livro rec\u00e9m-lan\u00e7ado sobre a gera\u00e7\u00e3o smartphone<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Mas, ao mesmo tempo, trata-se de uma gera\u00e7\u00e3o mais realista com o mercado de trabalho e mais disposta a trabalhar duro, o que Twenge v\u00ea como &#8220;boa not\u00edcia para empresas&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Eles n\u00e3o t\u00eam grandes expectativas como as que tinham os\u00a0<i>millennials<\/i>\u00a0(a gera\u00e7\u00e3o anterior, dos nascidos ap\u00f3s 1980)&#8221;, compara. &#8220;Eles est\u00e3o mais preocupados em estar f\u00edsica e emocionalmente seguros. Bebem menos e n\u00e3o gostam de riscos.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo o livro, por terem uma inf\u00e2ncia mais protegida, t\u00eam um crescimento mais lento. Para Twenge, &#8220;n\u00e3o gostam de fazer coisas nas quais n\u00e3o se sintam seguras, o que fazem \u00e9 adiar os prazeres e as responsabilidades&#8221;.<\/p>\n<p>Mas embora as principais conclus\u00f5es pare\u00e7am acenar para um sinal de alerta, a pesquisadora comenta que a gera\u00e7\u00e3o smartphone \u00e9 tolerante com pessoas diferentes e ativa na defesa de direitos LGBT e da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;E mais ainda que as gera\u00e7\u00f5es anteriores, eles acreditam que as pessoas devem ser o que s\u00e3o&#8221;, completa.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: BBC Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 30\/08\/2017<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jovens que cresceram na era dos smartphones est\u00e3o menos preparados para a vida adulta, segundo uma pesquisa americana. A chamada &#8220;gera\u00e7\u00e3o smartphone&#8221;, daqueles que nasceram ap\u00f3s 1995, vem amadurecendo mais lentamente que as anteriores. 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