{"id":16278,"date":"2017-09-04T00:12:34","date_gmt":"2017-09-04T03:12:34","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=16278"},"modified":"2017-09-03T19:18:26","modified_gmt":"2017-09-03T22:18:26","slug":"administracao-federal-pode-ter-apagao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/09\/04\/administracao-federal-pode-ter-apagao\/","title":{"rendered":"Administra\u00e7\u00e3o federal pode ter \u201capag\u00e3o\u201d."},"content":{"rendered":"<p>O risco de um &#8220;apag\u00e3o&#8221; na administra\u00e7\u00e3o federal deve crescer nos pr\u00f3ximos anos caso o Congresso Nacional demore para aprovar a reforma da Previd\u00eancia e a reestrutura\u00e7\u00e3o das carreiras de servidores do Executivo seja tamb\u00e9m adiada. Sem essas mudan\u00e7as, o espa\u00e7o no Or\u00e7amento para gastos n\u00e3o obrigat\u00f3rios, como investimentos e custeio da administra\u00e7\u00e3o, cair\u00e1 rapidamente de 8,2% este ano para 5,3% em 2020, segundo dados do Minist\u00e9rio do Planejamento obtidos pelo \u2018Estad\u00e3o\/Broadcast\u2019.<\/p>\n<p>A \u00e1rea econ\u00f4mica tem investido na revis\u00e3o de programas sociais para detectar pagamentos indevidos e tentar conter o avan\u00e7o dos gastos obrigat\u00f3rios, o que j\u00e1 trouxe um impacto positivo de R$ 5,6 bilh\u00f5es para este ano. Mas a avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que essa agenda sozinha n\u00e3o ser\u00e1 capaz de evitar um colapso do Or\u00e7amento e, consequentemente, nos servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Em tese, a fatia de despesas que podem ser cortadas em caso de necessidade ficar\u00e1 no n\u00edvel pouco superior a 5% em 2020 se n\u00e3o forem bem-sucedidos os esfor\u00e7os do governo na revis\u00e3o previdenci\u00e1ria e do funcionalismo p\u00fablico. Mas, mesmo dentro desse grupo, h\u00e1 gastos essenciais, como conta de luz e servi\u00e7os de inform\u00e1tica, que garantem a opera\u00e7\u00e3o dos sistemas do governo.<\/p>\n<p>Nessa trajet\u00f3ria, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que o sufocamento na oferta de servi\u00e7os j\u00e1 percebido neste ano (com a interrup\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de passaportes, por exemplo) se intensifique e afete cada vez mais atividades como atendimento em ag\u00eancias do INSS, fiscaliza\u00e7\u00f5es e a manuten\u00e7\u00e3o dos gastos com militares.<\/p>\n<p>&#8220;Se com 8,2% j\u00e1 est\u00e1 dif\u00edcil, imagina com 5,3%. Por isso falamos que n\u00e3o h\u00e1 alternativa \u00e0 reforma da Previd\u00eancia. Isso vai permitir o gerenciamento mais adequado da nossa pol\u00edtica or\u00e7ament\u00e1ria e financeira&#8221;, diz o assessor especial do Minist\u00e9rio do Planejamento, Arnaldo Lima Junior.<\/p>\n<p><strong style=\"font-style: inherit\">Fraudes<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto a reforma n\u00e3o sai do papel, o governo tem trabalhado em medidas para conter o avan\u00e7o nos gastos obrigat\u00f3rios, o que inclui a detec\u00e7\u00e3o de fraudes nos benef\u00edcios e iniciativas para segurar as despesas com a folha de pessoal e administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Foi criado em maio do ano passado o Comit\u00ea de Monitoramento e Avalia\u00e7\u00e3o de Pol\u00edticas P\u00fablicas (CMAP), que re\u00fane Fazenda, Casa Civil, CGU e Planejamento, para tentar implementar solu\u00e7\u00f5es de curto prazo e melhorar o gasto com programas sociais.<\/p>\n<p>Os primeiros resultados j\u00e1 foram sentidos neste ano a partir da reavalia\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios pagos em aux\u00edlio-doen\u00e7a, Bolsa Fam\u00edlia, Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC) e Fies, que rendeu o impacto positivo de R$ 5,6 bilh\u00f5es. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que esse n\u00famero pode crescer ainda mais.<\/p>\n<p>&#8220;Todos os programas tiveram crescimento real do gasto nos \u00faltimos anos, enquanto passamos a ter queda real de receitas. Identificamos os principais ralos do gasto p\u00fablico e come\u00e7amos a atacar&#8221;, diz o secret\u00e1rio executivo adjunto do Minist\u00e9rio do Planejamento, Rodrigo Toledo Cota, um dos fundadores do comit\u00ea.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, a maior fonte de redu\u00e7\u00e3o de custos para o governo tem sido a revis\u00e3o dos benef\u00edcios pagos em aux\u00edlio-doen\u00e7a, com ganho de R$ 2,6 bilh\u00f5es, segundo o CMAP. O Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social (MDS) prev\u00ea uma economia acumulada de R$ 17 bilh\u00f5es desde o in\u00edcio do pente-fino no ano passado at\u00e9 o fim de 2018, como mostrou o Estad\u00e3o\/Broadcast. E ainda est\u00e1 no plano a revis\u00e3o das aposentadorias por invalidez.<\/p>\n<p>No caso do Bolsa Fam\u00edlia, o governo detectou um gasto indevido de R$ 1,4 bilh\u00e3o e cancelou esses benef\u00edcios, mas a revis\u00e3o serviu para que esse dinheiro fosse destinado a outras fam\u00edlias que estavam na fila pela ajuda financeira. &#8220;Para n\u00e3o aumentar carga tribut\u00e1ria, que os contribuintes j\u00e1 reclamam tanto, \u00e9 preciso ter governan\u00e7a adequada dos programas sociais&#8221;, afirma Lima Junior, atual coordenador do CMAP. &#8220;O objetivo \u00e9 fazer uma avalia\u00e7\u00e3o permanente para propor redesenho de pol\u00edticas e n\u00e3o ter tanta rigidez do gasto.&#8221; As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Idiana Tomazelli e Adriana Fernandes\/ Estado de Minas \u2013 dispon\u00edvel na internet 04\/09\/2017<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O risco de um &#8220;apag\u00e3o&#8221; na administra\u00e7\u00e3o federal deve crescer nos pr\u00f3ximos anos caso o Congresso Nacional demore para aprovar a reforma da Previd\u00eancia e a reestrutura\u00e7\u00e3o das carreiras de servidores do Executivo seja tamb\u00e9m adiada. 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